Tag: imprensa

  • Secretário diz que TVE deixa prédio em 90 dias

    por Cleber Dioni Tentardini
    O secretário da Administração do Estado, Elói Guimarães, confirmou a funcionários da TVE que o governo já determinou a saída da emissora estatal do prédio que ocupa há quase 30 anos no Morro Santa Tereza.
    O imóvel pertence ao INSS e está sendo vendido à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), vinculada ao governo federal. Prazo para desocupação é 31 de março.
    Segundo Guimarães, ainda não foi definida a nova sede da emissora. Ali funciona também a rádio FM Cultura.
    O anúncio foi feito em uma audiência pública na Câmara Municipal diante do protesto de servidores. O jornalista Alexandre Leboutte, representante dos funcionários no Conselho Deliberativo da Fundação Piratini, disse que a saída da TVE e FM Cultura do imóvel decreta a extinção das emissoras. “Para ilustrar a falta de interesse do governo, basta olharmos no site Transparência o orçamento anual da Fundação, cerca de R$ 890 mil, e o que o governo executou este ano, até outubro, apenas R$ 8 mil”, afirma.
    O impasse se dá no momento em que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), vinculada ao governo federal, manifestou interesse em comprar o imóvel do INSS, avaliado em R$ 4,7 milhões. Antes o INSS consultou o governo do Estado que negou interesse em adquiri-lo.
    O presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Nunes, disse que o ministro Franklin Martins é a favor da permanência da TVE no prédio, mas será preciso que o governo estadual chegue a um acordo com a EBC.
    O imóvel, que abrigou a primeira emissora de televisão do Rio Grande do Sul, a TV Piratini, foi entregue ao INSS por conta das dívidas do extinto grupo Diários Associados.
    Desde 1980 está alugado ao governo estadual, que atualmente paga R$ 25 mil por mês pelos dois prédios existentes no terreno de 3.500 metros quadrados e localização privilegiada no Morro Santa Teresa.
    O terreno seria leiloado na primeira quinzena de dezembro, segundo a gerente executiva do INSS em Porto Alegre, Sinara Pastorio. Ela explicou que há pouco mais de um ano, em audiência pública na Comissão de Serviços Públicos, da Assembleia Legislativa, o INSS manifestou interesse em fazer uma permuta, incluindo um ou mais imóveis no Interior do Estado, desde que permitisse instalar agências da previdência social, mas não houve o devido retorno do governo estadual.
    “A diretoria da Fundação enviou uma lista de cerca de 500 imóveis pertencentes ao Estado em várias regiões, porém só continha o nome da cidade e a matrícula do imóvel, sem informações como localização, área total do imóvel etc.’, disse a executiva do INSS, que insistiu junto ao governo para que enviasse mais informações sobre os imóveis, o que nunca ocorreu.
    Em 27 de setembro deste ano, o INSS enviou ofício à diretoria da Fundação, segundo Sinara, informando que pretendia vender o prédio. Como novamente não houve manifestação da Fundação num prazo de 30 dias, o Instituto de Previdência decidiu fazer uma oferta pública para ver se algum órgão estatal tem interesse na compra antes que vá a leilão.
    O diretor jurídico da EBC, Luiz Henrique dos Anjos, confirmou ao JÁ no dia 10 de novembro a proposta de compra enviada no dia 4 desse mês pela presidente da empresa, Tereza Cruvinel, ao presidente do INSS, Waldir Moysés Simão.

  • Record procura comprador para o Correio do Povo

    A informação já rendeu notas no condicional em colunas, mas agora está estampada na edição de dezembro do “Jornal da Noite”:
    “O Correio do Povo, de Porto Alegre, está a venda. O financista e banqueiro Ricardo Russowski, que aplainou o caminho para a Record comprar o Banco Renner, recebeu um mandato da Rede Record para ofertar o veículo no mercado nacional”.
    O Jornal da Noite, de 5 mil exemplares, tem 23 anos e é editado por Danilo Ucha, um dos mais experientes jornalistas em atividade no país.
    A edição com a notícia está circulando desde o início do mês e a informação não foi desmentida, embora, ao que tudo indica ninguém foi perguntar nada à direção da Record.
    Ricardo Russowski, ex-presidente do Banrisul, é um executivo financeiro, reconhecido não apenas no Rio Grande do Sul.
    É provável que ele seja procurado por representante de um grupo de empresários gaúchos, preocupado com a transferência do controle do mais antigo diário do Estado.

