{"id":76418,"date":"2019-08-17T01:06:51","date_gmt":"2019-08-17T04:06:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=76418"},"modified":"2019-08-17T01:06:51","modified_gmt":"2019-08-17T04:06:51","slug":"a-paisagem-dos-arredores-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/a-paisagem-dos-arredores-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"A paisagem \u00fanica dos arredores de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><span class=\"assina\">Jos\u00e9 A. Lutzenberger \u2013 engenheiro agr\u00f4nomo*<\/span><\/p>\n<p>Paisagem dos arredores da cidade de Porto Alegre era de rara e singular beleza. A combina\u00e7\u00e3o geobot\u00e2nica \u00e9 \u00fanica no mundo, \u00fanica tamb\u00e9m no Rio Grande do Sul.<br \/>\nDesde os pantanais do vale do Rio Gravata\u00ed, at\u00e9 a ponta de Itapu\u00e3 e das margens do Guaiba at\u00e9 a plan\u00edcie costeira, estende-se uma cadeia de cerros gran\u00edticos entremeados de lindos vales e plan\u00edcies.<br \/>\nEstes cerros fazem parte de uma forma\u00e7\u00e3o maior que alcan\u00e7a at\u00e9 Pelotas, no Sul, at\u00e9 Ca\u00e7apava no Oeste. Estes cerros s\u00e3o de pouca altura, os mais elevados mal atingem 300 metros, mas eles representam os \u00faltimos restos de uma majestosa cadeia de montanhas que aqui se levantou numa era geol\u00f3gica muito remota, no per\u00edodo Cambriano, h\u00e1 uns 600 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<br \/>\nDe l\u00e1 para c\u00e1, a lenta, por\u00e9m, persistente eros\u00e3o geol\u00f3gica abaixou esta Cadeia, deixando-a com sua fisionomia de cerros levemente ondulados, com poucas encostas \u00edngremes. \u201cUma paisagem humanamente bela\u201d, como dizia o saudoso Pe. Balduino Rambo, um dos maiores conhecedores do Rio Grande do Sul, um dos poucos que soube aprecisar suas paisagens e am\u00e1-las profundamente, porque as compreendia em toda sua plenitude ecol\u00f3gica.<br \/>\nDurante o lento e paciente processo de moldagem geol\u00f3gica, durante incont\u00e1veis milh\u00f5es de anos, as rochas foram adquirindo formas, as mais variadas, por\u00e9m sempre harm\u00f4nicas. O granito nunca deixa cristas e \u00e2ngulos, prefere sempre formas redondas e suavemente arqueadas. Apareceram assim os numerosos chapad\u00f5es que, ainda hoje, caracterizam a maioria destes morros.<br \/>\nO aspecto mais espetacular, por\u00e9m, que nos brindou a longa hist\u00f3ria desta paisagem, uma das mais velhas do globo, foram os numerosos mon\u00f3litos, ou \u201cmatac\u00f5es\u201d, com suas formas, as mais bizarras, mas smpre suaves e lisas. Estes matac\u00f5es muitas vezes assentavam sobre o topo dos cerros como imensos ovos semi-enterraqdos ou apoiados sobre ovos menores, \u00e0s vezes em grupos maiores ou menores. Em alguns casos, estes matac\u00f5es avan\u00e7avam sobre a plan\u00edcie. Ainda existe um belo exemplar deste tipo numa pracinha na praia da Alegria. As praias do Guaiba, ao lado de Porto Alegre, desde a cidade at\u00e9 Itapu\u00e3, abrigavam grande n\u00famero destes matac\u00f5es, todos de grande beleza. Um dos \u00faltimos sobreviventes \u00e9 a Pedra Redonda. A reuni\u00e3o mais esplendorosa de matac\u00f5es era a da Ponta da Serraria.