{"id":11843,"date":"2012-03-19T15:46:55","date_gmt":"2012-03-19T18:46:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11843"},"modified":"2012-03-19T15:46:55","modified_gmt":"2012-03-19T18:46:55","slug":"curtas-de-agnes-varda-nas-escadarias-do-viaduto-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/curtas-de-agnes-varda-nas-escadarias-do-viaduto-2\/","title":{"rendered":"Curtas de Agnes Varda nas escadarias do viaduto"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/agnes-varda-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-11705\" title=\"agnes varda 2\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/agnes-varda-2-150x108.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"108\" \/><\/a><br \/>\nNesta ter\u00e7a-feira, 20\/03, \u00e0s 19h, nas escadarias do Viaduto Ot\u00e1vio Rocha, junto ao bar Tutti Giorni, uma rara e gratuita oportunidade para assistir sete curtas metragens da cineasta belga, e grande feminista, Agnes Varda.<br \/>\nNo programa, filmes como: <em>Os amantes da ponte Mac Donald<\/em>, de 1961; <em>Voc\u00ea tem belas escadarias, sabia?<\/em> De 1986; e <em>O le\u00e3o vol\u00e1til<\/em>, de 2003. Realizados em diferentes \u00e9pocas, eles permitem tra\u00e7ar o percurso evolutivo-criativo desta artista cujo curr\u00edculo cinematogr\u00e1fico soma \u2013 entre longas de fic\u00e7\u00e3o, document\u00e1rios, curtas \u2013 mais de 40 filmes.<br \/>\nVarda, enquanto diretora, \u00e9 a maior express\u00e3o feminina da <em>Nouvelle Vague<\/em>, sendo vi\u00fava do cineasta Jacques Demy, outro grande expoente do movimento cinematogr\u00e1fico franc\u00eas de grande repercuss\u00e3o mundial nos anos 1960. Desse per\u00edodo, <em>Cl\u00e9o, das 5 a 7<\/em>, de 1962, \u00e9 seu filme mais emblem\u00e1tico enquanto experimenta\u00e7\u00e3o narrativa.<br \/>\nA consagra\u00e7\u00e3o veio em 1985, com a bela e melanc\u00f3lica pel\u00edcula <em>Sem teto nem lei<\/em>, ganhadora do Le\u00e3o de ouro no Festival de Veneza.<br \/>\nNascida em Bruxelas em 1928, a octogen\u00e1ria diretora vive o momento das homenagens: Legi\u00e3o de Honra da Fran\u00e7a, doutor <em>Honoris Causa<\/em> da Universidade de Li\u00e8ge, pr\u00eamios pelo conjunto da obra, etc.<br \/>\nMas, como o seu colega portugu\u00eas, o centen\u00e1rio Manoel da Oliveira, recusa a merecida aposentaria. Prova disso s\u00e3o suas duas \u00faltimas realiza\u00e7\u00f5es: <em>As praias de Agn\u00e8s<\/em>, document\u00e1rio autobiogr\u00e1fico, de 2008; e <em>Agn\u00e8s de ci de l\u00e0 Varda<\/em> (<em>Agn\u00e8s aqui e acol\u00e1 Varda<\/em>), document\u00e1rio dividido em cinco epis\u00f3dios para a televis\u00e3o francesa, in\u00e9dito no Brasil, no qual atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de cr\u00f4nicas se acompanha um determinado percurso da cineasta pela Europa e Am\u00e9rica entre 2008 e 2011.<br \/>\nPortanto, trata-se de uma velhinha incans\u00e1vel e muito corajosa, como provou, em 1971, ao assinar o hist\u00f3rico <em>Manifesto 343<\/em>, cujo n\u00famero corresponde ao de mulheres que declararam ter feito aborto. O documento, encabe\u00e7ado por Simone de Beauvoir, era uma reivindica\u00e7\u00e3o ao direito feminino de interromper a gravidez, e que foi legalmente obtido em1974-1975.<br \/>\nPor Francisco Ribeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta ter\u00e7a-feira, 20\/03, \u00e0s 19h, nas escadarias do Viaduto Ot\u00e1vio Rocha, junto ao bar Tutti Giorni, uma rara e gratuita oportunidade para assistir sete curtas metragens da cineasta belga, e grande feminista, Agnes Varda. No programa, filmes como: Os amantes da ponte Mac Donald, de 1961; Voc\u00ea tem belas escadarias, sabia? 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