{"id":12393,"date":"2013-08-09T19:22:18","date_gmt":"2013-08-09T22:22:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=12393"},"modified":"2013-08-09T19:22:18","modified_gmt":"2013-08-09T22:22:18","slug":"arquivos-da-ditadura-chegam-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/arquivos-da-ditadura-chegam-a-internet\/","title":{"rendered":"Arquivos da ditadura chegam \u00e0 internet"},"content":{"rendered":"<p>Desde hoje \u00e0 tarde, os arquivos do projeto &#8220;Brasil: Nunca Mais&#8221; est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o na internet. O endere\u00e7o do projeto &#8220;Brasil: Nunca Mais Digit@al&#8221; \u00e9 http:\/\/bnmdigital.mpf.mp.br.<br \/>\nO projeto foi desenvolvido na d\u00e9cada de 1980 pela Arquidiocese de S\u00e3o Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo de evitar que processos judiciais por crimes pol\u00edticos fossem destru\u00eddos com o fim da ditadura militar iniciada em 1964.<br \/>\nAt\u00e9 agora, os documentos em papel e microfilme s\u00f3 podiam ser consultados por pesquisadores. O acervo digitalizado permite obter informa\u00e7\u00f5es sobre torturas praticadas naquele per\u00edodo. A ideia \u00e9 que a divulga\u00e7\u00e3o dos processos cumpra um papel educativo na sociedade brasileira.<br \/>\nCerca de 900 mil p\u00e1ginas de um conjunto de 710 processos envolvendo o per\u00edodo da ditadura militar no pa\u00eds, julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), foram digitalizados e j\u00e1 est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico no site Brasil: Nunca Mais Digit@l. O endere\u00e7o \u00e9 http:\/\/bnmdigital.mpf.mp.br\/#!\/<br \/>\nA iniciativa apresenta o acervo do Projeto Brasil: Nunca Mais, desenvolvido nos anos 80 do s\u00e9culo passado pela Arquidiocese de S\u00e3o Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo de evitar que processos judiciais por crimes pol\u00edticos fossem destru\u00eddos com o fim da ditadura militar (1964-1985). O acervo digitalizado permite obter informa\u00e7\u00f5es sobre torturas praticadas naquele per\u00edodo e que a divulga\u00e7\u00e3o dos processos cumpra um papel educativo na sociedade brasileira.<br \/>\nO Projeto Brasil: Nunca Mais examinou, na \u00e9poca, cerca de 900 mil p\u00e1ginas de processos judiciais movidos contra presos pol\u00edticos e publicou relat\u00f3rios e um livro, com o mesmo nome, retratando as torturas e as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos durante a ditadura. Os documentos do projeto, que consistiam em arquivos em papel e em microfilme e estavam dispon\u00edveis apenas para pesquisadores, podem agora ser consultados por qualquer pessoa no site Brasil: Nunca Mais Digit@l.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Como pesquisar<\/span><br \/>\nA consulta aos processos pode ser feita, de forma geral, pelo objeto da busca, ou at\u00e9 mesmo pela divis\u00e3o por estado ou organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Antes de sair o resultado da busca, aparece uma janela aparece com a mensagem: &#8220;Parcela expressiva dos depoimentos de presos pol\u00edticos e das demais informa\u00e7\u00f5es inseridas nos processos judiciais foi obtida com uso de tortura e outros meios il\u00edcitos, e n\u00e3o pode ser considerada como absoluta express\u00e3o da verdade\u201d.<br \/>\nEntre os documentos digitalizados, h\u00e1 fotos, v\u00eddeos e mat\u00e9rias publicadas em jornais e revistas. \u00c9 poss\u00edvel consultar, por exemplo, a certid\u00e3o de \u00f3bito do guerrilheiro e ex-deputado Carlos Marighella, morto em 1969 na Alameda Casa Branca, em S\u00e3o Paulo, por agentes da Delegacia de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops). Marighella foi militante do Partido Comunista Brasileiro e um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar depois de 1964.<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel consultar documentos que se referem \u00e0 presidenta Dilma Rousseff, que militou em organiza\u00e7\u00f5es de combate ao regime militar. Perseguida durante a ditadura e condenada por subvers\u00e3o, Dilma esteve presa entre os anos de 1970 e 1972, no Pres\u00eddio Tiradentes, na capital paulista.<br \/>\nEm entrevista hoje (9) \u00e0 TV Brasil, durante o lan\u00e7amento do site em S\u00e3o Paulo, a coordenadora da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, Rosa Cardoso, disse que o projeto digital \u201c\u00e9 uma refer\u00eancia obrigat\u00f3ria para quem for pesquisar esse per\u00edodo da ditadura militar\u201d.<br \/>\nPara Rosa, o arquivo digital tem import\u00e2ncia hist\u00f3rica, j\u00e1 que fornece dados que s\u00e3o documentos oficiais da ditadura.<br \/>\n\u201cEle [site] viabiliza o acesso a uma documenta\u00e7\u00e3o oficial, na medida em que s\u00e3o processos havidos no \u00e2mbito das auditorias militares, onde as pessoas eram efetivamente processadas e denunciadas\u201d, disse Rosa Cardoso.<br \/>\n<em>(Da Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde hoje \u00e0 tarde, os arquivos do projeto &#8220;Brasil: Nunca Mais&#8221; est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o na internet. 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