{"id":12390,"date":"2013-08-09T15:20:33","date_gmt":"2013-08-09T18:20:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=12390"},"modified":"2013-08-09T15:20:33","modified_gmt":"2013-08-09T18:20:33","slug":"justica-suica-encontra-tabela-de-propina-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/justica-suica-encontra-tabela-de-propina-no-brasil\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a su\u00ed\u00e7a encontra &quot;tabela de propina&quot; no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Aos poucos vai-se montando o quebra-cabe\u00e7as do cartel montado para fraudar licita\u00e7\u00f5es em obras p\u00fablicas, que envolvia a Siemens, a Alstom e outras empresas.<\/p>\n<div>Nesta sexta-feira, <em>O Estado de S\u00e3o Paulo<\/em>, que entrou no assunto esta semana (a <em>Folha<\/em> est\u00e1 perdendo a pauta!) traz informa\u00e7\u00f5es de Genebra, com mais detalhes sobre as fraudes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Alstom e a Siemens est\u00e3o entre as acusadas na CPI da CEEE, a primeira a apontar, al\u00e9m dos corruptos, os corruptores.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A CPI deu origem a uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que est\u00e1 h\u00e1 17 anos sob segredo de Justi\u00e7a. Foram 800 milh\u00f5es de reais (valor atualizado) desviados na constru\u00e7\u00e3o de 15 subesta\u00e7\u00f5es de energia no Rio Grande do Sul.<br \/>\nClique no t\u00edtulo para ler a mat\u00e9ria do <em>Estad\u00e3o.<\/em><\/div>\n<p>A Alstom destinou mais de US$ 20 milh\u00f5es em propinas ao Brasil e parte do dinheiro foi parar em cofres de partidos pol\u00edticos. A constata\u00e7\u00e3o faz parte da investiga\u00e7\u00e3o realizada pela Justi\u00e7a su\u00ed\u00e7a e foi obtida com exclusividade pelo Estado. Ontem, o jornal revelou como dez pessoas, entre elas os ex-secret\u00e1rios Jorge Fagali Neto e Andrea Matarazzo, foram indiciadas pela Pol\u00edcia Federal por causa do esquema de corrup\u00e7\u00e3o da empresa francesa, desmantelado pela apura\u00e7\u00e3o na Su\u00ed\u00e7a.<br \/>\nA investiga\u00e7\u00e3o mostra que informes internos da Alstom revelam o esquema para ganhar contratos p\u00fablicos no Brasil nos anos 1990. Neles, a empresa francesa indica o pagamento de propinas para financiar partidos. A constata\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a de Berna \u00e9 de que h\u00e1 &#8220;evid\u00eancias claras de suborno&#8221; e at\u00e9 uma &#8220;tabela oficial&#8221; de propina no Brasil. O dinheiro foi destinado a diversos projetos de energia no Brasil, envolvendo Furnas, Eletropaulo, a Usina de It\u00e1 e outros empreendimentos.<br \/>\nUm dos depoimentos que marcam o caso \u00e9 o de um colaborador do esquema, Michel Cabane, confirmando que a &#8220;Alstom e a Cegelec (subsidi\u00e1ria da Alstom) estavam trabalhando juntas para organizar uma cadeia de pagamentos para tomadores de decis\u00e3o no Brasil&#8221;. Havia at\u00e9 mesmo uma lista de nomes de brasileiros na empresa.<br \/>\nA Justi\u00e7a su\u00ed\u00e7a teve acesso a um comunicado interno da Alstom, de 21 de outubro de 1997. Nele, o ent\u00e3o diretor da Cegelec Andre Botto escreveu que o dinheiro era propina. &#8220;Isso \u00e9 uma pol\u00edtica de poder pela remunera\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou. &#8220;Ela \u00e9 uma &#8216;negociated&#8217; via o ex-secret\u00e1rio do governador (RM). Ela cobre &#8211; as finan\u00e7as do partido &#8211; o Tribunal de Contas (do Estado) e a Secretaria de Energia.&#8221;<br \/>\nA meta era cometer o que os su\u00ed\u00e7os ironizaram como &#8220;um crime perfeito&#8221;. Parte do dinheiro iria para os pol\u00edticos, parte para o tribunal e parte para o secret\u00e1rio de Energia que daria os contratos.<br \/>\nPol\u00edticos. A Justi\u00e7a su\u00ed\u00e7a n\u00e3o citou partido, mas indicou que a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica estava sempre presente. Naquele momento, o Estado de S\u00e3o Paulo era governado pelo PSDB.<br \/>\nRM seria Robson Marinho, conselheiro do TCE, que, depois de coordenar a campanha de M\u00e1rio Covas em 1994, foi chefe da Casa Civil entre 1995 e 1997. O Minist\u00e9rio P\u00fablico su\u00ed\u00e7o revelou cada uma das transfer\u00eancias \u00e0s contas de Marinho no banco Safdie em Genebra. O dinheiro chegaria via uma offshore uruguaia, a MCA.<br \/>\nQuem tamb\u00e9m \u00e9 citado \u00e9 Romeu Pinto Junior, indiciado como uma das pessoas que teriam organizado o pagamento de propinas por meio da MCA.<br \/>\nA investiga\u00e7\u00e3o revela que, em media, 7,5% do valor dos contratos eram destinados ao pagamento de propinas. &#8220;De acordo com essas declara\u00e7\u00f5es, 7,5% e 1,13% dos contratos iam para a MCA, 3,1% para a Taltos e 0,6% para a Andros, 1,5% para a Splendore.&#8221; Essas eram empresas fict\u00edcias criadas.<br \/>\nOutra empresa era a brasileira Alcalasser, pela qual teriam passado mais de 50 milh\u00f5es. Em depoimento a autoridades francesas, o ex-diretor financeiro da Cegelec, Michel Mignot, confirma que a Alcalasser foi criada para pagar propinas. &#8220;Ela servia para as comiss\u00f5es&#8221;, respondeu \u00e0 Justi\u00e7a. Seu superior, Yves Barbier de La Serre, ex-secret\u00e1rio-geral da Cegelec, tamb\u00e9m confirmou a &#8220;caixa preta&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos poucos vai-se montando o quebra-cabe\u00e7as do cartel montado para fraudar licita\u00e7\u00f5es em obras p\u00fablicas, que envolvia a Siemens, a Alstom e outras empresas. Nesta sexta-feira, O Estado de S\u00e3o Paulo, que entrou no assunto esta semana (a Folha est\u00e1 perdendo a pauta!) traz informa\u00e7\u00f5es de Genebra, com mais detalhes sobre as fraudes. A Alstom [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[1544,416,1492],"class_list":["post-12390","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas","tag-alstom","tag-ceee","tag-siemens"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-3dQ","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12390"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12390\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}