{"id":11155,"date":"2012-01-18T15:22:54","date_gmt":"2012-01-18T18:22:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11155"},"modified":"2012-01-18T15:22:54","modified_gmt":"2012-01-18T18:22:54","slug":"pioneirismo-gaucho-marca-movimento-ambientalista-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/pioneirismo-gaucho-marca-movimento-ambientalista-brasileiro\/","title":{"rendered":"Pioneirismo ga\u00facho marca movimento ambientalista brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>Ainda na primeira metade do s\u00e9culo XX, com Henrique Luis Roessler, e mais recentemente com Jos\u00e9 Lutzenberger e a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan), criada em abril de 1971, os ecologistas do Rio Grande do Sul deram grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia que ser\u00e1 um dos temas centrais do F\u00f3rum Social Tem\u00e1tico de 2012, que ser\u00e1 realizado em Porto Alegre, Canoas, S\u00e3o Leopoldo e Novo Hamburgo, de 24 a 29 de janeiro. Esses pioneiros lan\u00e7aram as bases do ativismo ambiental no pa\u00eds.<br \/>\nQuando os participantes do F\u00f3rum Social Tem\u00e1tico \u2013 uma das edi\u00e7\u00f5es descentralizadas do F\u00f3rum Social Mundial, que ocorre desta forma nos anos pares \u2013 iniciarem a tradicional marcha de abertura do evento, dia 24 de janeiro, v\u00e3o testemunhar um pouco do legado que o movimento ambientalista ga\u00facho deixou para Porto Alegre.<br \/>\n\u00c9 que a preserva\u00e7\u00e3o das copas das \u00e1rvores que tornar\u00e3o o trajeto de quatro quil\u00f4metros entre o Largo Gl\u00eanio Peres e o Anfiteatro P\u00f4r-do-sol mais ameno \u00e9 fruto da luta de um grupo de pessoas engajadas na preserva\u00e7\u00e3o da natureza, cuja atua\u00e7\u00e3o convicta iniciou em abril de 1971 com a cria\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan), capitaneada pelo engenheiro agr\u00f4nomo Jos\u00e9 Lutzenberger e pelo ex-militante do Partido Comunista Brasileiro Augusto Carneiro.<br \/>\n\u201cH\u00e1 v\u00e1rias men\u00e7\u00f5es sobre qual foi a primeira entidade do Pa\u00eds (\u2026). A funda\u00e7\u00e3o da Agapan inaugurou a corrente ativista no Brasil\u201d, reivindica Carneiro em seu livro A Hist\u00f3ria do Ambientalismo (Editora Sagra Luzzatto).<br \/>\nLogo que foi criada, uma das principais bandeiras da Agapan era combater a poda anual das \u00e1rvores de Porto Alegre operada pelo executivo municipal. \u201cA prefeitura mandava os oper\u00e1rios sa\u00edrem com uma taquara, para medir a altura.<br \/>\nEles podavam na altura da taquara, sem se importar com a grossura do tronco. Pensamento reducionista, n\u00e9?!\u201d, exp\u00f4s outro fundador da Agapan, Jos\u00e9 Lutzenberger (falecido em 2002) em um depoimento publicado na obra Pioneiros da Ecologia (J\u00c1 Editores).<br \/>\nUm dos epis\u00f3dios mais folcl\u00f3ricos que envolvem a entidade, ali\u00e1s, est\u00e1 relacionado ao \u00edmpeto de prote\u00e7\u00e3o dos vegetais urbanos. Ocorreu tamb\u00e9m em um dia de janeiro, s\u00f3 que no ano de 1975. Ouvindo os conselhos do &#8216;mestre&#8217; Lutz, de que s\u00f3 havia um jeito de fazer a prefeitura desistir do corte de \u00e1rvores na cidade, o estudante de engenharia Carlos Dayrell subiu em uma tipuana da Avenida Jo\u00e3o Pessoa para impedir que fosse derrubada para a constru\u00e7\u00e3o de um viaduto.<br \/>\nA foto que imortalizou o momento mostra dois rapazes se segurando em galhos na copa do exemplar que fica na cal\u00e7ada do n\u00facleo de pr\u00e9dios hist\u00f3ricos da UFRGS. \u201cDeu uma baita repercuss\u00e3o para n\u00f3s. Saiu mat\u00e9ria no Estado de S.Paulo e nos maiores jornais de Buenos Aires. At\u00e9 nosso manifesto foi publicado\u201d, lembra Carneiro em seu depoimento no livro Pioneiros da Ecologia.