{"id":85599,"date":"2025-06-29T10:09:55","date_gmt":"2025-06-29T13:09:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=99275"},"modified":"2025-06-29T10:09:55","modified_gmt":"2025-06-29T13:09:55","slug":"veneno-de-cobra-para-curar-cancer-e-o-que-cientistas-gauchos-estao-pesquisando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/veneno-de-cobra-para-curar-cancer-e-o-que-cientistas-gauchos-estao-pesquisando\/","title":{"rendered":"Veneno de cobra para curar c\u00e2ncer? \u00c9 o que cientistas ga\u00fachos est\u00e3o pesquisando"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por M\u00e1rcia Turcato<\/strong><\/p>\n<p>Veneno de cobra como medicamento para combater o c\u00e2ncer. \u00c9 exatamente isso que a farmac\u00eautica Eliz\u00e2ndra Braganhol est\u00e1 fazendo com a verba de um edital p\u00fablico lan\u00e7ado com o objetivo de desenvolver novas tecnologias no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Professora da UFCSPA- Universidade Federal de Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Porto Alegre, junto com sua equipe ela realiza bioprospec\u00e7\u00e3o em oncologia e tamb\u00e9m em gastronomia a partir do estudo do veneno de serpentes pe\u00e7onhentas e de uma planta muito comum no litoral, a salic\u00f3rnia, conhecida como sal verde ou aspargo do mar.<\/p>\n<p>\u201cTanto os pept\u00eddeos do veneno das cobras como as mol\u00e9culas da salic\u00f3rnia t\u00eam propriedades medicinais e podem ser utilizadas como princ\u00edpios ativos de medicamentos. Acredito que, no m\u00e1ximo em dois anos, a pesquisa esteja conclu\u00edda\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>Encerrada essa fase, os medicamentos entram em pesquisa cl\u00ednica mediante aprova\u00e7\u00e3o da Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria), quando s\u00e3o testados em pessoas para avaliar n\u00edveis de seguran\u00e7a e toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>No momento seguinte, \u00e9 testada a efic\u00e1cia do produto. E, se tudo der certo, na sequ\u00eancia os medicamentos s\u00e3o novamente apresentados \u00e0 Anvisa para aprova\u00e7\u00e3o e registro.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 sabemos que a salic\u00f3rnia potencializa a regenera\u00e7\u00e3o dos tecidos, ela ajuda na cicatriza\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o pode ser utilizada em curativos. E o medicamento obtido do veneno de cobra poder\u00e1 ser administrado de v\u00e1rias formas, uma delas \u00e9 o spray nasal\u201d, diz a professora Braganhol, entusiasmada com os rumos da pesquisa, realizada em rede colaborativa com as universidades do Pampa (Unipampa), de Rio Grande (FURG), de Pelotas (UFPEL), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Cruz (Unisc).<\/p>\n<p>A professora da UFCSPA \u00e9 uma refer\u00eancia em pesquisa oncol\u00f3gica. Ela \u00e9\u00a0 s\u00f3cia e co-fundadora da BNT Medicine, uma startup que tem o prop\u00f3sito de desenvolver solu\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas para o tratamento oncol\u00f3gico e com ampla experi\u00eancia em biologia celular e molecular e desenvolvimento de modelos pr\u00e9-cl\u00ednicos de patologias.<\/p>\n<p>As serpentes utilizadas na pesquisa s\u00e3o onze, 10 delas s\u00e3o da Amaz\u00f4nia e uma \u00e9 do Rio Grande do Sul, uma jararaca. O trabalho de investiga\u00e7\u00e3o j\u00e1 confirmou que o veneno tem propriedades anti tumoral, ou seja, pode combater o c\u00e2ncer. O foco do estudo \u00e9 o tumor cerebral. O uso do veneno de cobra como medicamento para o c\u00e2ncer \u00e9 in\u00e9dito no mundo. O que j\u00e1 existe no mercado \u00e9 o uso do veneno para tratamento da hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>Poucos sabem que foi em um laborat\u00f3rio brasileiro, em pesquisa com veneno da jararaca, que a ind\u00fastria farmac\u00eautica desenvolveu o captopril, o rem\u00e9dio mais usado para tratar a hipertens\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>Os venenos s\u00e3o tamb\u00e9m uma fonte de cobi\u00e7a pelo potencial de gerar riquezas e, por isso, muitas serpentes do Brasil s\u00e3o v\u00edtimas de biopirataria.