{"id":82920,"date":"2021-03-18T11:25:10","date_gmt":"2021-03-18T14:25:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/?p=82920"},"modified":"2021-03-18T11:33:42","modified_gmt":"2021-03-18T14:33:42","slug":"cacadores-de-golfinhos-usam-tortura-sonora-para-encurralar-e-matar-os-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/cacadores-de-golfinhos-usam-tortura-sonora-para-encurralar-e-matar-os-animais\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7adores de golfinhos usam tortura sonora para encurralar e matar os animais"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Reportagem da BBC News Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um grupo de cerca de 50 golfinhos se aproxima da praia. Os animais nadam at\u00e9 a parte mais rasa, atolam e s\u00e3o brutalmente mortos por ca\u00e7adores com golpes de lan\u00e7a no espir\u00e1culo \u2014 orif\u00edcio por onde o animal respira.<\/p>\n<p>A cor vermelha toma conta do mar azul-esverdeado.<\/p>\n<p>S\u00e3o poupados apenas os animais mais jovens, sem cicatrizes e com maior expectativa de vida. Eles s\u00e3o mais valiosos para os ca\u00e7adores, pois s\u00e3o vendidos a parques aqu\u00e1ticos, onde s\u00e3o treinados e viram atra\u00e7\u00e3o em troca de ingressos caros.<\/p>\n<p>Os outros s\u00e3o abatidos e sua carne \u00e9 vendida em restaurantes e supermercados.<\/p>\n<p>Essas mortes em massa, conta o ativista e conselheiro da Sea Shepherd Brasil (ONG internacional que atua na prote\u00e7\u00e3o marinha), Guiga Pir\u00e1, s\u00f3 ocorrem porque, antes de serem mortos, os golfinhos sofrem uma tortura sonora por ca\u00e7adores para que eles desviem de suas rotas originais e sejam mortos na costa.<\/p>\n<p>&#8220;Os ca\u00e7adores fazem uma barreira sonora martelando uma barra de ferro dentro da \u00e1gua. O ca\u00e7ador, que tem uma vis\u00e3o privilegiada da movimenta\u00e7\u00e3o dos animais, orienta as batidas para encurralar os animais&#8221;, afirmou o brasileiro, que viaja o mundo protegendo golfinhos e baleias da matan\u00e7a, em entrevista \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Por conta de suas a\u00e7\u00f5es de combate e repress\u00e3o \u00e0 matan\u00e7a de golfinhos, Guiga tamb\u00e9m atua como fot\u00f3grafo e tripulante da ONG em miss\u00f5es, mas n\u00e3o vai mais ao Jap\u00e3o, onde \u00e9 considerado persona non grata.<\/p>\n<p><strong>Animais vivos<\/strong><br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><br \/>\nUm golfinho morto, estima o ativista brasileiro Guiga Pir\u00e1, que viaja o mundo tentando evitar a matan\u00e7a dos animais, rende em m\u00e9dia cerca de 600 d\u00f3lares (cerca de R$ 3,3 mil) depois de ter sua carne vendida no Jap\u00e3o. J\u00e1 um golfinho vivo e treinado pode valer at\u00e9 200 mil d\u00f3lares (R$ 1,1 milh\u00e3o) ao ser comercializado para resorts, aqu\u00e1rios e a ind\u00fastria do entretenimento em geral.<\/p>\n<p>Esses animais s\u00e3o geralmente usados para que turistas tirem fotos nos parques aqu\u00e1ticos para onde s\u00e3o levados. \u00c9 comum que os pr\u00f3prios treinadores que trabalham em resorts, explica Guiga Pir\u00e1, se desloquem at\u00e9 o local da matan\u00e7a para selecionar os melhores animais.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente o dinheiro que os pescadores conseguem com a venda de golfinhos vivos que banca a compra de novas embarca\u00e7\u00f5es e estrutura para as ca\u00e7as, explicam os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.