{"id":11303,"date":"2012-01-24T13:38:57","date_gmt":"2012-01-24T16:38:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11303"},"modified":"2012-01-24T13:38:57","modified_gmt":"2012-01-24T16:38:57","slug":"forum-da-educacao-aborda-crise-capitalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/forum-da-educacao-aborda-crise-capitalista\/","title":{"rendered":"F\u00f3rum da educa\u00e7\u00e3o aborda crise capitalista"},"content":{"rendered":"<p>O Sal\u00e3o de Eventos da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul recebeu nesta ter\u00e7a-feira, 24, mais de 300 pessoas para a abertura do F\u00f3rum Mundial de Educa\u00e7\u00e3o (FME).<br \/>\nS\u00e9rgio Haddad, do movimento A\u00e7\u00e3o Educativa (Brasil), abriu a primeira mesa de debates, cujo eixo central tratou da crise capitalista, suas causas, impactos e consequ\u00eancias para o mundo da educa\u00e7\u00e3o. Haddad contextualizou a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do sistema capitalista e destacou a import\u00e2ncia de analisar com calma a crise e como os movimentos sociais que est\u00e3o em constante organiza\u00e7\u00e3o tem ocupado papel importante no processo de identifica\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es potenciais. Ele disse, ainda, que essa crise converge num momento muito particular e que seus reflexos ainda n\u00e3o chegaram aos pa\u00edses emergentes como o Brasil.<br \/>\nEntretanto, alguns sinais da crise j\u00e1 podem ser observados nesse cen\u00e1rio, como a onda de imigra\u00e7\u00e3o de haitianos para o Brasil que est\u00e1 se formando devido \u00e0 intensa redu\u00e7\u00e3o da qualidade de vida naquele pa\u00eds. \u201cSem servi\u00e7os p\u00fablicos adequados a dist\u00e2ncia de cada pa\u00eds \u00e9 maior a cada ano e as diferen\u00e7as entre os indiv\u00edduos tamb\u00e9m aumentam. A m\u00eddia internacional tem mostrado o aumento do n\u00famero de pobres e de milion\u00e1rios, o que cria um espa\u00e7o muito grande entre esses dois tipos de indiv\u00edduos\u201d.<br \/>\nHaddad criticou ainda o quanto o modelo capitalista tem criado uma crise de natureza conceitual onde o valor das pessoas se d\u00e1 pelo consumo e sua rela\u00e7\u00e3o com o mercado, que por sua vez produz bens para satisfazer cada vez mais essa falsa necessidade. \u201cO valor est\u00e1 naquilo que indiv\u00edduo tem, aquilo que ele usa, quanto ele tem no banco e n\u00e3o no que ele realmente \u00e9. Esse modelo est\u00e1 criando uma crise civilizat\u00f3ria\u201d, completa.<br \/>\nHaddad chamou a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m que o sistema capitalista \u00e9 insustent\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o ambiental, social e econ\u00f4mica por se pautar na separa\u00e7\u00e3o dos povos entre os pa\u00edses e entre indiv\u00edduos do mesmo pa\u00eds. Sobre o modelo de \u201cesverdear\u201d a economia, Haddad colocou que h\u00e1 um grande avan\u00e7o no movimento que \u00e9 v\u00e1lido, mas que a profundidade da crise exige que se pense em outro modelo com outros valores alternativos. \u201cA\u00e7\u00f5es individuais s\u00e3o importantes, mas as grandes corpora\u00e7\u00f5es devem assumir suas responsabilidades socioambientais. N\u00e3o podemos nos satisfazer apenas com uma roupagem ambiental\u201d.<br \/>\nN\u00e9lida Cespedes (CEAAL, Peru), iniciou sua participa\u00e7\u00e3o focando na preocupa\u00e7\u00e3o que os educadores devem ter para n\u00e3o formarem apenas consumidores. Ela refor\u00e7ou a ideia de que a crise civilizat\u00f3ria se expressa em todos os aspectos da vida, em todo o planeta e consequentemente ser\u00e1 tamb\u00e9m percebida na educa\u00e7\u00e3o. N\u00e9lida compartilhou experi\u00eancias com o p\u00fablico e questionou \u201cQue articula\u00e7\u00f5es estamos fazendo ou propondo no \u00e2mbito local ou nacional em termos de justi\u00e7a, democracia e justi\u00e7a ambiental?\u201d.<br \/>\nFinalizando a primeira mesa de debates a educadora das Filipinas Gigi Francisco, destacou que o modelo capitalista de educa\u00e7\u00e3o que \u00e9 baseado em ac\u00famulo financeiro e contratos sociais voltados para o consumo est\u00e1 se quebrando em diversos lugares do mundo. \u201cOutro modelo de educa\u00e7\u00e3o que valorize mais cursos com quest\u00f5es mais humanas seria uma forma mais produtiva de forma\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou Gigi Francisco.<br \/>\nAl\u00e9m dos representantes de movimentos ligados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de diversos estados brasileiros, participaram tamb\u00e9m educadores de Portugal, Peru, Chile, B\u00e9lgica, Espanha, It\u00e1lia, \u00c1frica, Haiti, Uruguai, Bol\u00edvia e Argentina. Sob a coordena\u00e7\u00e3o de Leslie Campaner de Toledo a primeira atividade do FME contou com a participa\u00e7\u00e3o de educadores ligados a atividades alternativas de educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO FME segue nesta quarta-feira, 25, com a mesa \u201cJusti\u00e7a ambiental: pr\u00e1ticas educativas para a constru\u00e7\u00e3o de um outro mundo poss\u00edvel\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_11306\" aria-describedby=\"caption-attachment-11306\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/IAT_3361.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11306\" title=\"IAT_3361\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/IAT_3361-150x100.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"100\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11306\" class=\"wp-caption-text\">na mesa (da esquerda para a direita), Leslie de Toledo, Sergio Haddad, Nelida Cespedes, Gigi Francisco. Em p\u00e9, S\u00edlvia Padilha, integrante do movimento estudantil chileno. <\/figcaption><\/figure><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Sal\u00e3o de Eventos da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul recebeu nesta ter\u00e7a-feira, 24, mais de 300 pessoas para a abertura do F\u00f3rum Mundial de Educa\u00e7\u00e3o (FME). 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