<br \/>\nOs morros t\u00eam solos pouco profundos em altern\u00e2ncia com os chapad\u00f5es que s\u00e3o as partes e em que aflora a entranha rochosa. Talvez devido esta pouca profundidade, talvez por raz\u00f5es ecol\u00f3gicas ainda n\u00e3o bem compreendidas porque n\u00e3o estudadas, o traje flor\u00edstico dos morros \u00e9 muito variado e muito fascinante. Nos topos e na maior parte das encostas predomina, em geral, a vegeta\u00e7\u00e3o de prados em campos abertos. Estes campos \u00e0s vezes podem tornar-se progressivamente mais \u201cgrossos\u201d, como diz o ga\u00facho. Expessando-se em transi\u00e7\u00e3o lenta e suave at\u00e9 chegar ao mato alto, mas esta \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o. O caso normal \u00e9 o limite abrupto entre o campo e o mato.<br \/>\nA fisionomia flor\u00edstica dos morros caracteriza-se, assim, pela altern\u00e2ncia de manchas de campo e de mato, que se disputam mutuamente o terreno. Algumas vezes o mato consegue cobrir toda uma encosta ou todo um morro, outras vezes n\u00e3o passa de pequenos \u00a0cap\u00f5es isolados\u00a0 ou de linha de cap\u00f5es ao longo dos cursos d\u00e1gua, linhas estas que sobem a encosta ao longo do c\u00f3rrego para morrer na vertente.<br \/>\nMuito comuns s\u00e3o tamb\u00e9m mini-cap\u00f5es isolados, associados com afloramentos de rocha, onde a vegeta\u00e7\u00e3o arbustiva, ou arb\u00f3rea, serve de moldura a matac\u00f5es ou grupos de matac\u00f5es. Algumas vezes a rocha, em campo aberto, est\u00e1 associada apenas a uma solit\u00e1ria capororoca acompanhada de um velho cactos em forma de candelab ro. Tamb\u00e9m podem aparecer figueiras isoladas sombreando elegantes arranjos de pedra.<br \/>\nTemos assim dois grandes ecossistemas justapostos e entremeados, abrigando, cada um, toda uma s\u00e9rie de comunidades flor\u00edsticas menores, podendo aparecer, inclusive, pequenos lagos em todos de morros, como no caso do Morro Teres\u00f3polis, que era um dos mais belos da regi\u00e3o.<br \/>\nO bosque era outrora frondoso e riqu\u00edssimo em esp\u00e9cies. Havia muitas valiosas ess\u00eancias florestais com exemplares centen\u00e1rios. Abundava a guabiroba, o cedro, a canela, o angico, a guajuvira e muitas outras madeiras finas. Nas margens do mato predominavam certas mirt\u00e1ceas, como a pitanga e o camaboinzinho. Nestas margens apareciam tamb\u00e9m certos maric\u00e1s com flores muito belas, \u00e0s vezes vermelhas, outras vezes brancas. Em certos vales havia cap\u00f5ezinhos em pleno banhado onde, nas margens, predominavam belos filodendrons.<br \/>\nEstes bosques, quando ainda intactos, quando ainda exibiam a p\u00e1tina dos s\u00e9culos, eram verdadeiras paisagens do pa\u00eds de hist\u00f3rias de fadas. Incr\u00edvel era a riqueza de ep\u00edfitas, de plantas que, sem serem parasitas, cresciam acavaladas sobre as \u00e1rvores.<br \/>\nToda figueira velha tinha sua saia cinzento-azulada de barbas-de-pau, uma pequena bromeli\u00e1cea capaz de viver exclusivamente do ar e da chuva. Sobre os velhos galhos e troncos, ent\u00e3o, havia verdadeiros jardins de orqu\u00eddeas, brom\u00e9lias, samambaias e Rhipsalis, um cactos filamentoso que pende em forma de cabeleira verde. Era muito comum tamb\u00e9m ver-se um cactus columnar, o mesmo cereus dos grupos de rochas do campo, montado no alto de uma figueira gigante onde sua semente teria sido plantada por algum p\u00e1ssaro.<br \/>\nMuito comum era a, hoje extinta, baunilha que trepava pelos troncos das \u00e1rvores. Havia tamb\u00e9m uma profus\u00e3o de lianas, entre as quais se destacavam v\u00e1rias formas de maracuj\u00e1 e de aristolochia.