<br \/>\nEssas ca\u00e7as s\u00e3o legalizadas e ocorrem principalmente nas ilhas Faro\u00e9, territ\u00f3rio dependente da Dinamarca, e em Taiji, no Jap\u00e3o. Mas a matan\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 registrada na costa oeste africana.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do fator cultural, pescadores no Jap\u00e3o tamb\u00e9m alegam matar golfinhos para evitar que eles comam os peixes da regi\u00e3o e prejudiquem a pesca local.<\/p>\n<p>O coordenador de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, disse que a justificativa dos pa\u00edses para manter a matan\u00e7a desses animais \u00e9 preservar a cultura local.<\/p>\n<p>&#8220;Eles tratam como coisas tradicionais. Se a gente for comparar, \u00e9 como a Farra do Boi em Santa Catarina, quando torturam o animal at\u00e9 ele morrer. \u00c9 uma malha\u00e7\u00e3o do Judas com o animal vivo. Isso fere a legisla\u00e7\u00e3o brasileira, mas muita gente v\u00ea como folclore e defende. O rodeio tamb\u00e9m \u00e9 parecido porque maltrata e fere, mas movimenta dinheiro e tem parcela da popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 a favor. Tamb\u00e9m temos vaquejada. Cada pa\u00eds tem seu telhado de vidro&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Marcondes, o Jap\u00e3o deixou a Comiss\u00e3o Internacional da Baleia ap\u00f3s ser &#8220;muito criticado por outros pa\u00edses pela matan\u00e7a de golfinhos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo por conta da press\u00e3o internacional. Agora deve haver tamb\u00e9m uma press\u00e3o econ\u00f4mica boicotando produtos para funcionar de verdade. Diversos pa\u00edses, como o Brasil, n\u00e3o fazem isso para n\u00e3o prejudicar o com\u00e9rcio com o Jap\u00e3o&#8221;, afirmou Marcondes.<\/p>\n<p><strong>GPS marinho<\/strong><\/p>\n<p>O ativista Guiga Pir\u00e1 conta que os ca\u00e7adores de golfinhos instalam uma barra de ferro maci\u00e7a na lateral do barco para causar o ru\u00eddo sonoro que desnorteia os animais. Parte do tubo entra na \u00e1gua e tem uma ponta em formato de funil, como uma boca de sino.<\/p>\n<p>Quem est\u00e1 no barco martela a parte superior da estrutura, que cria ondas que viajam e terminam nessa boca de sino, onde o sinal \u00e9 amplificado e difundido pela \u00e1gua at\u00e9 os golfinhos.<\/p>\n<p>&#8220;Esses animais usam a ecolocaliza\u00e7\u00e3o pelas ondas sonoras para se guiar, como um GPS. Eles emitem sinais \u2014 aqueles barulhos que a gente conhecem \u2014 e essas ondas batem em corais e cardumes, por exemplo. Ele t\u00eam intelig\u00eancia para medir dist\u00e2ncias por meio dessas ondas sonoras e saber para onde devem ir&#8221;, afirmou o ativista.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o sonora causada pelas batidas dos ca\u00e7adores desnorteia o grupo, que passa a n\u00e3o saber para onde deve ir. Os animais t\u00eam seus sensores atacados, como se estivessem cegos.<\/p>\n<p>Os ca\u00e7adores aproveitam essa confus\u00e3o para fazer uma forma\u00e7\u00e3o com as embarca\u00e7\u00f5es em formato de &#8220;U&#8221;, com uma apenas sa\u00edda para os golfinhos: a costa. \u00c9 assim que eles fazem nas praias no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os golfinhos escapam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 costa porque \u00e9 o \u00fanico lugar que eles percebem que o sinal n\u00e3o est\u00e1 vindo, sem saber que \u00e9 uma armadilha. Quando eles chegam, os ca\u00e7adores colocam uma rede e os golfinhos ficam presos entre a rede e praia, num espa\u00e7o de no m\u00e1ximo 100 metros. J\u00e1 vimos mais de 100 golfinhos presos nesse espa\u00e7o&#8221;, afirmou Guiga.