{"id":11495,"date":"2012-02-24T15:19:59","date_gmt":"2012-02-24T18:19:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11495"},"modified":"2012-02-24T15:19:59","modified_gmt":"2012-02-24T18:19:59","slug":"recantos-da-cidade-lami-uma-praia-para-os-porto-alegrenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/recantos-da-cidade-lami-uma-praia-para-os-porto-alegrenses\/","title":{"rendered":"Recantos da cidade: Lami, uma praia para os porto-alegrenses"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00007.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11496\" title=\"DSC00007\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00007-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a>A viagem at\u00e9 o bairro Lami \u00e9 longa, cerca de uma hora e trinta minutos, se feita de \u00f4nibus, linha 267, a partir da Borges de Medeiros, no Centro de Porto Alegre. Mas o trajeto \u00e9 bastante ilustrativo sobre a desordenada ocupa\u00e7\u00e3o de uma parte sul da cidade, especialmente o trecho que vai da Cavalhada a Restinga que, nos \u00faltimos 40 anos, deixou de ser uma zona semi-rural para transformar-se num aglomerado de pr\u00e9dios comerciais e condom\u00ednios habitacionais, destinados, principalmente, as classes populares e m\u00e9dias.<br \/>\nContudo, a partir da Restinga, a regi\u00e3o preserva as caracter\u00edsticas rurais, pr\u00e9-especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, com muitas ch\u00e1caras e fazendolas, at\u00e9 chegar ao Lami, com seu aspecto de vila e suas ruas transversais de terra, casinhas simples e p\u00e1tios arborizados, e que abriga uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de tr\u00eas mil pessoas.<br \/>\nA praia do Lami possui cerca de 1500 metros e pode ser divida em duas partes: do cal\u00e7ad\u00e3o, que vai da Rua Nova Olinda at\u00e9 a ponte; depois, numa extens\u00e3o de cerca de 600 metros, uma faixa de areia, onde fica a praia propriamente dita.<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00027.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-11497\" title=\"DSC00027\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00027-150x112.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"112\" \/><\/a><br \/>\nO primeiro trecho, bem a beira d\u2019\u00e1gua, guarda o seu aspecto primitivo de banhado e juncais. Essa linha de vegeta\u00e7\u00e3o natural \u00e9 precedida por uma longa faixa de grama e chor\u00f5es, transformada em \u00e1rea de lazer, equipada com sanit\u00e1rios, e muitas churrasqueiras utilizadas, principalmente, pela popula\u00e7\u00e3o de baixa renda oriunda de bairros pr\u00f3ximos, como a Restinga.<br \/>\nAl\u00e9m da praia \u2013 cuja an\u00e1lise da \u00e1gua, regularmente efetuada no laborat\u00f3rio do DMAE, indica ser pr\u00f3pria para banhos \u2013, outra atra\u00e7\u00e3o do Lami \u00e9 a sua reserva biol\u00f3gica de 169 hectares. Ela garante a preserva\u00e7\u00e3o da flora e de uma fauna constitu\u00edda por esp\u00e9cies como: jacar\u00e9s do papo amarelo, capivaras, bugios e, submersas, algumas lontras.<br \/>\nA faixa destinad<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00017.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-11498\" title=\"DSC00017\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00017-150x112.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"112\" \/><\/a>a aos banhistas, entretanto, deixa a desejar pelo lixo que se acumula na areia. Ele \u00e9 constitu\u00eddo por dejetos de banhistas relaxados que largam suas garrafas <em>pets<\/em> e restos de farofa e, tamb\u00e9m, por restos de oferendas aos deuses afros que religiosos colocam junto \u00e0 \u00e1gua. \u201cJ\u00e1 desenterrei muita galinha de despacho. Fora isto, impedimos que algumas pessoas\u00a0 lavem cavalos ou entrem com seus cachorros na \u00e1gua\u201d, diz o soldado Roberto Costa, h\u00e1 dois anos lotado como salva-vidas na praia do Lami e que, nesta temporada, realizou apenas dois salvamentos: \u201c\u00e9 muito tranquilo, nada comparado ao mar\u201d, salientou.<br \/>\nTamb\u00e9m o aposentado Alcides Martins \u2013 residente em Canoas e que junto com a mulher, J\u00falia, costuma freq\u00fcentar a praia \u2013 reclama da sujeira: \u201ca prefeitura deveria cuidar melhor da limpeza da faixa de areia, isso tornaria o lugar mais atraente\u201d. E acrescenta que, embora n\u00e3o deixe de tomar banho, n\u00e3o chega a sentir confian\u00e7a na qualidade da \u00e1gua: \u201co ch\u00e3o parece pegajoso\u201d.<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00020.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-11499\" title=\"DSC00020\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC00020-150x112.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"112\" \/><\/a><br \/>\nQuanto \u00e0 \u00faltima observa\u00e7\u00e3o de Martins, vale ressaltar que a maioria das pessoas, hoje, desconhece ou desaprendeu as caracter\u00edsticas do Gua\u00edba, e o primeiro contato pode causar estranhamento. O leito \u00e9 lodoso e isso deixa desconfiado quem n\u00e3o est\u00e1 acostumado com esse tipo de terreno, mas \u00e9 apenas barro. No mais, o fluxo constante em dire\u00e7\u00e3o a lagoa dos Patos deixa a \u00e1gua fresca, convidando a mergulhos e bra\u00e7adas, sob os olhares, numa cerca pr\u00f3xima, de bois e vacas.<br \/>\nA praia do Lami, nos finais de semana do ver\u00e3o, costuma receber, \u00e0s vezes, cerca de tr\u00eas mil pessoas. Embora a maioria prefira trazer o lanche de casa, h\u00e1 algumas biroscas no local oferecendo comidas e bebidas a valores n\u00e3o t\u00e3o salgados, pois a clientela \u00e9 humilde.<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC000301.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-11501\" title=\"DSC00030\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DSC000301-150x112.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"112\" \/><\/a><br \/>\nPor outro lado, quituteiras do bairro e adjac\u00eancias ajudam a manter especialidades culin\u00e1rias antigas, encarregando seus filhos de venderem, a pre\u00e7os m\u00f3dicos, fatias de bolos, past\u00e9is, picol\u00e9s caseiros, rapadurinhas, refrescos.<br \/>\nGuloseimas que podem ser saboreadas em redes armadas a sombra dos chor\u00f5es, com vista para o espelho d\u2019\u00e1gua e a ponta de Itapu\u00e3, numa atmosfera de piquenique que j\u00e1 foi comum a todas as praias do Gua\u00edba at\u00e9 os anos 1960, e que no Lami permanece. Afinal, como gostam de brincar alguns frequentadores: \u201ctrata-se de um pequeno para\u00edso frequentado por pobres\u2019. Ou seja, o Lami, enquanto espa\u00e7o, ao contr\u00e1rio de certas \u00e1reas degradadas da cidade, n\u00e3o precisa ser reinventado, apenas preservado, o que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 pouca coisa.<br \/>\nTexto e Fotos:\u00a0Francisco Ribeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A viagem at\u00e9 o bairro Lami \u00e9 longa, cerca de uma hora e trinta minutos, se feita de \u00f4nibus, linha 267, a partir da Borges de Medeiros, no Centro de Porto Alegre. 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