{"id":78424,"date":"2019-10-18T21:50:19","date_gmt":"2019-10-19T00:50:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=78424"},"modified":"2023-10-25T10:41:50","modified_gmt":"2023-10-25T13:41:50","slug":"entrevista-foram-os-consumidores-que-criaram-a-primeira-feira-ecologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/entrevista-foram-os-consumidores-que-criaram-a-primeira-feira-ecologica\/","title":{"rendered":"Entrevista: &quot;Foram os consumidores que criaram a primeira feira ecol\u00f3gica&quot;  \u00a0"},"content":{"rendered":"<p>\u201cNada acontece na vida se n\u00e3o houver esse alinhavo, uma jun\u00e7\u00e3o de elos que vai tendo uma energia de coletivo, com muita clareza do que est\u00e1 sendo constru\u00eddo\u201d.<br \/>\nFoi com esse sentimento que Glaci Campos Alves idealizou junto com amigos a montagem de algumas banquinhas na Reden\u00e7\u00e3o, que mais tarde dariam origem \u00e0 Feira da Coolmeia, considerada a primeira feira ecol\u00f3gica do Brasil. .<br \/>\nEngenheira agr\u00f4noma de 74 anos, ex-diretora da Agapan e professora da Escola T\u00e9cnica de Agricultura (ETA), de Viam\u00e3o, Glaci falou ao J\u00c1 sobre as origens da Feira dos Agricultores Ecologistas \u2013 FAE, que prepara para comemorar neste s\u00e1bado tr\u00eas d\u00e9cadas de uni\u00e3o entre produtores e consumidores em torno da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"assina\"><span class=\"assina\">Cleber Dioni Tentardini<\/span><br \/>\n<strong><span class=\"entreperg\">A feira foi organizada pelos integrantes da Cooperativa Coolmeia, que instalaram as primeiras banquinhas no dia 16 de outubro de 1989, no Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o Saud\u00e1vel?<\/span><\/strong><br \/>\nSim, mas \u00e9 preciso frisar que a cooperativa foi fundada em 1978 e a feira, na Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, aos s\u00e1bados, come\u00e7ou em 1989. Eu n\u00e3o estava entre os fundadores da cooperativa, como a Ana Lombardi, o Marciano. At\u00e9 porque eu n\u00e3o vivia no Brasil. Fiquei exilada na Fran\u00e7a por oito anos devido \u00e0 ditadura militar e s\u00f3 retornei em 1981, quando fui morar no Bom Fim e vi que o movimento ecol\u00f3gico urbano estava bem forte atrav\u00e9s de entidades mais antigas como Agapan.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Os pioneiros da ecologia.<\/span><br \/>\nSim, pioneiros do movimento ecol\u00f3gico em muitos aspectos, a ponto de contribuir decisivamente com a elabora\u00e7\u00e3o de uma lei estadual sobre os agrot\u00f3xicos, em 82, a primeira no Brasil, que viria a inspirar a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei nacional sobre os venenos, na constituinte de 88. Mas ainda vivia-se a fase da anistia, do movimento Diretas J\u00e1, o movimento pol\u00edtico-partid\u00e1rio ganhando for\u00e7a novamente, a constru\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores que come\u00e7ou no final da d\u00e9cada de 70.<\/p>\n<p class=\"assina\"><strong><span class=\"entreperg\">Esse movimento ecol\u00f3gico era basicamente urbano?<\/span><\/strong><br \/>\nMas a Agapan conseguiu um feito muito importante ao criar n\u00facleos em v\u00e1rios munic\u00edpios ga\u00fachos e inspirou o surgimento de outras entidades ecol\u00f3gicas. O grande referencial, o ide\u00f3logo era Jos\u00e9 Lutzenberger, mas come\u00e7aram a se aproximar outros nomes importantes, como Sebasti\u00e3o Pinheiro, Jacques Saldanha, Magda Renner e Giselda Castro, ambientalistas e integrantes da A\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Feminina Ga\u00facha (ADFG), Flavio Lewgoy e tantos outros com muita base te\u00f3rica e informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"assina\"><strong><span class=\"entreperg\">Onde eram encontrados produtos org\u00e2nicos nessa \u00e9poca?