{"id":85837,"date":"2026-02-18T18:59:31","date_gmt":"2026-02-18T21:59:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/?p=85837"},"modified":"2026-02-25T00:13:07","modified_gmt":"2026-02-25T03:13:07","slug":"especialistas-alertam-para-graves-impactos-ambientais-com-nova-fabrica-de-celulose-em-barra-do-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/especialistas-alertam-para-graves-impactos-ambientais-com-nova-fabrica-de-celulose-em-barra-do-ribeiro\/","title":{"rendered":"Especialistas apontam para \u2018graves impactos ambientais\u2019 com nova f\u00e1brica de celulose em Barra do Ribeiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Especialistas das \u00e1reas de biologia, geografia, geologia, medicina, engenheira qu\u00edmica e ambiental, al\u00e9m de t\u00e9cnicos e ativistas ambientais, assinam uma s\u00e9rie de documentos enviados \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental&nbsp;(Fepam), \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 Secretaria do Meio Ambiente do Estado, em que apontam problemas no Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (RIMA) do Projeto Natureza, da CMPC &#8211; Celulose Riograndense.<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto Natureza \u00e9 como foi batizada a nova ind\u00fastria de celulose a ser constru\u00edda na Fazenda Barba Negra, no munic\u00edpio de Barra do Ribeiro, regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, considerado o maior investimento privado da hist\u00f3ria do Estado \u2013 mais de R$ 24 bilh\u00f5es \u2013 e proje\u00e7\u00e3o de produzir 2,5 milh\u00f5es de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de citar os impactos socioambientais regionais, pedem ainda a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas nas cidades do entorno do munic\u00edpio no qual est\u00e1 prevista a instala\u00e7\u00e3o da planta industrial, entre elas, Porto Alegre e Viam\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA licen\u00e7a ambiental solicitada pela CMPC \u00e0 FEPAM apresenta expressivos impactos ambientais regionais, prevendo consumir 288 milh\u00f5es de litros\/dia de \u00e1gua (Classe I, a mais limpa) do rio Gua\u00edba e liberar 242 milh\u00f5es de litros de efluentes\/dia (carga maior do que as tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es de tratamento de esgoto de Porto Alegre) com subst\u00e2ncias altamente t\u00f3xicas neste corpo d&#8217;\u00e1gua, que est\u00e1 distante 3,5 km das margens do bairro Bel\u00e9m Novo, onde h\u00e1 capta\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de \u00c1gua (ETA) Bel\u00e9m Novo e da ETA Ponta do Arado, para abastecimento da popula\u00e7\u00e3o de toda essa regi\u00e3o. As emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas e efluentes previstos atingir\u00e3o, al\u00e9m de Barra do Ribeiro, Porto Alegre, Viam\u00e3o e outros munic\u00edpios da RMPA. E os povos ind\u00edgenas (Mbya Guarani) e pescadores artesanais de munic\u00edpios da margem do Gua\u00edba poder\u00e3o ser gravemente afetados, caso se concretize a licen\u00e7a pr\u00e9via a este empreendimento\u201d, diz um dos resumos dos documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um comit\u00ea t\u00e9cnico listou \u2018omiss\u00f5es e falhas graves\u2019 no RIMA do empreendimento e concluiu que o trabalho apresenta os impactos de forma gen\u00e9rica, fragmentada e descontextualizada, dificultando a compreens\u00e3o dos efeitos cumulativos e sin\u00e9rgicos do empreendimento, estando incompleto, e pedem que a Fepam rejeite o que foi apresentado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"475\" data-attachment-id=\"85841\" data-permalink=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/especialistas-alertam-para-graves-impactos-ambientais-com-nova-fabrica-de-celulose-em-barra-do-ribeiro\/materia-da-cmpc\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/02\/materia-da-cmpc.jpg\" data-orig-size=\"754,475\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Mat\u00e9ria da CMPC\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Para o grupo de t\u00e9cnicos, a licen\u00e7a ambiental solicitada pela CMPC ignora impactos como a proximidade do local com as \u00e1guas que abastecem Porto Alegre e regi\u00e3o. 