<br \/>\nComo contrapartida para o vestido ep\u00edfita das \u00e1rvores, o solo e, especialmente, as rochas tinham uma coberta igualmente bela de plantas de sombra, entre alas uma grande riquezas de samambaias, musgos, licop\u00f3diuns, hep\u00e1ticas, l\u00edquens e algas. Um espet\u00e1culo encantador e \u00fanico. Este tipo de bosque n\u00e3o ocorre em nenhuma outra parte do mundo. Trata-se de uma comunidade flor\u00edstica exclusiva desta regi\u00e3o. Quando tivermos eleiminado o \u00faltimo deste tipo de mato ele ter\u00e1 desaparecido para sempre da face do globo.<br \/>\nIgualmente belas e esquisitas eram as forma\u00e7\u00f5es que se instalavam sobre as rochas. Antes das promeiras depreda\u00e7\u00f5es, os matac\u00f5es apresentavam-se sempre cobertos de plantas ep\u00b4\u00b4ilitas, com v\u00e1rias esp\u00e9cies de brom\u00e9lias de espetaculares infloresc\u00eancias, algumas samambaias adaptadas \u00e0 vida no sol e em condi\u00e7\u00f5es extremas, musgos, peper\u00f4mias e Rhipsalis. Estes agrupamentos \u00a0conseguiam as vezes produzir sobre a rocha um in\u00edcio de solo que permitia, ent\u00e3o, a instala\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies no topo do matac\u00e3o.<br \/>\nCresciam, ent\u00e3o, enormes cereus ou nascia uma figueira que, quando velha, abra\u00e7ava com suas ra\u00edzes toda a pedra. Conforme a exposi\u00e7\u00e3o de uma pedra podia tamb\u00e9m estar coberta de vegeta\u00e7\u00e3o de sombra. Eram muito comuns os matac\u00f5es cobertos de verdadeiros gramados de Catlleyas. Na \u00e9poca da flora\u00e7\u00e3o da orqu\u00eddea, o mon\u00f3lito se cobria de um v\u00e9u cor-de-rosa. Um espet\u00e1culo realmente excepcional no mundo.<br \/>\nAo lado dos chapad\u00f5es e entre predras soltas nos descampados, por sua vez, existia toda uma flora semi-xer\u00f3fita. Na parte mais arbustiva, uma planta que se destacava e que ainda hoje, quando n\u00e3o mutilada, caracteriza a forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 a opuntia ou tuna, com seus longos e agudos espinhos em forma de agulhas e seu fruto vermelho. Ali onde o solo termina e aponta a rocha nua, costumava aparecer o estranho cactos redondo, o Notocactus, com sua magn\u00edfica flor de pistilo p\u00farpura. Ao lado dele pode aparecer a min\u00fascula frailea que, \u00e0s vezes, varia bastante de morro para morro.<br \/>\nNo Morro da Pol\u00edcia, antes de uma extermina\u00e7\u00e3o pelos trabalhos de terraplanagem da Embratel, ela vivia quase escondida no solo, como uma pequena cenoura verde sem folhas. No ver\u00e3o produzia v\u00e1rias flores enormes para ela, por\u00e9m, muito delicadas, uma verdadeira j\u00f3ia da natureza. J\u00e1 em outros morros, no Teres\u00f3polis, por exemplo, a frailea \u00e9 bem diferente, tem forma de um charuto peludinho, mas com flor igualmente esquisita. Cada morro tinha sua forma de Dyckia, uma pequena brom\u00e9lia terrestre, suculenta, de flores amarelas e folhas rijas em roseta, com matizes, os mais delicados, desde v\u00e1rias tonalidades de verde at\u00e9 cinzento-prateado ou quase branco. Cada uma destas esp\u00e9cies era end\u00eamica de seu morro, evoluiu com ele. Como esta planta n\u00e3o tem capacidade de viajar, a semente n\u00e3o \u00e9 carregada nem pelo vento nem por animal algum e podendo viver apenas nas margens dos chapad\u00f5es. Cada esp\u00e9cie est\u00e1 separada das irm\u00e3s do morro vizinho o tempo que levou a eros\u00e3o geol\u00f3gica para abrir o valo entre elas. Em alguns casos, isto deve ter levado algumas dezenas de milh\u00f5es de anos. A\u00a0 Dyckia da parte do topo do Morro da Pol\u00edcia era uma das mais preciosas. N\u00e3o existe mais. Ali, naquele topo, existia outra planta end\u00eamica, a Colletia Crucciata, um arbustinho de puro espinho, em formas bizarras de cor v erde-azulado. Tamb\u00e9m desapareceu v\u00edtima da terraplanagem cega e brutal. Esta planta ocorria naqueles poucos metros quadrados e em mais nenhuma parte da regi\u00e3o.