{"id":82893,"date":"2021-03-01T06:42:08","date_gmt":"2021-03-01T09:42:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/?p=82893"},"modified":"2021-03-01T06:43:45","modified_gmt":"2021-03-01T09:43:45","slug":"ja-esta-em-orbita-o-amazonia-1-vai-ampliar-o-controle-de-desmatamento-e-queimadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/ja-esta-em-orbita-o-amazonia-1-vai-ampliar-o-controle-de-desmatamento-e-queimadas\/","title":{"rendered":"J\u00e1 em \u00f3rbita, o Amazonia 1 vai ampliar o controle de desmatamento e queimadas"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 est\u00e1 em \u00f3rbita o Amaz\u00f4nia 1, primeiro sat\u00e9lite 100% brasileiro, lan\u00e7ado na madrugada deste domingo (28\/2), do Centro Espacial Satish Dhawan,\u00a0 na costa leste da \u00cdndia.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o ocorreu sem imprevistos, e 17 minutos ap\u00f3s o lan\u00e7amento o sat\u00e9lite de 4 metros e 640 kg j\u00e1 estava desacoplado do propulsor. Cinco dias depois de estabilizada a sua \u00f3rbita, ele come\u00e7ar\u00e1 a enviar imagens.<\/p>\n<p>Este sat\u00e9lite vai auxiliar no monitoramento da Amaz\u00f4nia, mas poder\u00e1 tamb\u00e9rm\u00a0 mandar imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es costeiras, mananciais de \u00e1gua e auxiliar em desastres ambientais.<\/p>\n<p>O ministro Marcos Pontes, da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, que acompanhou o lan\u00e7amento na India, disse que \u00e9 \u201co in\u00edcio de uma nova fase na ind\u00fastria de sat\u00e9lites do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Foram 13 anos de trabalho e R$ 400 milh\u00f5es de investimento e, por escassez de recursos, o lan\u00e7amento ocorreu dois anos depois da \u00faltima previs\u00e3o, feita em 2016.<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e1 em \u00f3rbita o Amaz\u00f4nia 1, primeiro sat\u00e9lite 100% brasileiro, lan\u00e7ado na madrugada deste domingo (28\/2),<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento no Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota, na costa leste da \u00cdndia.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o ocorreu sem imprevistos, e 17 minutos ap\u00f3s o lan\u00e7amento o sat\u00e9lite de 4 metros e 640 kg j\u00e1 estava desacoplado do propulsor.<\/p>\n<p>O ministro Marcos Pontes, da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, que acompanhou o lan\u00e7amento na India, disse que \u00e9 \u201co in\u00edcio de uma nova fase na ind\u00fastria de sat\u00e9lites do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Foram 13 anos de trabalho e R$ 400 milh\u00f5es de investimento e o lan\u00e7amento ocorreu dois anos depois da \u00faltima previs\u00e3o, feita em 2016.<\/p>\n<p>O Amaz\u00f4nia I foi desenvolvido nos laborat\u00f3rios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Trata-se de um sat\u00e9lite de observa\u00e7\u00e3o da Terra, o primeiro feito a partir da plataforma multimiss\u00e3o (PMM), uma estrutura gen\u00e9rica criada pelo Inpe para a fabrica\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites na classe de 500 quilos.<\/p>\n<p>Outros dois equipamentos, o Amaz\u00f4nia-1B e o Amaz\u00f4nia-2, devem ser lan\u00e7ados no futuro.<\/p>\n<p>O Amazonia est\u00e1 numa \u00f3rbita de 752 quil\u00f4metros acima de superf\u00edcie terrestre e passar\u00e1 sobre o Brasil a cada cinco dias.<\/p>\n<p>Dotado de uma c\u00e2mera capaz de fazer imagens de uma faixa de 850 quil\u00f4metros de largura, o sat\u00e9lite vai auxiliar no controle do desmatamento da floresta amaz\u00f4nica, na previs\u00e3o de safras agr\u00edcolas, no monitoramento de zonas costeiras e no gerenciamento de recursos hidricos.