{"id":10440,"date":"2011-10-19T17:29:30","date_gmt":"2011-10-19T20:29:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=10440"},"modified":"2011-10-19T17:29:30","modified_gmt":"2011-10-19T20:29:30","slug":"as-relacoes-ambiguas-do-governo-com-a-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/as-relacoes-ambiguas-do-governo-com-a-midia\/","title":{"rendered":"As rela\u00e7\u00f5es amb\u00edguas do governo com a m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p>Artigo do jornalista Gilberto Maringoni traz vis\u00e3o l\u00facida e bem informada sobre as rela\u00e7\u00f5es entre a m\u00eddia e o governo.<br \/>\n<em>Enquanto seus apoiadores acusam a m\u00eddia de ser golpista, governo prestigia e destina farta publicidade aos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. Uma \u00fanica edi\u00e7\u00e3o de Veja recebe cerca de R$ 1,5 milh\u00e3o em an\u00fancios oficiais. \u00c9 preciso regular e democratizar as comunica\u00e7\u00f5es. Mas tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio deixar mais claro os interesses de cada setor nessa disputa.<br \/>\n<\/em><br \/>\nEnquanto seus apoiadores acusam a m\u00eddia de ser golpista, governo prestigia e destina farta publicidade aos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. Uma \u00fanica edi\u00e7\u00e3o de Veja recebe cerca de R$ 1,5 milh\u00e3o em an\u00fancios oficiais. \u00c9 preciso regular e democratizar as comunica\u00e7\u00f5es. Mas tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio deixar mais claro os interesses de cada setor nessa disputa.<br \/>\nNesta semana, a revista Veja fez mais uma den\u00fancia de corrup\u00e7\u00e3o contra um Ministro de Estado. \u00c9 dif\u00edcil saber o que h\u00e1 de verdade ali, pois a reportagem vale-se apenas do depoimento de uma testemunha. A mat\u00e9ria pautou os principais ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, com destaque para o Jornal Nacional, da Rede Globo.<br \/>\nO Ministro, por sua vez, sai atirando. Responde ao acusador no mesmo calibre. \u201cBandido\u201d \u00e9 a palavra que ricocheteia em todas as p\u00e1ginas e telas. O caso \u00e9 nebuloso. A rela\u00e7\u00e3o prom\u00edscua do Estado com ONGs e \u201centidades sem fins lucrativos\u201d precisa sempre ser examinada com lupa potente. \u00c9 um dos legados da privatiza\u00e7\u00e3o esperta dos anos 1990, feita atrav\u00e9s de terceiriza\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os que deveriam ser p\u00fablicos.<br \/>\nAliados do governo tentam desqualificar n\u00e3o apenas a den\u00fancia, mas o veiculo que a difunde. Volta o debate de que estar\u00edamos diante de uma imprensa golpista, que n\u00e3o se conforma com a mudan\u00e7a de rumos operada no pa\u00eds desde 2003, que quer inviabilizar o governo etc. etc. A grande imprensa, por sua vez viciou-se em acusar todos os que discordam de seus m\u00e9todos de clamarem pela volta da censura. H\u00e1 muita fuma\u00e7a e pouco fogo nisso tudo, mas faz parte do show. Disputa pol\u00edtica \u00e9 assim mesmo.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Manique\u00edsmo <\/span><br \/>\n\u00c9 preciso colocar racionalidade no debate sobre os meios de comunica\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, para que n\u00e3o deslizemos para manique\u00edsmos est\u00e9reis. Vamos antes enunciar um pressuposto.<br \/>\nA grande imprensa brasileira est\u00e1 concentrada em poucas m\u00e3os. Oito empresas \u2013 Globo, Bandeirantes, Record, SBT, Abril, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Rede Brasil Sul (RBS) \u2013 produzem e distribuem a maior parte da informa\u00e7\u00e3o consumida no Brasil. O espectro vai se abrir um pouco nos pr\u00f3ximos anos, para que as gigantes da telefonia mundial se incorporem ao time, atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados para a TV a cabo. Mas o conjunto seguir\u00e1 como um dos clubes mais fechados do mundo.