{"id":1120,"date":"2008-07-04T16:04:43","date_gmt":"2008-07-04T19:04:43","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=1120"},"modified":"2008-07-04T16:04:43","modified_gmt":"2008-07-04T19:04:43","slug":"entrevista-plasticos-oxibiodegradaveis-nao-sao-solucao-para-o-desastre-anunciado-dos-aterros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/entrevista-plasticos-oxibiodegradaveis-nao-sao-solucao-para-o-desastre-anunciado-dos-aterros\/","title":{"rendered":"Entrevista &#8211; Pl\u00e1sticos oxibiodegrad\u00e1veis n\u00e3o s\u00e3o solu\u00e7\u00e3o para o desastre anunciado dos aterros"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Cl\u00e1udia Viegas<br \/>\n<\/strong><br \/>\nPesquisador da Universidade do Estado da Calif\u00f3rnia, o Dr. Joseph Greene esteve semana passada falando a empres\u00e1rios e acad\u00eamicos ga\u00fachos sobre as confus\u00f5es existentes em torno da degradabilidade de pl\u00e1sticos. A palestra, ocorrida na Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio Grande do Sul (na Fiergs), foi um convite da ONG Plastivida e da Braskem\/Copesul. Como especialista na quest\u00e3o dos res\u00edduos pl\u00e1sticos, Greene deixou claro que se op\u00f5e \u00e0 id\u00e9ia dos oxidegrad\u00e1veis, materiais pl\u00e1sticos que facilmente se dispersam em aterros, dando a falsa impress\u00e3o de solucionar o problema dos res\u00edduos s\u00f3lidos. Greene mostrou que estes materiais, na realidade, deixam passivos ambientais mais graves, representados por subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que escapam para o solo a partir da decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria pl\u00e1stica que os abriga. Greene testou diversos materiais pl\u00e1sticos em diferentes tipos de aterros e concluiu que, por outro lado, a op\u00e7\u00e3o por n\u00e3o-biodegrad\u00e1veis pode ser o an\u00fancio de um desastre nos pr\u00f3ximos anos. Confira a entrevista exclusiva ao AmbienteJ\u00c1.<br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 O Sr. pode falar sobre este projeto de acompanhamento da degrada\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de pl\u00e1sticos em diferentes ambientes que o Sr. desenvolveu na Universidade do Estado da Calif\u00f3rnia?<br \/>\n<strong>Joseph Greene<\/strong> \u2013 <em>Sou professor do curso de Engenharia Mec\u00e2nica na Calif\u00f3rnia State University, Chico. Por meio de uma demanda do Estado da Calif\u00f3rnia, na pesquisa, buscamos formas de novas maneiras de degrada\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos, como elas poderiam afetar a sociedade. E o melhor meio \u00e9 conseguir a remo\u00e7\u00e3o do composto. Assim, isto minimiza o efeito no solo, no ar e na \u00e1gua.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 O que o Sr. concluiu ao analisar diferentes tipos de pl\u00e1sticos?<br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013<em> Perguntamos e buscamos saber o que significa ser degrad\u00e1vel para diferentes tipos de pl\u00e1sticos. Quais as op\u00e7\u00f5es que o Estado da Calif\u00f3rnia tem, o que eles deveriam projetar e o que n\u00e3o deveriam projetar. O que deveria ser feito com o pl\u00e1stico ap\u00f3s o uso pelos consumidores, para onde deveria ir este material? Este \u00e9 o fato: verificar se ele polui, que problemas custa para agricultores, para o solo, ou para as cidades e suas \u00e1guas. Existem toxinas nesses pl\u00e1sticos? O que acontece se reciclarmos este material? Melhorar\u00edamos esses pl\u00e1sticos se recicl\u00e1ssemos os de polietileno com o desenvolvimento de t\u00e9cnicas? Causaria problema se o pl\u00e1stico reciclado assim com essas t\u00e9cnicas fosse utilizado por algu\u00e9m, acidentalmente? Foi isto que eu busquei esclarecer.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Qual a posi\u00e7\u00e3o da Calif\u00f3rnia sobre os pl\u00e1sticos oxibiodegrad\u00e1veis?<br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013 <em>A Calif\u00f3rnia quer que se ajude a entender o que significa ser biodegrad\u00e1vel, quais materiais s\u00e3o e quais n\u00e3o s\u00e3o biodegrad\u00e1veis. E os que podem causar mais problemas ambientais s\u00e3o os oxidegrad\u00e1veis e que se fragmentam mas n\u00e3o se biodegradam. Eles se fragmentam em pequenos peda\u00e7os, causando muito mais problemas para a disposi\u00e7\u00e3o e a coleta.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 H\u00e1 empresas vendendo a id\u00e9ia de que o oxidegrad\u00e1vel \u00e9 melhor que o pl\u00e1stico comum?