{"id":85452,"date":"2025-02-08T21:48:27","date_gmt":"2025-02-09T00:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=98370"},"modified":"2025-02-17T08:00:03","modified_gmt":"2025-02-17T11:00:03","slug":"degelo-nos-polos-mudancas-no-clima-e-na-geopolitica-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/degelo-nos-polos-mudancas-no-clima-e-na-geopolitica-global\/","title":{"rendered":"Degelo nos p\u00f3los: mudan\u00e7as no clima e na geopol\u00edtica global\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 a 29\u00ba viagem do glaci\u00f3logo ga\u00facho Jefferson Cardia Sim\u00f5es aos p\u00f3los. Ele sempre veraneia no gelo:\u00a0 foi duas vezes ao \u00c1rtico e 27 \u00e0 Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Aos 66 anos de idade, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, esse cientista est\u00f3ico, como ele mesmo se considera, vai e volta do gelo com a maior naturalidade.<\/p>\n<p>Concedeu esta entrevista exclusiva apenas tr\u00eas dias ap\u00f3s seu retorno a Porto Alegre (RS) em sua sala na Faculdade de Geografia da UFRGS em meio a um alerta da Defesa Civil ga\u00facha de alerta extremo de calor.<\/p>\n<p>\u201cSou uma pessoa est\u00f3ica, posso ficar dois meses fora de casa, mas quando volto assumo minha rotina e minha fun\u00e7\u00e3o de marido, pai e av\u00f3\u201d. Sim\u00f5es \u00e9 casado h\u00e1 mais de 40 anos, tem dois filhos e dois netos.<\/p>\n<p>Nesta \u00faltima miss\u00e3o, a Internacional Circum-Navega\u00e7\u00e3o Costeira Ant\u00e1rtica (ICCE), que regressou ao Brasil no dia 31 de janeiro, Sim\u00f5es foi o chefe da expedi\u00e7\u00e3o e coordenou 57 cientistas de sete pa\u00edses (Argentina, Chile, China, \u00cdndia, Peru, R\u00fassia e Brasil).<\/p>\n<p>O trabalho foi a bordo do navio quebra-gelo\u00a0 Akademik Tryoshnikov, que navegou 27,1 mil km nos 69 dias da expedi\u00e7\u00e3o. O navio pertence ao Instituto de Pesquisa \u00c1rtica e Ant\u00e1rtica de S\u00e3o Petersburgo, na R\u00fassia.<\/p>\n<p>Os dois meses de navega\u00e7\u00e3o em mares da Ant\u00e1rtica, confirmaram para o pesquisador tudo aquilo que as evid\u00eancias cient\u00edficas j\u00e1 haviam indicado: as geleiras est\u00e3o derretendo, a \u00e1gua do mar est\u00e1 ficando cada vez mais \u00e1cida, a fauna e a flora est\u00e3o sofrendo altera\u00e7\u00f5es, assim como as correntes mar\u00edtimas e as comunidades costeiras, que ser\u00e3o fortemente afetadas.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es polares s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e elas d\u00e3o sinais claros do que est\u00e1 acontecendo. O derretimento das geleiras exp\u00f5e as rochas e elas aquecem\u00a0 a regi\u00e3o porque propagam calor.<\/p>\n<p><em>Quais foram os objetivos da miss\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>O objetivo n\u00famero um foi obter informa\u00e7\u00f5es sobre a movimenta\u00e7\u00e3o do gelo nas bordas do continente ant\u00e1rtico, porque este gelo pode estar dinamicamente inst\u00e1vel. S\u00e3o milhares de toneladas que podem ter um deslocamento abrupto e provocar uma turbul\u00eancia sem precedentes no mar, algo como um tsunami. O segundo objetivo foi averiguar o n\u00edvel de salinidade do mar, porque ele est\u00e1 mais \u00e1cido.<\/p>\n<p>A pesquisa j\u00e1 identificou que a \u00e1gua do oceano austral est\u00e1 mais \u00e1cida devido a concentra\u00e7\u00e3o de CO2. Isto porque o gelo que cobria a \u00e1gua do mar derreteu. Esse gelo funcionava como um isolante t\u00e9rmico. Sem essa prote\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua do mar absorveu o CO2 que existe na atmosfera, a maior parte dele produto da interfer\u00eancia humana. As regi\u00f5es polares s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e elas d\u00e3o sinais claros do que est\u00e1 acontecendo. O derretimento das geleiras exp\u00f5e as rochas e elas aquecem\u00a0 a regi\u00e3o porque propagam calor.