{"id":13157,"date":"2005-10-29T14:48:15","date_gmt":"2005-10-29T17:48:15","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=173"},"modified":"2005-10-29T14:48:15","modified_gmt":"2005-10-29T17:48:15","slug":"filme-de-tabajara-ruas-mostra-negrinho-do-pastoreio-como-ginete-do-general-netto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/filme-de-tabajara-ruas-mostra-negrinho-do-pastoreio-como-ginete-do-general-netto\/","title":{"rendered":"Filme de Tabajara Ruas mostra Negrinho do Pastoreio como ginete do general Netto"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">O escritor-cineasta Tabajara Ruas come\u00e7a dia 1\u00ba de novembro no Taim as filmagens de <strong>O General e o Negrinho<\/strong>, fic\u00e7\u00e3o que junta pela primeira vez no cinema o mito do general farroupilha Antonio de Souza Netto e a lenda do Negrinho do Pastoreio, uma das mais antigas crendices populares do Rio Grande do Sul. Se o tempo ajudar, tudo ser\u00e1 feito em 40 dias. A equipe vai se hospedar na Praia do Cassino, a 45 minutos do Taim.<\/p>\n<p align=\"justify\">O cen\u00e1rio principal \u00e9 uma cancha reta de corridas de cavalo, paix\u00e3o do general, que se criou em Povo Novo, perto do Taim. Na mesma propriedade rural pertencente \u00e0 fam\u00edlia Mota da Silveira, a produ\u00e7\u00e3o do filme construiu tamb\u00e9m uma fortaleza militar onde ser\u00e3o rodadas as cenas de batalha. As cenas interiores ser\u00e3o rodadas por \u00faltimo no p\u00e1tio interno do Hospital S\u00e3o Pedro, em Porto Alegre.<\/p>\n<p align=\"justify\">Autor do argumento, Ruas conta uma est\u00f3ria que se passa em 1835, antes da eclos\u00e3o da Guerra dos Farrapos (1835-1845). Netto chega \u00e0 tal fortaleza procurando seu amigo \u00edndio Torres e descobre que por algum motivo misterioso ele est\u00e1 preso. Dizem que matou um cara, mas na verdade tem rabo de saia na est\u00f3ria. Netto entra ent\u00e3o em contato com um grupo de negros da regi\u00e3o e come\u00e7a uma trama para libertar o amigo. Enquanto espera o momento certo para agir, amarra umas corridas de cavalo, sua divers\u00e3o predileta. E aparece o negrinho ginete.<\/p>\n<p align=\"justify\">Or\u00e7ado em R$ 2,87 milh\u00f5es (o mesmo valor gasto na produ\u00e7\u00e3o de Netto Perde Sua Alma, lan\u00e7ado em 2001), O General e o Negrinho conseguiu captar at\u00e9 agora a metade desse valor, ou seja, tem o suficiente para pagar as filmagens. Tabajara Ruas espera que o restante seja captado a tempo de financiar as etapas posteriores, que englobam trabalhos de est\u00fadio, da revela\u00e7\u00e3o \u00e0 montagem final, inclusive a tiragem de c\u00f3pias, a divulga\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o no final do primeiro semestre de 2006.<\/p>\n<p>O filme mobiliza 36 atores. Netto ser\u00e1 representado pelo veterano Werner Schunemann, que fez o mesmo general no primeiro filme de Ruas e virou gal\u00e3 da Globo depois de representar o general Bento Gon\u00e7alves no seriado A Casa das Sete Mulheres. Para o papel do Negrinho, foi escolhido o estreante Evandro Elias, ator de 19 anos descoberto em Porto Alegre. Est\u00e1 no elenco ainda Tarc\u00edsio Filho, que fez Netto n\u2019A Casa das Sete Mulheres; agora ele ser\u00e1 o Indio Torres.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde que o General e o Negrinho cruze o disco final no tempo certo, o projeto seguinte de Ruas \u00e9 filmar Netto nos Bra\u00e7os da Moura, fic\u00e7\u00e3o que contempla o lado rom\u00e2ntico da figura do general; por ser bonit\u00e3o, galante e solteiro, durante a Guerra dos Farrapos\u00a0 Netto foi festejado como \u201co mimoso dos pampas\u201d, fama difundida em versos do cancioneiro da revolu\u00e7\u00e3o farroupilha.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"intertit\">\u201cA Mitologia \u00e9 mais firme do que a Hist\u00f3ria\u201d<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Nascido nos anos 40 em Uruguaiana, o arquiteto Tabajara Ruas conquistou espa\u00e7o como um dos mais importantes ficcionistas do Rio Grande do Sul. Destacou-se a partir dos anos 1980 por romancear epis\u00f3dios da Guerra dos Farrapos. Al\u00e9m da novela Netto Perde Sua Alma, escreveu o romance Os Var\u00f5es Assinalados. Nos dois, explora agudamente a luta de escravos que se engajaram na v\u00e3 esperan\u00e7a de ganhar a liberdade no final. Agora, volta ao tema ao resgatar a figura do Negrinho do Pastoreio.