{"id":11888,"date":"2012-03-27T12:05:54","date_gmt":"2012-03-27T15:05:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11888"},"modified":"2012-03-27T12:05:54","modified_gmt":"2012-03-27T15:05:54","slug":"porto-alegre-ano-a-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/porto-alegre-ano-a-ano\/","title":{"rendered":"Porto Alegre ano a ano"},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_11894\" aria-describedby=\"caption-attachment-11894\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/DSC00067.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11894\" title=\"DSC00067\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/DSC00067-150x107.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"107\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11894\" class=\"wp-caption-text\">Historiador S\u00e9rgio da Costa Franco.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO historiador e escritor S\u00e9rgio da Costa Franco lan\u00e7a \u2013 nesta quarta-feira (28\/03), no Centro Cultural Erico Verissimo \u2013 o livro <em>Porto Alegre ano a ano 1732-1950<\/em> pela editora Suliane Letra e Vida.<br \/>\nA obra \u2013 cerca de 320 p\u00e1ginas, com muitas ilustra\u00e7\u00f5es, fotos e folhas de rosto de jornais antigos \u2013 \u00e9 o sexto trabalho individual do escritor sobre a capital ga\u00facha, com uma abordagem mais jornal\u00edstica do que hist\u00f3rica, destinada, principalmente, a servir como guia de consultas sobre importantes efem\u00e9rides e fatos pitorescos dos s\u00e9culos XVIII, XIX, e XX.<br \/>\nO livro, certamente, tamb\u00e9m agu\u00e7ara a velha pol\u00eamica sobre a data de funda\u00e7\u00e3o de Porto Alegre: 1732, quando se estabelecem alguns estancieiros &#8211; como Jer\u00f4nimo de Ornelas? Ou 1752, quando chegam os primeiros casais de a\u00e7orianos? Ou 1772, data oficial, quando foi desmembrada de Viam\u00e3o?<br \/>\nNatural de Jaguar\u00e3o e apaixonado por Porto Alegre, onde construiu vida e carreira profissional, Costa Franco ajudou a derrubar certas lendas, como a da \u201cmuralha\u201d que cercava a cidade e que, segundo ele, \u201cn\u00e3o passava de uma fossa cheia de maric\u00e1s e seus espinhos\u201d.<br \/>\nEm <em>Porto Alegre ano a ano 1732-1950<\/em>, que consumiu dois anos de pesquisa, Costa Franco prendeu-se a hist\u00f3ria factual, consultando velhas atas da C\u00e2mara Municipal e da Assembleia, relat\u00f3rios oficiais, jornais e revistas: \u201c\u00e9 jornal<br \/>\nismo puro, nada de interpreta\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es como fazem os acad\u00eamicos historiadores. Trata-se, grosso modo, de um almanaque, um guia para diferentes tipos de pesquisadores ou curiosos\u201d, explica o escritor.<br \/>\n<figure id=\"attachment_11896\" aria-describedby=\"caption-attachment-11896\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Scanf.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11896 \" title=\"Scanf\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Scanf-150x97.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"97\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11896\" class=\"wp-caption-text\">Os a\u00e7orianos enfentaram doen\u00e7as e falta de comida no longa viagem at\u00e9 o sul do continente.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nPara ele \u2013 apesar da ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o por estancieiros, em 1732, ou 20 anos depois, por casais de a\u00e7orianos que, originalmente, dirigiam-se as Miss\u00f5es \u2013 a data de 1772, como funda\u00e7\u00e3o oficial da cidade, \u00e9 mais significativa por raz\u00f5es, n\u00e3o de in\u00edcio de povoamento, mas de autonomia em rela\u00e7\u00e3o a Viam\u00e3o, primeira capital da Prov\u00edncia de S\u00e3o Pedro do Rio Grande do Sul: \u201c\u00e9 a partir de 1772 que as coisas realmente se organizam, que a aldeia de pescadores passa a ganhar contornos de burgo cuja denomina\u00e7\u00e3o evoluir\u00e1 de Porto do Dorneles para S\u00e3o Francisco do Porto dos Casais e, em 1773, para Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre\u201d.