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Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Aqui, est\u00e3o listados os principais pontos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>No que toca aos dois biomas e seus tipos vegetacionais no RS, no documento do RIMA, em nenhum momento aparece a palavra Mata Atl\u00e2ntica, e tampouco o impacto do empreendimento sobre remanescentes protegidos pela Lei n. 11.428\/2006. A vegeta\u00e7\u00e3o de restinga arenosa, pertencente \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica, na localidade de Barba Negra, foi, em parte, motivo da cria\u00e7\u00e3o de uma Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Ambiental (RPPN) do mesmo nome. Outrossim, \u00e9 mister destacar que este tipo de vegeta\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0s Forma\u00e7\u00f5es Pioneiras assinaladas na Lei 11.428\/2006, ademais parte delas na \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente, junto ao Gua\u00edba. O projeto prev\u00ea sua parcial supress\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o em parte por ind\u00fastria, porto, vias internas do referido empreendimento. No caso do Pampa, bioma restrito no Brasil, ao Rio Grande do Sul, a palavra \u00e9 citada no documento somente uma vez, sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade de sua prote\u00e7\u00e3o, o que se caracteriza como uma grave omiss\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Consideramos inadmiss\u00edvel que o RIMA n\u00e3o apresente tabelas com o n\u00famero e as listas das esp\u00e9cies amea\u00e7adas e os respectivos nomes cient\u00edficos, nas diferentes \u00e1reas de impactos (ADA, AID, AII). No que toca \u00e0s esp\u00e9cies amea\u00e7adas da flora, citadas somente na p\u00e1gina 38, \u00e9 descrita de forma gen\u00e9rica: \u201cEsp\u00e9cies Amea\u00e7adas&#8221;. Na avalia\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o, foram identificadas algumas plantas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o [algumas, quais?]. Foram encontrados alguns [quantos?] butiazeiros, uma esp\u00e9cie de palmeira [qual?] que est\u00e1 na lista de esp\u00e9cies \u2018em perigo de extin\u00e7\u00e3o\u2019 do estado do Rio Grande do Sul.<\/li>\n\n\n\n<li>No que toca \u00e0 \u00c1rea de Influ\u00eancia Direta (AID) do empreendimento, o mapa da localiza\u00e7\u00e3 n\u00e3o sinaliza de modo preciso o local a ser constru\u00eddo o empreendimento, carecendo de refinamento cartogr\u00e1fico de escala e legenda. Al\u00e9m disso, sinaliza parte do territ\u00f3rio do Bairro Bel\u00e9m Novo como AID, portanto, atingindo o territ\u00f3rio do munic\u00edpio de Porto Alegre. O texto do RIMA, na p\u00e1gina 05, abstrai a proximidade com a Capital, assinalando uma suposta dist\u00e2ncia de 60 km de Porto Alegre! Tal afirma\u00e7\u00e3o, supostamente relacionada ao trajeto por rodovia entre a Barra do Ribeiro e a Capital, \u00e9 de muit\u00edssima menor import\u00e2ncia do que o raio de influ\u00eancia, ou seja, a AID frente a toda a infraestrutura ligada ao projeto. Ademais, fica ausente a informa\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia de apenas 3,5 km do emiss\u00e1rio de efluentes em rela\u00e7\u00e3o ao Bairro Bel\u00e9m Novo, em Porto Alegre. Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 citada a dist\u00e2ncia de 6,5 km, entre as fontes de poluentes (emiss\u00e1rio) e as \u00e1reas de capta\u00e7\u00e3o do DMAE. Da mesma forma \u00e9 escassa a informa\u00e7\u00e3o dos impactos potenciais sobre as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, como a Reserva Biol\u00f3gica do Lami (8,5 km do emiss\u00e1rio), Parque Estadual de Itapu\u00e3 (11 km do empreendimento). Ressalta-se que a cartografia existente n\u00e3o est\u00e1 acompanhada dos crit\u00e9rios que subsidiam os limites definidos para a \u00c1rea de Influ\u00eancia Direta, tampouco nos mapas que espacializam os pontos de despejos de efluentes e as \u00e1reas de inunda\u00e7\u00e3o explicitam os c\u00e1lculos que dimensionam as \u00e1reas correspondentes, como, por exemplo, no Volume 01, p\u00e1ginas: 64; 89; p.92.<\/li>\n\n\n\n<li>Quanto aos poluentes l\u00edquidos no processo de branqueamento da celulose, \u00e9 citado o uso da \u201cmelhor tecnologia dispon\u00edvel\u201d, mas n\u00e3o \u00e9 citado o uso de cloro (que d\u00e1 origem a dioxinas e a outros organoclorados), apesar de no EIA ser citado o uso de \u00f3xido de cloro. Este item \u00e9 fundamental e deveria ser citado, al\u00e9m de ser necessariamente aprofundado no EIA, pois tem \u00edntima rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de dioxinas e outras subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, persistentes e cancer\u00edgenas. Na p\u00e1gina 10 do RIMA, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o escassas e incompletas, como podemos verificar: \u201cO primeiro clareamento usa dois produtos qu\u00edmicos: o oxig\u00eanio e a soda c\u00e1ustica. A celulose sai menos escura e ainda precisa passar pela segunda etapa de clareamento. Clareamento final &#8211; a celulose recebe um clareamento final mais completo, usando outros produtos qu\u00edmicos\u201d\u2026 \u201cOutros produtos qu\u00edmicos\u201d? N\u00e3o cit\u00e1-los \u00e9 caso de omiss\u00e3o, j\u00e1 que a bibliografia especializada destaca a toxicidade potencial do uso destes produtos usados no branqueamento da celulose?<\/li>\n\n\n\n<li>No tema das alternativas locacionais, foi destacado, em primeiro lugar, os aspectos de mercado, em especial a log\u00edstica da madeira, seja no recebimento deste material, seu processo de transforma\u00e7\u00e3o em celulose e o seu destino final para o exterior. Neste item, foi desconsiderada a presen\u00e7a de comunidades ind\u00edgenas (Barra do Ribeiro \u00e9 o munic\u00edpio do RS com maior n\u00famero de aldeias Mby\u00e1 Guarani) al\u00e9m dos impactos ambientais na RPPN de Barba Negra e nas belas e ricas restingas de Mata Atl\u00e2ntica, localizadas em Barra do Ribeiro. No caso das esp\u00e9cies amea\u00e7adas, esta \u00e1rea possui dezenas de esp\u00e9cies, destacando-se as maiores popula\u00e7\u00f5es do r\u00e9ptil Liolaemus arambarensis, \u2018Criticamente Amea\u00e7ado\u2019, com ocorr\u00eancia restrita a tr\u00eas munic\u00edpios, entre eles, Barra do Ribeiro, com as maiores popula\u00e7\u00f5es justamente na \u00e1rea de Barba Negra, entre as margens da Laguna dos Patos e o Gua\u00edba. Nas alternativas locacionais, tamb\u00e9m n\u00e3o foi considerada a presen\u00e7a de \u00e1guas com qualidade Classe I, neste segmento do Gua\u00edba, contrastam com a necessidade de se buscar locais com menores impactos ambientais.