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Wanderley Soares
2/12/08 - A PRF (Polícia Rodoviária Federal), responsável pela interceptação de bandidos que assaltaram, pelo menos, quatro agências bancárias do interior do RS, este ano, sendo que num dos ataques aterrorizaram a cidade de Farroupilha, embora não tenham disparado nenhum tiro, deve receber do governo e dos setores de inteligência das organizações policiais deve receber uma atenção não simplesmente especial, mas especializada. A atenção es-pecial pode ser passageira, mas a especializada abre um leque que se projeta de forma ampla e permanente. A ação da PRF não deve ser apenas feste-jada e, sim ampliada, inclusive com as mesmas estratégias sendo levadas para a Polícia Rodoviária Estadual. »»»
2/12/08 - A idéia de colocar, durante a Operação Papai Noel, PMs à paisana nos lo-cais de maior risco para a população que vai às compras é bem recebida numa hora em que a segurança pública é o ponto em que o poder público demonstra sua fraqueza maior. Este é um prisma da estratégia para consu-mo externo. No entanto, na discussão interna das corporações, o PM à paisana, para a Brigada Militar, significa um avanço legal do policiamento ostensivo na seara da polícia investigativa e judiciária. Para a Polícia Civil, este “avanço” é considerado uma invasão em atribuições não previstas pela Constituição Federal ao policiamento ostensivo. Esta discussão é antiga e está sempre num crescendo e, por ora, não chega a lugar nenhum porque nem a Brigada Militar tem gente suficiente para cumprir com todas as tarefas que lhe cabe assim como a Polícia Civil está longe de ter uma estrutura que preencha as exigências da população. As deficiências levam alguns e-xecutivos de uma área e de outra a invenções que podem agradar e a invencionices que se tornam ridículas. Sigam-me. »»»
30/11/08 - O tratamento midiático da questão das drogas não é menos complexo e contraditório do que é realizado pelos organismos governamentais que combatem este flagelo, assim como é o traçado das ONGs que se dedicam a este campo. Permito-me abordar neste último dia e último domingo de novembro, apenas um detalhe sobre os organismos repressores (as polícias) e a mídia. Numa grande apreensão de drogas, o nome e a cara do traficante, evidentemente quando ocorre a prisão, são detalhes ocultos. »»»
29/11/08 - O comando geral da Brigada Militar, hoje, é como uma corrida de 100m rasos. O atleta aspira na largada e só volta a respirar no final da competição. Terceiro comandante da corporação no governo Yeda Crusius, a escolha do coronel Paulo Roberto Mendes para a cadeira que se encontra vazia no Tribunal de Justiça Militar é um obviedade, não obstante todos os currículos que chegam através de mãos perfumadas no Piratini. »»»
27/11/08 - As organizações policiais estaduais, menos com objetivos midiáticos do que os de prestar contas à sociedade das tarefas que consegue realizar, diariamente envia para os órgãos de comunicação os resultados de operações que resultam em prisões de bandidos isolados e, por vezes, de quadrilhas inteiras, apreensões de drogas e de máquinas caça-níqueis. localização de carros furtados, homicídios elucidados e relatórios outros. Essas ações bem sucedidas, no entanto, não significam um crescimento da eficiência policial. »»»
27/11/08 - O chefe da Polícia Civil, delegado Pedro Rodrigues, ainda não conseguiu administrar, plenamente, o emaranhado de suspeições que envolve, ora como denunciante, ora como denunciado, o delegado Luiz Fernando Tubino que, primeiro, perdeu a função que exercia como diretor da DAP (Divisão de Pessoal da Polícia Civil) e, depois, no fim da tarde de terça-feira, foi afastado da corporação uma vez que não aceitou seu encaminhado para trabalhar do plantão da Área Judiciária. »»»
26/11/08 - Parece-me que a discussão da política da segurança pública, sem deixar de observar, com máxima responsabilidade, as carências das burras governamentais, deva ter como ponto de partida e porto de chegada os interesses da sociedade. Isso não tem acontecido na prática e, sim, unicamente, na retórica ufanista e diáfana palaciana, ultimamente acompanhada por banda de música. Na prática, a sociedade tem sido conduzida a conviver com os níveis da violência e da criminalidade e, sem raridade, é chamada a recosturar os remendos que se romperam atrás das notas mais altas da banda de música. »»»
24/11/08 - A imprudência no trânsito urbano ou nas rodovias não se resume no não beber antes de dirigir. A partir da primavera, a temperatura se eleva e o comportamento no trânsito passa, mais do que nunca, para o nível da imprudência, pois todos querem chegar a qualquer lugar, sempre na frente, para se refrescar. Grande parte dessas pessoas terminam nas geladeiras do necrotério. Sobre a imprudência, que é um tipo de violência da maior gravidade, veiculo aqui a mensagem do perito criminal do Departamento de Criminalística do IGP (Instituto-Geral de Perícias do RS), Clovis Santos Xerxenevsky, Como o próprio Xerxenevsky diz, se a leitura dessa advertência salvar uma única vida, ele – e este humilde marquês – daremos por cumprida uma parte da nossa missão. Sigam-me. »»»
24/11/08 - Conheci jogos de azar, ainda menino, em quermesses da paróquia São Judas Tadeu, lá no Partenon, onde, numa roletinha, era possível perder muitas moedas ao arriscar ganhar desde um patinho de plástico a um urso de pelúcia. Admiro, mas não invejo os experts do baralho, dos dados, das loterias ou de quaiquer outras destas atividades que são tão antigas quanto o homem civilizado. Ao mesmo tempo, entendo como indecente toda a legislação que proíbe os jogos de azar e, invariavelmente, suspeitas e hipócritas, não obstante legais, as campanhas ou ações isoladas contra a jogatina, que sempre, seguramente por acaso, levam livre as classes privilegiadas da sociedade. »»»
24/11/08 - Uma suposta investigação no entorno de uma casa com 700m2 quadrados de área construída, piscina térmica com teto retrátil, sete suítes, a principal delas equipada com sáuna, tudo isso quase na beira da praia de Xangri-lá, no chamado litoral Norte do RS, que estaria no nome da esposa do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), ex-deputado estadual João Osório Ferreira Martins, está convulsionando a Polícia Civil gaúcha e cabeças poderão rolar. Lembro que, na coluna de ontem, mencionei a fragilidade da posição do atual chefe de Polícia, delegado Pedro Rodrigues, cuja cadeira já tem candidatos a postos, entre eles, o diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) Ranolfo Vieira Júnior e, digo, hoje, o diretor do Denarc (Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico), delegado Álvaro Steigleder Chaves. Sigam-me. »»»
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