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Transporte coletivo perde 3,5% dos passageiros com a crise

Por Bruna Cardoso

A Agergs, agência reguladora dos serviços públicos concedidos no Rio Grande do Sul, promoveu nesta quinta feira, 30, uma audiência pública sobre o aumento nas tarifas do transporte intermunicipal da Região Metropolitana de Porto Alegre.

As empresas estão pedindo um reajuste de 5,17% no preço das passagens, a partir de 1 de agosto. A audiência pública é a última etapa antes da decisão.

O aumento dos salário dos funcionários e de peças, como chassis e carrocerias, são as principais justificativas para o pedido de aumento. Outro fator citado pelas empresas é a redução no numero de passageiros, que caiu 3,5% em relação a 2008.

A única manifestação contrária ao aumento foi da Câmara Municipal de Guaíba, que enviou ofício à Agergs apelando para que não seja concedido o aumento nas tarifas da empresa Expresso Rio Guaíba, que hoje cobra até R$ 5,90 de seus passageiros.

Segundo o vereador Antônio do Santos Sarrafo, “o governo deve trabalhar junto para diminuir a carga tributária no transporte e assumir a responsabilidade na isenção de passageiros idosos, deficientes e estudantes. Já que hoje quem paga por isso é o trabalhador”.

Para o morador e usuário do transporte coletivo de Guaíba, Fernando Becker, aumentar as passagens num período de crise não é a solução. “Se hoje não se ganha tanto, o que se deve fazer é esperar. A crise ta passando. Hoje é mais barato andar de carro do que de ônibus. Em lugar nenhum do mundo isso é assim” desabafa.

O representante da Federação Rio Grandense de Associações Comunitárias e de Moradores de Bairros (Fracab), Paulo Mena, espera que se leve em consideração às condições sociais dos afetados por esse reajuste. E sugere que seja criado um quadro comparativo entre o reajuste da passagem e o poder econômico da população.

Representantes de outras cidades da Região Metropolitana não se manifestaram sobre o assunto na audiência. A Agergs deve divulgar nos próximos dias o resultado, se for aprovado o aumento, o novo preço começará a ser cobrado 72h após a publicação no Diário Oficial.

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2 Responses to “Transporte coletivo perde 3,5% dos passageiros com a crise”

  1. Anderson Godinho diz:

    Parabéns por esta matéria que serve de alerta para nós usuários, exigirmos melhor qualidade nos serviço e que esse aumento abusivo não aconteça. Além disso conheço pessoas que moram na Região Metropolitana q não conseguem emprego em Porto Alegre, devido ao alto valor da passagem. Se os empresários e funcionários das empresas reclamam de crise imagine a pessoa desempregada.

  2. Kléber Soares diz:

    Ainda há jornalistas e jornais que trabalham para informar o povo contra os abusos… O Já é um desses!

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