  • Caso do jornal JÁ repercute em todo o país

    Segue repercutindo nos blogs e sites pelo país afora o processo que ameaça o jornal JÁ. A mais recente manifestação é do jornalista Carlos Brickmann, um dos nomes mais conceituados da imprensa paulista. Eis o que escreveu Brickmann em sua coluna no Observatório da Imprensa:
    “O grande Elmar
    Elmar Bones é um excelente jornalista de um Estado que costuma gerar excelentes jornalistas: o Rio Grande do Sul. Trabalhou na Veja, no Estadão, na Gazeta Mercantil, na Istoé; mas destacou-se principalmente em duas iniciativas sem apoio empresarial, o Coojornal e o Já.
    Já é um jornal pequeno, com aproximadamente cinco mil exemplares de circulação e muitos prêmios, entre eles o mais importante de todos, o Prêmio Esso. Aliás, Já foi um jornal pequeno, com aproximadamente cinco mil exemplares de circulação. A euforia das indenizações por danos morais o atingiu de tal maneira que o jornal precisou parar de circular. Em 2001, Já noticiou um tremendo prejuízo aos cofres públicos, envolvendo a família Rigotto. A reação foi econômica: em vez de processá-lo criminalmente, a família preferiu o caminho de colocar preço na sua honra, inviabilizando a sobrevivência do jornal. E, considerando-se o poderio político da família, ao mesmo tempo a publicidade foi minguando, até que não sobrou alternativa para Já, exceto parar de circular.
    Bobagem da família Rigotto: o caso, até então restrito a Porto Alegre, base da circulação do jornal, se espalhou por todo o país. O jornalista Luiz Cláudio Cunha, o brilhante repórter que desvendou o caso do sequestro dos uruguaios Universindo Díaz e Lilian Celiberti durante a ditadura, que desvendou boa parte da Operação Condor, que envolvia a cooperação entre as polícias políticas dos países sul-americanos, está empenhado na campanha pela volta do Já. Chega de censura: estamos com Luiz Cláudio Cunha, estamos com Elmar Bones. O sufocamento de um pequeno jornal é o sufocamento de toda a imprensa
    livre”.

  • Jornal JÁ recebe solidariedade da Associação Riograndense de Imprensa

    ASSOCIAÇÃO RIOGRANDENSE DE IMPRENSA
    Nota Oficial
    O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva da Associação Riograndense de Imprensa manifestam sua preocupação com a recente decisão judicial, impondo ao jornal “JÁ” indenização que ultrapassa em muito a capacidade financeira da empresa que o edita.
    Ao mesmo tempo, expressam desconformidade com o que julgam extravazar os limites da reparação por supostos danos morais para se tornar a punição que a própria Justiça Criminal negou em processo paralelo.
    À Associação Riograndense de Imprensa não cabe discutir o mérito da decisão, mas ressalvar sua estranheza por incidir sobre fatos e feitos tornados públicos pelos registros policiais. Se desgosto causam aos seus protagonistas diretos ou indiretos, ocorreram antes de serem noticiados. Melhor dito, quando foram praticados.
    Ao impor ao jornal uma indenização que ultrapassa sua capacidade de quitá-la, afora definí-lo como alvo para alimentar vinganças, a Justiça provoca a sua morte, ressuscitando penas civis que se julgavam extintas com a revogação das Ordenações do Reino.

