{"id":11909,"date":"2012-03-26T16:11:27","date_gmt":"2012-03-26T19:11:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=11909"},"modified":"2012-03-26T16:11:27","modified_gmt":"2012-03-26T19:11:27","slug":"semana-para-apreciar-e-discutir-o-cinema-gaucho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/semana-para-apreciar-e-discutir-o-cinema-gaucho\/","title":{"rendered":"Semana para apreciar e discutir o cinema ga\u00facho"},"content":{"rendered":"<p>De 26 a 31 de mar\u00e7o, a Secretaria Estadual da Cultura, atrav\u00e9s do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), promove a segunda edi\u00e7\u00e3o da <em>Semana do Cinema Gaucho<\/em>. Neste per\u00edodo, uma s\u00e9rie de atividades em Porto Alegre \u2013 e em alguns cineclubes do interior do Rio Grande do Sul, do pa\u00eds, e, talvez, do exterior \u2013 ajudar\u00e1 a divulgar a filmografia de um estado que, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, firmou-se como o terceiro p\u00f3lo de produ\u00e7\u00e3o audiovisual do Brasil.<br \/>\n<figure id=\"attachment_11912\" aria-describedby=\"caption-attachment-11912\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/casol.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11912\" title=\"casol\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/casol-150x144.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"144\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11912\" class=\"wp-caption-text\">Luiz Alberto Cassol.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAl\u00e9m da exibi\u00e7\u00e3o de filmes \u2013 curtas, m\u00e9dia, e longas \u2013 tamb\u00e9m ocorrer\u00e3o palestras, debates, semin\u00e1rio. Trata-se de uma oportunidade, como salientou Luiz Alberto Cassol, diretor do IECINE, \u201cpara fazer uma reflex\u00e3o sobre todo o processo que envolve a cadeia audiovisual do estado \u2013 produ\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o \u2013 e tamb\u00e9m de atividades de apoio a s\u00e9tima arte, como a cr\u00edtica, a pesquisa e o ensino, e a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico\u201d.<br \/>\nA programa\u00e7\u00e3o de Porto Alegre acontecer\u00e1 nesta ter\u00e7a (27\/03). Ela ter\u00e1 in\u00edcio \u00e0s 12h30min, quando ser\u00e3o exibidos na Sala Eduardo Hirtz (Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana- CCMQ), os curtas vencedores do 11\u00ba Pr\u00eamio IECINE: <em>De l\u00e1 para c\u00e1<\/em>, de Frederico Pinto; <em>Tr\u00eas vezes por semana<\/em>, de Cris Reque; <em>Corneteiro n\u00e3o se mata<\/em>, de Diego M\u00fcller; e <em>Kopeck<\/em>, de Jaime Lerner.<br \/>\nDepois, das 14h \u00e0s 17, na sala multiuso do Santander Cultural, os pesquisadores Alice Trusz, Helena Stigger e Gl\u00eanio Povoas falar\u00e3o sobre alguns pioneiros do cinema ga\u00facho, tais como o carioca Em\u00edlio Guimar\u00e3es, e os italianos Eug\u00eanio Centenaro Kerrigam (1878-1956) e Leopoldis, nome art\u00edstico de \u00cdtalo Majeroni (1888-1974).<br \/>\nPor fim, fechando a programa\u00e7\u00e3o da capital, \u00e0s 19h30min, na Travessa dos Cataventos (CCMQ), ocorre a exibi\u00e7\u00e3o do curta <em>A invas\u00e3o do Alegrete<\/em>, de Diogo M\u00fcller, e performances teatrais e circences, pois no dia 27 de mar\u00e7o tamb\u00e9m se comemora <em>O dia Nacional do Circo<\/em>, e o <em>Dia Internacional do Teatro<\/em>. Est\u00e1 previsto grande festa.<br \/>\nAl\u00e9m de Porto Alegre e interior \u2013 Gua\u00edba, Jaguar\u00e3o, Rio Pardo, Santa Maria, Silveira Martins \u2013 ser\u00e3o realizadas exibi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m em cineclubes dos estados de Santa Catarina e Esp\u00edrito Santo e, talvez, da Cidade do M\u00e9xico, e de Barcelona, Espanha, pois s\u00e3o espa\u00e7os culturais que j\u00e1 possuem, em seu acervo, filmes ga\u00fachos.<br \/>\n<strong>Mais de um s\u00e9culo de cinema ga\u00facho<\/strong><br \/>\n<figure id=\"attachment_11913\" aria-describedby=\"caption-attachment-11913\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/cinemat\u00f3grafo-Lumi\u00e8re.