<br \/>\nAs empresas existentes h\u00e1 cinco d\u00e9cadas \u2013 Globo, Estado, Folha e Abril \u2013 apoiaram abertamente o golpe de 1964. At\u00e9 hoje n\u00e3o explicaram \u00e0 sociedade brasileira como realizam a proeza de falar em democracia tendo este feito em sua hist\u00f3ria.<br \/>\nEntre todos os meios, a revista Veja se sobressai como o produto mais truculento e parcial da imprensa brasileira.<br \/>\nSobre golpismo, \u00e9 bom ser claro. As classes dominantes brasileiras n\u00e3o se pautam pelas boas maneiras na defesa de seus interesses. Sempre que precisaram, acabaram com o regime democr\u00e1tico. Usaram para isso, \u00e0 farta, seus meios de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<span class=\"intertit\">A imprensa \u00e9 golpista? <\/span><br \/>\nNo entanto, at\u00e9 agora n\u00e3o se sabe ao certo porque esta m\u00eddia daria um golpe nos dias que correm. O sistema financeiro colhe aqui lucros exorbitantes. A reforma agr\u00e1ria emperrou. Grandes empres\u00e1rios t\u00eam assento em postos proeminentes do Estado \u2013 caso de Jorge Gerdau Johannpeter \u2013 ou t\u00eam seus interesses mantidos intocados.<br \/>\nAlgumas pe\u00e7as n\u00e3o se encaixam na acusa\u00e7\u00e3o de golpismo da m\u00eddia. Voltemos \u00e0 revista Veja. Os apoiadores do governo precisam explicar porque a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica forra a publica\u00e7\u00e3o com vultosas verbas publicit\u00e1rias, al\u00e9m de sempre prestigiarem suas iniciativas. Vamos conferir, pois est\u00e1 tudo na internet.<br \/>\nVeja tem uma tiragem de 1.198.884 exemplares (http:\/\/www.publiabril.com.br\/tabelas-gerais\/revistas\/circulacao-geral), auditados pelo IVC. Alega ter um total de 8.669.000 leitores. Por conta disso, os pre\u00e7os de seus espa\u00e7os publicit\u00e1rios s\u00e3o os mais altos entre a imprensa escrita. Veicular um reclame em uma p\u00e1gina determinada sai por R$ 330.460. J\u00e1 em uma p\u00e1gina indeterminada, a dolorosa fica por R$ 242.200 (http:\/\/www.publiabril.com.br\/marcas\/veja\/revista\/precos).<br \/>\nQuem anuncia em Veja? Bancos, a ind\u00fastria automobil\u00edstica, gigantes da inform\u00e1tica, monop\u00f3lios do varejo e\u2026 o governo federal. Peguemos um exemplar recente para verificar isso.<br \/>\nNa edi\u00e7\u00e3o de 12 de outubro \u2013 que noticiou a morte de Steve Jobs \u2013 havia cinco inser\u00e7\u00f5es do governo federal. Os an\u00fancios eram do Banco do Brasil (p\u00e1gina dupla), do BNDES, do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade e da Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos. Supondo-se que as propagandas n\u00e3o foram destinadas a p\u00e1ginas determinadas, teremos, de acordo com a tabela, um total de R$ 1.525.200.<br \/>\nExato: em uma semana apenas, o governo federal destinou R$ 1,5 milh\u00e3o ao seman\u00e1rio dos Civita, a quem seus aliados chamam de \u201cgolpista\u201d.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Prest\u00edgio pol\u00edtico <\/span><br \/>\nH\u00e1 tamb\u00e9m o prest\u00edgio pol\u00edtico que o governo confere ao informativo. Prova disso foi o comparecimento maci\u00e7o de ministros de Estado e parlamentares governistas \u00e0 festa de quarenta anos de Veja, em setembro de 2008. Nas comemora\u00e7\u00f5es, estiveram presentes o ent\u00e3o vice-presidente da Rep\u00fablica, Jos\u00e9 Alencar, o ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, o presidente do BNDES,<br \/>\nLuciano Coutinho, a ent\u00e3o ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ex-ministro do meio ambiente, Carlos Minc, o ex-ministro da Justi\u00e7a, Marcio Thomaz Bastos, o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad e a senadora Marta Suplicy (confiram em http:\/\/veja.abril.com.br\/veja_40anos\/40anos.html).<br \/>\nE entre julho de 2010 e julho de 2011, nada menos que seis integrantes dos altos escal\u00f5es governamentais concederam entrevista \u00e0s p\u00e1ginas amarelas da revista. S\u00e3o eles: Dilma Rousseff, Aldo Rebelo, C\u00e2ndido Vaccarezza, Antonio Patriota, General Enzo Petri e Luciano Coutinho.