  • ONDE COMPRAR O JORNAL JÁ

    Jornal JÁ – Onde encontrar
    PORTO ALEGRE
    CENTRO
    Banca do Julio – Mercado Público
    Banca São Jorge – Largo Glênio Peres
    Banca das Apostilas – Borges de Medeiros c/ Sete de Setembro
    Banca do Clovão – Borges de Medeiros, 915, c/ Fernando Machado
    Banca do Paulo – Andrade Neves c/ Borges de Medeiros
    Banca da Alfândega – Praça da Alfândega, Andradas c/ Caldas Jr
    Stand Assinante – Praça da Alfândega, Sete de Setembro c/ Caldas Jr
    Miscelânia Sáskia – Fernando Machado, 806 (ao lado de um Zaffari)
    BOM FIM / SANTANA
    Palavraria – Vasco da Gama, 165 (tele-entrega pelo 3268-4260)
    Tabacaria Braz – Venâncio Aires, 1137, em frente ao HPS
    Banca Folhetim – Jacinto Gomes c/ Venâncio Aires, ao lado do Cerillo
    Locadora Mondo Vídeo – Jerônimo de Ornellas, 531, c/ Santa Therezinha
    Mercado Zerbes – Jacinto Gomes, 463
    CIDADE BAIXA
    Banda da República – Rua da República c/ Av. João Pessoa
    Banca Porto Sol – Olavo Bilac c/ João Pessoa
    Banca José do Patrocínio, c/ República
    AZENHA/MENINO DEUS
    Stand das Ordonês – Marcílio dias, 1558
    Banca Jardim – General Cawdell, 1368
    Banca Barão – Barão do Triunfo, 734
    Banca Catraca – Visconde do Herval, 1348
    Banca Azenha – Azenha, 1195
    Banca Tonel – José de Alencar, 837
    INDEPENDÊNCIA
    Av Independência, em frente a 375, perto do Colégio Rosário
    MOINHOS DE VENTO
    Revista & Chocolate – Padre Chagas, 330
    GUAÍBA
    Claudinha Jornais e revistas – Rua João Pessoa, 1111, Praça da
    Bandeira, Centro
    CAXIAS DO SUL
    Banca da Rodoviária
    ______________________
    Nosso distribuidor é Luciano Jacobsen.
    Acompanhe a colocação do jornal nas bancas. Peça ao seu jornaleiro! Telefone da Editora: (51) 3330-7272 – jaeditores@jaeditores.com.br

  • JÁ, RESISTÊNCIA E AGONIA – O jornal que ousou contar a verdade – Matéria publicada no Observatório da Imprensa

    “A maior fraude com dinheiro público da história do Rio Grande do Sul carrega nos ombros o sobrenome ilustre de Germano Rigotto. O irmão do ex-governador gaúcho, Lindomar, brilha como o principal implicado entre as 22 pessoas e 11 empresas denunciadas pelo Ministério Público e arroladas na CPI da Assembléia gaúcha que investigou há 14 anos uma milionária falcatrua na construção de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).”
    Assim começa a matéria assinada por Luis cláudio Cunha em 24/11/2009, que a seguir continua com…
    “Foi uma tungada, em valores corrigidos, de aproximadamente 800 milhões de reais – quase 15 vezes o valor do mensalão do governo Lula, três vezes o valor dos desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, cerca de 20 vezes o valor apurado no escândalo do Detran que expôs a governadora gaúcha Yeda Crusius a um pedido de impeachment.
    Esta história foi contada em detalhes, em 2001, por um pequeno jornal de Porto Alegre, com tiragem de apenas cinco mil exemplares numa capital com quase 1,5 milhão de habitantes – e está recontada, a partir desta semana, numa edição extra do JÁ que chega às bancas.
    Afundada em dívidas de quase 1,8 bilhão de dólares, a estatal gaúcha de energia encontrava dificuldades para conseguir os 142 milhões de dólares necessários para as subestações que iriam gerar 500 mil quilowatts para 51 pequenas e médias cidades do Rio Grande. O então governador Pedro Simon, preocupado com a situação pré-falimentar da empresa, tinha ordenado austeridade total.
    Até que, em março de 1987, criou-se o cargo de “assistente da diretoria financeira” para acomodar Lindomar Rigotto. “Era um pleito político da base do PMDB em Caxias do Sul”, confessou na CPI o secretário de Minas e Energia da época, Alcides Saldanha. O líder do governo Simon na Assembléia e chefe da base serrana era o deputado caxiense Germano Rigotto.”
    Leia na íntegra clicando AQUI.