<\/p>\n<p>Jap\u00e3o permite que 2 mil golfinhos sejam abatidos anualmente durante a temporada de ca\u00e7a, iniciada no 1\u00ba de setembro de 2020 e que foi encerrada em fevereiro de 2021.<\/p>\n<p>Caso os ca\u00e7adores ultrapassassem a cota, eles ainda poderiam apresentar uma justificativa e serem liberados.<\/p>\n<p>Algumas vezes, os ca\u00e7adores v\u00e3o para \u00e1gua e empurram os golfinhos com as pr\u00f3prias m\u00e3os em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 rede, pr\u00f3xima \u00e0 areia.<\/p>\n<p>&#8220;Quando chegam ao ponto mais raso, eles s\u00e3o mortos com golpes de lan\u00e7a no espir\u00e1culo, o orif\u00edcio por onde eles respiram, no topo da cabe\u00e7a. Isso causa ferimento na espinha dorsal do animal. Os ca\u00e7adores dizem que isso n\u00e3o causa sofrimento porque o golfinho perde todos os sentidos imediatamente. Mas o que a gente v\u00ea \u00e9 que o animal pode ficar alguns minutos sofrendo&#8221;, afirmou Guiga Pir\u00e1.<\/p>\n<p>O ativista disse que esse golpe causa uma paralisia e o animal n\u00e3o consegue mais nadar ou respirar e que muitas vezes ele morre afogado porque ficou paralisado e n\u00e3o conseguir mais subir para respirar. &#8220;Ele morre afogado no pr\u00f3prio sangue&#8221;.<br \/>\nIlhas Faro\u00e9<\/p>\n<p>Nas Ilhas Faro\u00e9, territ\u00f3rio da Dinamarca, centenas de pessoas ficam aguardando na praia \u00e0 espera dos golfinhos. Elas se dividem em times. Algumas empurram os animais at\u00e9 a praia, seja em barcos ou usando redes. Enquanto outras usam ganchos para arrastar o animal pelo espir\u00e1culo at\u00e9 a areia.<\/p>\n<p>Como os animais s\u00e3o pesados, os especialistas explicam que a dor que eles sentem enquanto s\u00e3o arrastados \u00e9 algo similar a um humano ser puxado por um gancho preso ao nariz.<\/p>\n<p>Quando o golfinho encalha, os ca\u00e7adores enfiam uma lan\u00e7a no animal e ele morre. Enquanto ele se debate, os ca\u00e7adores cortam a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Nossas equipes da Sea Shepherd fazem um barulho de oposi\u00e7\u00e3o ao dos ca\u00e7adores no mar para afastar os golfinhos da costa. Salvamos centenas de animais dessa maneira&#8221;, contou Guiga Pir\u00e1, o ativista brasileiro.<\/p>\n<p>Ele afirmou que a atua\u00e7\u00e3o dos ativistas nessas regi\u00f5es, por\u00e9m, foi dificultada por leis que vetam a entrada de membros da Sea Shepherd e que a estrat\u00e9gia agora \u00e9 treinar moradores locais para as miss\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Fizemos um apelo e muitos dinamarqueses passaram a nos ajudar. H\u00e1 muitas pessoas dispostas e esse trabalho \u00e9 vital para a gente&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7a ao boto<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, tanto a ca\u00e7a quanto o uso de golfinhos para entretenimento s\u00e3o proibidos.<\/p>\n<p>Entretanto, a polui\u00e7\u00e3o e outros res\u00edduos que s\u00e3o jogados no oceano, como as redes de pescas abandonadas por pescadores, chamadas de &#8220;redes fantasmas&#8221; v\u00e3o matando os animais ao longo dos anos. Isso porque os animais ficam presos e morrem afogados por n\u00e3o conseguirem subir \u00e0 superf\u00edcie para respirar.