<\/li>\n\n\n\n<li>Quanto ao uso energ\u00e9tico da queima da madeira, o RIMA faz uma afirma\u00e7\u00e3o surpreendente, por\u00e9m inveross\u00edmil, quando tenta justificar que a empresa \u201ccontribui para o combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d (p. 13), ao queimar restos de madeira, alegando ademais que: \u201cUma de suas grandes vantagens (&#8230;) \u00e9 gerar energia limpa e renov\u00e1vel para a pr\u00f3pria f\u00e1brica\u201d. Entretanto, \u00e9 estranho que o incremento de gasto de energia, com queima de vegetais, gerar\u00e1 maiores concentra\u00e7\u00f5es de poluentes. Tamb\u00e9m haveria que calcular o total de energia gasto nas constru\u00e7\u00f5es, dragagens, o corte e o deslocamento das madeiras e da celulose, com combust\u00edveis f\u00f3sseis, ida e volta na Laguna do Patos, nas rodovias, e milhares de quil\u00f4metros al\u00e9m mar (90% da celulose se deslocar\u00e1 para outros continentes, em especial a \u00c1sia). Portanto, a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, decorrentes dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, desconsidera toda a cadeia de gastos energ\u00e9ticos que implicam obrigatoriamente em enorme consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/li>\n\n\n\n<li>Quanto aos poluentes h\u00eddricos, na p\u00e1g.13 do documento l\u00ea-se; \u201cn\u00e3o haver\u00e1 altera\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua do Lago Gua\u00edba atendendo aos padr\u00f5es de qualidade exigidos por lei\u201d. No entanto, n\u00e3o \u00e9 o que consta no anexo V &#8211; Estudo da Autodepura\u00e7\u00e3o do efluente definitivo, no qual se apresenta que os par\u00e2metros est\u00e3o em n\u00edveis que alteram o enquadramento do corpo h\u00eddrico Gua\u00edba.<\/li>\n\n\n\n<li>H\u00e1 uso excessivo de termos como \u201cimpacto baixo\u201d, mesmo que a Resolu\u00e7\u00e3o CONSEMA 372\/2018 classifique esse tipo de empreendimento como de alto potencial poluidor. Al\u00e9m dos termos \u201ctempor\u00e1rio\u201d ou \u201cmitig\u00e1vel\u201d, empregados sem haver explica\u00e7\u00f5es razo\u00e1veis ao uso destes termos, n\u00e3o havendo explica\u00e7\u00e3o ou refer\u00eancia \u00e0s escalas temporais reais (d\u00e9cadas), depend\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e monitoramento dos sistemas e riscos de falha operacional.<\/li>\n\n\n\n<li>Quanto \u00e0s emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas, o RIMA geralmente limita-se a afirmar que estar\u00e3o \u201cdentro dos padr\u00f5es legais\u201d, sem trazer o invent\u00e1rio dos gases emitidos, que podem ter efeitos cr\u00f4nicos mesmo que em baixas concentra\u00e7\u00f5es.<\/li>\n\n\n\n<li>Na avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental e seus riscos ocorre \u00eanfase apenas na suposta efici\u00eancia do tratamento, sem discutir risco de falhas operacionais (vazamentos de cloro, como o que aconteceu no ano passado na planta atual), descargas em per\u00edodos de estiagem, efeito acumulado com outros usos da bacia, inclusive com rela\u00e7\u00e3o ao incremento dos impactos gerados pela planta atual, impactos a jusante na Classe 1 (n\u00e3o apenas no ponto de lan\u00e7amento), considerando-se a sa\u00fade de popula\u00e7\u00f5es sens\u00edveis (idosos, crian\u00e7as, comunidades ind\u00edgenas e pescadores) e os impactos no sistema de sa\u00fade , analisar condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas locais (invers\u00e3o t\u00e9rmica, ventos).<\/li>\n\n\n\n<li>A ind\u00fastria de celulose est\u00e1 entre as maiores consumidoras industriais de \u00e1gua. N\u00e3o consta no RIMA a quantidade, que aparece no interior do EIA como sendo na ordem de 288.000.000 litros por dia. Em per\u00edodo que a ONU declarou estarmos em fal\u00eancia h\u00eddrica global, foi desconsiderado o Art. 1\u00ba, inciso IV, da Lei n\u00ba 9.433\/97: \u201cA \u00e1gua \u00e9 um recurso natural limitado, dotado de valor econ\u00f4mico\u201d.<\/li>\n\n\n\n<li>O RIMA tende a avaliar a planta industrial como se fosse um empreendimento isolado, desconsiderando: expans\u00e3o das monoculturas arb\u00f3reas, eufemisticamente chamadas de \u201cflorestas plantadas\u201d, aumento do tr\u00e1fego pesado, press\u00e3o sobre estradas, portos e comunidades, outros empreendimentos j\u00e1 existentes ou planejados. Afinal, o CONAMA 01\/86 exige avalia\u00e7\u00e3o dos impactos cumulativos.