<br \/>\nNenhum demonstrou o desprendimento e a sensatez do assessor especial da presid\u00eancia, Marco Aur\u00e9lio Garcia (ent\u00e3o presidente interino do PT). Ao ser convidado para conceder uma entrevista a Diogo Mainardi, em novembro de 2006, deu a seguinte resposta: \u201cSr. Diogo Mainardi, h\u00e1 alguns anos \u2013 da data n\u00e3o me lembro \u2013 o senhor dedicou-me uma coluna com fortes cr\u00edticas.<br \/>\nMinha resposta n\u00e3o foi publicada pela Veja, mas sim, a sua resposta \u00e0 minha resposta, que, ali\u00e1s, foi republicada em um de seus livros. Desde ent\u00e3o decidi n\u00e3o falar com a sua revista. Seu sintom\u00e1tico compromisso em n\u00e3o cortar minhas declara\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel. Meu infinito apre\u00e7o pela liberdade de imprensa n\u00e3o vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista\u201d.<br \/>\n<span class=\"intertit\">RBS, Ol\u00edvio e Lula<\/span><br \/>\nAs rela\u00e7\u00f5es amb\u00edguas do governo e dos partidos da chamada base aliada com a grande m\u00eddia n\u00e3o se restringem \u00e0 Veja.<br \/>\nEntraram para a hist\u00f3ria a campanha de den\u00fancias e desgaste sistem\u00e1tico que os ve\u00edculos da RBS moveram contra o governo de Ol\u00edvio Dutra (1999-2003), do PT, no Rio Grande do Sul. Ataques sem provas, cal\u00fanias, mentiras e todo tipo de baixaria foi utilizada para inviabilizar uma gest\u00e3o que buscou inverter prioridades administrativas.<br \/>\nNo auge dos ataques, em 2000, o jornal Zero Hora, do grupo, fez um ousado lance de marketing. Convidou Lu\u00eds In\u00e1cio Lula da Silva para ser colunista regular. At\u00e9 a campanha de 2002, o futuro presidente da Rep\u00fablica escreveu semanalmente no jornal, como se n\u00e3o tivesse rela\u00e7\u00e3o com as ocorr\u00eancias locais.<br \/>\nQuando abriu m\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o, Lula afirmou que o jornal prejudicava seu companheiro ga\u00facho (http:\/\/noticias.terra.com.br\/imprime\/0,85198,OI38721-EI342,00.html). O jornal ganhou muito mais que o ex-metal\u00fargico nessa parceria. Ficou com a imagem de um ve\u00edculo plural e tolerante.<br \/>\nNo mesmo ano, o ex-Ministro Jos\u00e9 Dirceu foi entrevistado pelo Pasquim 21, jornal lan\u00e7ado pelo cartunista Ziraldo. Naqueles tempos, as empresas de m\u00eddia enfrentavam aguda crise, por terem se endividado em d\u00f3lares nos anos 1990. Com a quebra do real no final da d\u00e9cada, os d\u00e9bitos ficaram impag\u00e1veis. L\u00e1 pelas tantas, Dirceu afirmou que salvar a Globo seria uma \u201cquest\u00e3o de seguran\u00e7a nacional\u201d.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Comemorando juntos <\/span><br \/>\nAs boas rela\u00e7\u00f5es com a grande m\u00eddia se mantiveram ainda nas comemora\u00e7\u00f5es dos 90 anos da Folha de S. Paulo, em janeiro deste ano. Estiveram presentes \u00e0 festa (http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha90anos\/879061-politicos-e-personalidades-defendem-a-liberdade-de-imprensa.shtml) a presidente Dilma Rousseff \u2013 convidada de honra, que proferiu discurso recheado de elogios ao jornal \u2013 a senadora Marta Suplicy, colunista do mesmo, Candido Vaccarezza, l\u00edder do governo na C\u00e2mara, os ex-Ministros Jos\u00e9 Dirceu e Marcio Thomaz Bastos e o prefeito de S\u00e3o Bernardo, Luiz Marinho. A Folha tamb\u00e9m recebe farta publicidade governamental, do Banco do Brasil, da Petrobr\u00e1s, da Caixa Econ\u00f4mica federal, entre outras.<br \/>\nNos momentos de dificuldade, dirigentes do governo procuram sempre a grande imprensa para exporem suas id\u00e9ias. Foi o caso de Antonio Pallocci, em 3 de junho \u00faltimo. Acossado por den\u00fancias de enriquecimento il\u00edcito, o ex-Chefe da Casa Civil convocou o Jornal Nacional, para dar suas explica\u00e7\u00f5es ao p\u00fablico (http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Y5m_wyahXjY).