<\/p>\n<p>\u201cO Amazonia 1 \u00e9 o primeiro sat\u00e9lite de alta complexidade projetado, montado e testado no pa\u00eds\u201d, segundo o pesquisador Adenilson Roberto da Silva, respons\u00e1vel no Inpe pela \u00e1rea de sat\u00e9lites baseados na PMM. \u201cCom ele, como v\u00e1rios outros pa\u00edses, vamos dominar o ciclo completo de desenvolvimento de sat\u00e9lites estabilizados em tr\u00eas eixos.\u201d<\/p>\n<p>Artefatos com essa caracter\u00edstica podem alterar em \u00f3rbita a sua posi\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, o que permite focalizar melhor os pontos escolhidos.<\/p>\n<p>\u201cUm segundo sat\u00e9lite custar\u00e1 algo pr\u00f3ximo \u00e0 metade do Amazonia 1\u201d, de acordo com o pesquisador. \u201cEstou otimista que, a partir desse sat\u00e9lite, n\u00f3s possamos n\u00e3o s\u00f3 atender a demanda do pa\u00eds como exportar, de forma semelhante \u00e0 ind\u00fastria aeron\u00e1utica brasileira\u201d, estimou Leonel Perondi, diretor do Inpe, em entrevista \u00e0 revista Pesquisa, da Fapesp.<\/p>\n<p>\u201cNo espa\u00e7o, o sat\u00e9lite ser\u00e1 submetido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o espacial e a temperaturas extremas. As partes mais expostas enfrentar\u00e3o temperaturas de cerca de -80\u00baC no per\u00edodo noturno e +80\u00baC nas horas iluminadas\u201d, destaca Adenilson.<\/p>\n<p>Os foguetes propulsores que colocaram o Amazonia em \u00f3rbita foram desenvolvidos pela empresa brasileira Fibraforte, tamb\u00e9m de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Classificado como um sat\u00e9lite para sensoriamento remoto de \u00f3rbita polar baixa, o Amazonia 1 vai orbitar o planeta passando pelos dois polos, vindo do Norte em dire\u00e7\u00e3o ao Sul, e sobrevoando o Brasil durante o dia.<\/p>\n<p>Ele cruzar\u00e1 a linha do Equador sempre \u00e0s 10h30. Orbitando a uma velocidade de 7,5 quil\u00f4metros por segundo, ele levar\u00e1 100 minutos para circundar a Terra.<\/p>\n<p>Um aspecto importante do sat\u00e9lite \u00e9 o sobrevoo sobre o mesmo ponto em terra a cada cinco dias, per\u00edodo chamado de revisita.<\/p>\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, a revisita do Sat\u00e9lite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), da s\u00e9rie feita em conjunto com a China, acontece a cada 26 dias. \u201cO sobrevoo r\u00e1pido do Amazonia 1 aumenta a probabilidade de sua c\u00e2mera captar imagens \u00fateis\u201d, explica Adenilson.<\/p>\n<p>O Amazonia 1 ter\u00e1 uma c\u00e2mera com resolu\u00e7\u00e3o de imagem de 60 metros (m) por 60 m, enquanto o Cbers-4 tem v\u00e1rias c\u00e2meras sendo que a de maior resolu\u00e7\u00e3o tem 5 m por 5 m.<\/p>\n<p>O Amazonia foi ao espa\u00e7o 25 anos depois do lan\u00e7amento do primeiro sat\u00e9lite totalmente feito no Brasil, o Sat\u00e9lite de Coleta de Dados 1 (SCD-1), em 1993.<\/p>\n<p>Cinco anos depois, em 1998, outro sat\u00e9lite dessa mesma fam\u00edlia, o SCD-2, foi colocado em \u00f3rbita.<\/p>\n<p>Esses artefatos, ainda em atividade, recebem informa\u00e7\u00f5es ambientais transmitidas por plataformas de coleta de dados instaladas em locais remotos do territ\u00f3rio nacional e as enviam para esta\u00e7\u00f5es terrenas do Inpe em Cuiab\u00e1, em Mato Grosso, e em Alc\u00e2ntara, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados coletados (temperatura, press\u00e3o, umidade, pluviometria etc.) s\u00e3o usados para diversas aplica\u00e7\u00f5es, tais como previs\u00e3o de tempo, estudos relacionados a correntes oce\u00e2nicas e mar\u00e9s e planejamento agr\u00edcola, entre outros.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as entre os dois tipos de sat\u00e9lites s\u00e3o grandes. Os primeiros pesavam apenas 115 quilos.