{"id":1254,"date":"2008-07-24T16:27:49","date_gmt":"2008-07-24T19:27:49","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.159.90\/~jornalja\/?p=1254"},"modified":"2008-07-24T16:27:49","modified_gmt":"2008-07-24T19:27:49","slug":"una-noche-de-caprichos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/una-noche-de-caprichos\/","title":{"rendered":"Una noche de caprichos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><img decoding=\"async\" style=\"border: 1px solid black;vertical-align: top\" title=\"Drexler\" src=\"http:\/\/75.126.159.90\/~jornalja\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/show_dia_20_drexler_peq.jpg\" alt=\"\" width=\"372\" height=\"249\" \/><br \/>\nOs primeiros versos cantados por Jorge Drexler foram uma homenagem \u00e0 cidade que o recebia com tanto carinho. &#8220;Chove numa tarde fria de Porto Alegre&#8221; (Ramilonga) tamb\u00e9m prenunciava a parceria com Vitor Ramil, que subiu ao palco sob o t\u00edtulo de &#8220;melhor compositor contempor\u00e2neo&#8221; na opini\u00e3o do uruguaio.<br \/>\nNa conversa entre os dois amigos, revela\u00e7\u00f5es sobre momentos inspiradores de can\u00e7\u00f5es famosas, como 12 segundos de oscuridad \u2013 com letra de Drexler sobre harmonia de Ramil. &#8220;Eu estava em Cabo Pol\u00f4nio, uma praia que n\u00e3o tem luz nem \u00e1gua, no Uruguai \u2013 \u00e9 um lugar horr\u00edvel esse, nunca v\u00e3o at\u00e9 l\u00e1 \u2013 e havia um farol cuja luz dava uma volta a cada 12 segundos&#8221;, narrou.<br \/>\nDiante do relato de Drexler, Ramil respondeu falando sobre o farol de Itapu\u00e3. &#8220;Sabe: passar uma tarde em Itapu\u00e3, conhece essa praia? L\u00e1, o farol passa em, no m\u00e1ximo oito segundos. Todos dizem que os baianos s\u00e3o devagar&#8230; mas nesse caso, os uruguaios est\u00e3o quase parando&#8221;, brincou o compositor ga\u00facho.<br \/>\nDepois da interpreta\u00e7\u00e3o improvisada de Viajei \u2013 &#8220;lembro perfeitamente do que estava vendo quando ouvi pela primeira vez a can\u00e7\u00e3o do Ramil, na estrada entre Rio de Janeiro e Angra dos Reis&#8221; \u2013, Drexler pediu desculpas \u00e0 plat\u00e9ia.<br \/>\n&#8220;Se tiver algum m\u00fasico de jazz, pe\u00e7o perd\u00e3o. Nunca soube fazer solos, me perco nas escalas. Se algum professor estiver disposto, me deixe seu cart\u00e3o na sa\u00edda&#8221;, brincou.<br \/>\nTamb\u00e9m durante a estada de Ramil no palco, Drexler contou que sua participa\u00e7\u00e3o em A zero por hora foi gravada na sala de uma casa que alugava na \u00e9poca. &#8220;Uma informa\u00e7\u00e3o totalmente sem import\u00e2ncia, mas tive vontade de contar \u00e0 voc\u00eas&#8221;, descontraiu, dizendo que era mais um capricho daquela noite.<br \/>\nMas nem s\u00f3 da dupla com Ramil foi feito o show de Drexler. As duas figurassas da equipe de sonoplastia \u2013 respons\u00e1veis pelos efeitos eletr\u00f4nicos da primeira parte do show \u2013 protagonizaram alguns dos melhores momentos do espet\u00e1culo, acompanhando Drexler &#8220;com seus instrumentos estranhos&#8221;, como ele pr\u00f3prio definiu. Um serrote que soava agudo, um teremin, um baixo muito grave e outras esquisitices eletr\u00f4nicas estavam entre as interven\u00e7\u00f5es de Mat\u00edas Cella e Carlos &#8220;Campi&#8221; Camp\u00f3n.