{"id":11765,"date":"2012-03-15T13:29:24","date_gmt":"2012-03-15T16:29:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11765"},"modified":"2012-03-15T13:29:24","modified_gmt":"2012-03-15T16:29:24","slug":"o-despertar-da-fronteira-dos-ventos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-despertar-da-fronteira-dos-ventos\/","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o E\u00f3lica (41) &#8211; O despertar da Fronteira dos Ventos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Por Cleber Dioni Tentardini | Fotos Antonio Henriqson<\/span><br \/>\nCom a inaugura\u00e7\u00e3o neste m\u00eas de mar\u00e7o da Usina E\u00f3lica Cerro Chato, Santana do Livramento, na fronteira-oeste ga\u00facha, vislumbra uma oportunidade \u00fanica, ap\u00f3s d\u00e9cadas de estagna\u00e7\u00e3o, para recuperar sua economia de forma sustent\u00e1vel. Em alguns anos, pode se tornar o maior p\u00f3lo e\u00f3lico da Am\u00e9rica Latina.<br \/>\nSantana do Livramento, na divisa com Uruguai, em uma d\u00e9cada pode se tornar o maior p\u00f3lo e\u00f3lico da Am\u00e9rica Latina. Pelo menos uma d\u00fazia de parques para gera\u00e7\u00e3o desse tipo de energia renov\u00e1vel est\u00e1 projetada para o munic\u00edpio, que passar\u00e1 a ser conhecido como a Fronteira dos Ventos.<br \/>\nOs projetos formatados at\u00e9 agora para Livramento, de pequeno, m\u00e9dio e grande portes, somam mais de 950 megawatts (MW). Representam quase a metade de todo potencial e\u00f3lico do Estado, que gira em torno de 2 mil MW. \u00c0 frente dos investimentos, que ultrapassam os tr\u00eas bilh\u00f5es de reais, est\u00e3o empresas p\u00fablicas e privadas.<br \/>\nTr\u00eas parques j\u00e1 est\u00e3o fornecendo energia \u00e0 rede el\u00e9trica nacional. Eles integram a primeira fase do Complexo E\u00f3lico Cerro Chato, um projeto da Eletrosul Centrais El\u00e9tricas, que foi inclu\u00eddo na segunda fase do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento \u2013 PAC 2, do governo federal.<br \/>\nA inaugura\u00e7\u00e3o das primeiras usinas, em mar\u00e7o, contar\u00e1 com a presen\u00e7a da presidenta da Rep\u00fablica, Dilma Rousseff, que se empenhou no fortalecimento do setor e\u00f3lico enquanto era ministra de Minas e Energia no governo Lula.<br \/>\nO empreendimento simboliza um marco hist\u00f3rico n\u00e3o s\u00f3 para a empresa respons\u00e1vel por sua implanta\u00e7\u00e3o e gerenciamento, a estatal, subsidi\u00e1ria do Sistema Eletrobras, como para o munic\u00edpio sede, que deslumbra uma oportunidade \u00fanica, ap\u00f3s d\u00e9cadas de estagna\u00e7\u00e3o, para recuperar sua economia de forma sustent\u00e1vel e melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO prefeito de Livramento, Wainer Machado, espera duplicar a arrecada\u00e7\u00e3o municipal at\u00e9 2014 somente com as primeiras usinas da Eletrosul. \u201cVamos aumentar o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os \u2013 ICMS, por conta da primeira usina, em torno de 40% a 50% do valor. \u201cSe hoje \u00e9 R$ 25 milh\u00f5es, acreditamos que vai aumentar R$ 12 milh\u00f5es a partir de 2013\u201d, comemora Machado. Os cinco parques da Eletrosul aprovados no \u00faltimo leil\u00e3o, projetados para gerar mais 78 MW a partir de 2014, ir\u00e3o render mais R$ 15 milh\u00f5es\/ano aos cofres do munic\u00edpio.