{"id":11640,"date":"2012-03-09T17:00:14","date_gmt":"2012-03-09T20:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11640"},"modified":"2012-03-09T17:00:14","modified_gmt":"2012-03-09T20:00:14","slug":"quebra-na-safra-de-soja-ja-chega-a-40","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/quebra-na-safra-de-soja-ja-chega-a-40\/","title":{"rendered":"Quebra na safra de soja j\u00e1 chega a 40%"},"content":{"rendered":"<p>O boletim da Emater distribu\u00eddo nesta sexta feira aponta o agravamento da situa\u00e7\u00e3o nas principais lavouras do Estado com a continuidade da forte estiagem.<br \/>\n\u201cAs chuvas irregulares ocorridas no Noroeste do Estado nos \u00faltimos per\u00edodos foram insuficientes\u201d, diz o relat\u00f3rio feito com base em levantamento realizado entre os dias 20 e 24 de fevereiro.<br \/>\nA estimativa da safra de soja caiu de 10,3 milh\u00f5es de toneladas projetadas inicialmente, para 7,1 milh\u00f5es, o que significa uma queda de 30,71%.\u00a0 At\u00e9 o momento, essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 39% menor que a obtida na supersafra do ano passado (11,7 milh\u00f5es t).<br \/>\n\u201cAtualmente, cerca de 77% da \u00e1rea cultivada com soja est\u00e3o em fase de forma\u00e7\u00e3o de vagem (enchimento de gr\u00e3os) e 10% em flora\u00e7\u00e3o. \u00c9 sobre essas lavouras que pesa a maior preocupa\u00e7\u00e3o com o clima\u201d.<br \/>\n\u201cAs chuvas irregulares e o forte calor provocaram altera\u00e7\u00f5es significativas na fisiologia das plantas, for\u00e7ando uma matura\u00e7\u00e3o prematura e irregular. O resultado tem sido a obten\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os com qualidade muito ruim, com altos percentuais de murchos, imaturos e de pequeno peso. Devido a pouca \u00e1rea colhida (2%), \u00e9 prov\u00e1vel que a produtividade m\u00e9dia reduza ainda mais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s expectativas iniciais\u201d.<br \/>\nFeij\u00e3o<br \/>\nA \u00e1rea cultivada com o feij\u00e3o 1\u00aa safra est\u00e1 praticamente toda colhida e a produ\u00e7\u00e3o esperada \u00e9 de 69.533 toneladas, ou -25,25% se comparadas com a safra passada (93.019 t). A produtividade passou de 1.111 kg\/ha para 1.012 kg\/ha, o que projeta uma produ\u00e7\u00e3o de 69.533 toneladas, ante as 81.639 toneladas estimadas inicialmente. \u201cEssa diferen\u00e7a poderia ser maior n\u00e3o fossem os bons rendimentos esperados na regi\u00e3o administrativa de Caxias do Sul (Serra e Campos de Cima da Serra), que det\u00e9m cerca de 20% da produ\u00e7\u00e3o e onde as expectativas atuais encontram-se bem acima do esperado inicialmente, em +52,6%\u201d, destaca o diretor t\u00e9cnico da Emater\/RS, Gerv\u00e1sio Paulus.<br \/>\nMilho<br \/>\nPara o milho, o levantamento da Emater\/RS-Ascar indica uma estabilidade na produtividade m\u00e9dia, variando apenas -1,16% durante o per\u00edodo, passando para 2.638 kg\/ha, diante dos 2.669 kg\/ha registrados 30 dias atr\u00e1s. Esses n\u00fameros projetam uma produ\u00e7\u00e3o de 3,05 milh\u00f5es de toneladas para esta safra, o que representa, at\u00e9 o momento, uma diferen\u00e7a de -42,58% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa inicial (5,3 milh\u00f5es t) e -47,27% comparando-a com a safra 2011 (5,78 milh\u00f5es t). Atualmente, 4% das lavouras de milho est\u00e3o em desenvolvimento vegetativo, 7% em flora\u00e7\u00e3o, 25% em enchimento de gr\u00e3os, 19% maduras e 45% j\u00e1 colhidas.