<br \/>\nAssim, sem fazer concess\u00f5es ao ficcional e ao lend\u00e1rio, como consta na apresenta\u00e7\u00e3o do livro, trata-se, <em>Porto Alegre ano a ano 1732-1950<\/em>, de uma cronologia hist\u00f3rica, na qual est\u00e3o registrados epis\u00f3dios da vida pol\u00edtica, administrativa, econ\u00f4mica, cultural e esportiva da cidade. Vejamos alguns t\u00f3picos.<br \/>\n<strong>1732, os primeiros estancieiros<\/strong><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/sesmaria.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11897\" title=\"sesmaria\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/sesmaria-150x221.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"221\" \/><\/a><\/strong><em><strong><strong>Mapa das tr\u00eas sesmarias que formariam a cidade de Porto Alegre. O  n\u00facleo do vilarejo estava nas terras de Jer\u00f4nimo de Ornellas, que tinhas  limites no rio Gravata\u00ed at\u00e9 o arroio Jacarai (Dil\u00favio).<\/strong><\/strong><\/em><br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n\u201cAlguns anos depois da expedi\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Magalh\u00e3es e seus 30 lagunistas, que em novembro de 1725 vieram ao Rio Grande num reconhecimento de car\u00e1ter militar e afirma\u00e7\u00e3o de posse, come\u00e7aram a estabelecer-se invernadas e est\u00e2ncias nos campos de Viam\u00e3o, inclusive no que \u00e9 hoje o munic\u00edpio de Porto Alegre. Pela mesma \u00e9poca, estabeleceram-se com invernadas e fazendas de cria\u00e7\u00e3o, Jer\u00f4nimo de Ornelas Menezes Vasconcelos, natural da ilha da Madeira, que estagiara por algum tempo em Minas Gerais e em Guaratinguet\u00e1-SP, mais Sebasti\u00e3o Francisco Chaves e Dion\u00edsio Rodrigues Mendes, ambos procedentes de Laguna SC\u201d.<br \/>\n<strong>1752, chegada de paulistas e a\u00e7orianos<\/strong><br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n<figure id=\"attachment_11898\" aria-describedby=\"caption-attachment-11898\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/choupana.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11898\" title=\"choupana\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/choupana-150x92.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"92\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11898\" class=\"wp-caption-text\">Esperando a viagem que nunca seria feita, os colonos cosntru\u00edram moradias de barro e capim onde hoje \u00e9 a Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cA 19 de novembro desse ano, chegaram ao local ent\u00e3o chamado de \u201cPorto de Viam\u00e3o\u201d, \u00e0s margens do Lago Gua\u00edba e em terras de Jer\u00f4nimo de Ornelas, 60 paulistas enviados pelo Coronel Crist\u00f3v\u00e3o Pereira de Abreu, devidamente armados e municiados, e com as indispens\u00e1veis ferramentas de trabalho, para preparar a migra\u00e7\u00e3o de casais a\u00e7orianos, que deveriam estabelecer-se no territ\u00f3rio dos 7 Povos das Miss\u00f5es\u201d.<br \/>\n<strong>1772, cria\u00e7\u00e3o da freguesia<\/strong><br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n<figure id=\"attachment_11899\" aria-describedby=\"caption-attachment-11899\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/matriz.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11899 \" title=\"matriz\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/matriz-150x102.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"102\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11899\" class=\"wp-caption-text\">A primeira igreja da Matriz, com a capela do Esp\u00edrito Santo a frente. Marco da eleva\u00e7\u00e3o do povoado a freguesia.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201c26 de mar\u00e7o \u2013 O bispo do Rio de Janeiro, Dom Ant\u00f4nio do Desterro, desmembrou o Porto dos Casais da jurisdi\u00e7\u00e3o da freguesia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de Viam\u00e3o, denominando-a como \u201cfreguesia de S\u00e3o Francisco do Porto dos Casais\u201d. Esta data, duzentos anos depois, foi oficializada pelo munic\u00edpio com o da funda\u00e7\u00e3o de Porto Alegre. Tamb\u00e9m cabe destacar que, em 25 de julho de 1773, o ent\u00e3o governador Jos\u00e9 Marcelino de Figueiredo, comunicou aos \u201cju\u00edzes ordin\u00e1rios e mais oficiais da C\u00e2mara deste Continente do Rio Grande, a mudan\u00e7a da capital, que se achava sediada em Viam\u00e3o, para Porto Alegre.