{"id":13179,"date":"2006-01-26T15:43:01","date_gmt":"2006-01-26T18:43:01","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=195"},"modified":"2006-01-26T15:43:01","modified_gmt":"2006-01-26T18:43:01","slug":"destino-do-fsm-em-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/destino-do-fsm-em-debate\/","title":{"rendered":"Destino do FSM em debate"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/ultimas\/fotofms1.gif?0.5989865546028624\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"283\" height=\"193\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Sexta edi\u00e7\u00e3o do FSM iniciou na ter\u00e7a-feira (24\/01) com a tradicional marcha de abertura <\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">O destino do principal encontro da sociedade civil n\u00e3o \u00e9 uma d\u00favida apenas na cabe\u00e7a dos cerca de 60 mil inscritos no 6\u00ba F\u00f3rum Social Mundial. O Futuro do F\u00f3rum tamb\u00e9m foi tema de um debate em Caracas.<\/p>\n<p align=\"left\">&#8220;Ainda temos de radicalizar nas coisas em que n\u00e3o temos sido eficientes&#8221;, prop\u00f4s o soci\u00f3logo C\u00e2ndido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de An\u00e1lises Sociais e Econ\u00f4micas (Ibase). C\u00e2ndido representou o grupo de oito entidades que, pela primeira vez, em Porto Alegre, organizou o F\u00f3rum. E apontou que o maior desafio do encontro \u00e9 balancear a diversidade de organiza\u00e7\u00f5es com a conjun\u00e7\u00e3o de propostas.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Como ingressar todos no debate, sem entrar na fragmenta\u00e7\u00e3o total?&#8221;, questionou \u00e0 plat\u00e9ia de cerca de 300 pessoas. &#8220;N\u00e3o procuramos o consenso, mas valorizar nossas diferen\u00e7as&#8221;, resumiu.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma das diferen\u00e7as entre os organizadores era a id\u00e9ia do F\u00f3rum apoiar oficialmente determinadas causas. &#8220;Todas as propostas que temos s\u00e3o boas, mas o F\u00f3rum n\u00e3o pode ser uma inst\u00e2ncia que referende essas id\u00e9ias&#8221;, afirmou C\u00e2ndido. A opini\u00e3o n\u00e3o \u00e9 compartilhada por Irene Le\u00f3n, da Ag\u00eancia Latino-americana de Informa\u00e7\u00e3o (Alai) e uma das respons\u00e1veis pelo 1\u00ba F\u00f3rum Social Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Na nossa experi\u00eancia, apoiamos claramente o governo cubano diante do embargo dos Estados Unidos e n\u00e3o vejo problemas nisso&#8221;, apontou ela.<\/p>\n<p align=\"justify\">H\u00e1 hoje, entretanto, mais sintonia na id\u00e9ia de que o F\u00f3rum deve estreitar sua rela\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio pol\u00edtico. &#8220;Os movimentos sociais s\u00e3o aut\u00f4nomos. Mas, se n\u00e3o se vinculam \u00e0s situa\u00e7\u00f5es reais, n\u00e3o t\u00eam como responder \u00e0s necessidades dos povos&#8221;, disse Jacobo Torres, da For\u00e7a Bolivariana de Trabalhadores, uma corrente sindical venezuelana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ele defendeu que as organiza\u00e7\u00f5es que participam do F\u00f3rum discutam a nova realidade pol\u00edtica latino-americana, com a elei\u00e7\u00e3o de partidos com origem na esquerda.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Temos de incidir mais na sociedade e avan\u00e7ar no di\u00e1logo com governos&#8221;, defende C\u00e2ndido. Para ele, essa incid\u00eancia deve ser feita por meio de lan\u00e7amento de campanhas, &#8220;aproveitando o momento do F\u00f3rum&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Uni\u00e3o dos movimentos passa pela uni\u00e3o das lutas, diz ativista brasileira <\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Uma das dificuldades da integra\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais latino-americanos \u00e9 a falta da compreens\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o integral das lutas de cada um deles, disse a militante brasileira Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres. Ela participou nesta quarta-feira (24) \u00e0 noite da confer\u00eancia &#8220;Os novos caminhos da integra\u00e7\u00e3o latino-americana&#8221;, uma das duas mil atividades da 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Social Mundial.