<\/p>\n<p>O sistema de estabiliza\u00e7\u00e3o\u00a0 \u00e9 outro. Os sat\u00e9lites da fam\u00edlia SCD s\u00e3o estabilizados no espa\u00e7o por rota\u00e7\u00e3o e se comportam em \u00f3rbita como se fossem um pi\u00e3o, girando em torno do pr\u00f3prio eixo.<\/p>\n<p>\u201cO \u00fanico controle que temos \u00e9 sobre sua velocidade de rota\u00e7\u00e3o. Ele fica sempre apontado para o mesmo ponto no espa\u00e7o e seria imposs\u00edvel reposicion\u00e1-lo para monitorar, por exemplo, um desastre ambiental com mais detalhes\u201d, segundo o engenheiro Adenilson.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Amazonia 1, como \u00e9 estabilizado em tr\u00eas eixos, pode ter sua c\u00e2mera apontada para qualquer lugar em busca da imagem desejada. Os dois sat\u00e9lites tamb\u00e9m diferem no controle da \u00f3rbita.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o possui um subsistema de propuls\u00e3o, o SCD se aproxima da Terra algumas dezenas de metros a cada ano, enquanto o Amazonia 1 se valer\u00e1 dos propulsores desenvolvidos pela Fibraforte para se manter em \u00f3rbita durante toda a sua vida \u00fatil, de quatro anos.<\/p>\n<p><strong>Parceiros nacionais<\/strong><\/p>\n<p>A nacionaliza\u00e7\u00e3o dos diversos componentes que constituem o Amazonia 1 \u00e9 uma caracter\u00edstica relevante do projeto.<\/p>\n<p>A c\u00e2mera WFI (sigla para\u00a0<em>Wide Field Imager<\/em> ou Imageador de Amplo Campo de Visada),\u00a0 foi feita por um cons\u00f3rcio formado pelas empresas Equatorial Sistemas, de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, e Opto Eletr\u00f4nica, de S\u00e3o Carlos, no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>As objetivas do imageador foram desenvolvidas pelas duas empresas, enquanto a eletr\u00f4nica de processamento de sinais, a montagem, a integra\u00e7\u00e3o e os testes do subsistema foram qualificados pela Equatorial. Essa mesma c\u00e2mera, com poucas diferen\u00e7as, est\u00e1 instalada no Cbers-4.<\/p>\n<p>A Equatorial tamb\u00e9m ficou respons\u00e1vel pelo desenvolvimento do gravador digital de dados (DDR, na sigla em ingl\u00eas) do sat\u00e9lite e coube \u00e0 Omnisys, de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP), a fabrica\u00e7\u00e3o do terminal de processamento remoto (RTU), que faz a interface entre a c\u00e2mera WFI e o computador de bordo, do transmissor de dados em banda X, que vai enviar as imagens feitas para o controle em terra, al\u00e9m da antena desse transmissor.<\/p>\n<p>J\u00e1 o conversor de voltagem foi encomendado \u00e0 AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS).<\/p>\n<p>Os pain\u00e9is solares, que geram energia para funcionamento do sat\u00e9lite, foram produzidos pela Orbital.<\/p>\n<p>O INPE se encarregou do desenvolvimento e da finaliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios subsistemas, entre eles o de controle t\u00e9rmico, o de provimento de energia, incluindo os pain\u00e9is solares, e o de telemetria e telecomando de servi\u00e7os \u2013 esses dois \u00faltimos tiveram tamb\u00e9m participa\u00e7\u00e3o da empresa Mectron, de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>A estrutura do sat\u00e9lite ficou a cargo da Cenic Engenharia, de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, enquanto o subsistema de controle de atitude e tratamento de dados foi desenvolvido por meio de um acordo de transfer\u00eancia de tecnologia com a empresa argentina Invap.<\/p>\n<p>\u201cA partir do Amazonia 1, teremos o dom\u00ednio de toda a cadeia de fabrica\u00e7\u00e3o de um sat\u00e9lite desse porte, o que vai nos permitir partir para projetos maiores e voltados para outras aplica\u00e7\u00f5es\u201d, diz Adenilson.