{"id":10436,"date":"2011-10-19T16:13:47","date_gmt":"2011-10-19T19:13:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=10436"},"modified":"2011-10-19T16:13:47","modified_gmt":"2011-10-19T19:13:47","slug":"45-das-cidades-brasileiras-nao-tem-rede-de-esgoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/45-das-cidades-brasileiras-nao-tem-rede-de-esgoto\/","title":{"rendered":"45% das cidades brasileiras n\u00e3o t\u00eam rede de esgoto"},"content":{"rendered":"<p>A falta de sistemas de esgotamento sanit\u00e1rio atinge quase metade (44,8%) dos munic\u00edpios brasileiros. A Regi\u00e3o Norte \u00e9 a que apresenta a situa\u00e7\u00e3o mais grave. Apenas 3,5% dos domic\u00edlios de 13% dos munic\u00edpios da regi\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 rede coletora de esgoto.<br \/>\nA informa\u00e7\u00e3o faz parte do <em>Atlas do Saneamento 2011<\/em> do Instituto de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgado hoje (19), com base na Pesquisa Nacional de Saneamento B\u00e1sico de 2008.<br \/>\nA pesquisa aponta que, dos servi\u00e7os de saneamento, o esgotamento sanit\u00e1rio \u00e9 o que apresenta menor abrang\u00eancia municipal. Em 2008, 68,8% do esgoto coletado no pa\u00eds recebeu tratamento. Essa quantidade, por\u00e9m, foi processada por apenas 28,5% dos munic\u00edpios brasileiros, confirmando acentuadas diferen\u00e7as regionais.<br \/>\nEnquanto 78,4% das cidades paulistas ofertam sistemas de coleta e tratamento de esgotos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, no Maranh\u00e3o esse percentual \u00e9 s\u00f3 1,4%. S\u00e3o Paulo \u00e9 o \u00fanico estado em que quase todos os munic\u00edpios aparecem providos de rede coletora de esgoto, com exce\u00e7\u00e3o de Itapura (no noroeste do estado).<br \/>\nAcre, Amazonas, Alagoas, Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentam taxa inferior a 50% de munic\u00edpios assistidos.<br \/>\nA maioria dos munic\u00edpios sem sistema est\u00e1 em \u00e1reas rurais e tem popula\u00e7\u00e3o dispersa, menos de 80 habitantes por quil\u00f4metro quadrado. Nesses locais, os dejetos s\u00e3o jogados em fossas s\u00e9pticas, valas a c\u00e9u aberto, fossas rudimentares ou diretamente em rios, lagoas, riachos ou no mar.<br \/>\n<strong>Percentual de munic\u00edpios com coleta seletiva dobra entre 2000 e 2008<\/strong><br \/>\nO percentual de munic\u00edpios brasileiros que faziam coleta seletiva passou de 8,2%, em 2000, para 17,9%, em 2008. Apesar do avan\u00e7o, o percentual ainda \u00e9 baixo, sendo que, entre os munic\u00edpios que ofereciam o servi\u00e7o, apenas 38% o faziam em todo o munic\u00edpio. Al\u00e9m disso, s\u00e3o grandes as disparidades regionais, estando este servi\u00e7o concentrado nas regi\u00f5es Sudeste e Sul do Brasil, que alcan\u00e7am um percentual acima dos 40%, enquanto nas demais regi\u00f5es este percentual n\u00e3o chega a 10%.<br \/>\n<strong>Esgotamento sanit\u00e1rio melhora nos grandes centros urbanos<\/strong><br \/>\nO Atlas de Saneamento 2011 registra que a rede de coleta de esgoto melhorou em \u00e1reas urbanas onde houve um incremento populacional entre 2000 e 2011. Isso se deu de forma mais significativa em torno dos grandes centros urbanos do pa\u00eds, em especial no litoral e nas \u00e1reas de influ\u00eancia imediata das capitais estaduais, al\u00e9m das cidades m\u00e9dias. Por outro lado, extensas \u00e1reas do territ\u00f3rio nacional tiveram baixos registros de melhorias e amplia\u00e7\u00f5es no sistema, apesar de apontarem crescimento absoluto de popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de sistemas de esgotamento sanit\u00e1rio atinge quase metade (44,8%) dos munic\u00edpios brasileiros. A Regi\u00e3o Norte \u00e9 a que apresenta a situa\u00e7\u00e3o mais grave. Apenas 3,5% dos domic\u00edlios de 13% dos munic\u00edpios da regi\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 rede coletora de esgoto. 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