<br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013 <em>Sim, existem. \u00c9 exatamente pior do que o polietileno regular. Porque o polietileno n\u00e3o se quebra\/rompe em aterros. Nada se desfragmenta em aterros: cenouras, jornais, tomates, alface, cachorro-quente. Tudo isso fica lacrado, selado.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 E que solu\u00e7\u00e3o existe para isto?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013 <em>Boa pergunta. Para ter um pl\u00e1stico verdadeiramente degrad\u00e1vel, que chamamos compost\u00e1vel, o que realmente significa ser realmente biodegrad\u00e1vel? H\u00e1 um estado de alerta em todo o mundo, e isto significa que temos que ter uma solu\u00e7\u00e3o em termos de gerenciamento de res\u00edduos&#8230; temos que ter um plano para conseguir isto. Para pl\u00e1sticos renov\u00e1veis, sim. Para pl\u00e1sticos compostos, o plano \u00e9 direcionar os compostos, n\u00e3o envi\u00e1-los para aterros. Os pl\u00e1sticos compostos v\u00e3o embora em seis meses, v\u00e3o-se completamente. O problema \u00e9 o oxidegrad\u00e1vel. Oxifragmentos n\u00e3o foram planejados para disposi\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea n\u00e3o pode envi\u00e1-los para composto, nem pode envi\u00e1-los para aterro.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Porque eles n\u00e3o podem ser recuperados&#8230;<br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013<em> Eles n\u00e3o podem desaparecer. Talvez pl\u00e1sticos regulares levem mil anos, talvez dez mil anos para desaparecer&#8230; o polietileno. Os oxidegrad\u00e1veis ficam em pequenos peda\u00e7os, e o p\u00fablico pensa em dez anos, mas eles ainda ser\u00e3o polietileno e persistir\u00e3o por mais mil anos. Eles s\u00e3o apenas pequenos peda\u00e7os de polietileno que, infelizmente, persistem.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 <\/strong>\u2013 Estes pl\u00e1sticos oxidegrad\u00e1veis cont\u00eam metais pesados?<br \/>\n<strong>Greene \u2013<\/strong> <em>Metais pesados est\u00e3o presentes est\u00e3o em pinturas e tintas, principalmente. Metais pesados n\u00e3o est\u00e3o nos polietilenos.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 \u2013<\/strong> Mas qual elemento ou subst\u00e2ncia leva \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o desses pl\u00e1sticos chamados oxidegrad\u00e1veis?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013 <em>Eles t\u00eam cobalto tamb\u00e9m. Eles possuem um tipo de composto de cobalto, e este \u00e9 um problema.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Como se gerencia a remo\u00e7\u00e3o deste cobalto?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013<em> \u00c9 muito caro para fazer esta recupera\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 poss\u00edvel remover o cobalto do solo.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Isto \u00e9 geralmente feito?<br \/>\n<strong>Grene<\/strong> \u2013<em> N\u00e3o. O que eles fazem com o polietileno \u00e9 aumentar a oxigena\u00e7\u00e3o e cortar o material em pequenos peda\u00e7os. Assim, eles pensam que desaparece, voc\u00ea pode ver e pensar que \u00e9 ambientalmente melhor, mas isto n\u00e3o \u00e9 verdade porque \u00e9 um pequeno problema agora. S\u00e3o pequenos peda\u00e7os que se v\u00e3o com o vento. Voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea, pois esses peda\u00e7os se espalham&#8230;<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 <\/strong>\u2013 Ent\u00e3o esta pretensa solu\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pior&#8230;<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene \u2013<\/strong><em> Exato. \u00c9 muito pior porque ingressa na cadeia alimentar. Porque, em pequenas por\u00e7\u00f5es, os animais podem ingerir esses pl\u00e1sticos. Peixes &#8230; e n\u00f3s comemos o peixe que ingeriu esses pl\u00e1sticos. Assim, pequenos organismos podem morrer disto, ou em pequenas cadeias alimentares, ou na cadeia alimentar mais ampla, o que \u00e9 muito pior.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Que planos tem o governo da Calif\u00f3rnia para lidar com o problema dos pl\u00e1sticos degrad\u00e1veis, oxi e biodegrad\u00e1veis?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013 <em>\u00c9 bastante confuso porque todos esses materiais s\u00e3o ofertados, mas eles deveriam ser dispostos em locais corretos, como em San Francisco. Eles incentivam os supermercados a banirem sacolas pl\u00e1sticas.