<br \/>\nA tipuana segue no mesmo lugar, 37 anos depois, e o tra\u00e7ado do viaduto teve que ser alterado depois da atitude de Dayrell.<br \/>\nA press\u00e3o dos ecologistas fez com que, em 1976, Porto Alegre se tornasse a primeira cidade brasileira a ter uma secretaria municipal do meio ambiente. Heran\u00e7a dos ambientalistas tamb\u00e9m \u00e9 o C\u00f3digo Estadual de Meio Ambiente, aprovado no ano 2000 igualmente de forma pioneira.<br \/>\nEm Porto Alegre 771 \u00e1rvores est\u00e3o declaradas imunes ao corte por decretos do executivo, sendo que a capital ga\u00facha possui uma m\u00e9dia de uma \u00e1rvore por habitante em vias p\u00fablicas, excluindo as que est\u00e3o nos parques.<br \/>\nOutra conquista contempor\u00e2nea do movimento ambientalista ga\u00facho \u00e9 a exist\u00eancia de cinco t\u00faneis verdes declarados patrim\u00f4nio ecol\u00f3gico da cidade. S\u00e3o trechos de 14 ruas nas quais as copas das \u00e1rvores plantadas de ambos os lados da cal\u00e7ada de fecham formando uma cobertura natural. E desde 2006 a cidade possui um Plano Diretor de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana, que determina que os passeios p\u00fablicos devam manter, no m\u00ednimo, 40% de \u00e1rea vegetada.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Agrot\u00f3xicos e Borregaard, vit\u00f3rias dos ecologistas <\/span><br \/>\nFoi atrav\u00e9s dos discursos de Jos\u00e9 Lutzenberger no in\u00edcio dos anos 70 que o Brasil ficou sabendo da batalha capitaneada pela Agapan para que o pa\u00eds adotasse o termo agrot\u00f3xicos no lugar de defensivos agr\u00edcolas para se referir aos pesticidas colocado nas planta\u00e7\u00f5es para combater pragas.<br \/>\n\u201cVejam o absurdo: se eu quisesse comprar 50 gramas de material para fabricar p\u00f3lvora, precisaria de uma licen\u00e7a do Ex\u00e9rcito. No entanto, qualquer guri podia comprar 200 litros de veneno, que se cair uma gota na perna, o sujeito est\u00e1 morto uma hora depois\u201d, comparava o engenheiro agr\u00f4nomo e ambientalista em suas reflex\u00f5es que integram a obra Pioneiros da Ecologia.<br \/>\nAnos depois, o Rio Grande do Sul seria o primeiro estado da na\u00e7\u00e3o a criar leis que regulamentassem o uso de tais subst\u00e2ncias e em 1988, o tema acabaria inclu\u00eddo na Constitui\u00e7\u00e3o Federal sob o artigo que comenta a proibi\u00e7\u00e3o de envenenar rios.<br \/>\nFoi tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade da \u00e1gua que levou a Agapan a investir contra a Borregaard \u2013 f\u00e1brica de celulose norueguesa que se instalou em Gua\u00edba, \u00e0s margens do lago que banha a cidade e a Capital do Rio Grande. Corria o ano de 1972 e a ind\u00fastria, aprovada pelo governo militar recebeu incentivos fiscais e financiamento de bancos p\u00fablicos, mas n\u00e3o inclu\u00eda em seu projeto cuidados com o meio ambiente.<br \/>\n\u201cO discurso desenvolvimentista da \u00e9poca chegava ao ponto de fazer com que ministros de Estado brasileiros, ao convidar investidores, proclamassem: \u201cvenham poluir aqui\u201d. Os noruegueses da Borregaard levaram o convite t\u00e3o ao p\u00e9 da letra que n\u00e3o destinaram um \u00fanico centavo a equipamentos antipolui\u00e7\u00e3o\u201d, revela a jornalista Lilian Dreyer, bi\u00f3grafa de Jos\u00e9 Lutzenberger, no artigo Borregaard: um marco na luta ambiental, publicado no site Agenda 21.<br \/>\nApesar do risco que a deposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos qu\u00edmicos no Gua\u00edba representava para a sa\u00fade nas cidades que abastecidas por suas \u00e1guas, foi mesmo o mau cheiro que exalava da chamin\u00e9 da Borregaard que causou uma mobiliza\u00e7\u00e3o sem precedentes contra a f\u00e1brica.