<br \/>\n<strong>1854, outro r\u00e9u supliciado na forca<\/strong><br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/negro.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-11901\" title=\"negro\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/negro-150x132.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"132\" \/><\/a>\u201cA 9-novembro, \u00e0s 11h da manh\u00e3, no Largo da Forca, sofreu a pena capital o baiano Manoel (escrevo de Fermiano Pereira Soares), que, para ser vendido, se achava hospedado na casa do comerciante Domingos Jos\u00e9 Lopes, \u00e0 esquina da Rua da Praia com a Vasco Alves. Tinha resistido a uma ordem de Domingos e reagira contra o castigo que este lhe quisera aplicar. Na luta que se seguiu, contra os escravos que secundavam o patr\u00e3o, matou Gaspar a golpes de faca e lesionou gravemente outros dois cativos da casa [&#8230;] Da execu\u00e7\u00e3o deste escravo nasceu a lenda das \u201ctorres malditas\u201d, porque ele teria, no pat\u00edbulo, augurado que a igreja das Dores, ent\u00e3o ainda em obras, jamais seria conclu\u00edda\u201d.<br \/>\n<strong>1855, abriu-se um dos primeiros caf\u00e9s<\/strong><br \/>\n\u201cNa rua Nova, hoje Andrade Neves, o imigrante italiano Jo\u00e3o Batista Blengini abriu um dos primeiros caf\u00e9s da cidade, que foi o \u201cCaf\u00e9 da Fama\u201d. Esse estabelecimento deve ter durado muitos anos, pois a ele se referiu Aquiles Porto Alegre em uma de sua cr\u00f4nicas\u201d. Segundo o coment\u00e1rio de Aquiles: \u201cNeste tempo, havia uma s\u00e9ria preven\u00e7\u00e3o contra as casas de neg\u00f3cio deste g\u00eanero. Pareciam casas malditas. De dia s\u00f3 aparecia l\u00e1 um ou outro forasteiro vindo de terras mais cultas ou algum embarcadi\u00e7o de cachimbo ao canto da boca. Pessoa conhecida esperava que ca\u00edsse a noite para ir at\u00e9 l\u00e1\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_11902\" aria-describedby=\"caption-attachment-11902\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/ruadaparaifoto.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11902\" title=\"ruadaparaifoto\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/ruadaparaifoto-150x83.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"83\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11902\" class=\"wp-caption-text\">Mais antiga foto dA Rua da Praia, 1860.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>1855, declarou-se em novembro a epidemia de c\u00f3lera<\/strong><br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n<strong> <\/strong>\u201cUma terr\u00edvel epidemia de c\u00f3lera-morbo, a mais tr\u00e1gica epidemia na hist\u00f3ria sanit\u00e1ria de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, manifestou-se em Porto Alegre a partir de 20-novembro, depois de j\u00e1 se haver declarado em Rio Grande, Pelotas e Jaguar\u00e3o. Segundo o relato oficial do presidente provincial, Bar\u00e3o de Muritiba, a doen\u00e7a, que j\u00e1 grassava em portos o norte e do sudeste, chegou com passageiros do vapor \u201cImperatriz\u201d, vindos do Rio de janeiro. Desde logo foi alta a letalidade, sobretudo entre escravos\u201d.<br \/>\n<strong>1917, a<\/strong><strong> passeata da rolha <\/strong><br \/>\n\u201cEm 26 de outubro, o presidente Venceslau Braz declarou o estado de guerra entre o Brasil e a Alemanha, o que gerou s\u00e9rias preocupa\u00e7\u00f5es ao governo de Borges de Medeiros, em face dos graves acontecimentos ocorridos em abril. O chefe de pol\u00edcia de ent\u00e3o, Firmino Paim filho, publicou um edital proibindo reuni\u00f5es p\u00fablicas de mais de duas pessoas. Por\u00e9m a \u00e9poca era de disputa eleitoral, avizinhava-se o pleito em que Borges de Medeiros pleiteava nova reelei\u00e7\u00e3o, o que, de algum modo explica o in\u00e9dito protesto da oposi\u00e7\u00e3o. Apar\u00edcio