<\/p>\n<p>Para Pierre Kaufmann, professor da Escola de Engenharia da Mackenzie, de S\u00e3o Paulo, e coordenador do Centro de R\u00e1dio-Astronomia e Astrof\u00edsica Mackenzie, a constru\u00e7\u00e3o do Amazonia 1 \u00e9 um empreendimento justific\u00e1vel, embora n\u00e3o signifique um salto tecnol\u00f3gico em termos globais, porque outros pa\u00edses det\u00eam o conhecimento sobre a fabrica\u00e7\u00e3o de artefatos desse porte e complexidade.<\/p>\n<p>\u201cO Amazonia 1 n\u00e3o representa uma inova\u00e7\u00e3o competitiva internacionalmente, mas tem sua import\u00e2ncia para n\u00f3s. Como o setor espacial \u00e9 estrat\u00e9gico, \u00e9 relevante para o pa\u00eds ter autonomia tecnol\u00f3gica\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, destaca Kaufmann, o Brasil tem se valido de sat\u00e9lites de sensoriamento remoto comprados do exterior ou desenvolvidos com parceiros, como \u00e9 o caso do Cbers, com a China..<\/p>\n<p>Para o professor Jos\u00e9 Leonardo Ferreira, do Instituto de F\u00edsica da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), ex-pesquisador do Inpe e ex-consultor da Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB), o Amazonia 1 representa mais um passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia tecnol\u00f3gica no setor espacial. \u201c\u00c9 importante sabermos desenvolver sistemas espaciais e ter total autonomia no uso e nas aplica\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>O Amaz\u00f4nia I foi desenvolvido e montado nos laborat\u00f3rios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Trata-se de um sat\u00e9lite de observa\u00e7\u00e3o da Terra, o primeiro feito a partir da plataforma multimiss\u00e3o (PMM), uma estrutura gen\u00e9rica criada pelo Inpe para a fabrica\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites na classe de 500 quilos.<\/p>\n<p>O Amazonia est\u00e1 numa \u00f3rbita de 752 quil\u00f4metros acima de superf\u00edcie terrestre e passar\u00e1 sobre o Brasil a cada cinco dias.<\/p>\n<p>Dotado de uma c\u00e2mera capaz de fazer imagens de uma faixa de 850 quil\u00f4metros de largura, o sat\u00e9lite vai ampliar o controle do desmatamento da floresta amaz\u00f4nica, assim como na previs\u00e3o de safras agr\u00edcolas, no monitoramento de zonas costeiras e no gerenciamento de recursos hidricos.<\/p>\n<p>\u201cO Amazonia 1 \u00e9 o primeiro sat\u00e9lite de alta complexidade projetado, montado e testado no pa\u00eds\u201d, segundo o pesquisador Adenilson Roberto da Silva, respons\u00e1vel no Inpe pela \u00e1rea de sat\u00e9lites baseados na PMM. \u201cCom ele, como v\u00e1rios outros pa\u00edses, vamos dominar o ciclo completo de desenvolvimento de sat\u00e9lites estabilizados em tr\u00eas eixos.\u201d<\/p>\n<p>Artefatos com essa caracter\u00edstica podem alterar em \u00f3rbita a sua posi\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, o que permite focalizar melhor os pontos escolhidos.<\/p>\n<p>\u201cUm segundo sat\u00e9lite custar\u00e1 algo pr\u00f3ximo \u00e0 metade do Amazonia 1\u201d, de acordo com o pesquisador. \u201cEstou otimista que, a partir desse sat\u00e9lite, n\u00f3s possamos n\u00e3o s\u00f3 atender a demanda do pa\u00eds como exportar, de forma semelhante \u00e0 ind\u00fastria aeron\u00e1utica brasileira\u201d, estimou Leonel Perondi, diretor do Inpe, em entrevista \u00e0 revista Pesquisa, da Fapesp.<\/p>\n<p>O Amazonia 1 integra o Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae) sob a responsabilidade da Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB).<\/p>\n<p>\u201cNo espa\u00e7o, o sat\u00e9lite ser\u00e1 submetido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o espacial e a temperaturas extremas. As partes mais expostas enfrentar\u00e3o temperaturas de cerca de -80\u00baC no per\u00edodo noturno e +80\u00baC nas horas iluminadas\u201d, destaca Adenilson.