Johnny O'Donnell mostra seu "groove" ao lado dos The Exterminadores, no Café Fon Fon

Johnny O’Donnell and The Exterminadores tocam pela primeira vez em sua recém-adotada casa em Porto Alegre, o Café Fon Fon, neste sábado, dia 22 , às 21h30min. Natural de Nova Orleans, o cantor, compositor e guitarrista norte-americano promete fazer uma jornada através da história e da geografia, o que inclui os pântanos da Louisiana, os ritmos crioulos do Caribe, osdark jazz lounges, o antigo romance de Hollywood e muita fantasia. Todos esses ingredientes são o que entram nos pratos das composições originais. As músicas que serão apresentadas pertencem aos mais de 12 álbuns que O’Donnell lançou ao longo dos anos. Inclui, ainda, alguns títulos de compositores similares ao camaleão (do Brasil e dos Estados Unidos).

Escrevendo, compondo, organizando e produzindo música em Los Angeles nos últimos dez anos e excursionando pela Europa antes disso, como parte do grupo glam-rock do Holy Ghost Revival (Sony Records), as colaborações de O’Donnell exemplificam sua trajetória global. Arranjos com Van Dyke Parks (Beach Boys), produzindo discos com Gordon Rafael (The Strokes) e compondo música para múltiplas indústrias através de gêneros (pop, electro, jazz, soul e funk), O’Donnell lançou uma série de álbuns criticamente elogiados nos últimos 15 anos.

Liderados pela diretora musical, pianista e empresária Bethy Krieger, aliada aos ritmos de Edu Mereilles (baixo) e Bruno Neves (bateria / percussão), Johnny O’Donnell and The Exterminadores pretendem “trazer o glamour, os ritmos acrobáticos, o mistério sombrio da Louisiana e as sensibilites dos cantores e compositores dos anos 70, como Harry Nilsson, Leon Russel e David Bowie, ao ambiente íntimo do Café Fon Fon”.

SERVIÇO:

Johnny O’Donnell and The Exterminadores (Bethy Krieger, Edu Mereilles e Bruno Neves)  

Sábado, dia 22,  às 21h30min, com dois blocos de 40 min., cada.

Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, n° 22, Farroupilha), Porto Alegre

Couvert artístico ao preço de R$ 30,00 antecipados e R$ 40,00 na hora.

Reservas pelo fone (51) 998807689. Para comprar, sem sair de casa: baixe o aplicativo e faça sua aquisição em um dos links abaixo:

Sarau celebra 18 anos da ALICE, com projetos sociais alternativos e autônomos

A Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (ALICE) chega aos 18 anos reunindo o sol e a lua, ou seja: desafiando o impossível, conservando a independência e mantendo seus projetos sociais unicamente por meio de parcerias e apoios de quem se identifica com a causa. Não por acaso, a data é marcada por um trabalho artístico do cartunista Moa – autor do logotipo da Ong, ao lado de Ivete Cattani – que retrata a própria ALICE confortavelmente sentada em um quarto crescente, pescando o astro rei.
Para comemorar a data será realizado um Sarau Festivo na próxima terça-feira, dia 18, a partir das 20 horas, no Bar Divina Comédia (República, 649), com canja de músicos e poetas, FeirArteira e, ainda, a presença do DJ Daison Teixeira. O ingresso custa R$ 12,00, mas os aniversariantes do dia e os estudantes não pagam.
Obras de cartunistas como Santiago, Moa, Edgar Vasques e Rafael
Correa; dos artistas visuais Augusto Abreu, Ernani Chaves, Amaro
Abreu; dos fotógrafos Otávio Teixeira, Marco Nedeff, Eneida Serrano e Luiz Abreu; das artesãs Mariza Rigo, Nina de Oliveira, Lúcia Achutti e Rosina Duarte; dos escritores Rafael Guimarãens, José Antônio Silva, Dois Santos dos Santos, bem como livros da Editora Libretos estarão a disposição dos presentes.
Os frequentadores do Sarau poderão, inclusive, adquirir uma camiseta com a arte de Moa comemorativa aos 18 anos da instituição. A renda dos ingressos e da comercialização das obras é parcialmente revertida para os projetos sociais da ALICE, sendo a outra parcela destinada aos próprios artistas parceiros.
Música e poesia
Na parte musical, se apresentam os músicos Cristiano Hanssen e Nivaldo José, o pandeirista Clebes Pinheiro, e o duo de violões Batuque de Cordas, integrado por Vinícius Corrêa e Cláudio Veiga, com microfone aberto para outros artistas parceiros. A noite contará, ainda com a poesia de Mário Pirata, Fátima Farias e Gonçalo Ferraz.
Com 18 anos de atuação, ALICE é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para revelar o que a sociedade não vê, defendendo o direito de todos à comunicação, à cultura, à arte e à convivência harmônica em uma sociedade sustentável. Nessa linha, desenvolve projetos alternativos e autônomos envolvendo comunidades ignoradas pela mídia tradicional e negligenciadas pelas políticas públicas, entre eles o Jornal Boca de Rua – feito e vendido por moradores de rua de Porto Alegre desde o ano 2000. Assim, contribui para democratizar e qualificar a informação e alinha-se à luta por um mundo mais justo.

Sarau Voador celebra os 80 anos de Luiz Coronel, com Tânia Carvalho e Sérgio Rojas

Para celebrar os 80 anos Luiz Coronel, a atriz Deborah Finocchiaro e o jornalista Roger Lerina realizam no dia 11 de dezembro um Sarau Voador dedicado à vida e obra do poeta. O evento ocorre às 19h, na Sala de Música – Multipalco Eva Sopher, do Theatro São Pedro. A entrada é gratuita.

Para essa edição especial foram convidados a jornalista Tânia Carvalho e o músico Sergio Rojas. O artista visual Alexandre Carvalho fará pintura ao vivo de um dos maiores letristas do regionalismo local e autor de crônicas e livros de prosa com causos de bolicho e de galpão.

Múltiplas facetas
“Afinal, que Coronel sou eu? E que comando tenho sobre minha alma, desguarnecida cidadela, se dos mosquetões só faltam flores e há um pierrô de sentinela? [?] Afinal, que Coronel sou eu? Se ponho mapas na mesa, é sempre minha atitude encontrar a mim mesmo em todas latitudes. E nos levantamentos que faço vejo templos, canteiros, abraços e para minha promoção não sonho em ter mais estrelas que as que brilham em meu coração”.

