Opinião
Wanderley Soares
5/12/08 - Segundo o promotor de Justiça Militar da Capital, João Barcelos de Souza Júnior, os auditores do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) deverão investigar, a partir de segunda-feira a existência de nepotismo cruzado no Tribunal Militar e em outras instituições. João Barcelos citou que o vice-presidente da corte, ex-comandante da Brigada Militar, coronel Antônio Maciel Rodrigues, tem uma filha trabalhando no Ministério Público Estadual; o juiz Geraldo Beneguzi tem filhos no Ministério Publico e no Tribunal de Contas, o mesmo acontecendo com o juiz militar Bona Garcia. Citou que o ex-procurador Geral de Justiça, Cláudio Barros Silva, tem um sobrinho no Tribunal Militar, a esposa e uma sobrinha no Tribunal de Contas do Estado. »»»
Wanderley Soares
3/12/08 - Para os próximos dias 8 e 9, terça e quarta-feira, está previsto um trabalho de auditoria no TJME (Tribunal de Justiça Militar do Estado), que é o Tri-bunal da Brigada Militar. O procedimento será realizado pelo CNJ (Conse-lho Nacional de Justiça). Deverá ocorrer, na tarde do dia 9, como parte dos trabalhos dos auditores, uma audiência pública aberta. Caso se confirmem denúncias partidas da promotoria e de juízes daquela corte, o comandante geral da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, uma vez nomeado juiz militar, poderá encontrar um tribunal com a sua extinção, mais do que nunca, discutida. Ao contrário, se a auditoria não só reconhecer um funcio-namento de plena austeridade do TJME como também a sua mais absoluta necessidade de existir, não só pela gravidade, mas pela quantidade de pro-cessos que julga, pelo seu quadro enxuto de servidores, com o nepotismo banido, Mendes entrará num colegiado de magistrados fortalecido e, com certeza, não lhe será incômoda a toga, o mesmo valendo para os seus pares. »»»
Wanderley Soares
2/12/08 - A PRF (Polícia Rodoviária Federal), responsável pela interceptação de bandidos que assaltaram, pelo menos, quatro agências bancárias do interior do RS, este ano, sendo que num dos ataques aterrorizaram a cidade de Farroupilha, embora não tenham disparado nenhum tiro, deve receber do governo e dos setores de inteligência das organizações policiais deve receber uma atenção não simplesmente especial, mas especializada. A atenção es-pecial pode ser passageira, mas a especializada abre um leque que se projeta de forma ampla e permanente. A ação da PRF não deve ser apenas feste-jada e, sim ampliada, inclusive com as mesmas estratégias sendo levadas para a Polícia Rodoviária Estadual. »»»
Wanderley Soares
2/12/08 - A idéia de colocar, durante a Operação Papai Noel, PMs à paisana nos lo-cais de maior risco para a população que vai às compras é bem recebida numa hora em que a segurança pública é o ponto em que o poder público demonstra sua fraqueza maior. Este é um prisma da estratégia para consu-mo externo. No entanto, na discussão interna das corporações, o PM à paisana, para a Brigada Militar, significa um avanço legal do policiamento ostensivo na seara da polícia investigativa e judiciária. Para a Polícia Civil, este “avanço” é considerado uma invasão em atribuições não previstas pela Constituição Federal ao policiamento ostensivo. Esta discussão é antiga e está sempre num crescendo e, por ora, não chega a lugar nenhum porque nem a Brigada Militar tem gente suficiente para cumprir com todas as tarefas que lhe cabe assim como a Polícia Civil está longe de ter uma estrutura que preencha as exigências da população. As deficiências levam alguns e-xecutivos de uma área e de outra a invenções que podem agradar e a invencionices que se tornam ridículas. Sigam-me. »»»
Carmen Carlet
1/12/08 - Mais um Natal se aproxima e junto com ele, os shoppings centers gaúchos dão a largada para encantar os clientes. Nas estratégias, posicionamentos diferentes. Enquanto alguns apostam no espírito natalino que toma conta das pessoas e embalam seus sonhos lúdicos, outros preferem disputar a preferência ofertando bons prêmios, como o sorteio de automóveis.
Por Carmen Carlet »»»
Wanderley Soares
30/11/08 - O tratamento midiático da questão das drogas não é menos complexo e contraditório do que é realizado pelos organismos governamentais que combatem este flagelo, assim como é o traçado das ONGs que se dedicam a este campo. Permito-me abordar neste último dia e último domingo de novembro, apenas um detalhe sobre os organismos repressores (as polícias) e a mídia. Numa grande apreensão de drogas, o nome e a cara do traficante, evidentemente quando ocorre a prisão, são detalhes ocultos. »»»
Wanderley Soares
29/11/08 - O comando geral da Brigada Militar, hoje, é como uma corrida de 100m rasos. O atleta aspira na largada e só volta a respirar no final da competição. Terceiro comandante da corporação no governo Yeda Crusius, a escolha do coronel Paulo Roberto Mendes para a cadeira que se encontra vazia no Tribunal de Justiça Militar é um obviedade, não obstante todos os currículos que chegam através de mãos perfumadas no Piratini. »»»
Wanderley Soares
27/11/08 - As organizações policiais estaduais, menos com objetivos midiáticos do que os de prestar contas à sociedade das tarefas que consegue realizar, diariamente envia para os órgãos de comunicação os resultados de operações que resultam em prisões de bandidos isolados e, por vezes, de quadrilhas inteiras, apreensões de drogas e de máquinas caça-níqueis. localização de carros furtados, homicídios elucidados e relatórios outros. Essas ações bem sucedidas, no entanto, não significam um crescimento da eficiência policial. »»»
Wanderley Soares
27/11/08 - O chefe da Polícia Civil, delegado Pedro Rodrigues, ainda não conseguiu administrar, plenamente, o emaranhado de suspeições que envolve, ora como denunciante, ora como denunciado, o delegado Luiz Fernando Tubino que, primeiro, perdeu a função que exercia como diretor da DAP (Divisão de Pessoal da Polícia Civil) e, depois, no fim da tarde de terça-feira, foi afastado da corporação uma vez que não aceitou seu encaminhado para trabalhar do plantão da Área Judiciária. »»»
Wanderley Soares
26/11/08 - Parece-me que a discussão da política da segurança pública, sem deixar de observar, com máxima responsabilidade, as carências das burras governamentais, deva ter como ponto de partida e porto de chegada os interesses da sociedade. Isso não tem acontecido na prática e, sim, unicamente, na retórica ufanista e diáfana palaciana, ultimamente acompanhada por banda de música. Na prática, a sociedade tem sido conduzida a conviver com os níveis da violência e da criminalidade e, sem raridade, é chamada a recosturar os remendos que se romperam atrás das notas mais altas da banda de música. »»»