<\/p>\n<p>As geleiras polares perderam 30% de sua \u00e1rea e as geleiras n\u00e3o polares, como as da Cordilheira dos Andes, por exemplo, perderam 40% de sua \u00e1rea, expondo pedras, gerando calor, provocando inunda\u00e7\u00f5es no in\u00edcio do fen\u00f4meno, e agora escassez h\u00eddrica para as comunidades que vivem na base da montanha.<\/p>\n<p><em>Como foi o trabalho em equipe com tantas nacionalidades envolvidas?<\/em><\/p>\n<p>Essa foi a primeira vez que cientistas brasileiros atuaram na Ant\u00e1rtica Oriental. O envolvimento de tantos pa\u00edses com o mesmo objetivo \u00e9, para mim, um exemplo de \u201cdiplomacia da ci\u00eancia\u201d, houve muita coopera\u00e7\u00e3o e entrosamento. Interessante notar que os sete pa\u00edses a bordo do navio eram aqueles que deram in\u00edcio ao BRICS, que \u00e9 um esfor\u00e7o de coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica entre na\u00e7\u00f5es. O trabalho de pesquisa se valeu de bal\u00f5es atmosf\u00e9ricos para realizar a coleta de dados que permitir\u00e3o entender melhor a forma\u00e7\u00e3o das frentes frias e dos ciclones extratropicais, al\u00e9m da coleta de materiais, que s\u00e3o os testemunhos de gelo, e de amostras de \u00e1gua do mar, de neve e do solo.<\/p>\n<p>A Ant\u00e1rtica tem 90% do gelo do mundo. 1% de derretimento representa um aumento de 60 cm no n\u00edvel do mar. Imagine isto em algumas d\u00e9cadas, comunidades costeiras ir\u00e3o desaparecer, assim como v\u00e1rias ilhas. Cen\u00e1rios mostram que o\u00a0 n\u00edvel do mar poder\u00e1 subir 7m at\u00e9 o ano de 2100. O gelo ant\u00e1rtico tem at\u00e9 2 km de espessura, s\u00e3o cerca de 27 milh\u00f5es de km c\u00fabicos de gelo na Ant\u00e1rtica, o suficiente para cobrir o Brasil com um manto de gelo de 3 km de espessura em toda a sua extens\u00e3o. O territ\u00f3rio brasileiro tem 8,5 milh\u00f5es de km quadrados.<\/p>\n<p><em>Atualmente existe mais consci\u00eancia sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso?<\/em><\/p>\n<p>A quest\u00e3o do meio ambiente \u00e9 global e os p\u00f3los est\u00e3o inseridos na nossa vida, assim como a Amaz\u00f4nia e o Pantanal, por exemplo, h\u00e1 uma interdepend\u00eancia. Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sempre existir\u00e3o, mas \u00e9 necess\u00e1rio reduzir o impacto sobre o clima imediatamente. Mesmo diminuindo o impacto que j\u00e1 provocamos, o n\u00edvel do mar subir\u00e1 30 cm at\u00e9 o ano 2100.<\/p>\n<p>No Brasil, de um modo geral, as pessoas pensam que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 relacionada aos biomas verdes, como a floresta da Amaz\u00f4nia ou a flora do Cerrado. Mas tudo est\u00e1 relacionado, os fatores do meio ambiente s\u00e3o globais. N\u00e3o h\u00e1 uma discuss\u00e3o relevante sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica nas COPs (Confer\u00eancias do Clima) eu nunca fui convidado para uma Confer\u00eancia Internacional do Clima e nem devo ir na COP 30 (de 10 a 21 de novembro, em Bel\u00e9m, no Brasil). As COPs s\u00e3o eventos pol\u00edticos, n\u00e3o s\u00e3o de ci\u00eancia.<\/p>\n<p><em>H\u00e1 um vis\u00edvel derretimento do gelo no \u00c1rtico e uma disputa envolvendo v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es. O que isso significa?<\/em><\/p>\n<p>A navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima \u00e9 afetada com o degelo do mar no \u00c1rtico, surgem novos portos, novas rotas comerciais, nova geopol\u00edtica e at\u00e9 a militariza\u00e7\u00e3o em novas fronteiras. O \u00c1rtico aqueceu cerca de 4 graus e abriu uma nova passagem mar\u00edtima. Em breve, o mar congelado deixar\u00e1 de existir nos meses do Ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte . E assim n\u00e3o haver\u00e1 mais o albedo, que \u00e9 o reflexo do Sol na neve, ent\u00e3o o Sol vai aquecer diretamente a \u00e1gua do mar, modificando correntes mar\u00edtimas, fauna e flora.