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 A lenda do Negrinho do Pastoreio est\u00e1 presente na literatura, no teatro e na m\u00fasica, mas j\u00e1 tinha sido explorada antes no cinema?<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 Sei que o folclorista Nico Fagundes fez um filme sobre o Negrinho do Pastoreio &#8212; com Grande Othelo no papel principal. \u00c9 um filme relativamente antigo, creio que dos anos 70, mas n\u00e3o o vi. Mais recentemente foi feito um curta-metragem por um cineasta de Porto Alegre.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Mas teu filme \u00e9 fiel \u00e0 lenda ou&#8230;<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 No filme, como na lenda, o Negrinho perde uma corrida muito importante, mas ele n\u00e3o \u00e9 escravo do General&#8230;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Pela leitura dos teus dois livros, Netto Perde Sua Alma e Os Var\u00f5es Assinalados, fica claro que foi preciso fazer uma profunda pesquisa hist\u00f3rica para dar base ver\u00eddica \u00e0 fic\u00e7\u00e3o. Foste um dos primeiros a explorar ficcionalmente a contradi\u00e7\u00e3o que envolve os Lanceiros Negros.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 A controv\u00e9rsia \u00e9 grande e continua at\u00e9 hoje. Ainda h\u00e1 quem duvide da pr\u00f3pria exist\u00eancia dos lanceiros negros. Uma coisa \u00e9 certa: nenhum povo se libertou da escravid\u00e3o sem lutar. N\u00e3o vejo porque os negros aqui no Rio Grande do Sul deixariam de fazer isso. Na Bahia e em outros lugares do Brasil os negros fizeram revolu\u00e7\u00f5es sangrentas. Sem esquecer Zumbi, que criou um imp\u00e9rio dentro do Imp\u00e9rio do Brasil.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Por que ent\u00e3o se discute tanto sobre os Lanceiros Negros?<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas \u2013 Pra mim toda essa discuss\u00e3o \u00e9 uma bobagem. Eu n\u00e3o estava l\u00e1 pra afirmar, mas tem muita documenta\u00e7\u00e3o mostrando que eles foram tra\u00eddos. Tanto que continuaram escravos.<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Qual a fonte fundamental para chegar a essa conclus\u00e3o? <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 A minha fonte principal \u00e9 Alfredo Varela, autor da Hist\u00f3ria da Grande Revolu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o seis volumes, cada um com 800 p\u00e1ginas ou mais. \u00c9 um amontoado de documentos. Ali est\u00e1 registrada a forma\u00e7\u00e3o do corpo de lanceiros, a lista dos oficiais que chefiaram esses guerreiros. \u00c9 claro que, com o passar do tempo, o aproveitamento dos lanceiros pelo ex\u00e9rcito farroupilha foi romantizado, mas o Corpo de Lanceiros de fato existiu. Ali\u00e1s, no seu \u00faltimo livro, o historiador Moacyr Flores fala que tamb\u00e9m os imperiais tinham um corpo de lanceiros negros.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Em Pelotas, em 1835, mais da metade da popula\u00e7\u00e3o era negra; a maioria, escravos.<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 N\u00e3o havia como n\u00e3o participar da guerra. \u00c0 for\u00e7a ou por op\u00e7\u00e3o, eles entraram na luta.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 &#8211; Mas tinhas um interesse espec\u00edfico pelos lanceiros? <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 N\u00e3o, meu interesse era pela revolu\u00e7\u00e3o, mas ao estudar vi que tinha esse corpo de lanceiros negros. Na leitura desses livros cresceu meu interesse pelo General Netto. Nunca tinha ca\u00eddo a ficha para ningu\u00e9m: foi Netto quem proclamou a rep\u00fablica. Isso n\u00e3o \u00e9 pouca coisa, n\u00e9, tch\u00ea! Procura na Hist\u00f3ria do Brasil quem proclamou uma rep\u00fablica: \u00e9 uma coisa rara.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>J\u00c1 \u2013 Que eu me lembre, s\u00f3 o Deodoro em 1889.