O bajeense Luiz de Martino Coronel veio morar em Porto Alegre pouco antes dos 20 anos. Na Casa do Estudante vendia batidas de frutas, mas com o tempo resolveu aproveitar o talento comercial para vender polígrafos em frente a um curso pré-vestibular. Até que um dia, na falta de um professor, foi convidado para exercer a função. E, assim, trabalhou por 12 anos lecionando História e Literatura.

Formado em Direito pela Ufrgs, também foi magistrado e professor de faculdade, mas enfrentou problemas em função do Golpe Militar. “A propaganda me salvou em um período difícil. Como sabia escrever, comecei com comerciais para o rádio”, conta. Suas campanhas são marcadas pelo conteúdo poético. “Não precisa dizer que chegaram dez quilos de ervilha; não é assim que se conquista o coração das pessoas. A poesia é meu encanto”, diz.

Ele acredita que a função do escritor é organizar a inquietude por meio das palavras. Referendado em solo europeu, professora de Literatura Universidad de Salamanca, Ascensión Rivas Hernández, diz que a obra de Luiz Coronel “é a poesia da vivência quotidiana com ressonâncias líricas. Os poemas amorosos talvez sejam os mais significativos de sua vasta obra literária. Eis uma obra para termos próximo às mãos e ao coração”.

FICHA TÉCNICA
Apresentação e Curadoria: Deborah Finocchiaro e Roger Lerina | Produção: Debora Bregalda | Assessoria de Imprensa: Roberta Amaral | Assessoria Digital: Gabrielle Gazapina | Captação e Edição de Imagens: Giovanna Green Hagemann | Parceria Cultural: Companhia de Solos & Bem Acompanhados, Roger Lerina, Tomo Editorial, Festipoa Literária e Confeitaria Maranguello.

SERVIÇO
Sarau Voador – Edição “80 Anos de Luiz Coronel”
Quando: 11 de dezembro | Terça-feira | 19h
Onde: Sala de Música – Multipalco Eva Sopher, do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro s/n)
Entrada gratuita

Música de Cinema em dois concertos da Ospa neste final de semana

Espetáculos acontecem dia 24 e dia 25, na sede da Ospa. Foto: Maí Yandara/Divulgação

Espetáculos acontecem dia 24 e dia 25, na sede da Ospa. Foto: Maí Yandara/Divulgação
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) convida os fãs da sétima arte para dois grandes espetáculos na sua Casa da Música. Nos dias 24 e 25 de novembro, sábado e domingo próximos, às 17h, o maestro Evandro Matté conduz os concertos Música de Cinema. Com uma seleção especial de trilhas de filmes, os eventos são destaque na Temporada 2018 da Ospa. As duas apresentações contam com participações de convidados de peso, das cantoras Anaadi (Ana Lonardi) e Gabrielle Fleck, do cantor Panta, da dançarina Gabriella Castro e da Cia. Municipal de Dança de Porto Alegre. Os ingressos, com valores de R$ 30 a 80, estão à venda em www.ospa.org.br.
O repertório inclui clássicos, como as trilhas de “Psicose”, de Bernard Herrmann; “A Noviça Rebelde”, de Richard Rodgers & Oscar Hammerstein II; e “O Poderoso Chefão”, de Nino Rota. As crianças serão contempladas com a interpretação do tema de “Frozen”, de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez. As trilhas de produções como “Pulp Fiction”, “De Volta para o Futuro” e “Footloose” também serão revisitadas. A atriz Fernanda Carvalho Leite é a mestra de cerimônias e faz a apresentação das obras. Neste evento, também será comemorado o aniversário de 68 anos da Ospa, completados no dia 23 de novembro, próxima sexta-feira.
 “O espetáculo do ano passado foi um sucesso tão grande que, desde então, muitas pessoas tem nos perguntado quando faríamos novamente. Além de algumas alterações no repertório, temos a participação da Cia. Municipal de Dança de Porto Alegre, de diversos cantores de destaque e uma super produção durante todo o evento”, comenta o maestro Evandro, diretor artístico da Ospa. A cantora Anaadi, vencedora do prêmio de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em português do Grammy Latino 2018, canta um grande sucesso do filme “Frozen” (“Let it go”) e a contagiante “All That Jazz” de “Chicago”. Panta, por sua vez, dá vida a “The Power of Love”, da trilha de “De volta para o Futuro. A bailarina de sapateado Gabriella Castro faz uma performance sobre o tema de “Cantando na Chuva” e a atriz e cantora Gabrielle Fleck participa de um medley de “A Noviça Rebelde/Grease – Nos Tempos da Brilhantina”.
A Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre participa da interpretação de músicas dos filmes “Chicago”, “Footloose” e “De volta para o Futuro”. A Companhia Jovem de Dança de Porto Alegre também marca presença no palco. Os grupos são vinculados à Secretaria Municipal de Cultura e à Secretaria Municipal de Educação. As coreografias são de Raul Voges;
A Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre é parceria da Ospa na realização do evento.
Mais informações pelo site www.ospa.org.br ou pelo telefone (51) 32227387.
Ospa apresenta Música de Cinema | Série Pablo Komlós
Apresentador oficial: Banrisul
Quando: Dias 24 de novembro, sábado e 25 de novembro, domingo
Horário: 17h
Local: Sala de Concertos da Casa da Música da Ospa (Centro Administrativo Fernando Ferrari – Av. Borges de Medeiros, nº 1501/Centro, Porto Alegre-RS)
INGRESSOS
VENDA ONLINE
 Valores: R$ 80 (camarote), R$ 40 (plateia) e R$ 30 (mezaninos e balcões), com desconto de 50% para estudantes, seniores e sócios do Clube do Assinante ZH e 20% de desconto para titulares do cartão Zaffari Bourbon e para clientes do Banrisul.
VENDA FÍSICA
Na bilheteria da Casa da Música da Ospa, no sábado e no domingo, dias 24 e 25 de novembro, das 14h às 17h
PROGRAMA
Monty Normann: The James Bond Theme (arranjo: Calvin Custer)
Bill Conti: For Your Eyes Only (arranjo: Calvin Custer)
Paul e Linda McCartney: Live and Let Die (arranjo: Calvin Custer)
John Kander e Fred Ebb: All That Jazz (arranjo: Alexandre Ostrovski Jr.)
John Williams: Suíte “Star Wars” (arranjo: Jerry Brubaker)
John Williams: Superman
Bernard Herrmann: Psicose
Johannes Brahms: Dança Húngara nº 5, de “O Grande Ditador”
Pulp Fiction (arranjo: Gilberto Salvagni)
Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez: Let It Go, de “Frozen” (arranjo de Rodrigo Alquati)
Nino Rota: Tema de “O Poderoso Chefão” (arranjo: Alexandre Ostrovski Jr.)
Huey Lewis: The Power of Love, de “De Volta Para o Futuro (arranjo: Alexandre Ostrovski Jr.)
The Sound Of Music/ Grease Medley: The Sound Of Music / My Favorite Things / Do Re Mi / Edelweiss / The Sound of Music / Sixteen/ Going on Seventeen / Summer Nights (arranjo: Silvane Guerra)
Richard Rodgers, Oscar Hammerstein II e Jim Jacobs e Warren Casey: There Are Worst Things I Could Do
Nacio Herb Brown e Arthur Freed: Singing in The Rain
Kenny Loggins: Footloose (arranjo: Alexandre Ostrovski Jr.)
Klaus Badelt: Piratas do Caribe (arranjo: Ted Rickets)
Regente: Evandro Matté
Participações especiais: Anaadi (Ana Lonardi), Panta, Gabriella Castro, Gabrielle Fleck, Fernanda Carvalho Leite, Cia. Municipal de Dança de Porto Alegre e Cia. Jovem de Dança de Porto Alegre