<\/span><\/strong><br \/>\nQuase n\u00e3o havia consumidores de produtos biol\u00f3gicos, que \u00e9 mais correto de dizer do que produtos org\u00e2nicos. Quando os jornais ga\u00fachos come\u00e7aram a dar espa\u00e7o para grandes reportagens sobre o meio ambiente, principalmente desastres ambientais como em Hermenegildo, foi se criando uma fundamenta\u00e7\u00e3o dos ecologistas, uma consci\u00eancia ecol\u00f3gica entre os consumidores. Est\u00e1 a\u00ed um dos motivos porque as feiras ecol\u00f3gicas deram muito certo em Porto Alegre. \u00c9 que foram os consumidores, e n\u00e3o os agricultores, os primeiros a serem estimulados, motivados. Porque n\u00e3o adianta criar um n\u00facleo de produtores de alimentos sem veneno e n\u00e3o ter consumidores, \u00e9 o que diz\u00edamos aos integrantes de movimentos sociais de pa\u00edses latino-americanos durante os encontros. Eles n\u00e3o entendiam porque as feiras deles n\u00e3o davam muito certo. Provavelmente, porque n\u00e3o houve nesses pa\u00edses um processo de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental t\u00e3o forte como aqui, capitaneado pela Agapan, que espraiou esse movimento para todo o Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p class=\"assina\"><strong><span class=\"entreperg\">As feiras ecol\u00f3gicas v\u00eam desse processo de constru\u00e7\u00e3o de uma consci\u00eancia ambiental<\/span><\/strong><br \/>\nMuitos n\u00e3o sabem, mas a Coolmeia foi uma cooperativa que tinha por fim uma atividade mais espiritualista. Foi criada por 40 integrantes, a maioria ligada \u00e0 Grande Fraternidade Universal, preocupada com a qualidade do alimento, a qualidade de vida espiritual. Viv\u00edamos a Era de Aqu\u00e1rio. A quest\u00e3o era hol\u00edstica. Soube que fizeram at\u00e9 um mapa astrol\u00f3gico para a cria\u00e7\u00e3o da Coolmeia. At\u00e9 a\u00ed, a Coolmeia oferecia cursos de ioga, medita\u00e7\u00e3o&#8230; Era o p\u00fablico alternativo. Ent\u00e3o, a partir da constru\u00e7\u00e3o dessa consci\u00eancia coletiva, era preciso criar pontos comerciais para vender os produtos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78443\" aria-describedby=\"caption-attachment-78443\" style=\"width: 338px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-78443 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Feira_foto-matheus-chaparini-338x450.jpg\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"450\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78443\" class=\"wp-caption-text\">Uma das entradas, esquina com a rua Santa Teresinha. Foto: Feira Matheus Chaparini\/Arquivo J\u00c1<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><span class=\"entreperg\">Dentre os fundadores da cooperativa havia produtores de alimentos naturais?