<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 Pois ent\u00e3o, achei interessante a figura do Netto. J\u00e1 quanto ao nosso her\u00f3i oficial, Bento Gon\u00e7alves, \u00e0 medida que l\u00ea, a gente se d\u00e1 conta das contradi\u00e7\u00f5es dele. Estava metido naquela empreitada, mas n\u00e3o era republicano. Eu n\u00e3o tomo partido sobre isso, mas a pr\u00f3pria figura do Garibaldi \u00e9 pol\u00eamica: at\u00e9 hoje existem dezenas e dezenas de associa\u00e7\u00f5es garibaldinas que se digladiam, discutindo se Garibaldi era desse ou daquele jeito. Por isso eu prefiro a mitologia \u00e0 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Por que? <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 A Mitologia \u00e9 a s\u00edntese da verdade hist\u00f3rica. A Hist\u00f3ria s\u00e3o v\u00e1rios caras afirmando que foi assim ou assado: o que sobra \u00e9 mito. Na realidade, o mito acaba sendo um resumo do que os caras disseram. Acho at\u00e9 um pouco rid\u00edculo os caras debatendo se foi assim ou assado quando nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria contempor\u00e2nea \u00e9 t\u00e3o nebulosa e pontilhada de verdades que daqui a dez anos n\u00e3o ser\u00e3o mais. Como a virgindade do PT, n\u00e9?<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Pela leitura do Os Var\u00f5es Assinalados e Netto Perde Sua Alma, fica claro que a luta dos soldados negros era para se livrar da escravid\u00e3o. Nos livros de hist\u00f3ria, isso freq\u00fcentemente \u00e9 colocado de forma amb\u00edgua, como se eles lutassem pela liberdade como direito pol\u00edtico no sentido contempor\u00e2neo.<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 A hist\u00f3ria dos historiadores n\u00e3o \u00e9 confi\u00e1vel. Basta ver as pol\u00eamicas, um querendo ser mais inteligente e autorit\u00e1rio do que o outro. A mitologia pega a ess\u00eancia das coisas. Mostra talvez o que os caras n\u00e3o conseguiram ser. Veja a mitologia do PT: a honestidade; n\u00e3o era um partido de corruptos&#8230; Os farrapos n\u00e3o podiam ser tudo aquilo &#8212; republicanos, abolicionistas etc. \u2013 porque eram uma frente, mas o que sobrou foram algumas atitudes, como a proclama\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica, e algumas id\u00e9ias que acabaram n\u00e3o vingando.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Como a id\u00e9ia da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura?<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 A aboli\u00e7\u00e3o nunca foi discutida pelos farroupilhas, mas a liberdade dos escravos estava impl\u00edcita na id\u00e9ia da rep\u00fablica. Tudo isso \u00e9 muito confuso: os farroupilhas eram liberais e como tais defendiam a propriedade, mas encaravam os escravos como intoc\u00e1veis porque eles faziam parte do patrim\u00f4nio privado; cada fazendeiro tinha um grupo de escravos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 E como te sentes explorando os lanceiros negros na fic\u00e7\u00e3o?<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 Isso \u00e9 uma coincid\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 proposital. Meu projeto \u00e9 uma trilogia sobre o Netto. O primeiro mostrou o Netto guerreiro, o segundo mostra o Netto carreirista de cavalos e o terceiro vai mostrar o Netto rom\u00e2ntico.<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 O que h\u00e1 de concreto sobre a lenda do Negrinho do Pastoreio? <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 \u00c9 uma lenda um pouco estranha. Um garoto de 14 ou 15 anos \u00e9 morto a chicotadas por perder uma corrida que envolve muito dinheiro; depois vem Nossa Senhora, limpa as feridas do guri, bota ele num cavalo e&#8230;basta acender uma velinha que se consegue uma gra\u00e7a!<\/p>\n<p align=\"justify\"><span class=\"entreperg\">J\u00c1 \u2013 Foi beatificado.<strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Ruas<\/strong> \u2013 Virou santo e&#8230;pi\u00e1 de recado!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor-cineasta Tabajara Ruas come\u00e7a dia 1\u00ba de novembro no Taim as filmagens de O General e o Negrinho, fic\u00e7\u00e3o que junta pela primeira vez no cinema o mito do general farroupilha Antonio de Souza Netto e a lenda do Negrinho do Pastoreio, uma das mais antigas crendices populares do Rio Grande do Sul. 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