<br \/>\nQuando um chapad\u00e3o, apenas cobverto de uma fina camada de solo, estanca a \u00e1gua, aparecem comunidades especialmente adptadas a estas condi\u00e7\u00f5es. Nestes lugares podem encontrar-se, \u00e0s vezes, min\u00fasculas orqu\u00eddeas de solo ou as delicadas florzinhas da Utricull\u00e1ria, uma planta carn\u00edvora que se alimenta captando animaizinhos univelulares no solo, com c\u00e1psulas especiais nas ra\u00edzes. Ali, tamb\u00e9m, pode aparecer uma verdadeira j\u00f3ia do mundo vegetal, a pequena e delicada Drosera, outra planta carn\u00edvora, que com suas folhas cobertas de tent\u00e1culos, cada um com uma got\u00edcula de mel pegajoso na ponta, capta insetos pequenos, especialmente mosquinhas e formigas.<br \/>\nA flora desses cerros \u00e9 realmente excepcional e sua descri\u00e7\u00e3o completa encheria livros. Em parte, esta flora ainda n\u00e3o est\u00e1 estudada. A ecologia da zona \u00e9 quase desconhecida. Esta paisagem \u00e9 de grande valor, sob todos os aspectos, uma paisagem de beleza e encantos excepcionais, desconhecidos em outras partes do mundo. Os naturalistas estrangeiros que aqui estiveram sempre sa\u00edram impressionados.<br \/>\nUltimamente, entretanto, alguns ao reverem esta paisegem depois de longa aus\u00eancia, partiram tremendamente decepcionados, chocados, incapazes de compreender como pode um povo, de tal maneira, desrespeitar seus mais preciosos patrim\u00f4nios a ponto de, cega e inescrupulosamente , depredar, degradar e obliterar o que tem de mais caracter\u00edstico e belo.<br \/>\nInfelizmente, nosso povo sempre foi de uma cegueira total diante4 dos espet\u00e1culos da natureza, por mais belos e fasciantes que fossem, rar\u00edssimas vezes soube ver al\u00e9m do neg\u00f3cio e do lucro imediato. Esta paisagem est\u00e1 hoje seriamente depredada, sobram muito poucos rinc\u00f5es que ainda d\u00e3o uma id\u00e9ia do que era a sua beleza original.\u00a0 Assim, de longa data vem o incr\u00edvel costume de desmantelar os mais belos matac\u00f5es. Arranca-se impiedosamente\u00a0 sua cabeleira ep\u00edlita e o martelo e o form\u00e3o passam ent\u00e3o, tranquilamente, a talhar moir\u00f5es , meios fios e paralelep\u00edpedos. Para compreender a magnitude do sacril\u00e9gio que isto significa, basta imaginar-se o tempo que necessitaram a lenta eros\u00e3o geol\u00f3lgica, o \u00e1cido dos l\u00edquens e das ra\u00edzes das ep\u00edlitas, para moldar estas magn\u00edficas pedras: apenas algumas dezenas de milh\u00f5es de anos. Se destruir um monumento arquitet\u00f4nico de algumas centenas de anos\u00a0 \u00e9 crime imperdo\u00e1vel, que dizer deste tipo de depreda\u00e7\u00e3o?<br \/>\nN\u00e3o s\u00f3 os matac\u00f5es j\u00e1 quase desapareceram e continuam desaparecendo, as belas figueiras centen\u00e1rias est\u00e3o quase todas condenadas. Tanto o caboclo, como o excursionista, insistem em fazer seu foguinho ao p\u00e9 da \u00e1rvore, entre as aletas das grandes ra\u00edzes. Tanto a popula\u00e7\u00e3o local, como turistas e engenheiros est\u00e3o hoje fazendo o poss\u00edvel para acabar rapidamente com tudo que ainda \u00e9 belo nesta regi\u00e3o. Quando n\u00e3o \u00e9 a agricultura de rapina do caboclo, que derruba o \u00faltimo mato, \u00e9 o fogo do excursionista ou do maloqueiro, que dizima a esquisita flora. Quando n\u00e3o \u00e9 a pedra solit\u00e1ria que desaparece sob o assalto do martelo e form\u00e3o, \u00e9 toda a encosta do morro que sucumbe na pedreira monstro.