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 <\/strong>\u2013 \u00c9 um ordenamento legal?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013<em> Sim, em San Fancisco \u00e9. Os supermercados n\u00e3o podem dar pequenas sacolas para o consumidor.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 E sobre problema dos pl\u00e1sticos oxidegrad\u00e1veis, que planos tem o governo?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013<em> Este tipo de material, no Estado da Calif\u00f3rnia, n\u00e3o \u00e9 permitido em pr\u00e9dios p\u00fablicos, escrit\u00f3rios, universidades, escolas. N\u00e3o podemos mais comprar mais estes materiais.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Quanto percentualmente representam estes pl\u00e1sticos em rela\u00e7\u00e3o ao total utilizado?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013<em> \u00c9 um pequeno percentual, muito pequeno. Voc\u00ea pode ver este tipo de pl\u00e1stico em sacolas. Mas em San Francisco voc\u00ea pode trazer sua sacola reutiliz\u00e1vel. Voc\u00ea pode armazenar, levar para casa&#8230;se voc\u00ea reutiliza a sacola, tudo bem.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Como as pessoas costumam se comportar com rela\u00e7\u00e3o ao uso da sacola recicl\u00e1vel? Elas realmente d\u00e3o aten\u00e7\u00e3o a isto?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013 <em>A maioria das pessoas quer fazer a coisa certa. Elas querem ajudar, especialmente na Calif\u00f3rnia. Elas querem ajudar o meio ambiente. Mas elas s\u00e3o confusas.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Quanto tempo leva para as pessoas mudarem sua mentalidade quanto ao uso de materiais mais adequados ambientalmente?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013<em> Eu ouvi dizer, mas n\u00e3o sei exatamente sobre este tipo de estudo. Mas em San Francisco, \u00e9 muito bem sucedido, as pessoas est\u00e3o usando sacolas de materiais compostos por sua conta, elas recolhem, coletam&#8230; porque San Francisco gera 70% dos res\u00edduos que costuma ir para aterros. Setenta por cento, agora, s\u00e3o recicl\u00e1veis ou enviados para compostagem. Desta forma, os consumidores est\u00e3o indo muito bem em San Francisco. Est\u00e1 na lei: na Calif\u00f3rnia, todas as ag\u00eancias governamentais, incluindo escolas, t\u00eam que ter no m\u00ednimo 50 por cento [de reciclagem].<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Existem penalidades para pessoas que n\u00e3o obedecem a esses par\u00e2metros?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013 <em>N\u00e3o, para pessoas n\u00e3o existem, mas para institui\u00e7\u00f5es. Ag\u00eancias governamentais e escolas e algumas companhias podem ser multadas se elas n\u00e3o apresentarem 50 por cento ou uma taxa maior de reciclagem ou compostagem de res\u00edduos.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 O Sr. acha que as companhias e institui\u00e7\u00f5es mudaram seu comportamento por causa das multas, apenas, ou este \u00e9 um comportamento natural delas, que mudou ao longo do tempo?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013 <em>Elas mudaram, sim. Porque h\u00e1 muitas pessoas tentando fazer o melhor pelo meio ambiente nos Estados Unidos. Elas querem ser mais verdes. Elas est\u00e3o tentando comover outros. E na Calif\u00f3rnia, \u00e9 muito acentuada a consci\u00eancia ambiental.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 \u2013<\/strong> Na sua pesquisa, o Sr. mostrou que \u00e9 muito dif\u00edcil gerenciar at\u00e9 mesmo pl\u00e1stico recicl\u00e1vel, porque este tipo de material permanece enterrado e n\u00e3o se degrada, sem oxig\u00eanio, em ambiente anaer\u00f3bico. Como resolver isto?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013 <em>No aterro, nada se degrada. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 ter menos aterros.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 A redu\u00e7\u00e3o dos aterros est\u00e1 acontecendo?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> <em>\u2013 J\u00e1 demos in\u00edcio \u00e0s redu\u00e7\u00f5es.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 <\/strong>\u2013 Se compararmos o volume que ia para aterro na Calif\u00f3rnia, h\u00e1 dez anos e hoje. Qual a percentagem de redu\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013<em> \u00c9 uma boa quest\u00e3o, eu n\u00e3o sei. \u00c9 um bom ponto&#8230; a redu\u00e7\u00e3o dos aterros. Mas posso dizer que houve uma boa redu\u00e7\u00e3o porque temos muitas comunidades praticando esta redu\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o tenho dados sobre isto.