{"id":1019,"date":"2005-10-04T16:33:26","date_gmt":"2005-10-04T19:33:26","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1019"},"modified":"2005-10-04T16:33:26","modified_gmt":"2005-10-04T19:33:26","slug":"atitude-da-brigada-militar-lembra-os-tempos-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/atitude-da-brigada-militar-lembra-os-tempos-da-ditadura\/","title":{"rendered":"Atitude da Brigada Militar lembra os tempos da ditadura"},"content":{"rendered":"<p>A imprensa deu ampla cobertura e criticou ferozmente a lamban\u00e7a que a Brigada Militar fez no est\u00e1dio Beira-Rio na tarde de domingo, 2 de outubro. O que ainda n\u00e3o foi dito sobre o epis\u00f3dio dep\u00f5e ainda mais contra a corpora\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 que a briga na torcida organizada Camisa 12, iniciada depois dos 40 minutos do segundo tempo da partida, tinha sido apaziguada pelos pr\u00f3prios integrantes quando os policiais chegaram no local.<br \/>\nS\u00f3 que n\u00e3o eram oficiais quaisquer. No capacete deles estava inscrito BOE \u2013 Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais, algo equivalente \u00e0 Tropa de Choque. E os brigadianos que foram dar fim ao tumulto n\u00e3o quiseram saber de explica\u00e7\u00f5es de que os briguentos j\u00e1 tinham sido separados, nem procuraram saber quais eram os envolvidos para lev\u00e1-los para fora do est\u00e1dio, como se faz normalmente. Ou seja, ao inv\u00e9s de acabar com a bronca, reiniciaram o tumulto.<br \/>\nDesceram a lenha na torcida, sem fazer distin\u00e7\u00e3o. Logo se abriu um clar\u00e3o na massa, quase todo mundo com os bra\u00e7os erguidos, mostrando que nada tinha a ver com a briga. N\u00e3o adiantou. Foram mais cinco minutos de uma tr\u00e9gua de segundos interrompidas por novas agress\u00f5es.<br \/>\nLogo, toda a massa estava contra os policiais, trocando o <em>ol\u00e9!, ol\u00e9!, ol\u00e9!, Inter!, Inter!<\/em>, por <em>Uh!, uh!, uh!, Brigada p.-no-c!<\/em>. e outros xingamentos aos policiais, que n\u00e3o aceitavam as provoca\u00e7\u00f5es e partiam pro pau de novo.<br \/>\nQuando o jogo acabou, a urbe se concentrou no conflito e correu os brigadianos da arquibancada. Era o momento que milhares de pessoas esperavam para fugir daquele inferno. Iniciou-se uma correria, evitada pelos pedidos de \u201ccalma\u201d, \u201cn\u00e3o corre\u201d dos mais experientes.<br \/>\nN\u00e3o adiantou porque t\u00e3o logo foi expulsa da arquibancada, a Brigada passou a jogar bombas de efeito moral, uma atr\u00e1s da outra. E bota efeito moral nisso, aquilo parecia o Iraque. A arquibancada tremia, mulheres e crian\u00e7as gritavam e a fuma\u00e7a liquidava com os olhos e o nariz de quem n\u00e3o protegesse com um pano.<br \/>\nCom a multid\u00e3o dispersa, a Brigada voltou para terminar de esvaziar a arquibancada, dando de cassetete em mais gente inocente, inclusive em setores do est\u00e1dio que nada tinham a ver com a confus\u00e3o, como a Popular e a Social.<br \/>\nA massa n\u00e3o perdoou: <em>Covardes! Covardes! Covardes!<\/em> O comandante do policiamento no Beira-Rio foi afastado, o governador em exerc\u00edcio Ant\u00f4nio Hohlfeldt se desculpou, mas o epis\u00f3dio manchou de forma irrevog\u00e1vel a imagem da Brigada.<br \/>\nQuem sofre na pele tamb\u00e9m s\u00e3o os policiais, que nada tiveram a ver com o incidente. Nas ruas, bastava ver um deles fardado para pipocarem os coment\u00e1rios maldosos, como o de um grupo de taxistas, que alertaram um colega que passou na frente do PM. \u201cCuidado que o cara vai te dar porrada\u201d.<br \/>\nGuilherme Kolling<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imprensa deu ampla cobertura e criticou ferozmente a lamban\u00e7a que a Brigada Militar fez no est\u00e1dio Beira-Rio na tarde de domingo, 2 de outubro. O que ainda n\u00e3o foi dito sobre o epis\u00f3dio dep\u00f5e ainda mais contra a corpora\u00e7\u00e3o. \u00c9 que a briga na torcida organizada Camisa 12, iniciada depois dos 40 minutos do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1019","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-gr","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1019\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}