{"id":13195,"date":"2006-03-24T16:10:18","date_gmt":"2006-03-24T19:10:18","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=211"},"modified":"2006-03-24T16:10:18","modified_gmt":"2006-03-24T19:10:18","slug":"meu-canto-e-tri-legal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/meu-canto-e-tri-legal\/","title":{"rendered":"Meu canto \u00e9 tri legal"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/med_poemeucanto.jpg?0.5154772305779817\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"240\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Filme conta a trajet\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, desde seus prim\u00f3rdios, h\u00e1 234 anos, at\u00e9 os dias atuais (Fotos Divulga\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><br \/>\nA senhora ao meu lado chorou, e n\u00e3o deve ter sido a \u00fanica. As belas imagens a\u00e9reas que Jaime Lerner captou de um helic\u00f3ptero, mostram uma Porto Alegre desconhecida dos nossos olhos. Os coqueiros da Osvaldo Aranha, a extens\u00e3o da Borges de Medeiros, os tons esverdeados dos parques em meio \u00e0 selva de pedras da urbaniza\u00e7\u00e3o. Diferentes perspectivas pict\u00f3ricas unidas a pontos de vista tamb\u00e9m distintos sobre a cidade.<br \/>\n<em>Porto Alegre, meu Canto no Mundo<\/em> j\u00e1 inicia com uma grande sacada dos diretores: a partir de um texto de Saint Hilaire sobre a tomada da cidade pelos Farroupilhas, C\u00edcero Aragon e Jaime Lerner montaram imagens de um Gre-Nal. A eterna dicotomia da cidade est\u00e1 viva desde sua g\u00eanese. Gremistas e Colorados, Chimangos e Maragatos, Farroupilhas e Imperialistas, Petistas e Anti-Petistas. A cidade se divide: os \u00e2nimos sempre acirrados.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/medi.jpg?0.7135833385317075\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"263\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Cenas de document\u00e1rios e fotos antigas da g\u00eanese da cidade &#8230;<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto positivo do document\u00e1rio foi o resgate hist\u00f3rico, que fugiu ao clich\u00ea, que fatalmente, seria chato. N\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancias demasiadas \u00e0 <em>high-society<\/em>, mas n\u00e3o\u00a0esquece de Eva Sopher e a ess\u00eancia do Theatro S\u00e3o Pedro, palco de antol\u00f3gicas apresenta\u00e7\u00f5es, como a do compositor Villa-Lobos. Nas palavras do mesmo Saint Hilaire, Porto Alegre mostra-se uma cidade provinciana, com grande import\u00e2ncia dada \u00e0 conviv\u00eancia social,\u00a0cultivada at\u00e9 hoje.<br \/>\nAo contr\u00e1rio, os marcos da hist\u00f3ria porto-alegrense s\u00e3o no Areal da Baronesa, onde Giba-Giba conta que, no espa\u00e7o de duas quadras, existiam cinco escolas de samba. Ou no Bom Fim e no Rio Branco, onde conviviam as mais variadas culturas \u2013 germ\u00e2nica, negra, judaica. A cultura porto-alegrense para Sandra Pesavento e S\u00e9rgio da Costa Franco, passa obrigatoriamente pelo Beco do Mijo, e outros lugarejos n\u00e3o exatamente nobres.<br \/>\nFinalmente, Luiz Fernando Verissimo recorda a cidade que n\u00e3o existe: a Rua da Praia, as pra\u00e7as da Matriz e da Alf\u00e2ndega e outros lugares de cidade que qualquer porto-alegrense conhece, mas n\u00e3o est\u00e3o no mapa, pois, oficialmente levam outros nomes.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/med_poameucanto2.jpg?0.3777906717498996\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"258\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">&#8230; s\u00e3o intercaladas com recostru\u00e7\u00f5es de fatos hist\u00f3ricos. <\/span><\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos depoimentos ,\u00a0o elenco ficcional da trama \u00e9 encabe\u00e7ado por Roberto Birindelli e Luiz Paulo Vasconcelos e a bela trilha sonora, composta originalmente para a obra, \u00e9 assinada por Daniel S\u00e1, a partir de m\u00fasicas de uma turma bem conhecida das ruas do porto: Renato Borguetti, Nenhum de N\u00f3s,\u00a0 Vitor Ramil, Frank Solari, Neto Fagundes, Hique Gomes, Radio Esmeralda, Bebeto Alves e Arthur de Faria.<br \/>\nAs locu\u00e7\u00f5es do document\u00e1rio tamb\u00e9m s\u00e3o feitas por um time de peso, formado por Lauro Quadros, Lasier Martins, Haroldo de Souza, Luis Carlos Reck, Mari Mesari e Pedro Ernesto, entre outros.<br \/>\nBairrismo ou n\u00e3o, o fato \u00e9 que filme levantou o p\u00fablico das poltronas ao seu final (se bem que, embalados pela cervejinha servida antes da sess\u00e3o, mal subiram os cr\u00e9ditos, a fila no banheiro j\u00e1 virava a esquina).<br \/>\nNa noite dessa sexta-feira, 24, o p\u00fablico ter\u00e1 outra oportunidade de assistir <em>Porto Alegre, Meu canto no Mundo<\/em>, dessa vez no Largo Gl\u00eanio Peres, a partir das 20h, com entrada franca. A exibi\u00e7\u00e3o marca os cinco anos do projeto RodaCineRGE, de cinema itinerante, que realiza sess\u00f5es p\u00fablicas por todo o estado, sempre ao ar livre e com entrada franca.<br \/>\n\u00c9 bom aproveitar, pois o filme deve ter problemas para ser distribu\u00eddo \u2013 mas, provavelmente ganhar\u00e1 sess\u00f5es, ao menos na Sala P. F. Gastal \u2013 j\u00e1 que a verba est\u00e1 t\u00e3o curta que a c\u00f3pia que circula por enquanto, ainda \u00e9 digital.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/teatro_detalhe.php?id=165\">Veja outras op\u00e7\u00f5es culturais do final de semana<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filme conta a trajet\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, desde seus prim\u00f3rdios, h\u00e1 234 anos, at\u00e9 os dias atuais (Fotos Divulga\u00e7\u00e3o) Naira Hofmeister A senhora ao meu lado chorou, e n\u00e3o deve ter sido a \u00fanica. 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