<\/p>\n<p>\u201cApesar do risco de letalidade do veneno das serpentes, quando ocorre algum acidente, ele tamb\u00e9m pode agir como uma rica fonte de mol\u00e9culas e ser amplamente explorado em rela\u00e7\u00e3o ao seu potencial terap\u00eautico\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p>Estrat\u00e9gias de intelig\u00eancia artificial e ferramentas de nanotecnologia ser\u00e3o utilizadas no trabalho para agilizar o processo e aumentar a seletividade da medica\u00e7\u00e3o sobre o tumor. Com a nanotecnologia o medicamento pode ser direcionado exatamente para o local do tumor, otimizando o produto e aumentando a seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Aspargo do mar<\/strong><\/p>\n<p>A salic\u00f3rnia \u00e9 uma planta tolerante \u00e0 \u00e1gua salgada e faz parte da flora costeira de muitas regi\u00f5es do Brasil e de outros pa\u00edses de clima ameno. Ela tamb\u00e9m \u00e9 conhecida pelos nomes de sal verde, porque acumula o sal existente em \u00e1reas marinhas,\u00a0 e aspargo do mar. A planta tem propriedades antioxidante, antitumoral e diur\u00e9tica e tamb\u00e9m pode ser utilizada na alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa plantinha \u00e9 objeto de estudo na rede coordenada pela UFCSPA. A salic\u00f3rnia tem um metabolismo que permite que ela sobreviva em ambientes adversos, como a zona costeira, que \u00e9 um lugar de elevada salinidade. \u201cEssa caracter\u00edstica da planta despertou nosso interesse e j\u00e1 sabemos que ela tem propriedades terap\u00eauticas para ser aplicada no tratamento do c\u00e2ncer\u201d, explica a pesquisadora Eliz\u00e2ndra Braganhol.<\/p>\n<p>A professora da UFCSPA destaca que a pesquisa com a salic\u00f3rnia se vale da biodiversidade do Rio Grande do Sul, valorizando o recurso existente no estado, o conhecimento cient\u00edfico local e impulsionando a gera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios a partir do desenvolvimento de medicamentos e sua coloca\u00e7\u00e3o no mercado para beneficiar o p\u00fablico que precisa de um tipo espec\u00edfico de tratamento. O prop\u00f3sito do estudo \u00e9 desenvolver um medicamento anti tumoral e cicatrizante.<\/p>\n<p>Atualmente, para consumo na gastronomia, o aspargo do mar pode ser encontrado em alguns restaurantes do Rio de Janeiro, como o Oteque, o Grado e o Escama e tamb\u00e9m pode ser entregue a domic\u00edlio pela D\u2019Alga. A salic\u00f3rnia pode ser consumida desidratada, para salpicar nos pratos, e ao natural, como mini aspargos. Ela tem textura crocante, sabor salino e a presen\u00e7a do iodo, combinando muito bem com peixes e frutos do mar.<\/p>\n<p>O projeto de pesquisa da professora Eliz\u00e2ndra Bragonhol recebeu o nome de \u201cSa\u00fade, meio ambiente e comunica\u00e7\u00e3o: desenvolvendo um modelo de economia sustent\u00e1vel baseado em biotecnologia para a reconstru\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul\u201d. Ela concorreu ao edital da Fapergs*, no \u00e2mbito da recupera\u00e7\u00e3o do estado em consequ\u00eancia da enchente de 2024, e recebeu R$ 1,5 milh\u00e3o, suficientes para o desenvolvimento das duas frentes de pesquisa: medicamentos a partir do veneno de cobra e da salic\u00f3rnia e tamb\u00e9m para o uso da planta na gastronomia.<\/p>\n<p>Para o desenvolvimento de outras fases do estudo, como a pesquisa cl\u00ednica, a identifica\u00e7\u00e3o do meio para o transporte do medicamento (p\u00edlula, injet\u00e1vel e\/ou aspira\u00e7\u00e3o) a professora da UFCSPA conta com recurso do Finep\/MCTI**, que tamb\u00e9m \u00e9 suficiente para concluir o trabalho. Uma raridade, porque as universidades federais sofreram contingenciamento e a maioria delas reclama da falta de verba. Felizmente n\u00e3o \u00e9 o caso da UFCAPA, que tem laborat\u00f3rios equipados, funcionando perfeitamente, e prontos para entregar resultados para a sociedade.<\/p>\n<p><em>*Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul<\/em><\/p>\n<p><em>**Financiadora de Estudos e Projetos\/Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por M\u00e1rcia Turcato Veneno de cobra como medicamento para combater o c\u00e2ncer. \u00c9 exatamente isso que a farmac\u00eautica Eliz\u00e2ndra Braganhol est\u00e1 fazendo com a verba de um edital p\u00fablico lan\u00e7ado com o objetivo de desenvolver novas tecnologias no Rio Grande do Sul. 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