{"id":1060,"date":"2006-05-27T13:33:14","date_gmt":"2006-05-27T16:33:14","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1060"},"modified":"2006-05-27T13:33:14","modified_gmt":"2006-05-27T16:33:14","slug":"profissional-para-os-novos-tempos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/profissional-para-os-novos-tempos\/","title":{"rendered":"Profissional para os novos tempos"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Paulo Nathanael Pereira de Souza*<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">As mudan\u00e7as que alteraram profundamente &#8211; e continuar\u00e3o alterando, por um bom tempo &#8212; as rela\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho desviam cada vez mais o foco das aten\u00e7\u00f5es para um perfil profissional que, at\u00e9 pouco tempo, passava quase despercebido no cen\u00e1rio acad\u00eamico e empresarial. Trata-se da figura do jovem empreendedor, capaz de se antecipar aos problemas, ser criativo ao apresentar solu\u00e7\u00f5es, n\u00e3o ter medo de ousar coisas novas, liderar pessoas rumo a uma meta pr\u00e9-definida, entre outras habilidades peculiares.<\/p>\n<p align=\"justify\">O empreendedorismo, entretanto, ainda padece de duas vis\u00f5es distorcidas, que prevalecem em boa parte do universo corporativo. Uma pertence \u00e0queles que acreditam que pode ser praticado apenas por quem decide partir para o neg\u00f3cio pr\u00f3prio &#8211; em outras palavras, isso significa que n\u00e3o se trata de uma habilidade que deve ser cultivada ou estimulada dentro das empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Outros acham que empreendedorismo n\u00e3o se aprende na escola.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nada mais falso do que esses dois conceitos. A primeira vis\u00e3o n\u00e3o se sustenta porque, numa economia globalizada e altamente competitiva como a atual, as organiza\u00e7\u00f5es necessitam cada vez mais de diferenciais que lhes d\u00eaem vantagens frente a seus concorrentes. Para isso, est\u00e3o descobrindo que, entre outros fatores, precisam contar em seus quadros com profissionais criativos e empreendedores, capazes de assumir e viabilizar a cria\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o de novas id\u00e9ias, projetos e produtos. S\u00e3o aqueles profissionais aptos a praticar o chamado intra-empreendedorismo, atuando ativamente dentro da empresa.<\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda id\u00e9ia equivocada \u00e9 desmentida j\u00e1 a partir da simples observa\u00e7\u00e3o: a realidade do mercado mostra que, no processo de forma\u00e7\u00e3o do empreendedor e do intra-empreendedor, a educa\u00e7\u00e3o formal &#8211; composta de ensino fundamental, m\u00e9dio, superior, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e MBA &#8211; \u00e9 o caminho mais comum para uma capacita\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o que o jovem escolheu e ao seu entorno, o que significa aprender tudo o que \u00e9 correlato ao que pretende fazer, lembrando que hoje o mundo empresarial pede uma forma\u00e7\u00e3o m\u00faltipla e flex\u00edvel, em constante processo de aprimoramento pelo aprendizado cont\u00ednuo.<\/p>\n<p align=\"justify\">At\u00e9 recentemente, o estudante empreendedor contava apenas com sua pr\u00f3pria iniciativa ao se decidir pelo empreendedorismo, tendo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o fontes de conhecimento dispersas e nem sempre focadas em seu campo de interesse. Era, portanto, obrigado a garimpar conhecimentos em literatura t\u00e9cnica, palestras, v\u00e1rios cursos de especializa\u00e7\u00e3o, algumas raras pesquisas espec\u00edficas, vendo-se quase sempre for\u00e7ado a recorrer ao oneroso m\u00e9todo de tentativa e erro para aprender. H\u00e1 pouco tempo, come\u00e7aram a surgir sinais de mudan\u00e7a, que se intensificam rapidamente e podem ser medidas pela prolifera\u00e7\u00e3o de incubadoras e empresas juniores, vinculados ou n\u00e3o a universidades.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um tanto tardiamente, o sistema educacional brasileiro detecta a import\u00e2ncia de formar empreendedores para responder \u00e0s mudan\u00e7as estruturais ocorridas no mercado de trabalho, deixando de se concentrar quase que totalmente na prepara\u00e7\u00e3o de executivos, e as empresas tamb\u00e9m passam a valorizar, cada vez mais, seus talentos empreendedores.<\/p>\n<p align=\"justify\">Todos percebem que, se os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos reduzem o tamanho das estruturas produtivas, ao mesmo tempo geram uma enorme gama de oportunidades para quem se disp\u00f5e a atuar fora dos padr\u00f5es tradicionais e a assumir o comando da pr\u00f3pria carreira ou do pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Enquanto a educa\u00e7\u00e3o regular n\u00e3o d\u00e1 o devido destaque ao empreendedorismo, a pr\u00e1tica do mercado recomenda que os jovens aprendam pelo exemplo e as empresas preparem seus futuros empreendedores pelo mesmo sistema.\u00a0\u00a0 Por essa raz\u00e3o, \u00e9 muito interessante promover a aproxima\u00e7\u00e3o do estudante de empres\u00e1rios e profissionais que t\u00eam a capacidade de descobrir novidades mesmo em experi\u00eancias que se repetem.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com eles, o jovem poder\u00e1 aprender a adaptar-se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es, ser male\u00e1vel, assumir riscos, identificar oportunidades, organizar e liderar. Aqui entram em cena os programas de est\u00e1gio e de trainees que, numa concep\u00e7\u00e3o bem moderna, deveriam incluir o est\u00edmulo ao empreendedorismo, entre seus objetivos, para benef\u00edcio tanto do estudante em treinamento, como da pr\u00f3pria empresa, que estaria moldando um profissional com o perfil adequado aos novos tempos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Nathanael Pereira de Souza* As mudan\u00e7as que alteraram profundamente &#8211; e continuar\u00e3o alterando, por um bom tempo &#8212; as rela\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho desviam cada vez mais o foco das aten\u00e7\u00f5es para um perfil profissional que, at\u00e9 pouco tempo, passava quase despercebido no cen\u00e1rio acad\u00eamico e empresarial. Trata-se da figura do jovem empreendedor, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-1060","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-h6","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1060","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1060"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1060\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}