<\/p>\n<p>Na nova geopol\u00edtica, com a passagem mar\u00edtima Nordeste, acima da Sib\u00e9ria, o tempo das viagens comerciais de navio ser\u00e1 reduzido em 10 dias, resultando em uma economia de 100 mil d\u00f3lares, por embarca\u00e7\u00e3o, a cada viagem. Os navios n\u00e3o precisar\u00e3o mais passar pelo Canal de Suez, no Oriente, ou pelo Cabo da Boa Esperan\u00e7a, na \u00c1frica, para dar a volta ao globo.<\/p>\n<p>Mais ou menos 70% do \u00c1rtico \u00e9 da R\u00fassia, que vai estender sua plataforma continental em mais 350 milhas. O \u00c1rtico tem 6 pa\u00edses com costa territorial: R\u00fassia, Estados Unidos (via Alaska), Canad\u00e1, Dinamarca (via Groenl\u00e2ndia, territ\u00f3rio aut\u00f4nomo), Isl\u00e2ndia e Noruega. O \u00c1rtico tamb\u00e9m inclui os territ\u00f3rios de Svalbard, uma ilha administrada pela Noruega, e Nunavut, um territ\u00f3rio aut\u00f4nomo do Canad\u00e1. E vem da\u00ed toda a recente discuss\u00e3o do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que quer anexar territ\u00f3rios para expandir sua geopol\u00edtica. \u00c9 a nova coloniza\u00e7\u00e3o. Para quem especula como ganhar mais dinheiro, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o importa, \u00e9 encarada como uma consequ\u00eancia para as futuras gera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o agora. Uma vis\u00e3o simplista.<\/p>\n<p><em>Qual o custo para realizar uma miss\u00e3o de tamanha import\u00e2ncia e envolvendo tantos pa\u00edses?<\/em><\/p>\n<p>Conseguimos um financiamento de 98% do projeto, cerca de 6 milh\u00f5es de euros, da funda\u00e7\u00e3o franco-su\u00ed\u00e7a Alb\u00e9do Pour da Cryosph\u00e9re e contamos com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico-\u00a0 CNPq, e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul- Fapergs.<\/p>\n<p><strong>O degelo fortalece neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>A R\u00fassia det\u00e9m a maior extens\u00e3o litor\u00e2nea no \u00c1rtico, ao longo da qual se estende a Rota Nordeste do Mar, a principal passagem da regi\u00e3o. Em seguida, o Canad\u00e1 possui a segunda maior costa, onde est\u00e1 a chamada Passagem Noroeste. Vivem diversas comunidades tradicionais na regi\u00e3o. O \u00c1rtico \u00e9 uma regi\u00e3o rica em minerais, com destaque para a abund\u00e2ncia de petr\u00f3leo e g\u00e1s. O \u00c1rtico tamb\u00e9m se destaca por ser uma \u00e1rea militarmente estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o teve papel fundamental durante a chamada Guerra Fria, por conta da proximidade geogr\u00e1fica dos Estados Unidos com a R\u00fassia, via Alaska, e bases militares foram constru\u00eddas na regi\u00e3o.\u00a0 Com parte do derretimento do \u00c1rtico, o mundo do capital v\u00ea uma oportunidade de neg\u00f3cios. N\u00e3o existe um acordo de prote\u00e7\u00e3o do \u00c1rtico, s\u00f3 existe para a Ant\u00e1rtica, que est\u00e1 protegida at\u00e9 2048. E depois, o que acontecer\u00e1?<\/p>\n<p><em>* Jefferson Cardia Sim\u00f5es Faz parte de diversas entidades internacionais de ci\u00eancias, como o Commttee on Antartic Research (SCAR\/ISC). Obteve o PhD pelo Scott Polar Reserch Institute, University of Cambridge, Inglaterra, em 1990.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a 29\u00ba viagem do glaci\u00f3logo ga\u00facho Jefferson Cardia Sim\u00f5es aos p\u00f3los. Ele sempre veraneia no gelo:\u00a0 foi duas vezes ao \u00c1rtico e 27 \u00e0 Ant\u00e1rtica. 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