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-14307\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/E\u00f3licaCerroChato02-AntonioHenriqson1.jpg\" alt=\"E\u00f3licaCerroChato02-AntonioHenriqson\" width=\"454\" height=\"676\" \/><br \/>\n<span class=\"intertit\">Um p\u00f3lo e\u00f3lico no Pampa <\/span><br \/>\nA Usina E\u00f3lica Cerro Chato, de 90 MW, capazes de abastecer tr\u00eas vezes o munic\u00edpio de Livramento, cerca de 240 mil habitantes, entra para a hist\u00f3ria da Eletrosul, assim como a cidade, pois \u00e9 com ela que a estatal voltou \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia, treze anos ap\u00f3s a privatiza\u00e7\u00e3o. A empresa det\u00e9m 90% dos quase R$ 500 milh\u00f5es investidos no complexo. Os 10% restantes s\u00e3o da Wobben Windpower, subsidi\u00e1ria do grupo alem\u00e3o Enercon GmbH, fabricante de aerogeradores.<br \/>\nA amplia\u00e7\u00e3o do Cerro Chato j\u00e1 come\u00e7ou, com a constru\u00e7\u00e3o de mais 39 aerogeradores para produzir 78 megawatts. A terceira fase do complexo e\u00f3lico, que compreende mais quatro parques com 34 torres no total e capacidade instalada de 68MW, pode ser definido no leil\u00e3o de energia agendado pelo governo federal no dia 22 deste m\u00eas.<br \/>\n<strong>Santa Rufina<\/strong> &#8211; Outro empreendimento previsto para a mesma regi\u00e3o \u00e9 a Central Geradora E\u00f3lica Santa Rufina, de 60MW, com investimento previsto de 40 milh\u00f5es de d\u00f3lares da Zeta Energia, empresa do Grupo Ecopart. A propriedade est\u00e1 dentro da APA do Ibirapuit\u00e3, \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental mantida pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<br \/>\n<strong>Cerros Verdes<\/strong> &#8211; Para a regi\u00e3o dos Cerros Verdes, o grupo espanhol Fortuny tem projetos e\u00f3licos que somam 180 MW, com investimentos em torno de R$ 750 milh\u00f5es. H\u00e1 um entrave ambiental que pode provocar mudan\u00e7as no projeto: a falta de autoriza\u00e7\u00e3o do ICMBio, \u00f3rg\u00e3o gestor da APA do Ibirapuit\u00e3.<br \/>\n<strong>Coxilha Negra &#8211;<\/strong>A Eletrosul possui projetos que est\u00e3o sendo desenvolvidos na Coxilha Negra, na linha divis\u00f3ria com o Uruguai. Estima-se uma pot\u00eancia energ\u00e9tica que pode chegar a 550 MW em uma \u00e1rea de 20 mil hectares. O investimento ultrapassa R$ 1,5 bilh\u00e3o. Existe a possibilidade de interliga\u00e7\u00e3o com o pa\u00eds vizinho.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Menos gases efeito estufa<\/span><br \/>\nAt\u00e9 2010, o Brasil tinha 18 usinas e\u00f3licas em opera\u00e7\u00e3o. Com isso, eram gerados 1 milh\u00e3o de MWh\/ano \u2013 o equivalente ao consumo m\u00e9dio de 4 milh\u00f5es de pessoas \u2013 que contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 600 mil toneladas de emiss\u00e3o de CO<sub>2<\/sub> por ano, um dos gases causadores do efeito estufa. A partir de 2012, com a estimativa de aumentar para 40 usinas e\u00f3licas no pa\u00eds, os n\u00fameros dobrar\u00e3o, sendo gerados 2 milh\u00f5es de MWh\/ano, o que representa o consumo m\u00e9dio de 8 milh\u00f5es de pessoas e a redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 1,2 milh\u00e3o de toneladas de emiss\u00e3o de CO<sub>2<\/sub> por ano.<br \/>\nNo Rio Grane do Sul, os primeiros 150MW produzidos pelos Parques E\u00f3licos de Os\u00f3rio evitaram a emiss\u00e3o anual de aproximadamente 148 mil toneladas de di\u00f3xido de carbono na atmosfera. Mas os benef\u00edcios ambientais n\u00e3o se restringem aos efeitos clim\u00e1ticos.