{"id":11354,"date":"2012-01-26T14:07:46","date_gmt":"2012-01-26T17:07:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11354"},"modified":"2012-01-26T14:07:46","modified_gmt":"2012-01-26T17:07:46","slug":"a-utopia-do-socialismo-resiste-atraves-da-economia-solidaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-utopia-do-socialismo-resiste-atraves-da-economia-solidaria\/","title":{"rendered":"A utopia do socialismo resiste atrav\u00e9s da Economia Solid\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Coerente ao principal lema do FST, Um novo mundo \u00e9 poss\u00edvel, a oficina proposta pelo F\u00f3rum Brasileiro de Economia Solid\u00e1ria (FBES), Educa\u00e7\u00e3o e cultura na constru\u00e7\u00e3o de uma economia solid\u00e1ria \u2013 realizada durante a tarde na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFRGS &#8211; atraiu cerca de 50 participantes provenientes de dez estados brasileiros. Trata-se, segundo os organizadores, de um n\u00famero surpreendente, e mostra a for\u00e7a do movimento na sua luta para coletar um milh\u00e3o e meio de assinaturas em todo o pa\u00eds para a cria\u00e7\u00e3o, via Congresso Nacional, da Lei da Economia Solid\u00e1ria.<br \/>\nDurante a oficina o ponto cr\u00edtico das discuss\u00f5es foi estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e cultura, pois, afinal, como se vive uma economia solid\u00e1ria? \u201cAutogest\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o, e troca de conhecimentos, tecnologia, saberes e experi\u00eancias entre os trabalhadores\u201d, explicou uma das organizadoras do evento, a cientista social Rosana Kirsh, da C\u00e1ritas Brasileira.<br \/>\nKirsh \u2013 que em 2007 apresentou uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Sociologia na Universidade de Bras\u00edlia intitulada Incuba\u00e7\u00e3o de empreendimentos da economia solid\u00e1ria e as implica\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es de reciprocidade \u2013 salienta que a estrat\u00e9gia do FBES \u00e9 \u201ca implanta\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista, via processo democr\u00e1tico, que tenha outros valores que n\u00e3o sejam o consumo desenfreado e a explora\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o destruindo o planeta\u201d.<br \/>\nPara tanto, segundo Kirsh, a t\u00e1tica est\u00e1 em fomentar pol\u00edticas p\u00fablicas que incrementem uma educa\u00e7\u00e3o e uma cultura que reforcem os valores coletivos, e a sustentabilidade na produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica: \u201cno Brasil a autogest\u00e3o \u00e9 um sistema forte. Os casos de empreendimentos vitoriosos \u2013 associa\u00e7\u00f5es e cooperativas, ou at\u00e9 mesmo empresas falidas que, uma vez assumidas pelos trabalhadores, se tornaram rent\u00e1veis \u2013 s\u00e3o in\u00fameros\u201d.<br \/>\nUm desses exemplos \u00e9 o singelo Grupo de beijuzeiras da Tapera Mel\u00e3o, de Irar\u00e1, Bahia, narrado pela professora Andrea Marques, formado por t\u00edpicas quitandeiras de uma comunidade quilombola que, organizadas, passaram a fornecer beijus para a merenda escolar. Esta a\u00e7\u00e3o ocorreu dentro de uma pol\u00edtica refor\u00e7ar a territorializa\u00e7\u00e3o cultural, agregando no card\u00e1pio alimentar pratos da culin\u00e1ria local. \u201cElas tamb\u00e9m souberam diversificar os beijus (panqueca de tapioca), oferecendo v\u00e1rias combina\u00e7\u00f5es de molhos e recheios, como o presunto, apreciad\u00edssimos pelos estudantes\u201d, salientou, com ar de gulosidade, a sorridente professora que, pela apar\u00eancia, parece ser boa de garfo.<br \/>\nTais coletivos, segundo a pedagoga matogrossense Marta Rodrigues, \u201cs\u00e3o um bom exemplo de uma harmoniosa cadeia produtiva, sem exploradores ou explorados, que come\u00e7a nos agricultores e termina nos estudantes, refor\u00e7ando a intera\u00e7\u00e3o entre educadores e educandos\u201d.<br \/>\nMarta Rodrigues \u00e9 uma cabocla forte, de coxas grossas, que, aos 36 anos, parece ter sa\u00eddo de um quadro de C\u00e2ndido Portinari. Origin\u00e1ria do MST, ela possui uma pequena propriedade rural no Mato Grosso, onde \u00e9 professora, e integra a Associa\u00e7\u00e3o dando \u00e0s m\u00e3os, que re\u00fane produtores rurais em prol da Economia Solid\u00e1ria. Orgulhosa, contou que, antes de vir para o FST, \u201cpegou na enxada e capinou bastante, deixando tudo bonitinho para a sua volta para casa, a escola, os filhos e o marido\u201d. Aqui, disse estar pronta para encontrar a presidente Dilma Rousseff: \u201ca nossa identidade \u00e9 a nossa for\u00e7a\u201d, sentenciou, esbanjando energia, Marta Rodrigues, uma moderna camponesa brasileira.<br \/>\n<em>Por Francisco Ribeiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coerente ao principal lema do FST, Um novo mundo \u00e9 poss\u00edvel, a oficina proposta pelo F\u00f3rum Brasileiro de Economia Solid\u00e1ria (FBES), Educa\u00e7\u00e3o e cultura na constru\u00e7\u00e3o de uma economia solid\u00e1ria \u2013 realizada durante a tarde na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFRGS &#8211; atraiu cerca de 50 participantes provenientes de dez estados brasileiros. 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