História e memória na programação da 2ª Semana do Patrimônio Cultural de Porto Alegre

O Centro de Pesquisa Histórica da Coordenação da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, em parceria com o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Arquivo Histórico Moysés Vellinho, PAC Cidades Históricas, Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC), Coordenação de Artes Plásticas e Cinemateca Capitólio, promove a 2º Semana do Patrimônio Cultura. A programação vai de 24 de novembro até 1º de dezembro. Todas as atividades são gratuitas.

Serão mais de 20 atividades em diversos locais da cidade, com objetivo de marcar a importância do Patrimônio Cultural e também oportunizar o reconhecimento da cidade a partir do olhar diferenciado da história e memória, fortalecendo o sentido de pertencimento. O evento é organizado pelo Centro de Pesquisa Histórica da Coordenação da Memória Cultural, articulado com o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo, Arquivo Histórico Moysés Vellinho, PAC Cidades Históricas, EPAHC, Coordenação de Artes Plásticas, Cinemateca Capitólio Petrobras e parceiros externos: UFRGS, Memorial do Judiciário, Diretoria de Turismo e Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE).

Programação

 Sábado, 24

 10h – Viva Porto Alegre a Pé Especial Cidade Baixa

Neste roteiro especial para a Semana do Patrimônio Cultural, será mostrado aos participantes um bairro com significativa história e patrimônio.

A Cidade Baixa é assim denominada por ser a parte mais baixa da ocupação antiga da cidade, contrapondo ao centro, que era a Cidade Alta. Local das antigas olarias, da ilhota, que não existe mais, dos carnavais de rua, é o hoje o bairro boêmio por excelência de Porto Alegre pela concentração de bares, restaurantes e casas noturnas. Além disso espaços culturais como cinemas, teatros, livrarias, museu, galerias de arte, antiquários, briques e brechós animam o bairro. Os casarios em diversas ruas, seja de casinhas de porta-e-janela seja de sobrados ecléticos, aliados à vida diuturna, conferem à paisagem valores materiais e imateriais que só a Cidade Baixa tem.

Orientam a caminhada,  Ana Margarida da Fontoura Xavier, arquiteta, artista plástica, especialista em Patrimônio Cultural em Centros Urbanos pela UFRGS e servidora aposentada da SMC. Naiana Maura John, arquiteta, mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR/UFRGS, especialista pelo Programa de Especialização em Patrimônio/IPHAN.

O encontro será em  frente ao Centro Comercial Olaria, Rua General Lima e Silva, 776 e limitado ao número de 50 participantes. Em caso de chuva o evento será cancelado.

14h- Caminhos da Matriz – Cúria Metropolitana, Catedral Metropolitana e Solar dos Câmara

Ponto de encontro – Monumento a Júlio de Castilhos na Praça da Matriz.

Roteiro: Visita orientada à Cúria e Catedral Metropolitana e ao Solar dos Câmara.

Orientação: Vanessa Campos, historiadora e arquivista,e Caroline Zuchetti, museóloga, os servidores Elenice Mello, Paulo Ricardo Langsch e Edilson Nabarro.

Sem inscrições. Em caso de chuva o evento será cancelado.

Domingo,  25

 10h – Viva o Centro a Pé Especial Rua Voluntários da Pátria

A extensa Rua Voluntários da Pátria inicia no Centro da cidade e vai até o Bairro Navegantes. No século XVIII, a via margeava o Lago Guaíba e além de ser um local de passeio com frondosas árvores no seu caminho, apresentava trapiches para o desembarque de mercadorias; no decorrer do século XIX recebeu os edifícios ecléticos que abrigavam tradicionais fábricas com suas chaminés e casas comerciais, algumas presentes até os dias atuais, como a Ferragem Gehardt e o Edifício Ely; a partir do século XX passou a concentrar um misto de atividades e serviços como comércio popular, terminais de ônibus, prostituição, universidade, conjunto habitacional. A Voluntários permanece no imaginário dos cidadãos porto-alegrenses e da região metropolitana como uma rua antiga, ligada ao trabalho, seja dos voluntários que serviram à pátria, seja daqueles que por ela circulam a pé ou de ônibus para chegar ao seu ofício diário.

Este passeio inédito terá mediação de  Luiz Merino de Freitas Xavier, arquiteto e urbanista, mestre em Planejamento Urbano Regional pela UFRGS, trabalha na Coordenação da Memória Cultural de Porto Alegre, professor no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e consultor de patrimônio cultural do Projeto Monumenta e do Programa PAC – Cidades Históricas em Porto Alegre.

O ponto de encontro será no Largo Glênio Peres, em frente ao portão central do Mercado Público. 80 vagas. Em caso de chuva o evento será cancelado.