<br \/>\nO assunto, levado aos jornais pelos ambientalistas da Agapan, mereceu inclusive uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) na Assembleia Legislativa, onde m\u00e9dicos apresentaram estudos sobre casos de dores de cabe\u00e7a, irrita\u00e7\u00e3o nos olhos, n\u00e1useas e v\u00f4mitos relacionados \u00e0 polui\u00e7\u00e3o provocada pela Borregaard.<br \/>\nTr\u00eas anos depois os noruegueses desistiram do neg\u00f3cio cansados das exig\u00eancias que teriam que cumprir para manter a atividade. O empreendimento foi nacionalizado e passou a chamar-se Riocell. Investiu no controle ambiental e contratou Jos\u00e9 Lutzenberger para ser consultor.<br \/>\nDepois a f\u00e1brica passou para as m\u00e3os da Klabin, Aracruz e, desde 2009, \u00e9 tocada por chilenos do grupo CMPC. Mesmo depois de todas essas trocas de comando foram mantidos os programas de conserva\u00e7\u00e3o de fauna e flora aut\u00f3ctones implementados por Lutz.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Lutz desafia Collor <\/span><br \/>\nA trajet\u00f3ria de Jos\u00e9 Lutzenberger \u00e0 frente do movimento ambientalista tem muitas anedotas. \u201cO ex-vendedor de produtos qu\u00edmicos (funcion\u00e1rio da Basf), que consumiu 30 anos de sua vida brigando, xingando e fazendo adeptos, se manteve irredut\u00edvel at\u00e9 o fim. Foi rotulado de louco, retr\u00f3grado, irrespons\u00e1vel, vision\u00e1rio e g\u00eanio.\u201d Essa \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o que os jornalistas Elmar Bones e Geraldo Hasse fazem de Lutz no livro Pioneiros da Ecologia \u2013 que cont\u00e9m uma das \u00faltimas entrevistas do militante, concedida em agosto de 2001, poucos meses antes de morrer, no ano seguinte.<br \/>\nUma das mais curiosas facetas da personalidade do ambientalista se mostrou durante o per\u00edodo em que foi ministro do Meio Ambiente do governo Fernando Collor de Melo, entre 1990 e 1991. Lutz ficou um ano e tr\u00eas meses no cargo e sua demiss\u00e3o nunca foi esclarecida. Ele, entretanto, tem uma hip\u00f3tese para justificar o rompimento do ent\u00e3o presidente com seu assessor.<br \/>\nEm uma viagem \u00e0 \u00c1ustria acompanhando o chefe do Executivo federal, Lutz irritou-se com um pedido de Collor ao primeiro-ministro austr\u00edaco \u2013 na \u00e9poca Branitski \u2013 feito \u201cnaquele ingl\u00eas todo enrolado dele\u201d. Collor dizia que o Brasil era um pa\u00eds pobre e que precisava da ajuda dos ricos. Em seguida passou a palavra a Lutzenberger, que narrou assim, em Pioneiros da Ecologia, o momento.<br \/>\n\u201cEu falei alem\u00e3o e disse para o primeiro-ministro: &#8216;Olha, n\u00f3s brasileiros temos um pa\u00eds incrivelmente rico. Voc\u00eas austr\u00edacos n\u00e3o podem nem imaginar como somos ricos! Voc\u00eas t\u00eam um territ\u00f3rio de 83 mil km\u00b2, o nosso \u00e9 de 8,5 milh\u00f5es de km\u00b2, isto \u00e9, mais de 100 vezes maior que o de voc\u00eas. Metade do territ\u00f3rio de voc\u00eas \u00e9 de montanha gelada, d\u00e1 para fazer esqui e ganhar um pouco com o turismo. Aqueles vales verdes de voc\u00eas s\u00e3o lindos, frut\u00edferos, mas tem oito meses de vegeta\u00e7\u00e3o por ano.<br \/>\nA maior parte do Brasil, com exce\u00e7\u00e3o daqueles desertozinhos l\u00e1 do nordeste, tem doze meses de vegeta\u00e7\u00e3o por ano. N\u00f3s temos um clima maravilhoso. Temos tudo quanto \u00e9 recurso. Mas n\u00f3s somos um pa\u00eds muito pobre. Incrivelmente pobre. N\u00e3o se imagina como n\u00f3s somos pobres em pol\u00edtico decente\u201d. Na sa\u00edda, Collor me perguntou porque o homem riu tanto. Eu expliquei o que tinha dito, ele deu uma risadinha amarela. Tr\u00eas semanas depois me mandou embora\u201d.