{"id":13192,"date":"2006-03-08T16:03:53","date_gmt":"2006-03-08T19:03:53","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=208"},"modified":"2006-03-08T16:03:53","modified_gmt":"2006-03-08T19:03:53","slug":"o-contemporaneo-em-questao-no-margs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-contemporaneo-em-questao-no-margs\/","title":{"rendered":"O contempor\u00e2neo em quest\u00e3o no Margs"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/leticia%20marquez.jpg?0.049683721403458225\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"363\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Let\u00edcia quer despertar no espectador a an\u00e1lise individual, a partir das ang\u00fastias coletivas (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cEstamos cada vez mais participantes do mundo, com a globaliza\u00e7\u00e3o, mas, ao mesmo tempo, nos sentimos cada vez mais s\u00f3s\u201d. A mineira Let\u00edcia M\u00e1rquez abre o calend\u00e1rio de exposi\u00e7\u00f5es das Salas Negras do Museu de Arte Ado Malagolli (Margs), na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, em Porto Alegre, com reflex\u00f5es sobre a vida contempor\u00e2nea, as transforma\u00e7\u00f5es do individuo e suas ang\u00fastias.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/cheung.jpg?0.440687748074556\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"263\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Em Cheung, na representa\u00e7\u00e3o de uma figura feminina, o semblante \u00e9 pass\u00edvel das mais variadas interpreta\u00e7\u00f5es: \u201cPode ser dor f\u00edsica, espiritual, gozo, d\u00favida\u201d, explica a artista. Let\u00edcia tamb\u00e9m acredita que a estrutura que representa os seios e o cabelo tamb\u00e9m e amb\u00edgua: \u201cEsses cabelos que v\u00e3o, numa \u00fanica pe\u00e7a, at\u00e9 o ch\u00e3o, podem ser vistos como uma urna mortu\u00e1ria, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A instala\u00e7\u00e3o traz os questionamentos sobre a mulher, \u201caquela que sempre se molda aos desejos dos outros\u201d, segundo a artista. Por isso tamb\u00e9m a varia\u00e7\u00e3o interpretativa a que se prop\u00f5em: \u201cA mulher \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o em si\u201d, acredita.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/andor2.jpg?0.376329409834467\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"263\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">A segunda\u00a0 instala\u00e7\u00e3o, Andor, reflete o fanatismo religioso t\u00e3o presente na moderna sociedade. \u201cPara mim, o profano e o sagrado est\u00e3o intrinsecamente ligados, ao contr\u00e1rio do que cr\u00ea a maioria das pessoas\u201d. O pr\u00f3prio nome da escultura remete a um utens\u00edlio utilizado para carregar obras sacras, explica a artista.<\/p>\n<p align=\"justify\">Circundadas pelo negro das paredes e do ch\u00e3o, as duas instala\u00e7\u00f5es da artista recebem ilumina\u00e7\u00e3o especial, com feixes de luz que destacam detalhes dos rostos em gesso e sobressaem-se como fantasmas. A alegoria sobrenatural revela mais uma vez a inten\u00e7\u00e3o de Let\u00edcia de mostrar o homem penando no mundo de espectros reais.<\/p>\n<p align=\"justify\">O contraste entre o claro e o escuro est\u00e1 presente tamb\u00e9m na escolha dos materiais, o peso do ferro retorcido \u2013 nas estruturas de sustento de ambas as obras \u2013 versus a leveza do gesso, onde se esculpem as caras.<\/p>\n<p align=\"justify\">A inten\u00e7\u00e3o da artista \u00e9 despertar no espectador a an\u00e1lise interna, individual, a partir das ang\u00fastias coletivas. \u201cProcuro materializar essa subjetividade\u201d, diz. Para ela, \u00e9 exagerada a cren\u00e7a no cientificismo como solu\u00e7\u00e3o do mundo. Problematizando a raz\u00e3o e os sentidos, ela busca estimular \u201co olhar sens\u00edvel, necessariamente humanizado\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A mostra Pena\u2013A\u00e7\u00e3o fica exposta at\u00e9 dia 9 de abril, de ter\u00e7as a domingos, das 10h \u00e0s 19h, nas Salas negras do Margs. Nessa quarta-feira (8), \u00e0s 17h, Let\u00edcia M\u00e1rquez participa de um bate-papo com o p\u00fablico, no Audit\u00f3rio do Margs, com entrada franca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Let\u00edcia quer despertar no espectador a an\u00e1lise individual, a partir das ang\u00fastias coletivas (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1) Naira Hofmeister \u201cEstamos cada vez mais participantes do mundo, com a globaliza\u00e7\u00e3o, mas, ao mesmo tempo, nos sentimos cada vez mais s\u00f3s\u201d. 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