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Sempre que h\u00e1 encontros de movimentos, fecham-se posi\u00e7\u00f5es de consenso em v\u00e1rios temas, mas nunca sobre as reivindica\u00e7\u00f5es das mulheres. Por exemplo, o direito ao aborto ou a viol\u00eancia dom\u00e9stica&#8221;, afirmou Faria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ela explicou que, como esses s\u00e3o temas muito pr\u00f3ximos \u00e0s pessoas, existe uma dificuldade em debat\u00ea-los. Outra situa\u00e7\u00e3o que usou de exemplo \u00e9 a divis\u00e3o sexual: &#8220;os homens est\u00e3o livres do trabalho dom\u00e9stico, de cuidar dos filhos ou dos idosos, o que lhes d\u00e1 mais tempos para estudar, trabalhar, descansar ou militar. Isso n\u00e3o \u00e9 pouco. E o trabalho dom\u00e9stico ainda n\u00e3o \u00e9 considerado um trabalho verdadeiro&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo Nalu Faria, apenas quando os movimentos estiverem dispostos a aceitar todas as lutas como leg\u00edtimas \u00e9 que poder\u00e1 haver uma integra\u00e7\u00e3o verdadeira. Para isso, segundo ela, muitos intelectuais e at\u00e9 mesmo a classe m\u00e9dia ter\u00e1 que abrir m\u00e3o de um padr\u00e3o de vida com o qual se acostumou, um padr\u00e3o de vida que seria imposs\u00edvel de reproduzir para todas as pessoas do mundo.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Brasil e Venezuela querem refor\u00e7ar agenda comum para quest\u00e3o da terra <\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O ministro do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, Miguel Rossetto, reuniu-se ontem (26) com o ministro venezuelano da Agricultura, Antonio Abarr\u00e1n. De acordo com Rosseto, no encontro foi decidido o refor\u00e7o dos conv\u00eanios que os dois pa\u00edses t\u00eam na \u00e1rea. &#8220;J\u00e1 estamos trabalhando conjuntamente com troca de pol\u00edticas de assist\u00eancia t\u00e9cnica a pequenos agricultores e em modelos de reforma agr\u00e1ria&#8221;, disse. &#8220;Os dois governos t\u00eam uma agenda comum de democratiza\u00e7\u00e3o da terra&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p align=\"justify\">O ministro tamb\u00e9m afirmou que h\u00e1 &#8220;uma expectativa muito positiva&#8221; de negociar acordos semelhantes com o governo do presidente boliviano Evo Morales. Segundo Rosseto, os conv\u00eanios podem ser assinados at\u00e9 mar\u00e7o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O ministro est\u00e1 em Caracas para o 6\u00ba F\u00f3rum Social Mundial. Nesta quinta-feira (26), ele participa de um debate preparativo \u00e0 2\u00aa Confer\u00eancia Internacional sobre Reforma Agr\u00e1ria e Desenvolvimento Rural, que ocorrer\u00e1 de 7 a 10 de mar\u00e7o, em Porto Alegre. O encontro ser\u00e1 promovido pela Organiza\u00e7\u00e3o para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO, pela sigla em ingl\u00eas), vinculada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p><em>Daniel Merli e Andr\u00e9 Deak, Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexta edi\u00e7\u00e3o do FSM iniciou na ter\u00e7a-feira (24\/01) com a tradicional marcha de abertura O destino do principal encontro da sociedade civil n\u00e3o \u00e9 uma d\u00favida apenas na cabe\u00e7a dos cerca de 60 mil inscritos no 6\u00ba F\u00f3rum Social Mundial. 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