\u00a0 Onde n\u00e3o \u00e9 a dinamite, \u00e9 o buld\u00f6zer\u00a0 que arrasa o que ainda sobra. Aparecem assim enormes e gritantes feridas vermelhas que hoje enfeiam a paisagem e que s\u00e3o vis\u00edveis de longe para quem se aproxima de avi\u00e3o, por terra ou de barco. O \u00faltimo mato que o roceiro ainda n\u00e3o conseguiu liquidar, \u00e9 serveramente mutilado pela CEEE, que acha que debaixo da linha de alta tens\u00e3o deve haver sempre uma faixa de 100 metros de largura de deserto, ou \u00e9 a Embratel que aplaina os mais belos topos, para ali colocar suas torres, com se n\u00e3o fosse poss\u00edvel instal\u00e1-las respeitando as obras da Natureza. O que ainda consegue sobreviver, desaparece ent\u00e3o com os loteamentos indisciplinados, ou com o avan\u00e7o ainda mais ca\u00f3tico das malocas.<br \/>\nTodas as explora\u00e7\u00f5es est\u00e3o feitas de maneira absolutamente ac\u00f3tica, sem a m\u00ednima preocupa\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica ou ecol\u00f3gica, com cegueira e irrever\u00eancia total, absoluta.<br \/>\nAs nossas autoridades nunca tiveram a m\u00ednima sensibilidade para estes aspectos, nunca viram nada, antes encorajaram as depreda\u00e7\u00f5es. A degrada\u00e7\u00e3o avan\u00e7a a passo acelerado, em espiral exponencial. Se as atuais tend\u00eancias continuarem por mais alguns anos, o que era uma das paisagens mais amenas e preciosas do mundo passar\u00e1 a ser apenas um amontoado de fei\u00fara, desola\u00e7\u00e3o e destro\u00e7os. A marcha exponencial para a destrui\u00e7\u00e3o far\u00e1 com que em bem poucos anos, mesmo que queiramos, j\u00e1 n\u00e3o haja mais possibilidade de salvar nada de valioso.<br \/>\n\u00c9, portanto, absolutamente indispens\u00e1vel que disciplinemos em tempo, isto \u00e9, j\u00e1, a explora\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento e a urbaniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Deve ser feito um zoneamento que limite definitivamente, e claramente, o que pode ser urbanizado, quais os elementos paisag\u00edsticos que devem ser conservados ou recuperados, quando poss\u00edvel, onde pode e onde n\u00e3o pode ser feita explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. \u00c9 imprescind\u00edvel que se fa\u00e7a um levantamento ecol\u00f3gico da regi\u00e3o, com mapeamento dos diferentes ecossistemas e comunidades flor\u00edsticas. A parte n\u00e3o liberada para a agricultura e urbanismo deve ser rigorosamente protegida, podendo, ent\u00e3o, reintroduzir-se inclusive a fauna, j\u00e1 praticamente extinta.<br \/>\nCostumamos ser muito precipitados e copiar o \u201cprogresso\u201d material dos pa\u00edses que admiramos, mas esquecemos completamente de copiar tamb\u00e9m outros aspectos igualmente importantes e vitais, como \u00e9 o respeito paisag\u00edstico e a conserva\u00e7\u00e3o da natureza.\u00a0 Se podemos ter congressos de cibern\u00e9tica, est\u00e1 na hora de tamb\u00e9m copiarmos o guarda-florestal, o cuidado da flora e fauna como s\u00e3o praticados na Europa e nos Estados Unidos<br \/>\n(* Texto Mimeografado\/1980)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 A. Lutzenberger \u2013 engenheiro agr\u00f4nomo* Paisagem dos arredores da cidade de Porto Alegre era de rara e singular beleza. 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