<br \/>\nEra esse o clima reinante do Teatro do Bourbon Country. At\u00e9 mesmo o p\u00fablico ga\u00facho, geralmente sisudo e que cantarolou baixinho \u2013 do come\u00e7o ao fim \u2013 se soltou mais do que o habitual, pedindo can\u00e7\u00f5es que foram prontamente aceitas pelo compositor. &#8220;Assim o show est\u00e1 ficando muito maior do que o planejado&#8230; tenho medo que voc\u00eas se cansem&#8230;&#8221;, provocou. O p\u00fablico, claro, ovacionou o cantor para que compreendesse o incentivo.<br \/>\nE pedia n\u00e3o s\u00f3 composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias. De Caetano Veloso, interpretou Dom de Iludir, que emendou com Don de Fluir \u2013 &#8220;tematicamente, as duas m\u00fasicas n\u00e3o tem nada a ver, mas o t\u00edtulo foi uma inspira\u00e7\u00e3o&#8221;, admitiu.<br \/>\nTamb\u00e9m cantou em italiano Lontano, Lontano \u2013 &#8220;Ou lejos lejos, longe, longe&#8221; \u2013 e em ingl\u00eas, interpretou uma vers\u00e3o de &#8220;Dance Me To The End of Love&#8221;, (do brit\u00e2nico Leonard Cohen, que ganhou uma vers\u00e3o famosa na voz de Madeleine Peyroux). Drexler criou uma milonga para a m\u00fasica e a interpretou com voz bastante grave \u2013 pouco usual para o cantor.<br \/>\nMesmo depois de se despedir da plat\u00e9ia, foi obrigado a voltar ao palco por mais uns 20 minutos. Timidamente, sentou no ch\u00e3o e comoveu a todos os presentes no teatro, tocando o viol\u00e3o e cantando sem microfone, ouvindo os sussurros do p\u00fablico e encerrando uma noite inesquec\u00edvel.<br \/>\n\u00c9 bom lembrar que mesmo que Jorge Drexler siga para Florian\u00f3polis, onde faz novas apresenta\u00e7\u00f5es, o Festival de Inverno de Porto Alegre tem atra\u00e7\u00f5es \u00e0 altura, entre elas N\u00e1 Ozzeti, Rodrigo Maranh\u00e3o, Pedro Aznar e a banda Ultratango.<br \/>\n<strong><br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos:<\/strong><br \/>\nAc\u00fasticos &amp; Valvulados (Dia 25 &#8211; 19h &#8211; Teatro de C\u00e2mara)<br \/>\nAngelo Primon (Dia 24 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<br \/>\nBanda Municipal de Porto Alegre (Dia 24 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<br \/>\nBebeto Alves e Banda (Dia 17 &#8211; 21h &#8211; Teatro do SESC)<br \/>\nBruno Gouveia (dia 27 &#8211; 21h &#8211; Reitoria da UFRGS)<br \/>\nCartolas (Dia 23 &#8211; 19h &#8211; Teatro de C\u00e2mara)<br \/>\nEdgard Scandurra (27 &#8211; 21h &#8211; Reitoria da UFRGS)<br \/>\nFausto Prado e Casa de Asas (Dia 27 &#8211; 19h &#8211; Teatro do SESC)<br \/>\nFelipe Azevedo (Dia 24 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<br \/>\nFrank Solari (Dia 24 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<br \/>\nFruet e os Cozinheiros (Dia 22 &#8211; 19h &#8211; Teatro de C\u00e2mara)<br \/>\nGeraldo Flach (Dia 24 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<br \/>\nIzm\u00e1lia (Dia 26 &#8211; 19h &#8211; Teatro do SESC)<br \/>\nJames Liberato (Dia 24 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<br \/>\nJohn Greaves (Dia 23 &#8211; 20h &#8211; Teatro do SESC)<br \/>\nJonathan Corr\u00eaa (dia 27 &#8211; 21h &#8211; Reitoria da UFRGS)<br \/>\nMarcello Caminha (Dia 24 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<br \/>\nN\u00e1 Ozzetti (Dia 22 &#8211; 21h &#8211; Teatro Renascen\u00e7a)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister Os primeiros versos cantados por Jorge Drexler foram uma homenagem \u00e0 cidade que o recebia com tanto carinho. &#8220;Chove numa tarde fria de Porto Alegre&#8221; (Ramilonga) tamb\u00e9m prenunciava a parceria com Vitor Ramil, que subiu ao palco sob o t\u00edtulo de &#8220;melhor compositor contempor\u00e2neo&#8221; na opini\u00e3o do uruguaio. 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