Tese do “voto útil” encobre os graves erros da campanha de Manuela | Jornal Já Notícias - Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Busca:

Busca avançada »»»


Assuntos mais falados:
Índice de palavras-chave (tags)

Tese do “voto útil” encobre os graves erros da campanha de Manuela


8/10/08

De tanto ser repetida na imprensa, a tese difundida pelo PMDB, de que a derrota de Germano Rigotto em 2006 se deveu ao “voto útil”, ganhou foros de verdade.

De acordo com essa versão, para alijar o PT, muitos eleitores de Rigotto descarregaram votos em Yeda Crusius, porque seria mais fácil derrota-la no segundo turno. Erraram a mão e a reeleição de Rigotto que, segundo todas as previsões era garantida, foi por água abaixo.

Agora novamente ganha status de verdade a interpretação de que foi o “voto útil” que tirou Manuela D´Avila da disputa em Porto Alegre. Muitos eleitores de Fogaça, temendo o fenômeno da jovem deputada, teriam votado em Rosário porque será mais fácil derrotá-la no segundo turno.

Aplicada ao que ocorreu em 2006, a tese do “voto útil” descartou a hipótese mais realista, de que a a derrota tenha sido resultado de um julgamento do governo Rigotto, que foi um governo de aparências, financeiramente irresponsável, que se projetou por uma grande sustentação midiática.

Aplicada à eleição do último domingo , a tese do “voto útil” deixa de lado a possibilidade de que o revés que Manuela e seus aliados sofreram é resultado de graves erros cometidos pela candidata, desde a sua política de alianças, até o seu discurso inspirado no “Lulinha paz e amor”, passando pela concepção marqueteira de sua campanha, entregue a uma agência baiana, cujo nome - Lay Out – já diz quase tudo.

Tags: ,


Matérias Relacionadas


Comente esta notícia


Nenhum comentário até agora ↓

  • Use o formulário abaixo para fazer o seu.

Escreva um comentário

Publicidade: