{"id":85578,"date":"2025-05-19T01:22:17","date_gmt":"2025-05-19T04:22:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/?p=85578"},"modified":"2025-05-19T01:22:38","modified_gmt":"2025-05-19T04:22:38","slug":"calor-de-30-graus-no-everest-e-enchente-no-sul-emergencia-climatica-e-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/calor-de-30-graus-no-everest-e-enchente-no-sul-emergencia-climatica-e-global\/","title":{"rendered":"Calor de 30 graus no Everest e enchente no Sul: emerg\u00eancia clim\u00e1tica \u00e9 global\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><strong>M\u00e1rcia Turcato<\/strong><\/p>\n<p>Um ano se passou da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica no Rio Grande do Sul. Mas a emerg\u00eancia clim\u00e1tica n\u00e3o foi cancelada. Ao contr\u00e1rio, ela continua deixando suas marcas por onde passa. Dia 12 de maio, no Campo 4 do Monte Everest, a cerca de sete mil metros de altitude, a temperatura alcan\u00e7ou 30 graus cent\u00edgrados. \u00c9 o que conta o montanhista Pedro Hauck, guia de montanha, que lidera uma expedi\u00e7\u00e3o que tenta alcan\u00e7ar o cume do Everest, de 8.848,86 metros de altitude. \u201cTivemos de tirar nossos casacos de prote\u00e7\u00e3o contra frio extremo\u201d, relata Hauck. Eles n\u00e3o alcan\u00e7aram o cume, precisaram descer, por conta de um vento forte que colocou em risco o grupo. Os montanhistas far\u00e3o nova tentativa ao longo desta semana.<\/p>\n<p>O professor Jefferson Sim\u00f5es, PhD em Glaciologia, que participou de 29 viagens aos p\u00f3los, observa que as geleiras polares perderam 30% de sua \u00e1rea e as geleiras n\u00e3o polares, como as da Cordilheira dos Andes, por exemplo, perderam 40% de sua \u00e1rea, expondo pedras, gerando calor, provocando inunda\u00e7\u00f5es no in\u00edcio do fen\u00f4meno, e agora escassez h\u00eddrica para as comunidades que vivem na base da montanha. E este \u00e9 um\u00a0 fen\u00f4meno que tamb\u00e9m ocorre no Everest, a montanha mais alta do mundo.<\/p>\n<p>O degelo no Monte Everest, resultado do aquecimento global impulsionado pela atividade humana, tem v\u00e1rias consequ\u00eancias significativas, incluindo a exposi\u00e7\u00e3o de corpos de montanhistas que morreram tentando alcan\u00e7ar o cume, e a desestabiliza\u00e7\u00e3o das geleiras, como a Khumbu. O derretimento tamb\u00e9m contribui para a forma\u00e7\u00e3o de lagoas e de fendas, como no glaciar de Khumbu, que os montanhistas precisam atravessar. O aumento da temperatura na regi\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 expondo o lixo deixado pelas expedi\u00e7\u00f5es, antes cobertos por espessas camadas de neve e gelo.<\/p>\n<p>Para o cientista Carlos Nobre, pesquisador titular da USP- Universidade de S\u00e3o Paulo, integrante da Academia Brasileira e da Academia Global de Ci\u00eancia, \u201cn\u00e3o estamos mais falando de mudan\u00e7a clim\u00e1tica e sim de emerg\u00eancia clim\u00e1tica\u201d. Em recente evento na UFRGS, que discutiu o aquecimento global no \u00e2mbito das reflex\u00f5es sobre a enchente ga\u00facha, Nobre alertou que a comunidade cient\u00edfica internacional estima que a temperatura subir\u00e1 2,5 graus cent\u00edgrados at\u00e9 2050, tornando a vida invi\u00e1vel em v\u00e1rias regi\u00f5es, podendo levar a popula\u00e7\u00e3o a um ponto de n\u00e3o retorno. \u201cSe n\u00e3o revertemos nosso modo de produzir e de consumir, na Am\u00e9rica do Sul a vida s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel pr\u00f3xima a cordilheira dos Andes, por conta da umidade, o restante ser\u00e1 um grande cerrado ou at\u00e9 mesmo um deserto\u201d.<\/p>\n<p>Derretimento da montanha<\/p>\n<p>Cad\u00ea o gelo que estava aqui? Pergunta o montanhista brasileiro Pedro Hauck, 43 anos, a cada vez que lidera uma expedi\u00e7\u00e3o em alta montanha.\u00a0 Nesta entrevista, feita com o aux\u00edlio de um aplicativo de mensagens,\u00a0 Hauck fala sobre sua experi\u00eancia em alta montanha e as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que tem percebido em mais de duas d\u00e9cadas de escaladas.<\/p>\n<p>Pedro Hauck, paulista de Itatiba, radicado h\u00e1 18 anos em Curitiba, \u00e9 ge\u00f3grafo formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), p\u00f3s graduado na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e guia de expedi\u00e7\u00f5es de montanhismo. Ele j\u00e1 escalou 170 montanhas acima de 5 mil metros de altitude e em 2024\u00a0 alcan\u00e7ou o cume do Aconc\u00e1gua, na Cordilheira dos Andes, a maior montanha do ocidente e do hemisf\u00e9rio sul, com 6.961 metros de altitude. Agora ele est\u00e1 no Everest.<\/p>\n<p>Nas fotos que Hauck publica em suas redes sociais \u00e9 poss\u00edvel perceber o degelo das montanhas, com rochas expostas onde antes havia neve. \u201cEu sou uma testemunha das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais\u201d, afirma o montanhista. Em 2002, na sua primeira experi\u00eancia no Aconc\u00e1gua, a montanha era totalmente diferente de hoje.<\/p>\n<p>Ele conta que em fevereiro de 2002, \u201cque \u00e9 uma \u00e9poca em que o derretimento do gelo est\u00e1 mais avan\u00e7ado, mesmo assim eu escalava em gelo, isso na Plaza de Mulas, que \u00e9 onde fica o acampamento base, a 4.300 metros de altitude. Atualmente, na Plaza de Mulas, n\u00e3o tem nada de gelo. Zero gelo. J\u00e1 escalei montanhas nos Andes cuja rota era pelo gelo, o gelo derreteu, como na montanha Rincon, com 5.590 metros de altitude. Era uma rota por uma canaleta de gelo e agora a escalada \u00e9 em rocha pura. \u00c9 muito perigoso, porque essas rochas est\u00e3o soltas, elas estavam est\u00e1veis por conta do gelo, que funciona como cimento\u201d.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o s\u00e3o apenas altera\u00e7\u00f5es na temperatura. O clima \u00e9 muito mais do que temperatura, o clima \u00e9 precipita\u00e7\u00e3o, \u00e9 vento, \u00e9 irradia\u00e7\u00e3o. Todos esses elementos mudaram e nos Andes uma coisa que mudou muito \u00e9 a precipita\u00e7\u00e3o, tem nevado cada vez menos, sem falar na temperatura que subiu muito. A m\u00e9dia de temperatura no inverno nos Andes oscilava entre 14 graus cent\u00edgrados negativos e zero. Mas, em 2023, alcan\u00e7ou 38,9 graus em pleno inverno.<\/p>\n<p>As rotas t\u00e9cnicas, com gelo, est\u00e3o desaparecendo, assim como todos os glaciares, agora est\u00e3o surgindo as rochas soltas. As esta\u00e7\u00f5es de esqui est\u00e3o fechando porque n\u00e3o h\u00e1 mais gelo. A esta\u00e7\u00e3o de esqui de Chacaltaya, na Bol\u00edvia, perto de La Paz, que era a esta\u00e7\u00e3o mais alta do mundo, a 5.421 metros de altitude, fechou em 2009.<\/p>\n<p>O montanhista Pedro Hauck conta que ministra um curso de alta montanha na Bol\u00edvia h\u00e1 algum tempo. S\u00e3o aulas pr\u00e1ticas de t\u00e9cnica de escalada em gelo. \u201cH\u00e1 tr\u00eas anos eu levava o grupo at\u00e9 4.900 metros de altitude para praticarmos a escalada em gelo. N\u00e3o tem mais gelo nessa altitude. Agora n\u00f3s precisamos subir at\u00e9 5.300 metros para encontrar gelo e praticar a t\u00e9cnica. Abaixo dessa altitude \u00e9 tudo rocha exposta ao Sol e \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Recentemente, a esta\u00e7\u00e3o de esqui Vallecitos, no cerro Cordon del Plata, a cerca de 5 mil metros de altitude, na Argentina, foi totalmente abandonada, n\u00e3o tem mais gelo. A esta\u00e7\u00e3o de esqui de Penitentes, 4.350 metros de altitude, ao lado da Rota 7, que vai de Mendoza, na Argentina, a Santiago, no Chile, est\u00e1 parcialmente abandonada desde 2016 porque n\u00e3o \u00e9 em todos os invernos que h\u00e1 neve suficiente para a pr\u00e1tica do esporte.<\/p>\n<p>Geleira tropical<\/p>\n<p>O glaci\u00f3logo Jefferson Cardia Sim\u00f5es fala sobre as pesquisas realizadas nos Andes para avaliar o degelo nas montanhas. Especialista no tema, ele viaja ao Polo Sul desde os anos 90 e tamb\u00e9m j\u00e1 esteve no \u00c1rtico e em outras regi\u00f5es geladas do planeta. O trabalho consiste, basicamente, na realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises qu\u00edmicas da atmosfera e na coleta de testemunhos de gelo, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de paleontologia glacial, ou t\u00e9cnica palio clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>O pesquisador coletou amostras na maior calota de gelo da Am\u00e9rica do Sul, a Quelccaya, no Peru, onde realizou perfura\u00e7\u00f5es de 120 metros, a 5.700 metros de altitude, para avaliar como se d\u00e1 a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica na amaz\u00f4nia e conhecer como era o clima antes dos portugueses e do espanh\u00f3is chegarem \u00e0 Am\u00e9rica. O Peru concentra 70% do gelo tropical do mundo.<\/p>\n<p>O professor explica que esse trabalho \u00e9 recente, come\u00e7ou em setembro de 2022 e deve trazer muito conhecimento \u00e0 tona. Quelccaya \u00e9 a maior geleira tropical do mundo, tem 17 km de extens\u00e3o, uma \u00e1rea de 44 km quadrados e est\u00e1 apenas 5,1 km da cidade de Cusco, mas o acesso \u00e9 muito dif\u00edcil e exige preparo f\u00edsico. A temperatura m\u00e9dia na regi\u00e3o \u00e9 de zero grau. \u00c9 um lugar muito procurado por praticantes de montanhismo. Desde 1978, Quelccaya perdeu 20% de seu tamanho, fen\u00f4meno que costuma ser citado por pesquisadores como um sinal das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O derretimento do glaciar tanto pode ser consequ\u00eancia do aquecimento global como de alguma outra altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, como a diminui\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o de neve. Glaci\u00f3logos de outros pa\u00edses estudam Quelccaya desde 1970 e j\u00e1 perceberam um forte derretimento do glaciar e um consequente aumento do volume de \u00e1gua dos riachos locais, o que pode at\u00e9 provocar inunda\u00e7\u00f5es no futuro.<\/p>\n<p>Geleira, ou glaciar, \u00e9 uma grande e espessa massa de gelo formada em camadas sucessivas de neve compactada e recristalizada, de v\u00e1rias \u00e9pocas, em regi\u00f5es onde a acumula\u00e7\u00e3o de neve \u00e9 superior ao degelo.<\/p>\n<p>Plantio em alta temperatura<\/p>\n<p>Em 2017 foi realizada uma simula\u00e7\u00e3o de cultivo de gr\u00e3os de milho em temperatura aumentada em 2,6 graus cent\u00edgrados, em uma \u00e1rea de comunidades tradicionais do Peru. A experi\u00eancia resultou na perda de toda a lavoura de milho. As plantas morreram queimadas ou atacadas por pragas que n\u00e3o estavam presentes em temperaturas mais amenas.<\/p>\n<p>Na lavoura de batata o resultado foi semelhante. Cultivadas em altitudes mais baixas, com temperatura mais alta, mas ainda em solo tradicional, as batatas n\u00e3o se desenvolveram e a qualidade era t\u00e3o baixa que n\u00e3o lograram valor de mercado. Essas duas culturas s\u00e3o a base da alimenta\u00e7\u00e3o das comunidades andinas e o impacto do aumento da temperatura na regi\u00e3o coloca em risco o estilo de vida dessa popula\u00e7\u00e3o e de todo o ecossistema.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es foram conduzidas pelo pesquisador Kenneth Feeley, do Departamento de Biologia da Universidade de Miami, EUA, em parceria com o bi\u00f3logo Richard Tito, ind\u00edgena da etnia quechua, nativo da regi\u00e3o. O resultado do trabalho, \u201cGlobal Climate Change Increases Risk of Crop Yield Losses and Food Insecurity in the Tropical Andes\u201d, foi publicado na revista Global Change Biology e tamb\u00e9m pode ser encontrado na plataforma EcoDebate (ecodebate.com.br).<\/p>\n<p>BOX 1<\/p>\n<p>A enchente<\/p>\n<p>Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu sua terceira enchente em um ano. Mais de 870 mil pessoas foram impactadas, 420 munic\u00edpios foram atingidos, do total de 497 existentes. No m\u00eas de maio, a m\u00e9dia de chuva di\u00e1ria chegou a ser de 400 mm.<\/p>\n<p>A chuva no m\u00eas de maio,\u00a0 em Porto Alegre, foi de 12 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos, ou 12 trilh\u00f5es de litros. Essa quantidade de \u00e1gua equivale a quatro milh\u00f5es de piscinas ol\u00edmpicas. Para ajudar a entender esse volume, uma piscina ol\u00edmpica tem 50 metros de comprimento, 25 de largura e tr\u00eas metros de profundidade. Os dados s\u00e3o do INPE- Instituto de Pesquisas Espaciais, e o c\u00e1lculo foi feito a partir de imagens de sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>A enchente aconteceu n\u00e3o s\u00f3 porque choveu muito, mas tamb\u00e9m porque um sistema de alta press\u00e3o fez com que as nuvens permanecem sobre o Rio Grande do Sul, os rios voadores &#8211; que s\u00e3o formados pela umidade da amaz\u00f4nia, encontraram uma conflu\u00eancia que os fez migrar para o Sul, uma instabilidade clim\u00e1tica entrou no estado pela Argentina e muitos equipamentos contra enchente estavam sem manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de v\u00e1rias edifica\u00e7\u00f5es serem em \u00e1reas de risco ou em locais de aterro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rcia Turcato Um ano se passou da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica no Rio Grande do Sul. Mas a emerg\u00eancia clim\u00e1tica n\u00e3o foi cancelada. Ao contr\u00e1rio, ela continua deixando suas marcas por onde passa. 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