Jornal Já – Porto Alegre, Rio Grande do Sul

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Dezembro 8th, 2011 Publicado em Cidadania, Opinião
Agosto 2nd, 2011 Publicado em Cidadania, Notícias, Política

O valente Sarney do lado de lá

Luiz Cláudio Cunha *
Pego em flagrante delito como defensor do indefensável, o senador José Sarney, presidente do Congresso Nacional, esperou calado até a véspera da audiência na Justiça paulista para externar sua repulsa à condição de testemunha de defesa do coronel da reserva do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Como major, nos anos chumbados do Governo Médici, Ustra criou e comandou no II Exército de São Paulo o DOI-CODI da rua Tutóia, ganhando por merecimento a  condição de símbolo vivo da repressão mais feroz da ditadura  — o regime que Sarney defendia sem rebuço, como cacique do partido dos militares, a ARENA. Se não apoiava, Sarney nunca expressou publicamente esta suposta contrariedade. Permaneceu corajosamente silente.
Nesta quarta-feira, 27, começou em São Paulo o processo em que a família do jornalista Luiz Eduardo Merlino acusa Ustra pela morte em julho de 1971 do jovem de 22 anos, após quatro dias de brutal tortura na máquina de moer carne administrada por Ustra.

Luiz Cláudio Cunha *
Pego em flagrante delito como defensor do indefensável, o senador José Sarney, presidente do Congresso Nacional, esperou calado até a véspera da audiência na Justiça paulista para externar sua repulsa à condição de testemunha de defesa do coronel da reserva do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Como major, nos anos chumbados do Governo Médici, Ustra criou e comandou no II Exército de São Paulo o DOI-CODI da rua Tutóia, ganhando por merecimento a  condição de símbolo vivo da repressão mais feroz da ditadura  — o regime que Sarney defendia sem rebuço, como cacique do partido dos militares, a ARENA. Se não apoiava, Sarney nunca expressou publicamente esta suposta contrariedade. Permaneceu corajosamente silente.Nesta quarta-feira, 27, começou em São Paulo o processo em que a família do jornalista Luiz Eduardo Merlino acusa Ustra pela morte em julho de 1971 do jovem de 22 anos, após quatro dias de brutal tortura na máquina de moer carne administrada por Ustra.

Março 28th, 2011 Publicado em Cidadania, Cultura, Notícias

Seminário debaterá ditaduras do Cone Sul

Os 47 anos do golpe de 1964 serão lembrados no seminário Memória, Verdade e Justiça: Marcas das Ditaduras do Cone Sul , dias 30 e 31 de março e 1º de abril, em Porto Alegre, com entrada franca. Serão três noites com manifestações culturais e mesas-redondas. Confira a programação completa e o perfil dos painelistas.

Novembro 13th, 2010 Publicado em Notícias, Política

Dilma: a tortura julgada, a anistia sangrada

Luiz Cláudio Cunha *

Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente do Brasil, deve encarar um desafio que intimidou os cinco homens que a antecederam no Palácio do Planalto a partir de 1985, quando acabou a ditadura: a tortura e a impunidade aos torturadores do golpe de 1964.

José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, FHC e Lula nunca tiveram a cara e a coragem de botar o dedo na ferida da impunidade, chancelada pela medrosa decisão de abril passado do Supremo Tribunal Federal, que reafirmou o perdão aos militares e policiais que mataram e machucaram presos políticos. Na quarta-feira passada (4), quando o país ainda vivia a ressaca da vitória no domingo da primeira ex-guerrilheira a chegar ao poder supremo da Nação, o incansável Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ajuizou ação civil pública pedindo a declaração da responsabilidade civil de quatro militares reformados…

Abril 27th, 2010 Publicado em Cidadania, Notícias, Política

SIMON DESTACA JULGAMENTO HISTÓRICO DESTA QUARTA FEIRA

O senador Pedro Simon foi à tribuna chamar atenção para o “julgamento histórico” que ocorrerá no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira, 28.”O Supremo terá uma oportunidade de reconciliar o país com sua história, de ajustar a memória à verdade” disse Simon, em discurso escrito. Depois de dois anos, o STF vai decidir se a Lei da Anistia, de 1979, se estende também aos torturadores do regime militar.

“O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente os homens que se excederam na ditadura, torturando e matando”, disse Simon.

Abril 8th, 2010 Publicado em Notícias, Política

General diz que não houve tortura

Série de depoimentos de generais que sustentaram o regime de 64, começou com o ex ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves. Leônidas continua acreditando que o jornalista Vladimir Herzog é apenas um “suicida assustado” pelo simples fato de ser convocado ao centro de torturas da Tutóia.(Luiz Cláudio Cunha)