<br \/>\nO mesmo Antonio Palocci \u2013 colunista da Folha de S. Paulo entre 2009 e 2010 \u2013 dividiu mesas com Roberto Civita, Reinaldo Azevedo, Demetrio Magnoli, Arnaldo Jabor, Otavio Frias Filho e outros, em palestra no afamado Instituto Millenium, em mar\u00e7o de 2010 (http:\/\/www.cartamaior.com.br\/templates\/materiaMostrar.cfm?materia_id=16432). A entidade congrega empres\u00e1rios do ramo e seus funcion\u00e1rios e se op\u00f5e a qualquer tipo de regula\u00e7\u00e3o em suas atividades.<br \/>\nOs casos de proximidade do governo e seus partidos com a imprensa s\u00e3o extensos. Uma das balizas dessas rela\u00e7\u00f5es \u00e9 o bolo da publicidade oficial. Segundo a Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (Secom) [<a href=\"http:\/\/www.secom.gov.br\/sobre-a-secom\/publicidade\/midia\/acoes-programadas-em-r\/copy3_of_total-geral-administracao-direta-todos-os-orgaos-indireta-todas-as-empresas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">veja aqui<\/a>], a receita publicit\u00e1ria oficial em 2010 foi de R$ 1.628.920.472,60. Incluem-se a\u00ed os custos de produ\u00e7\u00e3o e veicula\u00e7\u00e3o de campanhas, tanto da administra\u00e7\u00e3o direta quanto indireta. Ressalte-se aqui um ponto: \u00e9 leg\u00edtimo o governo federal valer-se da publicidade para se comunicar com a popula\u00e7\u00e3o. A maior parte do bolo vai para os grandes grupos do setor.<br \/>\nNo caso das compras de livros did\u00e1ticos feitos pelo MEC, para as escolas p\u00fablicas, o grande benefici\u00e1rio \u00e9 o Grupo Abril, que edita Veja (http:\/\/www.horadopovo.com.br\/2010\/dezembro\/2921-08-12-2010\/P4\/pag4a.htm).<br \/>\n<span class=\"intertit\">Reclama\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o <\/span><br \/>\nApesar do PT, partido do governo, ter feito uma mo\u00e7\u00e3o sobre a democratiza\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es em seu \u00faltimo Congresso e do ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu ter sido injustamente atacado recentemente pela Veja, \u00e9 dif\u00edcil saber exatamente que tipo de rela\u00e7\u00e3o governo e partidos aliados desejam manter com os meios de comunica\u00e7\u00e3o. De um lado, como se v\u00ea, acusam a m\u00eddia de ser golpista. De outro, lhe d\u00e3o todo o apoio.<br \/>\nPode ser que tenham medo da imprensa. Mas o que n\u00e3o se pode \u00e9 ter um duplo comportamento no caso. Diante da opini\u00e3o p\u00fablica falam uma coisa, enquanto agem de forma distinta na pr\u00e1tica.<br \/>\nO ex-presidente Lula reclamou muito da imprensa em seu \u00faltimo ano de mandato. No entanto, \u201cN\u00e3o houve qualquer altera\u00e7\u00e3o fundamental no quadro de concentra\u00e7\u00e3o da propriedade da m\u00eddia no Brasil entre 2003 e 2010\u201d. Essa constata\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelo professor Ven\u00edcio Lima em brilhante artigo, publicado no final de 2010 (http:\/\/www.cartamaior.com.br\/templates\/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4902).<br \/>\nAs resolu\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia Nacional de Comunica\u00e7\u00e3o, realizada em 2009, mofam em algum escaninho do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es. O Plano Nacional de Banda Larga, que deveria fazer frente ao monop\u00f3lio das operadoras privadas, acabou incorporando todas as demandas empresariais. O projeto de regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins desapareceu da agenda.<br \/>\nComo se pode ver, o governo e seus partidos de sustenta\u00e7\u00e3o convivem muito bem com a m\u00eddia como ela \u00e9. T\u00eam muita proximidade e pontos de contato, apesar de existirem vozes isoladas dentro deles, que n\u00e3o compactuam com a vis\u00e3o majorit\u00e1ria.<br \/>\nNenhum dos lados tem moral para reclamar do outro\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo do jornalista Gilberto Maringoni traz vis\u00e3o l\u00facida e bem informada sobre as rela\u00e7\u00f5es entre a m\u00eddia e o governo. Enquanto seus apoiadores acusam a m\u00eddia de ser golpista, governo prestigia e destina farta publicidade aos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. 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