{"id":13170,"date":"2005-12-08T15:22:59","date_gmt":"2005-12-08T18:22:59","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=186"},"modified":"2005-12-08T15:22:59","modified_gmt":"2005-12-08T18:22:59","slug":"livro-sobre-candomble-e-lancado-no-bom-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/livro-sobre-candomble-e-lancado-no-bom-fim\/","title":{"rendered":"Livro sobre candombl\u00e9 \u00e9 lan\u00e7ado no Bom Fim"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/media2_matriarcas.jpg?0.6315890337668709\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"223\" height=\"300\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Ababadiba e Abiax\u00e9 abriram o lan\u00e7amento do livro na Palavraria (Fotos: Carla Ruas\/Jornal J\u00e1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Carla Ruas<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A Organiza\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras Maria Mulher promoveu quarta-feira,\u00a0no Bom Fim, o lan\u00e7amento do livro O Caminho das Matriarcas, de autoria de Maria do Ros\u00e1rio Carvalho dos Santos. A obra \u00e9 composta por relatos de quatro mulheres negras, as maiores autoridades dos terreiros de S\u00e3o Luiz, no Maranh\u00e3o. Atrav\u00e9s do di\u00e1logo com estas M\u00e3es de Santo, a autora aborda temas como racismo, escravismo, valores espirituais e sistemas de pensamentos africanos.<\/p>\n<p align=\"justify\">O evento, que ocorreu na Livraria Palavraria, contou com a presen\u00e7a de representantes de ONGs, e interessados no Candombl\u00e9. A noite come\u00e7ou com uma sauda\u00e7\u00e3o a Exu, com um canto realizado por Ababadiba e Abiax\u00e9. Logo, a historiadora e diretora do Instituto Kuanza, Cidinha da Silva, falou sobre a import\u00e2ncia desta publica\u00e7\u00e3o para promover o conhecimento de uma religi\u00e3o de matriz negra.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/media_matriarcas.jpg?0.644500959846694\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"221\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>A historiadora Cidinha da Silva falou sobre a import\u00e2ncia de manter viva a cultura negra<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cAs entrevistadas do livro s\u00e3o as mulheres que iniciaram os cultos na casas de tambor de mina e de nag\u00f4, espec\u00edficas do Maranh\u00e3o\u201d, conta Cidinha. Os 50 anos de pr\u00e1tica no Candombl\u00e9 as levam a ter um conhecimento profundo, raramente divulgado para quem n\u00e3o \u00e9 iniciado. \u201cO livro aborda aspectos pouco conhecidos, como a pr\u00e1tica religiosa, a vida social e a sabedoria popular\u201d, afirma.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para ela, outro m\u00e9rito desta obra est\u00e1 na autora, uma pesquisadora negra, que realizou as pesquisas entre 1973 e 1998. \u201cMaria do Ros\u00e1rio merece ter um reconhecimento pelo seu trabalho de pesquisa. Ela foi a primeira pesquisadora recebida pelas M\u00e3es de Santo desde a d\u00e9cada de 70\u201d, relata.<\/p>\n<p align=\"justify\">A autora, hoje com 70 anos, est\u00e1 doente, e por isso n\u00e3o p\u00f4de comparecer ao lan\u00e7amento. \u201cMas n\u00f3s vamos para S\u00e3o Luiz em janeiro, para divulgar o livro com uma grande festa\u201d, garante Cidinha.<\/p>\n<p align=\"justify\">A publica\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao projeto Imprensa Social, uma parceria de v\u00e1rias ONGs com a Imprensa Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo. Entre as organiza\u00e7\u00f5es que participam, est\u00e3o: o Instituto Kuanza, a A\u00e7\u00e3o Educativa, a 5 elementos e o CENPEC. O objetivo do projeto \u00e9 divulgar temas e autores que tenham trabalhos importantes sobre os Movimentos Sociais do pa\u00eds.<\/p>\n<p align=\"justify\">A organiza\u00e7\u00e3o Maria Mulher foi a respons\u00e1vel por trazer este lan\u00e7amento para Porto Alegre. \u201cN\u00f3s temos como miss\u00e3o divulgar a cultura africana e a hist\u00f3ria das mulheres negras, construtoras da hist\u00f3ria do Brasil\u201d, afirma Maria Concei\u00e7\u00e3o Lopes Fontoura, uma das diretoras do grupo. Ela conta que o Maria Mulher realiza parceria com v\u00e1rias ONGs que tratam desta tem\u00e1tica. Nesta ocasi\u00e3o, o encontro \u00e9 ainda mais especial, j\u00e1 que a organiza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 destaque da oitava edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, no dia 10.<\/p>\n<p align=\"justify\">Maria Concei\u00e7\u00e3o lembra, ainda, que o livro se enquadra na Lei 10.639\/03, que obriga o ensino da hist\u00f3ria da \u00c1frica e cultura afro-brasileira nos curr\u00edculos escolares. \u201cEle pode ser bem utilizado neste sentido, para disseminar a cultura dos negros, que s\u00e3o maioria no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ababadiba e Abiax\u00e9 abriram o lan\u00e7amento do livro na Palavraria (Fotos: Carla Ruas\/Jornal J\u00e1) Carla Ruas A Organiza\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras Maria Mulher promoveu quarta-feira,\u00a0no Bom Fim, o lan\u00e7amento do livro O Caminho das Matriarcas, de autoria de Maria do Ros\u00e1rio Carvalho dos Santos. 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