  • Cláudio Humberto viu o que a imprensa gaúcha não viu

    A coluna do jornalista Cláudio Humberto de hoje, na internet, publicou uma nota intitulada “RS: jornal esmagado por relatar corrupção”. Reproduzimos:
    “O jornal gaúcho Já – de Elmar Bones, ex-Coojornal, um dos jornalistas mais admirados do País – deve fechar as portas. Não tem condições de pagar uma indenização à família do ex-governador Germano Rigotto – cujo irmão, Lindomar, falecido, foi apontado como um dos principais operadores de um esquema de corrupção na área de energia, no governo de Pedro Simon. Há 8 anos os Rigotto tentam fechar o jornal”.
    Tunga recorde
    “O jornal Já apenas contou a história do rombo de R$ 800 milhões (valor atual) nos cofres gaúchos – quinze vezes maior que o mensalão lulista”.
    Espanto
    “Dilma Rousseff era secretária de Energia e mandou investigar fraudes em sua área no governo anterior, de Pedro Simon. Ficou estarrecida. Do espanto de Dilma nasceu uma CPI na Assembléia gaúcha, que apontou corruptos e também corruptores: 13 pessoas e 11 empresas”

  • Edição Extra do Jornal JÁ traz dossiê sobre corrupção

    Reportagem traz um resumo dos casos recentes e um histórico das CPIs no legislativo estadual – desde 1947, foram 139, média de duas por ano.
    Estão em andamento no judiciário gaúcho mais de 200 Ações Civis Públicas ajuizadas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, do MPE.
    A maior delas envolve a fraude na CEEE, ocorrida em 1987, no governo Simon, e que em valores corrigidos chega a R$ 800 milhões, quase 20 vezes o prejuízo causado ao Detran/RS, conforme apuração da “Operação Rodin”.
    A empresa JÁ Editores, que publica o jornal, foi condenada a indenizar a viúva Julieta Rigotto, mãe do empresário Lindomar Rigotto, por causa de reportagem publicada em 2001 sobre a morte dele, que foi assessor da Diretoria Financeira da CEEE e um dos principais implicados na CPI.
    A corrupção no Rio Grande do Sul é o tema de capa da edição de novembro do Jornal JÁ que está circulando desde o final de semana.
    A reportagem traz um resumo dos casos recentes e um histórico das CPIs no legislativo estadual – desde 1947, já foram 139 comissões parlamentares de inquérito, média de duas por ano em seis décadas.
    Segundo o jornal, estão em andamento no judiciário gaúcho mais de 200 Ações Civis Públicas ajuizadas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público Estadual.
    A maior dessas ações, envolve a fraude em dois contratos para a construção de onze subestações de energia da CEEE, ocorrida em 1987, durante o governo Simon, e que em valores corrigidos chega a R$ 800 milhões, quase 20 vezes o prejuízo causado ao Detran/RS, conforme apuração da “Operação Rodin”, que incriminou 39 pessoas.
    A fraude na CEEE, que resultou numa Ação Civil Pública ajuizada pelo MPE em fevereiro de 1996, é também um dos mais antigos processos envolvendo lesão ao patrimônio público em andamento no judiciário gaúcho.
    O processo já tem 110 volumes e corre em segredo de justiça, ainda em primeira instância. “Caiu o mito do Estado menos corrupto”, diz uma das manchetes desta edição.
    A empresa JÁ Editores, que publica o jornal, foi condenada a indenizar a viúva Julieta Rigotto, mãe do ex-governador Germano Rigotto e do empresário Lindomar Vargas Rigotto, por causa de reportagem publicada em 2001 sobre a morte do empresário, que foi assessor da Diretoria Financeira da CEEE e um dos principais implicados na CPI.
    Jornal JÁ – Edição Extra
    Onde encontrar em Porto Alegre

    CENTRO
    Banca do Julio – Mercado Público
    Banca do Leandro – Largo Glênio Peres
    Banca das Apostilas – Borges de Medeiros c/ Sete de Setembro
    Banca do Clovão – Borges de Medeiros, 915, c/ Fernando Machado
    Banca do Paulo – Andrade Neves c/ Borges de Medeiros
    Banca da Alfândega – Praça da Alfândega, Andradas c/ Caldas Jr
    Miscelânia Sáskia – Fernando Machado, 806 (ao lado de um Zaffari)
    CIDADE BAIXA
    Banda da República – Rua da República c/ Av. João Pessoa
    BOM FIM / SANTANA
    Palavraria – Vasco da Gama, 165 (tele-entrega pelo 3268-4260)
    Tabacaria Braz – Venâncio Aires, 1137, em frente ao HPS
    Banca Folhetim – Jacinto Gomes c/ Venâncio Aires
    Locadora Mondo Vídeo – Jerônimo de Ornellas, 531, c/ Santa Therezinha
    Mercado Zerbes – Jacinto Gomes, 463
    INDEPENDÊNCIA
    Av Independência, em frente a 375, perto do Colégio Rosário
    MOINHOS DE VENTO
    Revista & Chocolate – Padre Chagas, 330
    NA CIDADE: Nosso pessoal está na rua. Acompanhe a colocação do jornal nas bancas. Peça ao seu jornaleiro! Telefone da Editora: (51) 3330-7272