<br \/>\nArroz<br \/>\nO arroz \u00e9 a cultura menos impactada devido \u00e0 irriga\u00e7\u00e3o, com a produtividade m\u00e9dia se mantendo praticamente est\u00e1vel, baixando de 6.861 kg\/ha para atuais 6.800 kg\/ha (-0,88%). Esse rendimento projeta uma produ\u00e7\u00e3o total de 7,46 milh\u00f5es de toneladas para esta safra, marcando uma diferen\u00e7a de -7,45% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expectativa inicial e -16,58% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, quando foram colhidos 8,94 milh\u00f5es de toneladas, segundo o IBGE. A colheita j\u00e1 chega a 13% das lavouras, com 33% em fase de matura\u00e7\u00e3o, podendo ser colhidas brevemente. Outros 38% se encontram em enchimento de gr\u00e3o e 16% em flora\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Feij\u00e3o 2\u00aa safra<\/strong> &#8211; Para a 2\u00aa safra do feij\u00e3o, a primeira estimativa de \u00e1rea \u00e9 de -4,84% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, quando foram semeados 21.901 ha, segundo o IBGE, projetando para este per\u00edodo uma \u00e1rea total de 20.840 ha. Essa diferen\u00e7a \u00e9 motivada pela dificuldade imposta pela defici\u00eancia h\u00eddrica que persiste em importantes regi\u00f5es produtoras do Centro-Norte do Estado. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, a proje\u00e7\u00e3o indica um total de 22.101 toneladas, o que significa uma redu\u00e7\u00e3o de 19,38% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o passada (27,4 mil t). No momento, cerca de 90% do projetado encontra-se semeados, com 60% em desenvolvimento vegetativo, 18% em flora\u00e7\u00e3o, 10% em enchimento de gr\u00e3os e 2% j\u00e1 maduros e por colher. O estado das lavouras pode ser considerado satisfat\u00f3rio, com algumas delas apresentando potencial produtivo acima dos 1.300 kg\/ha.<br \/>\nREBANHOS EM BOM ESTADO<br \/>\nDe maneira geral e apesar da estiagem, o gado est\u00e1 em bom estado sanit\u00e1rio e corporal. Todavia, as repercuss\u00f5es negativas das condi\u00e7\u00f5es adversas enfrentadas pelos rebanhos poder\u00e3o se dar na produ\u00e7\u00e3o menor de terneiros no futuro, levando em conta que a \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o tenha ocorrido sob forte estiagem, o que influencia de forma negativa na ocorr\u00eancia de cio das f\u00eameas postas em cria. Nesse sentido, na maioria das propriedades, o per\u00edodo de monta j\u00e1 se encontra finalizado, com os criadores se preocupando, a partir de agora, em iniciar o preparo para a semeadura das pastagens de inverno.<br \/>\nPara o rebanho leiteiro, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 similar, com a produ\u00e7\u00e3o retomando o patamar considerado normal para esta \u00e9poca do ano. Entretanto, em algumas \u00e1reas do Noroeste do Estado (Miss\u00f5es e Fronteira Noroeste), a disponibilidade de \u00e1gua para dessedenta\u00e7\u00e3o dos animais tamb\u00e9m \u00e9 escassa e de p\u00e9ssima qualidade e, em diversas propriedades, as prefeituras ainda est\u00e3o levando \u00e1gua com caminh\u00f5es-pipa.<br \/>\nAl\u00e9m da queda na produtividade, as altas temperaturas dos \u00faltimos dias causaram perda de peso e problemas metab\u00f3licos nas vacas, o que poder\u00e1 causar problemas futuros no desempenho reprodutivo.<br \/>\nOnde as chuvas foram um pouco mais abundantes, os agricultores tratam de iniciar a semeadura de pastagens anuais de inverno (aveia e azev\u00e9m). Por ora, a alimenta\u00e7\u00e3o do rebanho vem sendo garantida com uso de silagem, feno e ra\u00e7\u00f5es, o que eleva o custo de produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nInforma\u00e7\u00f5es Assessoria de Imprensa da Presid\u00eancia da Emater\/RS-Ascar<br \/>\nJornalista Adriane Bertoglio Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O boletim da Emater distribu\u00eddo nesta sexta feira aponta o agravamento da situa\u00e7\u00e3o nas principais lavouras do Estado com a continuidade da forte estiagem. \u201cAs chuvas irregulares ocorridas no Noroeste do Estado nos \u00faltimos per\u00edodos foram insuficientes\u201d, diz o relat\u00f3rio feito com base em levantamento realizado entre os dias 20 e 24 de fevereiro. 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