<\/p>\n<p>O que existe no Brasil, explica Guiga Pir\u00e1, \u00e9 a ca\u00e7a ao boto. Os principais respons\u00e1veis por essa matan\u00e7a s\u00e3o pescadores que usam a carne do animal como isca para a pesca da piracatinga, peixe da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<br \/>\nDe acordo com o presidente do Instituto Baleia Jubarte, uma lei hoje pro\u00edbe ao menos temporariamente a matan\u00e7a do boto-cor-de-rosa para que ele seja usado como isca.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma morat\u00f3ria que pro\u00edbe a pesca da piracatinga desde 2015. Ela era v\u00e1lida por cinco anos e foi renovada por mais um (at\u00e9 junho de 2021). Mas a gente cai naquele problema de que fiscalizar a Amaz\u00f4nia \u00e9 invi\u00e1vel, ainda mais com o Meio Ambiente n\u00e3o sendo prioridade desse governo&#8221;, afirmou Milton Marcondes.<\/p>\n<p>Marcondes diz que as redes de pesca matam muitos golfinhos, baleias e tartarugas de maneira acidental. O preju\u00edzo tamb\u00e9m \u00e9 grande para o pescador quando uma baleia atinge a rede, que \u00e9 um objeto geralmente artesanal. Muitas vezes o animal a leva inteira ou arranca um peda\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;O ideal \u00e9 que eles (pescadores) busquem equipamentos mais adequados para capturar cada esp\u00e9cie de peixe, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o marinha para proibir pesca e em outros pontos impor restri\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias&#8221;, disse Marcondes.<\/p>\n<p>Milton Marcondes, que tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e9dico veterin\u00e1rio, explica que pesquisadores est\u00e3o desenvolvendo t\u00e9cnicas de evitar que as baleias e golfinhos esbarrem nessas redes. Uma delas \u00e9 instalar um alarme sonoro a cada 500 metros para evitar que os animais se aproximem.<br \/>\nIsso, por\u00e9m, causa dois problemas.<\/p>\n<p>O primeiro \u00e9 que a barreira de som aumenta o ru\u00eddo no mar e afasta todos os animais de uma regi\u00e3o importante para os pescadores. Eles est\u00e3o fazendo pesquisas para ter ideia de qual o impacto real dessa medida.<\/p>\n<p>O segundo \u00e9 o valor porque os pescadores n\u00e3o querem investir numa tecnologia cara que n\u00e3o trar\u00e1 retorno financeiro. Uma sa\u00edda de baixo custo que alguns deles est\u00e3o testando \u00e9 encher garrafas de vidro com pedras.<br \/>\nDessa maneira, as ondas fariam o trabalho de chacoalhar o objeto para produzir o ru\u00eddo. A efici\u00eancia desse dispositivo de baixo custo tamb\u00e9m est\u00e1 sendo testada.<\/p>\n<p>Marcondes diz que a intera\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel entre homem e golfinho no Brasil acontece no Sul. Em Santa Catarina, conta ele, pescadores pescam tainha em coopera\u00e7\u00e3o com os animais.<\/p>\n<p>&#8220;Os golfinhos, ou boto da tainha, trazem os peixes em dire\u00e7\u00e3o a eles e eles jogam a tarrafa (rede de pesca). O golfinho arqueia o corpo como um sinal para o pescador jogar a rede. As tainhas se assustam e isso favorece para o golfinho tamb\u00e9m capturar os peixes. O pescador ganha e o golfinho tamb\u00e9m&#8221;, afirmou Milton Marcondes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagem da BBC News Brasil Um grupo de cerca de 50 golfinhos se aproxima da praia. Os animais nadam at\u00e9 a parte mais rasa, atolam e s\u00e3o brutalmente mortos por ca\u00e7adores com golpes de lan\u00e7a no espir\u00e1culo \u2014 orif\u00edcio por onde o animal respira. A cor vermelha toma conta do mar azul-esverdeado. 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