Segunda-feira,  26

 9h30 – Abertura da 2ª Semana do Patrimônio Cultural

Local:  Palácio da Justiça (praça Marechal Deodoro,  55 – Centro Histórico)

10h – Palestra As contribuições dos açorianos na formação urbana do sul do Brasil e Porto Alegre

Participação: Prof. Dra. Luisa Durán Rocca, arquiteta pela Universidad de Los Andes, Bogotá/Colômbia, especialista em Conservação e Restauração CECRE/UFBA; Mestre pelo Propar/UFRGS e Doutora em Planejamento Regional e Urbano pelo PROPUR/UFRGS. Atua como professora da graduação em Arquitetura e Urbanismo e da pós-graduação em Museologia e Patrimônio na UFRGS.

Número de participantes: 190

14h – Visita Guiada ao Palácio da Justiça

Um dos edifícios ícones da arquitetura moderna em Porto Alegre, projetado pelos arquitetos Luiz Fernando Corona e Carlos Maximiliano Fayet, projetado em 1953 e vencedor de concurso nacional. A visita será orientada pelo arquiteto Roberto Soares. 50 vagas.

14h – Visita Multissensorial no Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo

(rua João Alfredo, 582 – Bairro Cidade Baixa)

A visita é um convite para conhecer o Solar Lopo Gonçalves, construído no século XIX e as exposições “O solar que virou museu: memórias e histórias” e “Transformações Urbanas” a partir de uma experiência que conta com os seguintes recursos: imagens ampliadas, maquetes, legendas em Braile e com texturas representacionais, diagramas táteis, objetos de contextualização para o toque, superfícies em relevo; audioguia com audiodescrição e efeitos sonoros. A orientação é da técnica em Cultura  Márcia Beatriz dos Santos Bamberg. 50 vagas.

16h – Palestra Panorama da Arquitetura Moderna em Porto Alegre – VII Seminário Desvendando o Rio Grande: Memória e Identidade / Memorial do Judiciário do RS

Com o prof. Dr. Luís Henrique Haas Luccas. Arquiteto e urbanista pela UFRGS, mestre e doutor pelo Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura – PROPAR/UFRGS e  professor da graduação em Arquitetura e Urbanismo e na pós-graduação – PROPAR/UFRGS. A mediação será de  Eduardo Hahn , arquiteto, coordenador da Memória Cultural, especialista em Restauro Arquitetônico pelo Centro Europeu de Restauro/Florença. As vagas são limitadas a 190 participantes e as inscrições devem ser feitas no link http://desvendandooriogrande.wordpress.com/inscricoes/.

 26 de novembro a 1º de dezembro

 Exposição sobre a obra do Arquiteto Christiano Da La Paix Gelbert

De segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 17h e sábado das 10h às 13h.

Local: Arquivo Histórico Moysés Vellinho, av. Bento Gonçalves, 1129 – Bairro Santo Antônio

Christiano Da La Paix Gelbert foi servidor público municipal a partir de 1925 e atuou como arquiteto a partir de 1932, trabalhando na 2ª Seção da Diretoria de Obras da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Foi responsável por diversas obras públicas que hoje fazem parte da paisagem da cidade como o Edifício Montaury – sede da Prefeitura, o Abrigo de Bondes, o Hospital de Pronto Socorro e diversas pontes, escadarias, praças, entre outros equipamentos.

Terça-feira, 27

Manhã e tarde – Visita ao Paço Municipal

(Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico)

A visita se destina a estudantes de escolas públicas e privadas previamente agendadas. Serão visitados seus espaços e obras de arte, ao Salão Nobre, aos porões e à Pinacoteca Aldo Locatelli. A orientação é de Luiz Mariano Figueira da Silva, museólogo e servidor do Acervo Artístico.

As inscrições devem ser feitas pelo e-mail [email protected],  informando o nome da escola, responsável, número de alunos (máximo 30), idade média ou série da turma, dia e turno desejado para a visita.

15h – Linha Turismo Zona Sul –  Especial Semana do Patrimônio

Saída na Travessa do Carmo, 84, junto ao Largo Zumbi dos Palmares – Bairro Cidade Baixa. Chegar 30 minutos antes. Os destaques neste passeio são a praia de Ipanema, algumas propriedades da rota turística Caminhos Rurais de Porto Alegre e o Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus, que do alto do Morro da Pedra Redonda permite uma vista de 360° da cidade. A orientação é de Roque Lemanski, guia de turismo. 40 vagas. Em caso de chuva o evento será cancelado.

18h45 – Oficina de Escrita Criativa na Casa Godoy

(av. Independência, 456 – Bairro Independência)

A Casa Godoy integra o imaginário e o patrimônio da cidade. Nesta atividade os participantes terão a oportunidade de conhecer a casa e também conversar sobre questões patrimoniais. A oficina apresentará e debaterá conceitos. Os participantes serão convidados a exercitar a escrita e trabalhar a imaginação. A orientação será de Júlia Dantas, jornalista, mestre e doutoranda em Escrita Criativa pela PUCRS. Suzana Pohia , jornalista e dramaturga, especialista em Teoria e Prática na Formação do Leitor pela UFRGS. Número de participantes limitado a 15.

Quarta-feira, 28

Manhã e tarde – Visita ao Arquivo Histórico Moysés Vellinho

(av. Bento Gonçalves, 1129 – Bairro Santo Antônio)

Estudantes de escolas públicas e privadas previamente agendadas poderão visitar a antiga chácara e seus chalés, às dependências internas do Arquivo Histórico e seu importante acervo documental. A orientação é de Guilherme Maffei e Mirvana Strait, graduandos em História. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail: [email protected] informando o nome da escola, responsável, número de alunos (máximo 30), idade média ou série da turma, dia e turno desejado para a visita.

Quarta-feira, 28

Manhã – Oficina Descobrindo a Arqueologia no Museu

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Rua João Alfredo, 582 Bairro Cidade Baixa

A atividade destinada para estudantes de escolas públicas e privadas previamente agendadas. Oficina de sensibilização sobre o papel dos objetos na existência humana, com base nos estudos sobre a cultura material. Os alunos poderão vivenciar as etapas de uma pesquisa arqueológica nos espaços a partir do acervo do Museu. A orientação é de Bibiana Domingues, Eliana Morais, Alice Lampert  e Deborah Gonzalez, graduandas em História; Agnes Moraes e Gabriaela Mattia, graduandas em Museologia com coordenação de Fernanda Tocchetto e Clarice Alves.