<\/span><\/strong><br \/>\nBasicamente consumidores. Um ou outro poderia ter um sitio que produzisse mel, vegetais. Ent\u00e3o, eles visitavam muito o meio rural para trazer alimentos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong><span class=\"entreperg\">E como se deu a uni\u00e3o entre produtor e consumidor? \u00a0<\/span><\/strong><br \/>\nFoi muito interessante. Aqui no estado esse movimento da agricultura ecol\u00f3gica come\u00e7ou aos poucos, com a Pastoral da Terra, atrav\u00e9s da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ou muitos jovens do campo, que cresceram vendo seus pais colocando muito veneno nos alimentos. A Pastoral da Terra come\u00e7ou a trabalhar essa consci\u00eancia nos agricultores j\u00e1 na d\u00e9cada de 70, um processo de convencimento dos agricultores para dizer n\u00e3o ao veneno. Ent\u00e3o, as tr\u00eas for\u00e7as do campo foram a Pastoral da Terra, os t\u00e9cnicos que formaram ONGs (Organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais) para orientar os agricultores a plantar sem veneno e as ONGs estrangeiras, que financiavam as ONGs nacionais. O Centro Ecol\u00f3gico de Ip\u00ea, por exemplo, criou toda uma estrutura a partir de financiamento de entidades da Su\u00e9cia. Na Europa, na d\u00e9cada de 70, j\u00e1 se falava em embalagens sustent\u00e1veis, reciclagem de lixo, acondicionamento de \u00f3leo vegetal. Em Paris, j\u00e1 havia um movimento forte de agricultores e um com\u00e9rcio em feiras bem constitu\u00eddo para a agricultura biol\u00f3gica. E os grandes esc\u00e2ndalos j\u00e1 estavam acontecendo. Foram descobertos os fosforados, os clorados que estavam presentes no leite que as m\u00e3es amamentavam seus filhos, as contamina\u00e7\u00f5es, a coctecnologia dura, termo cunhado por Lutzenberger que ach\u00e1vamos muito pedag\u00f3gico. A partir da Revolu\u00e7\u00e3o Verde, no per\u00edodo p\u00f3s-guerra, pegaram as tecnologias descobertas para a guerra e transformaram em insumos agr\u00edcolas. A Revolu\u00e7\u00e3o Verde criou aditivos e sol\u00faveis sint\u00e9ticos. O que eles fizeram com toda a tecnologia criada para a guerra, que teve um alto custo? Transformaram tudo em produtos agr\u00edcolas. Primavera Silenciosa (Rachel Carson, 1962), O esc\u00e2ndalo das sementes (Pat Roy Mooney, 1987) esses livros foram traduzidos para o portugu\u00eas. O livro do Sebasti\u00e3o Pinheiro \u2018O Amor \u00e0 arma e a qu\u00edmica ao pr\u00f3ximo\u2019 trata disso.<\/p>\n<p><strong><span class=\"entreperg\">Ent\u00e3o, as primeiras bancas com produtos biol\u00f3gicos em Porto Alegre foram instaladas pelos pr\u00f3prios consumidores, ligados \u00e0 cooperativa Coolmeia?<\/span><\/strong><br \/>\nBom, tem uma hist\u00f3ria bem interessante antes. Mas, sim, apresentei a ideia de montar a feira na Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, em frente ao pr\u00e9dio dos padres, nem havia a Maom\u00e9 ali. Ent\u00e3o, marcamos uma audi\u00eancia com o prefeito Collares (1986-89) para apresentar nosso projeto. Ele n\u00e3o se op\u00f4s, mas n\u00e3o viu possibilidade de manter sempre presente os \u00f3rg\u00e3os da Prefeitura porque era s\u00e1bado e teria que ter escalas de plant\u00f5es para os funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Bom, seria com a gente mesmo, ent\u00e3o escolhemos a semana da luta contra os agrot\u00f3xicos e dia mundial da alimenta\u00e7\u00e3o, em 16 de outubro, para iniciarmos a feira. Estavam presentes, no m\u00ednimo, umas dez bancas. Chegaram a participar aqui da feira o deputado federal Henrique Fontana, que plantava num s\u00edtio em Viam\u00e3o com um s\u00f3cio, o Floriano Isolan, ex-secret\u00e1rio da Agricultura do Collares. O Valdo e o Lovato s\u00e3o dos que est\u00e3o desde o in\u00edcio da feira. Todos os agricultores tinham consci\u00eancia politica, com influ\u00eancia principalmente da Pastoral da Terra. Ent\u00e3o, desde o in\u00edcio nos preocupamos com