<\/li>\n\n\n\n<li>Quanto \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de empregos, frequentemente o documento enfatiza este item, mas n\u00e3o diferencia aqueles tempor\u00e1rios dos permanentes, n\u00e3o avalia precariza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o apresenta an\u00e1lise de g\u00eanero, renda ou vulnerabilidade social (Art. 6\u00ba da CONAMA 01\/86 e CONAMA 511\/2015).<\/li>\n\n\n\n<li>Medidas como \u201cmonitoramento cont\u00ednuo\u201d, \u201cprogramas ambientais\u201d e \u201cgest\u00e3o adequada\u201d s\u00e3o apresentadas sem metas claras, indicadores p\u00fablicos e garantias de fiscaliza\u00e7\u00e3o independente.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas das \u00e1reas de biologia, geografia, geologia, medicina, engenheira qu\u00edmica e ambiental, al\u00e9m de t\u00e9cnicos e ativistas ambientais, assinam uma s\u00e9rie de documentos enviados \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental&nbsp;(Fepam), \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 Secretaria do Meio Ambiente do Estado, em que apontam problemas no Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (RIMA) do Projeto Natureza, da CMPC &#8211; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":85838,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-85837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiente-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/02\/1000266410.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":86002,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/biologa-aponta-falhas-tecnicas-no-estudo-de-impacto-ambiental-da-nova-fabrica-de-celulose-em-barra-do-ribeiro\/","url_meta":{"origin":85837,"position":0},"title":"Bi\u00f3loga aponta falhas t\u00e9cnicas no estudo de impacto ambiental da nova f\u00e1brica de celulose em Barra do Ribeiro","author":"Cleber Dioni Tentardini","date":"30 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"CLEBER DIONI TENTARDINI Com 32 anos de atua\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria \u2013 grande parte dedicada ao estudo e monitoramento do tratamento de efluentes \u2013, a bi\u00f3loga C\u00e1tia Regina Duarte Machado \u00e9 categ\u00f3rica ao analisar o projeto da nova f\u00e1brica de celulose da CMPC, em Barra do Ribeiro: \u201cA contribui\u00e7\u00e3o de poluentes\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Ambiente J\u00c1-MAT\u00c9RIA&quot;","block_context":{"text":"Ambiente J\u00c1-MAT\u00c9RIA","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/category\/ambiente-geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/03\/barba-negra-celulose-riograndense-rppn-foto-divulgacao-cmpc.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/03\/barba-negra-celulose-riograndense-rppn-foto-divulgacao-cmpc.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/03\/barba-negra-celulose-riograndense-rppn-foto-divulgacao-cmpc.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":85892,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ambiente\/mpf-recomenda-suspender-licenciamento-de-industria-de-celulose-da-cpmc-em-barra-do-ribeiro\/","url_meta":{"origin":85837,"position":1},"title":"MPF recomenda suspender licenciamento de ind\u00fastria de celulose da CPMC em Barra do Ribeiro","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"2 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) recomendou, nesta segunda-feira, 2 de mar\u00e7o, a suspens\u00e3o imediata do licenciamento ambiental do \"Projeto Natureza\", da empresa CMPC, em Barra do Ribeiro (RS), at\u00e9 que as comunidades ind\u00edgenas locais sejam devidamente ouvidas. 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