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11913\" title=\"cinemat\u00f3grafo Lumi\u00e8re\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/cinemat\u00f3grafo-Lumi\u00e8re-150x184.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"184\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11913\" class=\"wp-caption-text\">O cinemat\u00f3grafo Lumi\u00e8re.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA primeira exibi\u00e7\u00e3o de um filme \u2013 ou fotos animadas, como se dizia na \u00e9poca \u2013 no Rio Grande do Sul aconteceu em cinco de novembro de 1896, em Porto Alegre. Portanto, menos de um ano depois da hist\u00f3rica primeira sess\u00e3o mundial, em Paris, no Grand Caf\u00e9, em 1895, feita pelos irm\u00e3os Lumi\u00e8re.<br \/>\nEntretanto, o dia 27 de mar\u00e7o de 1909 foi escolhido como referencial hist\u00f3rico porque, nesta data, no Cine Recreio-Ideal, em Porto Alegre, foi exibida a pel\u00edcula <em>Ranchinho do sert\u00e3o<\/em>, do alem\u00e3o Eduardo Hirtz (1878-1951), um curta metragem e primeiro filme de fic\u00e7\u00e3o realizado no estado.<br \/>\n<figure id=\"attachment_11910\" aria-describedby=\"caption-attachment-11910\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/ranchinho-do-sert\u00e3o.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11910\" title=\"ranchinho do sert\u00e3o\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/ranchinho-do-sert\u00e3o-150x93.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"93\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11910\" class=\"wp-caption-text\">Cena de Ranchinho do Sert\u00e3o, primeira pel\u00edcula de fic\u00e7\u00e3o produzida no Estado, em 1909.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA partir da\u00ed, o cinema brasileiro produzido no Rio Grande do Sul caracterizou-se, ao longo de d\u00e9cadas, por realiza\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas. Mesmo assim algumas pel\u00edculas conseguiram destaque, como <em>Vento Norte<\/em>, de 1951, de Salom\u00e3o Scliar. Victor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, nos anos 1970, capitaneou \u2013 escrevendo, compondo, produzindo e atuando \u2013 11 filmes. Alguns, como <em>Motorista sem limites<\/em>, tiveram grande \u00eaxito de bilheteria.<br \/>\nNos anos 1980 surgiu em Porto Alegre uma gera\u00e7\u00e3o de cineastas que fez do curta metragem o seu aprendizado e trampolim para na d\u00e9cada seguinte lan\u00e7ar, com pleno reconhecimento da cr\u00edtica, os seus primeiros longas. Casos, por exemplo, de Jorge Furtado, Carlos Gerbase e Beto Souza.<br \/>\n<figure id=\"attachment_11911\" aria-describedby=\"caption-attachment-11911\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Beto-Souza-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-11911\" title=\"Beto Souza-1\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Beto-Souza-1-150x200.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11911\" class=\"wp-caption-text\">Beto Souza.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nSouza \u2013 que agora finaliza <em>Ins\u00f4nia<\/em>, seu quinto longa-metragem \u2013 considera que, ap\u00f3s mais de um s\u00e9culo de realiza\u00e7\u00f5es, o Rio Grande do Sul, atrav\u00e9s de suas institui\u00e7\u00f5es, precisa tratar a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica como uma a\u00e7\u00e3o de estado, e n\u00e3o de governo: \u201co audiovisual \u00e9 a maneira mais din\u00e2mica de difundir a nossa cultura pelo Brasil e pelo mundo. Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio baixar os custos de produ\u00e7\u00e3o que ficaram muito altos e tra\u00e7ar uma pol\u00edtica que contemple todo o p\u00f3lo cinematogr\u00e1fico, da produ\u00e7\u00e3o a distribui\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu o diretor.<br \/>\nPor Francisco Ribeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 26 a 31 de mar\u00e7o, a Secretaria Estadual da Cultura, atrav\u00e9s do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), promove a segunda edi\u00e7\u00e3o da Semana do Cinema Gaucho. 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