  • Fenaj e Sindicato prestam solidariedade ao Jornal Já

    Os presidentes da Federação Nacional dos Jornalistas e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Sérgio Murillo de Andrade e José Maria Rodrigues Nunes, respectivamente prestaram solidariedade ao jornalista Elmar Bones, diretor do Jornal Já. O veículo que pertence à empresa Já Porto Alegre Editores teve suas contas bloqueadas por decisão da justiça, para garantir o pagamento de uma indenização por dano moral a Julieta Diniz Vargas Rigotto, mãe do ex-governador Germano Rigotto.
    Para os dirigentes das duas entidades que representam a categoria profissional, a decisão é equivocada, uma vez que a matéria apontada como causadora do dano moral, que tratava da morte de Lindomar Rigotto, foi embasada em fatos e documentos, sendo inclusive destaque no Prêmio Ari de Jornalismo. Por entender que esse desencaixe mensal acaba por inviabilizando o trabalho desta empresa e também do profissional, a Fenaj e o Sindicato apelam para que o Tribunal de Justiça reforme a antiga decisão.
    Num momento em que lutamos pela é tica e responsabilidade na área de comunicação, em especial no jornalismo acreditamos na justiça e em especial prezamos os valores da ética e da liberdade de imprensa.
    Sérgio Murillo de Andrade
    Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas
    José Maria Rodrigues Nunes
    Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

  • Fraude que motivou a reportagem segue em segredo de Justiça

    Uma das principais razões da reportagem do jornal JÁ sobre Lindomar Vargas Rigotto foi a sua participação nos episódios que resultaram num rumoroso processo de desvio de dinheiro público, em contratos lesivos à Companhia Estadual de Energia Elétrica.
    A “CPI da CEEE”, já merecera, dois anos antes, uma reportagem de quatro páginas do jornal. Lindomar era o primeiro de uma lista de 34 acusados, entre onze empresas e 23 pessoas físicas.
    A CPI rendeu uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público em fevereiro de 1996. Em quase 14 anos ela se desdobrou em 30 volumes e 80 anexos, mas praticamente não saiu do lugar, ainda tramita em primeira instância, protegida pelo segredo de justiça.
    O valor do desvio de recursos públicos, estimado na inicial da ação, era de R$ 78,9 milhões.
    Corrigidos para valores de hoje, o total supera os R$ 840 milhões, mais de dez vezes os R$ 55 milhões, arrolados na denúncia do mensalão, mais que o dobro dos desvios atribuídos à família Maluf e quase vinte vezes a fraude do Detran.
    Réus arrolados no caso CEEE (processo 10502694894):
    Empresas:
    ABB Ltda
    Alston Elec S. A.
    Bojunga Dias S.A.
    Camargo Correa
    Brown Boveri S.A.
    Coemsa S.A.
    Construtora Sultepa
    Empresa Construtora Ernesto Woebcke
    Insat – Industria de Sistemas de Alta Tensão S.A
    Lorenzetti Inebrasa S.A.
    Lorentzetti S.A. Industrias Brasileiras Eletrometalúrgicas
    Pessoas físicas:
    Aldo Annes Degrazzia
    André Riograndino Fischer
    Arno Augusto Kluk
    Cláudio Canalis Goulart
    Cleto Odilo de Paula
    Edgar Pereira
    Espólio de Carlos Luiz Kretzmann
    Espólio de João Galvão Vargas
    Espolio de Lindomar Vargas Rigotto
    Fernando Sérgio Coronel Machado
    Fernando Tadeu Soledade Habckost
    Francisco Sirlei de Oliveira Ávila
    Helena Medeiros Soares
    José Américo da Silva
    José Carlos Dutra Amalíbia
    Luiz Tiaraju dos Reis Loureiro
    Manoel Luiz de Souza Viana
    Moacir José Gripa
    Oswaldo Baumgarten
    Paulo César Rabelo Schuck
    Paulo Darrigo Vellinho
    Pedro Silva Bittencourt