{"id":12855,"date":"2013-12-19T12:01:23","date_gmt":"2013-12-19T15:01:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=12855"},"modified":"2013-12-19T12:01:23","modified_gmt":"2013-12-19T15:01:23","slug":"um-dialogo-artistico-entre-porto-alegre-e-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/um-dialogo-artistico-entre-porto-alegre-e-pelotas\/","title":{"rendered":"Um di\u00e1logo art\u00edstico entre Porto Alegre e Pelotas"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 dois de fevereiro pr\u00f3ximo, na galeria Xico Stockinger \u2013 Museu de Arte Contempor\u00e2nea do Rio Grande do Sul (MACRS) acontece \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o \u201cBR 116: circuitos independentes em tr\u00e2nsito\u201d.<br \/>\nEla re\u00fane obras \u2013 pinturas, desenhos, instala\u00e7\u00f5es, fotografias e esculturas \u2013 de seis artistas voltados \u00e0 arte contempor\u00e2nea: Tigo Weiler, Helene Sacco, Vivian Herzog, Ernani Chaves, Mar\u00edlia Bianchini e Diego Passos.<br \/>\nO evento, idealizado pela Casa Paralela, de Pelotas, e Arte Subterr\u00e2nea, de Porto Alegre \u2013 patrocinado atrav\u00e9s de edital pelo governo do estado \u2013 encerra o projeto hom\u00f4nimo ao da exposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNele, al\u00e9m de mostras simult\u00e2neas, foram inclusos, ao longo do segundo semestre de 2013: palestras, visitas guiadas, e oficinas nas duas cidades que s\u00e3o ligadas pela BR 116. Da\u00ed o nome do projeto.<br \/>\nNo sexto andar da Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana, no espa\u00e7o que provisoriamente abriga o MACRS, as imagens de um v\u00eddeo-document\u00e1rio veiculadas num monitor colocado em frente \u00e0 entrada da galeria Xico Stockinger mostram obras e explicam atrav\u00e9s dos depoimentos o projeto \u201cBR 116: circuitos independentes em tr\u00e2nsito\u201d.<br \/>\nDe repente, a imagem de um artista na tela parece fundir-se com a figura real, do pr\u00f3prio, que na galeria quente e vazia empilha pequenas caixas \u2013 antigas gavetas de abelhas \u2013 que comp\u00f5e a sua instala\u00e7\u00e3o \u201cArco\u201d.<br \/>\nTrata-se de Ernani Chaves que,tranquilamente, vai montando a sua obra, mesmo sabendo que um dos prop\u00f3sitos dela \u00e9 o de tamb\u00e9m ser novamente desarrumada, e novamente ajeitada por ele ou pelo p\u00fablico visitante. Chaves, aos 48 anos, \u00e9 o decano da trupe que participa do BR 116. Ele fez da for\u00e7a antag\u00f4nica representada pelo empilhamento-desmoronamento o seu foco de pesquisa art\u00edstica.<br \/>\nAs raz\u00f5es dessa escolha foram, inicialmente, pessoais, pois Chaves, com problemas na coluna e desgaste \u00f3sseo, soube transformar o lim\u00e3o, a doen\u00e7a, numa limonada: \u201ccomecei a desenvolver uma pesquisa sobre desequil\u00edbrio e escoras verticais na arte contempor\u00e2nea, j\u00e1 que vivencio isso tamb\u00e9m no meu corpo.<br \/>\nTive como inspira\u00e7\u00e3o mestres como o romeno Constantin Brancusi (1876-1957), e sua \u201cColuna infinita\u201d; o brasileiro H\u00e9lio Oiticica (1937-80), e o americano Richard Serra\u201d; explicou.<br \/>\nA instala\u00e7\u00e3o de Chaves est\u00e1 cercada pelas obras dos outros cinco artistas. E o fato de serem poucas pe\u00e7as facilita o exame minucioso dos trabalhos, todos produzidos em 2013, como, por exemplo: \u201cOdiss\u00e9ia m\u00ednima at\u00e9 lugar nenhum\u201d, t\u00e9cnica mista, de Helene Sacco; as pinturas de Vivian Herzog; as impress\u00f5es em jato de tinta sobre papel artesanal de Mar\u00edlia Bianchi; as instala\u00e7\u00f5es de Tigo Weiler; e a curios\u00edssima organiza\u00e7\u00e3o de azulejos dispostos por Diego Passos.<br \/>\nTrabalhos que denotam estudos, experimenta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e utiliza\u00e7\u00e3o de novos materiais. Tudo refor\u00e7ado pela condi\u00e7\u00e3o desses artistas atuarem como pesquisadores e estarem ligados a centros de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, pois a atividade de professor \u00e9 fundamental para as suas sobreviv\u00eancias e vulgariza\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas desenvolvidas.<br \/>\nE isso tamb\u00e9m, segundo o diretor do MACRS, Andr\u00e9 Venzon, n\u00e3o deixa de influir na principal caracter\u00edstica desta exposi\u00e7\u00e3o: \u201co equil\u00edbrio na diversidade de linguagens art\u00edsticas, e que, de certa forma, reflete a produ\u00e7\u00e3o do estado que, em termos nacionais, \u00e9 sempre vista como muito respeito\u201d.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">Exposi\u00e7\u00e3o: BR 116: circuitos independentes em tr\u00e2nsito <\/span><br \/>\nMuseu de Arte Contempor\u00e2nea do Rio Grande do Sul &#8211; Galeria Xico Sockinger \u2013 Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana (Rua dos Andradas, 736, sexto andar)<br \/>\nHor\u00e1rios: segundas, das 14 \u00e0s 19h; de ter\u00e7a a sexta, das 10h \u00e0s 19h; s\u00e1bados, domingos e feriados, das 12h \u00e0s 19h.<br \/>\nAt\u00e9 dois de fevereiro de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 dois de fevereiro pr\u00f3ximo, na galeria Xico Stockinger \u2013 Museu de Arte Contempor\u00e2nea do Rio Grande do Sul (MACRS) acontece \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o \u201cBR 116: circuitos independentes em tr\u00e2nsito\u201d. 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