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Nova energia para Livramento<\/span><br \/>\nMunic\u00edpio de porte m\u00e9dio, com o segundo maior territ\u00f3rio do Estado, numa \u00e1rea com6,9 mil km\u00b2, atr\u00e1s apenas de Alegrete. Popula\u00e7\u00e3o chegando aos 85 mil habitantes. Pr\u00e9dios abandonados no centro de Santana do Livramento denunciam que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a cidade amargou muitas perdas, das ind\u00fastrias \u00e0 m\u00e3o de obra qualificada. Muitos jovens foram embora. O \u00faltimo Censo do IBGE registrou 20 mil habitantes a menos. Falta gente at\u00e9 para trabalhar no campo.<br \/>\nEspera-se, agora, uma mudan\u00e7a no cen\u00e1rio. Os parques e\u00f3licos viraram s\u00edmbolos da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da regi\u00e3o, com benef\u00edcios ambientais e sociais. A E\u00f3lica Cerro Chato se responsabilizou pelo Programa de Controle do Capim-annoni e vai plantar 2,6 mil mudas de \u00e1rvores na cidade, dentre outras a\u00e7\u00f5es. Os propriet\u00e1rios rurais foram beneficiados principalmente com a constru\u00e7\u00e3o de estradas e a\u00e7udes, sem mencionar os royalties da energia produzida.<br \/>\nMuitos que trabalharam no canteiro de obras da usina e\u00f3lica receberam cursos de capacita\u00e7\u00e3o e esperam ser contratados para os pr\u00f3ximos parques. Outros adquiriram experi\u00eancia, aprenderam novas profiss\u00f5es e melhoraram a renda da fam\u00edlia. O motorista Denizart Silveira acompanhou diariamente os oper\u00e1rios do in\u00edcio ao fim das obras. Era ele quem transportava o pessoal para a Campanha. Eram doze homens no in\u00edcio, entre serventes, pedreiros, carpinteiros.<br \/>\nA cada semana chegavam mais dez trabalhadores. \u201cPegamos o pior do inverno, quatro graus negativos, mas duvido quem n\u00e3o gostaria de voltar pra l\u00e1, porque pagavam bem, horas extras, e muitos tiveram oportunidade de crescer\u201d, lembra. Silveira viu servente promovido a chefe do almoxarifado, motoristas de caminh\u00e3o virarem operadores de m\u00e1quinas gigantes, passando a ganhar quatro mil reais por m\u00eas.<br \/>\n\u201cConhe\u00e7o pai e filho que foram trabalhar em linhas de transmiss\u00e3o em S\u00e3o Paulo, funcion\u00e1rios com carteira assinada, e um mec\u00e2nico, dono de borracharia, que lucrou muito fazendo o socorro de todos l\u00e1 fora, a qualquer hora do dia ou da noite\u201d, conta.<br \/>\nO sentimento geral dos santanenses \u00e9 de que as oportunidades de trabalho ainda t\u00eam de melhorar, mas as expectativas mudaram. E n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 nos cerros que os ventos t\u00eam soprado a favor. Na esteira do desenvolvimento, a cidade natal do folclorista Paix\u00e3o C\u00f4rtes v\u00ea ampliar de forma significativa os cursos t\u00e9cnicos e universit\u00e1rios gratuitos, da Unipampa, Uergs, UFPel, UFSM e da Escola T\u00e9cnica Federal.<br \/>\n<strong><em>Free shops<\/em><\/strong><strong> brasileiros<\/strong>\u00a0\u2014 H\u00e1 muita expectativa em torno da instala\u00e7\u00e3o de <em>free shops<\/em> brasileiros nas cidades fronteiri\u00e7as &#8211; projeto de Lei 6316\/2009, de autoria do deputado Marco Maia (PT\/RS). Seria uma forma de reagir \u00e0 explos\u00e3o desse tipo de zona de livre com\u00e9rcio do outro lado da fronteira \u2013 somente em Rivera, beneficiado pelo valor baixo do d\u00f3lar, essas lojas de produtos importados comercializam por ano cerca de 600 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<br \/>\nPara o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial e Industrial de Livramento (ACIL), S\u00e9rgio Oliveira, a posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do munic\u00edpioencarece muito a log\u00edstica e a mat\u00e9ria-prima. \u201cOs munic\u00edpios distantes t\u00eam de oferecer incentivos tribut\u00e1rios para as empresas vir se instalar aqui\u201d, defende o empres\u00e1rio.