<\/p>\n<p>Os foguetes propulsores que colocaram o Amazonia em \u00f3rbita foram desenvolvidos pela empresa brasileira Fibraforte, tamb\u00e9m de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Classificado como um sat\u00e9lite para sensoriamento remoto de \u00f3rbita polar baixa, o Amazonia 1 vai circular o planeta passando pelos dois polos, vindo do Norte em dire\u00e7\u00e3o ao Sul, e sobrevoando o Brasil durante o dia.<\/p>\n<p>Ele cruzar\u00e1 a linha do Equador sempre \u00e0s 10h30. Orbitando a uma velocidade de 7,5 quil\u00f4metros por segundo, ele levar\u00e1 100 minutos para circundar a Terra.<\/p>\n<p>Um aspecto importante do sat\u00e9lite \u00e9 o sobrevoo sobre o mesmo ponto em terra a cada cinco dias, per\u00edodo chamado de revisita.<\/p>\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, a revisita do Sat\u00e9lite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers), s\u00e9rie de sat\u00e9lites feita em conjunto com a China, acontece a cada 26 dias. \u201cO sobrevoo r\u00e1pido do Amazonia 1 aumenta a probabilidade de sua c\u00e2mera captar imagens \u00fateis\u201d, explica Adenilson.<\/p>\n<p>O Amazonia 1 ter\u00e1 uma c\u00e2mera com resolu\u00e7\u00e3o de imagem de 60 metros\u00a0 por 60 m, enquanto o Cbers-4 tem v\u00e1rias c\u00e2meras sendo que a de maior resolu\u00e7\u00e3o tem 5 m por 5 m.<\/p>\n<p>O Amazonia foi ao espa\u00e7o 25 anos depois do lan\u00e7amento do primeiro sat\u00e9lite feito no Brasil, o Sat\u00e9lite de Coleta de Dados 1 (SCD-1), em 1993.<\/p>\n<p>Cinco anos depois, em 1998, outro sat\u00e9lite dessa mesma fam\u00edlia, o SCD-2, foi colocado em \u00f3rbita.<\/p>\n<p>Esses artefatos, ainda em atividade, recebem informa\u00e7\u00f5es ambientais transmitidas por plataformas de coleta de dados instaladas em locais remotos do territ\u00f3rio nacional e as enviam para esta\u00e7\u00f5es do Inpe em Cuiab\u00e1, em Mato Grosso, e em Alc\u00e2ntara, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as entre os dois sat\u00e9lites s\u00e3o grandes. O segundo pesava apenas 115 quilos.<\/p>\n<p>O sistema de estabiliza\u00e7\u00e3o dos artefatos tamb\u00e9m \u00e9 outro.<\/p>\n<p>Os sat\u00e9lites da fam\u00edlia SCD s\u00e3o estabilizados no espa\u00e7o por rota\u00e7\u00e3o e se comportam em \u00f3rbita como se fossem um pi\u00e3o, girando em torno do pr\u00f3prio eixo.<\/p>\n<p>\u201cO \u00fanico controle que temos \u00e9 sobre sua velocidade de rota\u00e7\u00e3o. Ele fica sempre apontado para o mesmo ponto no espa\u00e7o e seria imposs\u00edvel reposicion\u00e1-lo para monitorar um desastre ambiental com mais detalhes\u201d, segundo o engenheiro Adenilson.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Amazonia 1, como \u00e9 estabilizado em tr\u00eas eixos, pode ter sua c\u00e2mera apontada para qualquer lugar em busca da imagem desejada. Os dois sat\u00e9lites tamb\u00e9m diferem no controle da \u00f3rbita.<\/p>\n<p>O SDC, como n\u00e3o possui um subsistema de propuls\u00e3o,\u00a0 se aproxima da Terra algumas dezenas de metros a cada ano, enquanto o Amazonia 1 se valer\u00e1 dos propulsores desenvolvidos pela Fibraforte para se manter em \u00f3rbita durante toda a sua vida \u00fatil, de quatro anos.<\/p>\n<p><strong>Parceiros nacionais<\/strong><\/p>\n<p>A nacionaliza\u00e7\u00e3o dos diversos componentes que constituem o Amazonia 1 \u00e9 uma caracter\u00edstica relevante do projeto.<\/p>\n<p>A c\u00e2mera WFI (sigla para Wide Field Imager ou Imageador de Amplo Campo de Visada), foi feita por um cons\u00f3rcio formado pelas empresas Equatorial Sistemas, de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, e Opto Eletr\u00f4nica, de S\u00e3o Carlos, no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>As objetivas do imageador foram desenvolvidas pelas duas empresas, enquanto a eletr\u00f4nica de processamento de sinais, a montagem, a integra\u00e7\u00e3o e os testes do subsistema foram qualificados pela Equatorial. Essa mesma c\u00e2mera, com poucas diferen\u00e7as, est\u00e1 instalada no Cbers-4.