o regulamento. N\u00f3s t\u00ednhamos que esclarecer a opini\u00e3o p\u00fablica que era uma feira de produtos vendidos direto do produtor, sem intermedi\u00e1rio. Agricultores que estavam ali porque se negaram produzir com veneno. Nas primeiras edi\u00e7\u00f5es, os produtores ficaram espantados porque vinham pra c\u00e1 e vendiam toda a produ\u00e7\u00e3o. Foi a primeira feira desse tipo no Brasil. Come\u00e7ou mensal, depois, quinzenal e semanal. Antes, os agricultores tinham dificuldade de vir a Porto Alegre, devido ao custo alto. Em S\u00e3o Paulo, foi criada uma feira aos moldes da nossa cerca de dois anos depois.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78444\" aria-describedby=\"caption-attachment-78444\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-78444 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190202_130853.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"780\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78444\" class=\"wp-caption-text\">Perto do meio-dia come\u00e7a a movimenta\u00e7\u00e3o para recolher os produtos. Foto: Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><span class=\"entreperg\">E qual \u00e9 a hist\u00f3ria \u201cbem interessante\u201d que mencionaste?<\/span><\/strong><br \/>\nEu conheci a Coolmeia na Barros Cassal, depois ela foi para Gon\u00e7alves de Carvalho, passou pela Jo\u00e3o Teles e, finalmente, se estabeleceu na Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. Na Jo\u00e3o Teles, a Coolmeia alugou uma casa junto com a Agapan e a ADFG. Ali, a Cooperativa tinha uma lojinha e uma fruteira nos fundos da casa. O Nelson Diehl, que era naturista, ligado \u00e0 juventude da macrobi\u00f3tica, se associou e passou a participar da administra\u00e7\u00e3o da cooperativa. Trouxe alguns referenciais administrativos para a Coolmeia, cuja gest\u00e3o era muito emp\u00edrica. Come\u00e7amos a participar de todos os eventos de movimentos sociais, mobiliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, e montamos uma banquinha no Brique da Reden\u00e7\u00e3o, aos domingos, onde vend\u00edamos produtos n\u00e3o aliment\u00edcios, porque n\u00e3o era permitido. Isso foi entre 82 e 88, quando as mobiliza\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas foram muitos fortes para garantir emendas na Constituinte de 88, que teve uma metodologia participativa. Uma das nossas bandeiras \u00e9 para que desburocratizassem a cria\u00e7\u00e3o de coletivos de trabalho, no caso as cooperativas, para que n\u00e3o precisasse ser grandes cooperativas. Em 86, organizamos um grande evento na \u00e1rea central da Reden\u00e7\u00e3o (espelho d\u2019\u00e1gua) para comercializar produtos ecol\u00f3gicos. A feira Tupamba\u00e9 (palavra de origem tupi-guarani que significa lavoura do comum) foi mais do que isso, levamos artes\u00e3os que trabalhavam com papel, o poder p\u00fablico para falar em lixo reciclado, entidades ecol\u00f3gicas para palestras, montamos barracas com bambu. Em 87, fizemos a segunda edi\u00e7\u00e3o da feira Tupamba\u00e9, agora na \u00e1rea do Ramiro Souto, onde montamos uma lona de circo com toda estrutura feita com bambu e cobramos entrada. Havia bancas de entidades espiritualistas, ecol\u00f3gicas, agricultores, e grupos de eventos culturais. Em 88, fizemos uma terceira Tupamba\u00e9, em uma escola infantil Amiguinhos do Verde, para levar as quest\u00f5es ecol\u00f3gicas para as crian\u00e7as. Convidamos v\u00e1rias escolas estaduais, mas pegamos um per\u00edodo de greve do magist\u00e9rio e n\u00e3o deu muito certo. Bom, a partir da\u00ed, come\u00e7amos a pensar em uma feira que fosse permanente, promovida pela Coolmeia, com participa\u00e7\u00e3o das entidades ecol\u00f3gicas. Ainda montamos outras duas feiras, l\u00e1 na Secretaria da Agricultura, no Menino Deus, no s\u00e1bado e \u00e0s quartas-feiras. Ideia minha. A do s\u00e1bado, a proposta original era repetir o modelo da Tupamba\u00e9, com yoga, artesanato, pintura, livros, alimentos.