Quinta-feira, 29

Manhã – Oficina Descobrindo a Arqueologia no Museu

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Rua João Alfredo, 582 Bairro Cidade Baixa

A atividade destinada para estudantes de escolas públicas e privadas previamente agendadas. Oficina de sensibilização sobre o papel dos objetos na existência humana, com base nos estudos sobre a cultura material. Os alunos poderão vivenciar as etapas de uma pesquisa arqueológica nos espaços a partir do acervo do Museu. A orientação é de Bibiana Domingues, Eliana Morais, Alice Lampert  e Deborah Gonzalez, graduandas em História; Agnes Moraes e Gabriaela Mattia, graduandas em Museologia com coordenação de Fernanda Tocchetto e Clarice Alves.

Quinta-feira, 29

Manhã e tarde – Visita à Cinemateca Capitólio Petrobras

(rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico

Estudantes de escolas públicas e privadas previamente agendadas poderão visitar o antigo cinema Capitólio, sala de exibição e outras dependências e conhecimento do  acervo cinematográfico. A orientação é de  Rosemeri Iensen, arquivista. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail:[email protected] ou fone 3289 8040, informando o nome da escola, responsável, número de alunos (máximo 30), idade média ou série da turma, dia e turno desejado para a visita.

15h – Visita ao Paço Municipal e Pinacoteca Aldo Locatelli

Visita destinada exclusivamente aos servidores da Prefeitura que conhecerão os espaços e obras de arte, o Salão Nobre, os porões e à Pinacoteca Aldo Locatelli. A orientação é de Elisabeth Elaine Azevedo, psicóloga e servidora do Acervo Artístico e Milena Pires Mendes, graduanda em História. 30 vagas.

Sexta-feira, 30

10h – Palestra Mercado Público patrimônio de Porto Alegre

Com Pedro Rubens Vargas, graduado em História e Administração, pós-graduado em Museologia, mestre em Planejamento Urbano e Regional, técnico de cultura da SMC, é um dos idealizadores do Museu de Percurso do Negro, atuou no registro da Tradição do Bará do Mercado como patrimônio imaterial da cidade.

Local: Auditório Poente do prédio centenário da Escola de Engenharia da UFRGS – Av. João Pessoa, Campus Central da UFRGS – Centro Histórico. 100 vagas.

16h – Painel “Instituições de Memória e Patrimônio” – VII Seminário Desvendando o Rio Grande: Memória e Identidade Identidade/Memorial do Judiciário do RS

Local: Palácio da Justiça Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz), 55 – Centro Histórico

Com a dra. Letícia Bauer, Historiadora, mestre e doutora em História pela UFRGS, diretora do Museu Joaquim José Felizardo e Carine Medeiros Trindade Historiadora do Memorial do Judiciário do RS

Inscrições: http://desvendandooriogrande.wordpress.com/inscricoes/

 Sábado, 1°

9h30 – Viva Porto Alegre a Pé – especial Zona Rural

Passeio pela Zona Rural da cidade e apreciação da paisagem cultural a partir de sítios de valor histórico, arqueológico e natural.

Tendo uma das maiores áreas rurais entre as capitais do Brasil, Porto Alegre apresenta uma geomorfologia territorial e situação junto ao lago Guaíba que conformam belos cenários paisagísticos a serem desvendados no passeio. O núcleo histórico de Belém Velho, implantado sobre antiga sesmaria, a Capela Nossa Senhora de Belém Velho, tombada, o cemitério, os sítios no alto dos morros, além de sedes de antigas chácaras e fazendas, são parte deste roteiro inédito do Viva Porto Alegre a Pé.

A orientação é de  Fernanda Bordin Tocchetto, arqueóloga do Museu Joaquim José Felizardo, graduada em História, mestre em Antropologia Social pela UFSC, doutora em História com área de concentração em Arqueologia pela PUCRS e Rosilene Martins Possamai, arquiteta do Centro de Pesquisa Histórica, especialista em Conservação do Patrimônio Construído pelo ICCROM e mestre em Valorização e Gestão de Centros Históricos pela Universidade de Roma “La Sapienza”.

O Ponto de encontro será em frente ao Paço Municipal – Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico

Número de participantes: 24

10h – Visita ao Arquivo Histórico

Visita à antiga chácara e seus chalés, sede do Arquivo Histórico, às dependências internas e conhecimento de seu importante acervo documental. A orientação é de Vera Lúcia Santos dos Santos e Gabriel Russo Ferreira, arquivistas.

11h – Concerto da Banda Municipal

Arquivo Histórico Moysés Vellinho, Av. Bento Gonçalves, 1129 – Bairro Santo Antônio

 

 

"Olga", um monólogo sobre uma personagem histórica, no Teatro de Arena

O Teatro de Arena de Porto Alegre, em parceria com o Instituto Brasileiro da Pessoa, apresenta nos dias 23, 24 e 25 de novembro, o monólogo “Olga”, premiado em várias categorias como melhor texto, melhor atriz, melhor direção e melhor monólogo, na V Maratona de Monólogos, em Canela. 
A peça, adaptada e representada por Edelweiss Ramos e dirigida por Luana Serrão, destaca a última noite de Olga Benário Prestes no campo de concentração.
Várias situações relembram a mãe, a esposa, a judia, a revolucionária, a antissocial, a presa política. Trabalhando as emoções da personagem, com o público muito próximo, o monólogo possibilitou mostrar a força e o preparo desta mulher que desafiou conceitos e se tornou um ícone de resistência contra o nazismo.
Ficha Técnica:
Direção – Luana Serrão
Texto e atuação – Edelweiss Ramos
Criação de iluminação – Carlos Eduardo Fernandes Santos
Criação da trilha sonora – Guga Freitas
Figurino – Fabrício Ghomes e Sandra Pena

Carlos Badia: "venha viver no Poa Jazz Festival uma aventura musical e artística"

A  4ª edição do POA Jazz Festival – que vai acontecer de sexta-feira a domingo, nos dias 9, 10 e 11, no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre/RS – trará nove grandes atrações do jazz nacional e internacional. A programação completa já foi divulgada e os ingressos estão à venda pelo site www.blueticket.com.br e pontos de venda fixos. Além dos shows, a 4ª edição do Festival terá outras atividades paralelas, como lançamento de livrosmasterclasses e oficinas musicais. O jornalista e crítico musical Zuza Homem de Mello é o homenageado desta edição.

