Presidente leva 11 ministros à rampa do Planalto para saudar apoiadores

Para Bolsonaro foi uma “manifestação espontânea, pacífica, sem agressão a quem quer que seja”.

Na verdade foi a repetição de um movimento organizado que nos fins de semana reúne duas ou três centenas de apoiadores do presidente na frente do Palácio do Planalto.

A novidade deste domingo, 17, foram as faixas e cartazes a favor da cloroquina, medicamento polêmico que o presidente recomenda para tratamento da Covid 19.

E os onze ministros que acompanharam Bolsonaro até a rampa do palácio para saudar os manifestantes.

A presença do presidente da República foi transmitida ao vivo nas redes sociais a partir das 12h20.

As faixas e cartazes contra o congresso e o judiciário e pedindo intervenção militar foram retirados da frente do palácio pouco antes por recomendação da segurança.

O presidente discursou: “É muito gratificante, honroso da minha parte, do meu ministério, receber uma manifestação de apoio nesse sentido”. Desta vez, ele mencionou o poder Legislativo, mas evitou falar no Judiciário, onde um inquérito apura acusações contra ele.

“Não existe preço para nós, políticos, ter uma manifestação espontânea dessa maneira, vinda do coração, da alma do povo brasileiro que, repito, quer acima de tudo liberdade, quer democracia, quer o respeito”.

“Nós vamos conseguir mudar o destino do Brasil, apesar dessa crise que tem afetado o mundo todo”.

Naquele momento, o tema dominante na mídia era a repercussão da entrevista do empresário e suplente de senador Paulo Marinho, ex-aliado do presidente, com novas denúncias de interferência na Polícia Federal.

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