<\/p>\n<p>A Equatorial tamb\u00e9m ficou respons\u00e1vel pelo desenvolvimento do gravador digital de dados (DDR, na sigla em ingl\u00eas) do sat\u00e9lite e coube \u00e0 Omnisys, de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP), a fabrica\u00e7\u00e3o do terminal de processamento remoto (RTU), que faz a interface entre a c\u00e2mera WFI e o computador de bordo, do transmissor de dados em banda X, que vai enviar as imagens feitas para o controle em terra, al\u00e9m da antena desse transmissor.<\/p>\n<p>J\u00e1 o conversor de voltagem foi encomendado \u00e0 AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS).<\/p>\n<p>Os pain\u00e9is solares, que geram energia para funcionamento do sat\u00e9lite, foram produzidos pela Orbital.<\/p>\n<p>O INPE se encarregou do desenvolvimento e da finaliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios subsistemas, entre eles o de controle t\u00e9rmico, o de provimento de energia, incluindo os pain\u00e9is solares, e o de telemetria e telecomando de servi\u00e7os \u2013 esses dois \u00faltimos tamb\u00e9m tiveram participa\u00e7\u00e3o da empresa Mectron, de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>A estrutura do sat\u00e9lite ficou a cargo da Cenic Engenharia, tamb\u00e9m de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, enquanto o subsistema de controle de atitude e tratamento de dados foi desenvolvido por meio de um acordo de transfer\u00eancia de tecnologia com a empresa argentina Invap.<\/p>\n<p>\u201cA partir do Amazonia 1, teremos o dom\u00ednio de toda a cadeia de fabrica\u00e7\u00e3o de um sat\u00e9lite desse porte, o que vai nos permitir partir para projetos maiores e voltados para outras aplica\u00e7\u00f5es\u201d, diz Adenilson.<\/p>\n<p>Para Pierre Kaufmann, professor da Escola de Engenharia da Mackenzie, de S\u00e3o Paulo, e coordenador do Centro de R\u00e1dio-Astronomia e Astrof\u00edsica Mackenzie, a constru\u00e7\u00e3o do Amazonia 1 \u00e9 um empreendimento justific\u00e1vel, embora n\u00e3o signifique um salto tecnol\u00f3gico em termos globais, porque outros pa\u00edses det\u00eam o conhecimento sobre a fabrica\u00e7\u00e3o de artefatos desse porte e complexidade.<\/p>\n<p>\u201cO Amazonia 1 n\u00e3o representa uma inova\u00e7\u00e3o competitiva internacionalmente, mas tem sua import\u00e2ncia para n\u00f3s. Como o setor espacial \u00e9 estrat\u00e9gico, \u00e9 relevante para o pa\u00eds ter autonomia tecnol\u00f3gica\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, destaca Kaufmann, o Brasil tem se valido de sat\u00e9lites de sensoriamento remoto comprados do exterior ou desenvolvidos com parceiros, como \u00e9 o caso do Cbers, com a China..<\/p>\n<p>Para o professor Jos\u00e9 Leonardo Ferreira, do Instituto de F\u00edsica da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), ex-pesquisador do Inpe e ex-consultor da Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB), o Amazonia 1 representa mais um passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia tecnol\u00f3gica no setor espacial. \u201c\u00c9 importante sabermos desenvolver sistemas espaciais e ter total autonomia no uso e nas aplica\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil, revista Pesquisa e G1)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 est\u00e1 em \u00f3rbita o Amaz\u00f4nia 1, primeiro sat\u00e9lite 100% brasileiro, lan\u00e7ado na madrugada deste domingo (28\/2), do Centro Espacial Satish Dhawan,\u00a0 na costa leste da \u00cdndia. A opera\u00e7\u00e3o ocorreu sem imprevistos, e 17 minutos ap\u00f3s o lan\u00e7amento o sat\u00e9lite de 4 metros e 640 kg j\u00e1 estava desacoplado do propulsor. 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