O jornalista Zuza Homem de Mello é o homenageado desta edição. Foto: Ricardo Stricher/JÁ Porto Alegre

Entre os grandes nomes do jazz internacional que farão parte do Festival, estão o prestigiado saxofonista italiano de origem indiana Rudresh Mahanthappa– eleito sete vezes como o Sax Alto do ano pela crítica internacional (Downbeat Magazine 2018), as argentinas do grupo Bourbon Sweethearts e o Mariano Loiácono Quinteto. Do Rio de Janeiro, apresentam-se Gilson Peranzzetta Trio, além de outro trio formado por Maurício Einhorn, Nelson Faria e Guto Wirtti. De São Paulo, dois destacados grupos estarão presentes: Edu Ribeiro Quinteto Vítor Arantes Quarteto– vencedor do Concurso Novos Talentos do Jazz, uma parceria entre os festivais Savassi/PoaJazz  FestivalA música do Rio Grande do Sul está presente com a apresentação do grupo Instrumental Picumã e do grupo Marmota Jazz, que abre o festival e terá o cantor Pedro  Veríssimo como convidado.

 
 
 

O criador do Poa Jazz Festival, Carlos Badia. Foto: Ricardo Stricher/JÁ Porto Alegre

Higino Barros
O idealizador e curador do Poa Jazz Festival, o músico Carlos Badia, falou ao JÁ Porto Alegre sobre o evento, em sua quarta edição. E destacou a importância de uma iniciativa dessa magnitude bem sucedida, em tempos de crise.
Pergunta: O que caracteriza o festival desse ano?
Carlos Badia: Creio que o grande desafio de colocar em pé um evento de grande magnitude como o Poa Jazz Festival, em uma época de várias crises que o país vem enfrentando, caracteriza este ano enormemente. Então, a despeito das considerações artísticas, esse esforço de produção, com a colaboração de vários parceiros e fornecedores diante de uma realidade de menos verba de realização tem sido significativo, vale o destaque e vem nos desafiando. Mas, este ano, particularmente, a grande novidade é a entrada de Carlos Branco (Branco Produções) e Rafael Rhoden (FlyÁudio) na sociedade com Carlos Badia, idealizador do Festival. Esta nova parceria acontece com grandes perspectivas. O Poa Jazz é uma marca que, a partir de agora vira uma empresa que terá várias atividades durante o ano todo, não só quando ocorre o Festival. Já trouxemos o John Pizzarelli em março e agora realizamos a primeira edição do Poa Jazz São Paulo. É só o começo de uma série de novidades que serão anunciadas em breve.
 
Pergunta: Qual o balanço que se pode fazer do primeiro festival até agora?
Carlos Badia: O Festival vai acontecer garantindo os mesmos princípios que o norteiam desde sua criação, mantendo compromissos básicos originais: ir além da simples mostra musical, manter qualidade de programação e produção e ter continuidade no tempo. E sempre com a educação fazendo parte do alcance do Festival, com a realização de masterclasses, lançamento de livros e debates sobre o cenário cultural. O festival está consolidado no país e, em 2017, ganhamos o Prêmio Profissionais da Música de melhor festival de música do Brasil, e também já faz parte do calendário oficial de eventos da cidade de Porto Alegre. Agora, desbrava outras possibilidades para além do próprio festival.
Pergunta: Porto Alegre tem na atualidade uma cena de jazz, tanto de músicos, como de público, consolidada. Como o festival se insere nesse processo? Qual a contribuição dele para o fortalecimento desse cenário ?
Carlos Badia: É uma cena que existe faz muito tempo. Parou uma certa época e na primeira década dos anos 2000 voltou com um vigor diferente: nunca tivemos tantos jovens querendo formar bandas instrumentais, de jazz, de choro. O Festival ajudou a dar visibilidade pra esta cena, tanto quanto para os PUBs que são vitais para esta cena a existir durante o ano. Temos também uma parceria com o Savassi Festival (MG) e Sampa Jazz Fest (SP) e criamos o Novos Talentos do Jazz, que qualquer artista ou grupo com até 30 anos de idade de todo o país pode se inscrever. As masterclasses com artistas consagrados da música instrumental e do Jazz também impulsiona este fortalecimento da cena. E creio que todos ajudam e se engajam para construir algo cada vez mais consistente para a música instrumental. Não é fácil. Mas somos teimosos nesta área.
Pergunta: O Festival procura mesclar nomes consagrados e emergentes. Como se dá esse processo?
Carlos Badia: É da natureza do Festival desde seu início mesclar talentos locais, nacionais e internacionais. Creio que isto fomenta intercâmbios e dá ao público uma visibilidade importante sobre os músicos, os projetos artísticos, novidades, e até artistas brasileiros consagrados fora do Brasil que aqui não são tão conhecidos. Este é um papel importante que o Festival tem, precisa ter e mantém até hoje.
Pergunta: O que mais dá para se dito para o público?
Carlos Badia: Creio que o público precisa cada vez ser convidado a conhecer a música instrumental, o jazz e a cena musical efervescente do país e do mundo que passa por Porto Alegre. Também é nossa responsabilidade apresentar as opções. As pessoas não tem como gostar do que elas não conhecem. Mas, a mágica acontece mesmo é quando o público comparece em peso a um evento como um festival e participa atento e receptivo à música e ao clima de festival. Um festival é uma experiência diferente, única. Não é como um show. São três shows por noite em três noites de imersão no que de melhor é produzido em música hoje no mundo. O público do Poa Jazz Festival tem sido muito generoso e tem sido fiel ano após ano. Esperamos corresponder a estas expectativas convidando cada vez mais gente a vir conosco nesta aventura musical e artística.
 