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Roessler, ecologista antes da ecologia <\/span><br \/>\nAntes de Jos\u00e9 Lutzenberger, Augusto Carneiro e da Agapan, o Rio Grande do Sul despontou para o ainda incipiente cen\u00e1rio de defensores do meio ambiente com um homem natural de porto-alegrense e capil\u00e9 de cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nHenrique Luis Roessler nasceu em Porto Alegre em 16 de novembro de 1896, mas sua batalha ambiental teve como palco as margens do Rio dos Sinos, onde atuava como funcion\u00e1rio da Delegacia Estadual dos Portos e foi delegado florestal volunt\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Agricultura.<br \/>\n\u201cO cara que come\u00e7ou tudo isso n\u00e3o veio apenas antes de Jos\u00e9 Lutzenberger. Sua Uni\u00e3o Protetora da Natureza (UPN) precedeu em 16 anos a Agapan. Roessler e a UPN vieram antes de Chico Mendes e do Greenpeace. Roessler, na verdade, veio antes do ambientalismo\u201d, define o bi\u00f3grafo do homem que hoje d\u00e1 nome \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam), Ayrton Centeno nas p\u00e1ginas de Roessler \u2013 O primeiro ecopol\u00edtico (J\u00c1 Editores).<br \/>\nA conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos cuidados que o meio ambiente requer foi empreendida por Roessler e inclu\u00eda a distribui\u00e7\u00e3o de cartazes e panfletos ilustrados por ele nos quais alertava para os \u201ctarados\u201d passarinheiros, que ca\u00e7avam os bichinhos e colecionavam suas cabe\u00e7as em colares, por exemplo.<br \/>\nMas Roessler tamb\u00e9m tinha m\u00e9todos menos ortodoxos para \u201cconvencer\u201d propriet\u00e1rios de animais a tratarem bem seus companheiros de jornada. Como o caso relatado por Centeno na biografia do militante, em que, em plena d\u00e9cada de 50, Roessler surpreende um homem dando relha\u00e7os em seu cavalo. Revoltado, arranca o instrumento de maltrato das m\u00e3os do dono e lhe aplica uma surra igual a que o homem dava no cavalo.<br \/>\nAl\u00e9m da a\u00e7\u00e3o direta na regi\u00e3o do Vale do Sinos, foi atrav\u00e9s de cr\u00f4nicas publicadas semanalmente no jornal Correio do Povo \u2013 na \u00e9poca o principal di\u00e1rio em circula\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul \u2013 que ele tornou-se o patrono da ecologia no Rio Grande do Sul. \u201cEle \u00e9 o fundador da ecologia pol\u00edtica no Brasil\u201d, atesta em depoimento a Ayrton Centeno outro pioneiro, Augusto Carneiro, sobre Roessler.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda na primeira metade do s\u00e9culo XX, com Henrique Luis Roessler, e mais recentemente com Jos\u00e9 Lutzenberger e a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan), criada em abril de 1971, os ecologistas do Rio Grande do Sul deram grande contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia que ser\u00e1 um dos temas centrais do F\u00f3rum Social Tem\u00e1tico de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":14878,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[266,185,52,1335,190,358,61,102,230,1374],"class_list":["post-11155","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-x-categorias-velhas","tag-agapan","tag-ambientalismo","tag-ambiente","tag-fst-2012","tag-jose-lutzenberger","tag-meio-ambiente","tag-movimento-ambientalista-gaucho","tag-movimento-roessler","tag-roessler","tag-roessler-o-primeiro-ecopolitico"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":11155,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-2TV","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}