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 \u2013<\/strong> E se compararmos a Calif\u00f3rnia com outros estados norte-americanos. Como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene \u2013 <\/strong><em>H\u00e1 estados indo muito bem, como Calif\u00f3rnia, Nova Jersey. Mas h\u00e1 outros indo muito mal. Eles t\u00eam muito espa\u00e7o para fazer aterros, \u00e9 mais barato. Eles jogam os res\u00edduos, passam com um caminh\u00e3o por cima, ap\u00f3s pagarem uma taxa, que na Calif\u00f3rnia \u00e9 muito elevada. Mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o elevada em outros Estados, como, por exemplo, Kentucky, ou Utah. Em grandes estados, com poucas pessoas, podem jogar os res\u00edduos em qualquer parte, pois ningu\u00e9m vive ali, de qualquer forma&#8230; gastam, talvez, apenas trinta d\u00f3lares por tonelada de aterro.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 \u2013<\/strong> E qual o papel da ind\u00fastria do pl\u00e1stico na Calif\u00f3rnia? Como ela age?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong> \u2013<em> De fato, a Calif\u00f3rnia tem muitas f\u00e1bricas de sacolas pl\u00e1sticas. Mas n\u00e3o fabrica muita resina de pl\u00e1sticos. Por\u00e9m, na Calif\u00f3rnia, fazemos as sacolas, podemos compr\u00e1-las em shoppings. Eles est\u00e3o de fato trabalhando com organiza\u00e7\u00f5es da \u00e1rea de sacolas pl\u00e1sticas em Calif\u00f3rnia para ter produtos mais ambientalmente amig\u00e1veis. Existem planos para a certifica\u00e7\u00e3o. Os fabricantes de pl\u00e1sticos est\u00e3o sendo incentivados a ser mais recicladores, prover materiais mais recicl\u00e1veis, a usar materiais que sejam, por exemplo, 50% de polietileno e 50% de madeira. Eles juntam esses materiais. Eles tamb\u00e9m n\u00e3o usam qualquer tipo de metais nas tintas.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 Os pl\u00e1sticos n\u00e3o t\u00eam nenhum timbre?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013 <em>Nenhum. Mas h\u00e1 uma certifica\u00e7\u00e3o que funciona para n\u00f3s mesmos, Environmentally Preferred Rating (EPR), que assegura que se est\u00e1 usando material recicl\u00e1vel, que n\u00e3o est\u00e1 se usando metais&#8230;a EPR n\u00e3o \u00e9 uma ag\u00eancia governamental, \u00e9 uma ag\u00eancia comercial, \u00e9 uma empresa do setor pl\u00e1stico. Em vez de o governo nos dizer o que fazer, n\u00f3s nos organizamos e nos autopoliciamos.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 <\/strong>\u2013 E funciona bem?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene<\/strong><em> \u2013 Sim, tamb\u00e9m ajuda as companhias quanto aos seus par\u00e2metros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade do ar, qualidade da \u00e1gua, \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o de que as pessoas est\u00e3o descartando bem os produtos&#8230; que os seus res\u00edduos v\u00e3o para a reciclagem&#8230;<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1 <\/strong>\u2013 A sua pesquisa inclui t\u00e9cnicas de incinera\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013 <em>N\u00e3o, isto eu apenas leio em artigos.<\/em><br \/>\n<strong>AmbienteJ\u00c1<\/strong> \u2013 O Sr.. acredita que se possa adotar o aproveitamento energ\u00e9tico do pl\u00e1stico no Brasil?<br \/>\n<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Greene <\/strong>\u2013<em> Acho que faz sentido, para o polietileno, \u00e9 muito bom. \u00c9 de bom senso se voc\u00ea tem um clima adequado para isto, se se faz uma boa an\u00e1lise de qualidade para o polietileno, ao final de seu uso, ent\u00e3o voc\u00ea o recicla ou o disp\u00f5e. Faz sentido queim\u00e1-lo em um incinerador tecnologicamente adequado, de baixas emiss\u00f5es. Mas pl\u00e1sticos degrad\u00e1veis n\u00e3o deveriam ser reciclados, n\u00e3o deveriam ser queimados, deveriam ser colocados em compostos, para a melhoria dos solos.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cl\u00e1udia Viegas Pesquisador da Universidade do Estado da Calif\u00f3rnia, o Dr. Joseph Greene esteve semana passada falando a empres\u00e1rios e acad\u00eamicos ga\u00fachos sobre as confus\u00f5es existentes em torno da degradabilidade de pl\u00e1sticos. 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