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"A Cor do Negro" é tema de exposição dos fotógrafos Jorge Aguiar e Fernando Zago no Vila Flores

Para celebrar o mês da Consciência Negra, os fotógrafos Jorge Aguiar e Fernando Zago inauguram no dia 5 de novembro, no Vila Flores, a exposição “A Cor do Negro”. A mostra pode ser visitada até o dia 13 de novembro, no Café do Vila, e depois segue para Sala JB Scalco, no Solar dos Câmara da Assembleia Legislativa, até 30 de novembro. A entrada é gratuita.

Com a curadoria de Aguiar, a “A Cor do Negro” vai apresentar 30 imagens com uma narrativa poética de fragmentos da história de homens e mulheres que, apesar de vítimas de violência múltipla e preconceito, fazem da falta de oportunidade e intolerância sua força para lutar e resistir. Os protagonistas da exposição são os negros do século XXI. “Quando se fala em raça, o que é certo: negro ou preto? Combatendo o racismo impregnado na nossa fala cotidiana é: se ‘preto’ não é raça, ‘negro’ muito menos”, diz o curador.

Foto Jorge Aguiar /Divulgação

Sobre Jorge Aguiar
Fotojornalista há 40 anos, Jorge Aguiar trabalhou no Jornal do Comércio e no extinto jornal Diário de Notícias. Participou de exposições internacionais na Espanha, França, Portugal, Japão e Iraque. É fundador do Instituto Luz Reveladora Photo da Lata, instituição sem fins lucrativos que ministra oficinas de pinhole a jovens e adultos em áreas de vulnerabilidade social.

Com o projeto Photo da Lata/Fotógrafos Comunitários, recebeu em 2003 o Prêmio Direitos Humanos da UNESCO como melhor projeto de divulgação dos direitos humanos no RS.

Sobre Fernando Lago
Fernando Zago é um mestre da fotografia de estúdio, participou de diversas exposições coletivas, a sua primeira exposição individual em Porto Alegre foi em 1994 com fotografias de dança em PB no Museu do Trabalho. Assina a fotografia de importantes livros e catálogos, como SÉCULO 20: Arte do Brasil, do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdição, Lisboa/Portugal e de Museus e Galerias de Arte da cidade de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Huelva/Espanha e do livro/catalogo da polêmica Exposição QUEERMUSEU.
SERVIÇO
Exposição “A Cor do Negro”, dos fotógrafos Jorge Aguiar e Fernando Zago
Curadoria: Jorge Aguiar
Abertura: dia 05, às 18h. De 5 a 13 de novembro no Café do Vila (Rua São Carlos, 759 – Bairro Floresta)
De 14 a 30 de novembro Sala JB Scalco, no Solar dos Câmara da Assembleia Legislativa (Praça Marechal Deodoro s/n – Centro Histórico)

Foto: Fernando Zago/Divulgação

Foto :Fernando Zago/Divulgação

Exposição com o que há de melhor na fotografia do Brasil e de Portugal, na escadaria do viaduto da Borges

Levar a arte para a rua é o objetivo da Street Expo Photo, que unirá o trabalho dos fotógrafos emergentes e alguns amadores que tenham um bom olhar, com grandes mestres da fotografia brasileira e portuguesa. A iniciativa ocupará a escadaria do Viaduto Otávio Rocha (Borges de Medeiros), na parede lateral do Ed. Don Felipe, Duque de Caxias, 1304, com abertura no dia 10 de novembro (sábado), às 16h e encerramento em 10 de dezembro. O evento prevê visitas guiadas e conversas com os artistas, sobre técnica, temática, entre outros temas, nas tardes de sábados e/ou domingos, até o encerramento dia 10 de dezembro.
Talentos emergentes e consagrados da fotografia estarão reunidos em um espaço urbano, com localização privilegiada, no Centro Histórico de Porto Alegre, em uma área administrativa, empresarial, política, escolar e de lazer. A exposição coletiva de rua será composta por 14 painéis (2m x 1m), expostos no tamanho do olhar, contendo 208 fotografias, em preto e branco e coloridas, no emblemático cartão postal de Porto Alegre. A idealização, curadoria geral, concepção de design e realização são assinados por Marcos Monteiro e a co-curadoria, por Marcos Varanda (SP), com apoio cultural do Sesc/RS.

Foto de Ricardo Bissera/Divulgação

Participam nomes de Portugal, como Luis Pereira, Jorge Simão Meira, J.P.Martins, Fidalgo Pedrosa entre outros; do Rio de Janeiro, como Ronaldo Câmara, Wander Rocha e Walter Firmo; de São Paulo, como Gal Oppido, Valdemir Cunha, Tina Gomes, Ricardo Biserra, Ricardo Rojas, Mario Castello entre outros; do Paraná, como Silvana Bartz e da Bahia, como Roberto Faria.  E de Porto Alegre, Nilton Santolin, Jorge Aguiar, Genaro Joner, Gilberto Perin, Bebeto Alves, Flávio Wild, Alexandre Ecket, Helena Stainer, Cláudio Etges, Fredy Vieira, Zezé Carneiro, Lidiane Bach, Nina Pulita e Lucca Curtolo, entre muitos outros.
Foto de Luis Pereira/Divulgação

Serviço:
Abertura: 10 de novembro de 2018 (abertura)
Hora: das 10h às 16h
Local: Parede Verão do Viaduto Otávio Rocha/edifídio Don felipe (Borges de Medeiros – esquina com Duque de Caxias)
Visitação: Diária (24h) até 10 de dezembro. Entrada franca.
 
