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Junho 30th, 2009 Posted in Cidadania, Meio Ambiente, Notícias

Defensores da Orla pedem mais clareza na Consulta Pública

Depois de esperar quase um mês, representantes do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba conseguiram ser recebidos pelo vice-prefeito José Fortunati, que coordena a preparação da Consulta Pública sobre o projeto Pontal do Estaleiro. O grupo, liderado pelo arquiteto Nestor Nadruz, pede “mais nitidez no processo em curso” e deixou com Fortunati a seguinte carta:

“O Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba é constituído por diversas organizações, muitas das quais também integram o Fórum de Entidades da Câmara Municipal, órgão colegiado de participação popular na revisão do PDDUA. Cabe registrar, que não concordamos com a metodologia de consulta encaminhada pela Câmara Municipal, que rebaixa o direito constitucional da cidadania ao Referendo. Neste aspecto, concordamos com o Prefeito, na redação original do projeto de lei”.

“Sabedores, pelas páginas dos jornais, do conteúdo da pergunta que será feita na Consulta Pública de 23 de agosto, relativa à Lei Complementar 614, causou-nos estranheza a referência à Lei Complementar 470, que não é objeto da Consulta”.

“Considerando que o nível de informação da opinião pública sobre a legislação municipal é precário, a confusão de leis na cédula tornaria ainda mais difícil a compreensão. Além do que, na forma como foi veiculada pela imprensa, a consulta sobre uma lei estará referendando à outra”.

“Outro aspecto a ser considerado é a composição e a estrutura da Comissão Coordenadora do processo de Consulta Pública. Vários aspectos nos instigam: é estranho que um processo de consulta popular sobre um projeto de lei seja coordenado pelo próprio proponente; a Câmara Municipal, responsável pela legislação, não integra a comissão; o Fórum de Entidades, órgão oficial de participação popular na revisão do PDDUA, não foi convidado. A Consulta Pública não poderia ser coordenada pelo Executivo Municipal, proponente do projeto de lei e nem pela Câmara Municipal, que aprovou o projeto com mais de 2/3 dos votos”.

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One Response to “Defensores da Orla pedem mais clareza na Consulta Pública”

  1. Caio Lustosa diz:

    Companheiros do “Já”:
    Fico pasmo com essa posição,no mínimo ingenua, do arq.Nadruz e outros,querendo esclarecimentos sobre uma “consulta popular” claramente ilegal.Será que não leram o art. 237da Lei Orgânica,que determina a realização de PLEBISCITO (portanto, antes da aprovação da lei),em casos como esse do “Estaleiro”? E não sabem que, qualquer que sejam as perguntas, os empreendedores ocuparão a orla,que tanto dizem defender?
    Portanto, a única posição condizente com a preservação do”Pontal” é dizer NÃO Á CONSULTA.impugná-la por todos os meios ao nosso alcance!
    Por igual, a proposta de “desapropriação” é por igual absurda: o Spremo Tribunal Federal, na Súmula 479 já proclamou que margens “dos rios navegáveis são de dominio público,insuscetíveis de expropriaçãoe,por isso mesmo,excluídas de indenização.” Será preciso dizer mais?! E não sabem,por acaso, esses militantes que oart.7],incisoVI,da Constituição Estadual, inclui as margens dos rios estaduais no patrimonio do Estado?!
    Basta de tergiversações: o “Pontal do Estaleiro” pertence à comunidade portoalegrense!

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