<br \/>\n<strong>Mais hot\u00e9is\u00a0<\/strong>\u2014 A rede de hospedagem tem se expandido tanto na zona urbana como na rural para atender a demanda. O Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade (Sethl), registra 22 hot\u00e9is e pousadas na cidade. \u201cAt\u00e9 pode haver mais, mas alguns estabelecimentos abrem e fecham muito r\u00e1pido\u201d, afirma a presidente da entidade, Edila Goulart.<br \/>\nUma boa op\u00e7\u00e3o s\u00e3o as pousadas nas est\u00e2ncias, onde s\u00e3o oferecidas atividades de lazer, comidas t\u00edpicas e a tranquilidade da Campanha.<br \/>\nNa cidade, o m\u00e9dico e empres\u00e1rio Mozart Hillal \u00e9 um dos que mais investem no segmento. \u201cA infraestrutura da cidade tende a melhorar a partir de agora, porque a prefeitura vai dobrar sua receita com os <em>royalties<\/em> da energia e\u00f3lica\u201d, destaca Hillal, que ocupa a presid\u00eancia da C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a vice-presid\u00eancia do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas).<br \/>\n<strong>Alugu\u00e9is caros\u00a0<\/strong>\u2014 A amplia\u00e7\u00e3o dos cursos e a ades\u00e3o das universidades locais aos exames nacionais ENEM e ProUni levaram ao munic\u00edpio muitos alunos e professores de outras cidades ga\u00fachas e estados. Soma-se a isso chegada de funcion\u00e1rios das empresas que prestam servi\u00e7os nos parques e\u00f3licos e a falta de investimentos na constru\u00e7\u00e3o civil. Resultado: disputa acirrada para locar im\u00f3veis com pre\u00e7os exorbitantes. Apartamento de um dormit\u00f3rio chega a R$ 700.<br \/>\nConforme o delegado do Sindim\u00f3veis\/RS, Carlos Simas, Livramento come\u00e7a a recuperar sua economia agora, com a vinda de algumas ind\u00fastrias, mas o processo de qualifica\u00e7\u00e3o da infraestrutura da cidade \u00e9 lento. \u201cNosso mercado da constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 estagnado h\u00e1 muito tempo\u201d, explica Simas.<br \/>\n<strong>Potencial tur\u00edstico\u00a0<\/strong>\u2014 O potencial tur\u00edstico de Livramento, hoje, \u00e9 proporcionalmente inversa aos investimentos nesse setor, que s\u00e3o muito baixos. De olho nas novas perspectivas, as guias tur\u00edsticas Vera Reis e Viviane \u00c1vila voltaram para a cidade natal e reativaram a sociedade na Corticeira&#8217;s Guia de Turismo, e j\u00e1 lan\u00e7aram dois novos roteiros: A Rota Internacional do Vinho e a Rota dos Ventos. A luta \u00e9 di\u00e1ria para que a cidade deixe de ser apenas dormit\u00f3rio para o turismo de compras. \u201cOferecemos alternativas de lazer \u00e0s pessoas que vem em busca dos <em>free shops<\/em>, e tentamos direcion\u00e1-los para que conhe\u00e7am mais nossa Fronteira\u201d, explica Viviane. \u201cA gente tem que alavancar nossas potencialidades para o caso de algum dia esse cen\u00e1rio comercial mudar\u201d, completa Vera.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cleber Dioni Tentardini | Fotos Antonio Henriqson Com a inaugura\u00e7\u00e3o neste m\u00eas de mar\u00e7o da Usina E\u00f3lica Cerro Chato, Santana do Livramento, na fronteira-oeste ga\u00facha, vislumbra uma oportunidade \u00fanica, ap\u00f3s d\u00e9cadas de estagna\u00e7\u00e3o, para recuperar sua economia de forma sustent\u00e1vel. Em alguns anos, pode se tornar o maior p\u00f3lo e\u00f3lico da Am\u00e9rica Latina. 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