{"id":13166,"date":"2005-11-28T15:12:30","date_gmt":"2005-11-28T18:12:30","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=182"},"modified":"2005-11-28T15:12:30","modified_gmt":"2005-11-28T18:12:30","slug":"maestri-diz-que-pesquisadores-precisam-por-o-negro-na-historia-do-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/maestri-diz-que-pesquisadores-precisam-por-o-negro-na-historia-do-rs\/","title":{"rendered":"Maestri diz que pesquisadores precisam p\u00f4r o negro na hist\u00f3ria do RS"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/escravos2.jpg?0.9304703507262793\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"195\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">\n<strong>Geraldo Hasse<\/strong>, especial para o J\u00c1<\/p>\n<p align=\"justify\">O historiador Mario Maestri disse em Os\u00f3rio na abertura do I Simp\u00f3sio Internacional do Litoral Norte sobre Hist\u00f3ria e Cultura Negra que os pesquisadores ga\u00fachos t\u00eam o dever de reestudar a hist\u00f3ria rio-grandense no s\u00e9culo 19 para recuperar algo que a historiografia oficial escondeu: a presen\u00e7a do negro na economia e na cultura do estado. \u201cO escravismo foi dominante na sociedade do Rio Grande do Sul\u201d, disse Maestri, que leciona na Universidade de Passo Fundo.<br \/>\nNo per\u00edodo de um s\u00e9culo que marca o in\u00edcio da ind\u00fastria do charque (1780) e o fim da escravid\u00e3o (1888), a economia ga\u00facha foi tocada pelo bra\u00e7o escravo. \u201cOs fazendeiros criaram no Rio Grande do Sul e no Uruguai n\u00facleos est\u00e1veis de cativos campeiros aos quais se agregavam os ga\u00fachos livres nas \u00e9pocas de maior trabalho\u201d, afirma Maestri,\u00a0 especializado na pesquisa sobre a escravid\u00e3o no pampa.<br \/>\nSegundo Maestri, falta estudar diversos aspectos da vida econ\u00f4mica rio-grandense no s\u00e9culo 19. Por exemplo, a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo em meados do s\u00e9culo 19, gra\u00e7as \u00e0 expans\u00e3o da cafeicultura em S\u00e3o Paulo, fez do Rio Grande do Sul um estado temporariamente exportador de m\u00e3o-de-obra cativa. De 1874 a 1884, o RS embarcou mais de 14 mil escravos para S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/escravos.jpg?0.7486484337015363\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"183\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\nOutro fator de expuls\u00e3o de m\u00e3o-de-obra cativa foi o cercamento das fazendas com arame, a partir de 1880, intensificando a contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra assalariada &#8212; os pe\u00f5es, que seriam predominantemente descendentes de \u00edndios. \u201cAinda hoje \u00e9 forte a presen\u00e7a de afro-descendentes na peonada das fazendas\u201d, diz Maestri, lembrando que sem estudar esses fatos &#8212; esquecidos pela historiografia oficial &#8212; n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel compreender a atual realidade do Rio Grande.<br \/>\nMaestri lamentou a n\u00e3o publica\u00e7\u00e3o como livro da tese de mestrado \u201cPelotas: Escravid\u00e3o e Charqueadas\u201d, de Jorge Euz\u00e9bio Assun\u00e7\u00e3o, produzida em 1995 para a PUC de Porto Alegre. Para Maestri, trata-se do mais completo estudo j\u00e1 realizado sobre o trabalho nas charqueadas. Segundo Assun\u00e7\u00e3o, que leciona em Os\u00f3rio, a decantada prosperidade pelotense no s\u00e9culo 19 deveu-se \u00e0 grande concentra\u00e7\u00e3o de trabalhadores escravos na sua ind\u00fastria de carnes salgadas. Em 1853, havia 38 charqueadas no munic\u00edpio, que liderava a exporta\u00e7\u00e3o do estado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Hasse, especial para o J\u00c1 O historiador Mario Maestri disse em Os\u00f3rio na abertura do I Simp\u00f3sio Internacional do Litoral Norte sobre Hist\u00f3ria e Cultura Negra que os pesquisadores ga\u00fachos t\u00eam o dever de reestudar a hist\u00f3ria rio-grandense no s\u00e9culo 19 para recuperar algo que a historiografia oficial escondeu: a presen\u00e7a do negro na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-13166","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-3qm","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13166"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13166\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}