Foto de Mario Castelo/Divulgação

O curador da mostra, Marcos Monteiro, respondeu a essas perguntas do jornalista Higino Barros:
Pergunta: O que mais caracteriza essa mostra? O que ela difere ou se identifica com a Mosaicografia, mostra no Largo Glênio Peres, de fotos na rua, que tinha proposta parecida?
Resposta: Minha ideia sempre foi tornar a fotografia algo democrático, quebrar essa distância entre os mestres e os talentos emergentes. A Mosaicografia foi o primeiro passo, uma grande exposição que reuniu grandes fotógrafos e amadores emergentes de todos os continentes do planeta, e agora dois anos depois, conseguimos reeditar uma exposição com a mesma importância cultural. A diferença entre uma e outra é somente a mídia expositiva e o local, porém a filosofia é a mesma, ou seja, levar a arte para a rua, sair dos lugares fechados e pouco frequentados, devemos ir para onde o povo está.
Pergunta: Como se deu a escolha do local expositivo, a escadaria da Borges de Medeiros?.
Resposta: Uma noite estava sentado no Restaurante Armazém, que fica em frente ao local expositivo e fiquei olhando para aquela parede de 40 metros de largura num dos pontos mais lindos da cidade.Veio a ideia imediata de preencher o espaço com painéis fotográficos. Daí se passaram cinco meses de árduo trabalho e a grata satisfação de tornar tudo isso realidade.
Pergunta: Qual o critério de escolha dos fotógrafos? Como foi o trabalho da curadoria?
Resposta: Com a experiência da Mosaicografia foi meio caminho andado, fiz uma seleção e convidei o amigo Marcos Varanda  (paulista renomado no meio fotográfico no Brasil) para dividir a curadoria do evento. Selecionamos grandes nomes do Brasil e Portugal e começamos a construir a exposição e posteriormente selecionei as fotos, fiz a  montagem, diagramação gráfica e toda a infraestrutura do evento, foram cinco meses intensos de trabalho.
Pergunta: O aporte do Sesc no projeto. Qual significado?
Resposta: O Sesc foi fundamental para o projeto, já que desde o primeiro momento comprou a ideia e proporcionou sua execução. O trabalho da instituição, junto à comunidade é fundamental, tanto no fomento da cultura quanto nas outras áreas de ensino ou preparação profissional.
Pergunta: A mostra tem possibilidade de ir para outros locais?
Resposta: Temos essa ideia, mas nada certo ainda.
Foto de Gal Oppido/Divulgação

 Pergunta: O que espera da exposição?
Resposta: Esperamos que a Street Expo Photo contribua culturalmente para cada pessoa que passar seu olhar por lá, a arte mais do que nunca é necessária  ela constrói caráter. A arte tem o poder transformador.
Pergunta: Quem você destacaria nesse grupo numeroso de fotógrafos?
Resposta: Todos que estão passaram por uma seleção rigorosa. Mas temos gente do calibre do mestre Walter Firmo (RJ), Gal Oppido (SP) , Valdimir Cunha (SP), Alex Villegas (SP), Alexandre Auler (RS),  Bebeto Alves (RS), Carlos Almeida (Portugal), Celso Peixoto (SC), Fernanda Carvalho (Portugal), Fernanda Burgos (SP), Fernando Bueno (RS) , Fidalgo Pedrosa (Portugal),,  Flavio Wild (RS), Fredy Vieira (RS), Gal Oppido (SP), Genaro Joner (RS), Gerson Turelly (RS), Gilberto Perin (RS), Gutemberg Ostemberg (RS), Itaci Batista (SP),  Jorge Aguiar (RS),  Jorge Simão Meira (Portugal) , JP Martins (Portugal),Leon Santos (Santos/SP), Luis Mendonça (Portugal), Luis Pereira (Portugal), Luiz A C Ferreira (SP), Marcia Ulls (SP),  Mário Castello (SP), Pola Fernandez (SP), Ricardo Biserra (SP), Roberto Faria (BA), Ricardo Rojas (SP), Ronaldo Câmara (RJ),NiltonSantolin (RS), Sonia Figueiredo (Portugal),  Tina Gomes (SP), Valdemir Cunha (SP), Wander Rocha (RJ), e  Zezé Carneiro com fotos inéditas do “11 de setembro ”
Foto de Roberto Faria/Divulgação

Na galeria Ecarta, performances em vídeo e foto  dos artistas Eduardo Monteiro e Manoela Furtado

Na próxima terça-feira, dia 30, a Galeria Ecarta promove abertura da exposição Não há esquecimento, só há abandono, dos artistas Eduardo Monteiro e Manoela Furtado, a partir das 19h. A mostra faz parte do edital de seleção da Ecarta que contou com comissão julgadora formada por Francisco Dalcol, Mônica Zielinsky e Vera Pellin. A comissão avaliou 40 projetos e selecionou duas propostas.
Os artistas Monteiro e Manoela partem das experiências com o corpo e com a matéria, que interseccionam processos de criação, transitando entre performance, desenho, pintura, montagem e apropriação de objetos.
A dupla sobrepõe suas próprias experiências por meio de performances em vídeo e foto, apoderando-se de objetos e lugares, relacionando seus corpos com a matéria descartada e abandonada. “O projeto expositivo discute questões sociais, passando pelo abandono e violência e propõe uma reflexão sobre como os indivíduos se relacionam com o ambiente e o espaço cotidiano”, completam.
Próxima exposição
Não há esquecimento, só há abandono pode ser visitado até 2 de dezembro com entrada gratuita. A próxima exposição, também integrante do edital, A frente e o verso do olho, de Carlos Donaduzzi, Elias Maroso e Emanuel Monteiro, com curadoria de Paula Luersen, terá estreia em 13 de dezembro com visitação até 27 de janeiro.
Haverá também uma itinerância em Novo Hamburgo com a exposição de desenhos Os infortúnios nos são úteis, de Gustavo Assarian, que foi lançada na Ecarta em agosto. A mostra tem curadoria do paulista Gilberto Habib de Oliveira e estreia em 13 de novembro, às 19h, no espaço cultural Albano Hartz (Passeio Calçadão Osvaldo Cruz, 112). O projeto é composto de 15 desenhos recentes e inéditos, produzidos nos últimos três anos, com uso mínimo de cor e espaços em branco. De acordo com o curador, os desenhos de Assarian provocam uma avalanche de associações pelos vínculos figurativos com a história da arte. A visitação é gratuita e pode ser realizada até 26 de janeiro.

Galeria Ecarta – dedicada à arte contemporânea e à experimentação produzida no Rio Grande do Sul. Completou 13 anos recebendo, em média, seis exposições anuais. Promove também itinerâncias, laboratórios de curadoria e montagem, entre outras atividades próprias e em parceria com instituições em âmbito local, regional e nacional. A coordenação é do artista, curador e gestor cultural, André Venzon.
Serviço
O que: Abertura da exposição Não há esquecimento, só há abandono, de Eduardo Monteiro e Manoela Furtado
Quando: terça-feira (30.10), às 19h
Visitação: de 31 de outubro a 2 de dezembro (de terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 18h)
Onde: Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943), em Porto Alegre
Entrada gratuita
Outras informações: 51. 4009 2970
http://www.ecarta.org.br/