Torelli (o bar\u00e3o de Itarar\u00e9), ent\u00e3o estudante de Medicina, de not\u00f3rias tend\u00eancias humor\u00edsticas, organizou, em 29 de outubro, uma segunda-feira, um desfile mudo, a dois de fundo, com os participantes de rolhas na boca. Segundo o cronista Augusto Meyer, seria uma coluna por dois, porque o edital proibia ajuntamento de mais de duas pessoas. Todos os participantes do desfile levavam rolhas na boca, silenciosos, passo a passo, caminhando ao longo da Rua Duque de Caxias, em dire\u00e7\u00e3o a sede do governo. A passeata foi atalhada e dissolvida antes da esquina da Rua Esp\u00edrito Santo pela cavalaria do piquete presidencial\u201d.<br \/>\n<strong>1918, briga de faca num grenal <\/strong><br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n<strong> <\/strong><br \/>\n<figure id=\"attachment_11900\" aria-describedby=\"caption-attachment-11900\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/799px-Est\u00e1dio_da_Baixada_-_Moinhos_de_Vento.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11900\" title=\"799px-Est\u00e1dio_da_Baixada_-_Moinhos_de_Vento\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/799px-Est\u00e1dio_da_Baixada_-_Moinhos_de_Vento-150x45.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"45\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11900\" class=\"wp-caption-text\">Est\u00e1dio da baixada, primeira casa do Gr\u00eamio. <\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cNo que parece ter sido o primeiro incidente grave em partidas entre o Gr\u00eamio e o Internacional, em quatro de agosto, no campo da Baixada, da Rua Mostardeiro, um torcedor do Gr\u00eamio, Manoel de Almeida Costa, agrediu a faca o atleta \u00c1lvaro Ribas, do Inter, assim como a Octavio Telles de Freitas, funcion\u00e1rio da Delegacia Fiscal do Tesouro. O agressor foi preso em flagrante e conduzido ao posto policial no autom\u00f3vel do pr\u00f3prio chefe de pol\u00edcia, Ariosto Pinto. A partida foi interrompida quando o Gr\u00eamio vencia por uma zero, em gol de p\u00eanalti; nunca foi conclu\u00edda. A rivalidade entre as duas torcidas se tornara forte desde 1913, quando o internacional venceu seu primeiro grenal\u201d.<br \/>\nPor Francisco Ribeiro<br \/>\n<figure id=\"attachment_11903\" aria-describedby=\"caption-attachment-11903\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/alfandega1925.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11903\" title=\"alfandega1925\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/alfandega1925-150x104.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"104\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11903\" class=\"wp-caption-text\">Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, 1925.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure id=\"attachment_11904\" aria-describedby=\"caption-attachment-11904\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/lami.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11904\" title=\"lami\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/lami-150x95.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"95\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11904\" class=\"wp-caption-text\">Praia de Ipanema, anos 70.<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure id=\"attachment_11905\" aria-describedby=\"caption-attachment-11905\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/enchente.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11905 \" title=\"enchente\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/enchente-150x95.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"95\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11905\" class=\"wp-caption-text\">A grande enchente de 1941, deixou 40mil desabrigados.<\/figcaption><\/figure><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O historiador e escritor S\u00e9rgio da Costa Franco lan\u00e7a \u2013 nesta quarta-feira (28\/03), no Centro Cultural Erico Verissimo \u2013 o livro Porto Alegre ano a ano 1732-1950 pela editora Suliane Letra e Vida. 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