<\/p>\n<p><strong><span class=\"entreperg\">Essas s\u00e3o as origens<\/span><\/strong><br \/>\nDesde o in\u00edcio as decis\u00f5es eram em grupo, para conservar o esp\u00edrito cooperativista. N\u00f3s t\u00ednhamos os princ\u00edpios mais importantes no planejamento estrat\u00e9gico: a vis\u00e3o e a miss\u00e3o. Reuni\u00f5es peri\u00f3dicas, jantas e caf\u00e9s uma vez em cada propriedade para as pessoas se conhecerem, trocar experi\u00eancias. Eles tinham as associa\u00e7\u00f5es no Interior, com comiss\u00f5es de \u00e9tica. O MST, em Eldorado, e o MPA, em Torres, entraram depois.<\/p>\n<p><strong><span class=\"entreperg\">E como v\u00ea a feira hoje, ao completar 30 anos?<\/span><\/strong><br \/>\nTem coisas fortes na feira que n\u00e3o se perderam com o fechamento da cooperativa em 2006. Essa feira n\u00e3o surgiu para resolver problemas de mercado nem para oferecer produtos sem veneno para o consumidor, mas para construir uma nova sociedade, com princ\u00edpios do movimento ecol\u00f3gico. Por isso que, quando surgiu a ideia de copiar a certifica\u00e7\u00e3o europeia (de produtos org\u00e2nicos), n\u00f3s questionamos, e a\u00ed surgiu a certifica\u00e7\u00e3o participativa. Porque n\u00f3s t\u00ednhamos gente de alto n\u00edvel de conhecimento e teoriza\u00e7\u00e3o. Agora que o produto org\u00e2nico criou mercado, vamos colocar um selo de certifica\u00e7\u00e3o de um modelo pronto europeu? N\u00e3o, n\u00f3s vamos construir um referencial pr\u00f3prio, como fizemos desde o in\u00edcio, para a certifica\u00e7\u00e3o participativa. Ent\u00e3o, surgiu a Rede Ecovida, formada por consumidores, agricultores e t\u00e9cnicos. Mas percebo que ela est\u00e1 ficando mais individualizada.<\/p>\n<p><strong><span class=\"entreperg\">Por que?<\/span><\/strong><br \/>\nPorque est\u00e1 estabilizada. Embora a feira tenha criado uma associa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permitiu que se perdesse o sentido da cidadania, ela teria que ter aventureiros, com suas miss\u00f5es, ou vision\u00e1rios, para dar uma sacudida. S\u00f3 que \u00e9 muito dif\u00edcil mexer em algo que j\u00e1 est\u00e1 estabilizado. A presen\u00e7a dos jovens agricultores \u00e9 maravilhosa, mas como eles n\u00e3o viveram a constru\u00e7\u00e3o da feira, pode faltar identidade, ent\u00e3o tem que entrar a associa\u00e7\u00e3o para dar alguma orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode perder o esp\u00edrito associativista, como ocorreu em parte com a Coolmeia que, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, come\u00e7ou a receber pessoas que n\u00e3o vibravam a ess\u00eancia da cooperativa, talvez tenham deslumbrado ali uma forma de ganhar dinheiro porque nem comiam no restaurante da cooperativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNada acontece na vida se n\u00e3o houver esse alinhavo, uma jun\u00e7\u00e3o de elos que vai tendo uma energia de coletivo, com muita clareza do que est\u00e1 sendo constru\u00eddo\u201d. 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