{"id":13205,"date":"2006-05-15T16:54:37","date_gmt":"2006-05-15T19:54:37","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=222"},"modified":"2006-05-15T16:54:37","modified_gmt":"2006-05-15T19:54:37","slug":"limite-antologico-filme-brasileiro-tem-exibicao-unica-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/limite-antologico-filme-brasileiro-tem-exibicao-unica-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Limite: antol\u00f3gico filme brasileiro tem exibi\u00e7\u00e3o \u00fanica em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/limite.jpg?0.10705490476929774\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"384\" height=\"265\" \/><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Cena do filme Limite, que sera exibido em sess\u00e3o \u00fanica na quarta-feira, 17 (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><br \/>\nO Santander Cultural exibe nesta quarta-feira a \u00fanica sess\u00e3o de Limite, filme de M\u00e1rio Peixoto que \u00e9 considerado um marco do cinema brasileiro, reconhecido internacionalmente como o representante da avant-garde tupiniquim. O evento homenageia os 75 anos da obra \u2013 lan\u00e7ada em 1931, no Cinema Capit\u00f3lio, no Rio de Janeiro, onde foi aclamada por cr\u00edticos como \u201ca mais bem sucedida experimenta\u00e7\u00e3o de cinema-poesia na hist\u00f3ria nacional\u201d.<br \/>\nO longa n\u00e3o foi um sucesso de p\u00fablico \u2013 teve poucas exibi\u00e7\u00f5es na \u00e9poca. Depois, acabou relegado a circuitos alternativos. A sess\u00e3o que acontece em Porto Alegre, na pr\u00f3xima quarta-feira, 17, \u00e9 uma rara oportunidade de ver o filme.<br \/>\nTanto que h\u00e1 uma programa\u00e7\u00e3o especial para este grande momento. Como preliminar, de segunda a quarta desta semana o Santander apresenta o document\u00e1rio Onde a Terra Acaba, de S\u00e9rgio Machado, que tem como objeto a vida e a obra de M\u00e1rio Peixoto. O legado desse autor, ali\u00e1s, \u00e9 pouco conhecido, tanto pelos mist\u00e9rios de sua biografia como pela pouca divulga\u00e7\u00e3o que seu \u00fanico filme finalizado teve.<br \/>\nLimite dialoga com o desespero e a ang\u00fastia diante da trag\u00e9dia. \u00c9 tamb\u00e9m um texto sobre a resist\u00eancia, a capacidade de luta, a garra pela vida, mesmo quando a morte \u00e9 iminente e inevit\u00e1vel. Entre os personagens, o tra\u00e7o mais marcante dessa resist\u00eancia \u00e9 a mem\u00f3ria dos que vivem do passado, mesmo que este se constitua de fracassos e infelicidade.<br \/>\nA trama foi escrita em uma \u00fanica noite, ap\u00f3s Peixoto ter sido seduzido pela imagem de um rosto feminino, que \u00e0 sua frente tinha as m\u00e3os de um homem atadas por algemas. A figura foi capa da revista francesa VU em 1929, que Peixoto conheceu durante sua estadia em Paris.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Obra \u00fanica<\/span><\/strong><br \/>\nMesmo com as rever\u00eancias prestadas \u00e0 Limite, M\u00e1rio Peixoto nunca mais conseguiu concluir outra obra. Em 1959, os negativos da \u00faltima c\u00f3pia do filme encontravam-se completamente deteriorados e coube \u00e0 Plinio S\u00fcssekind e Saulo Pereira de Mello, iniciarem sua recupera\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 foi finalizada em 1971.<br \/>\nToda essa m\u00edstica em torno de Limite \u00e9 revelada parcialmente no document\u00e1rio Onde a Terra Acaba, de S\u00e9rgio Machado, que recebeu o pr\u00eamio de Melhor Filme do J\u00fari no Festival de Gramado em 2002. O filme, produzido por Walter Salles, tem o mesmo t\u00edtulo da produ\u00e7\u00e3o que Peixoto abandonou em 1932, no meio das filmagens, ap\u00f3s brigas com a atriz e produtora Carmen Santos.<br \/>\nO filme traz imagens raras e cenas de bastidores de Limite, alguns fragmentos de Onde a Terra Acaba e depoimentos de Peixoto, colhidos por Ruy Solberg para outro trabalho, O Homem do Morcego.<br \/>\nOs dois filmes ter\u00e3o sess\u00f5es comentadas. Onde a Terra Acaba ter\u00e1 debate conduzido por Aparecida do Carmo Frigeri Berchior, professora de literatura brasileira e diretora acad\u00eamica da FAFIBE (S\u00e3o Paulo), que teve o autor como tem\u00e1tica de seu doutorado, al\u00e9m de ser autora de v\u00e1rios artigos sobre o cineasta.<br \/>\nLimite ser\u00e1 comentado por Michael Korfmann, professor do Instituto de Letras da UFRGS, respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do site <a href=\"http:\/\/www.mariopeixoto.com\/\">www.mariopeixoto.com<\/a> e de grupos de estudos sobre a obra prima de Peixoto e sua colabora\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. \u00c9 tamb\u00e9m editor do livro em ingl\u00eas Ten contemporary views on Mario Peixoto&#8217;s Limite, lan\u00e7ado na Alemanha em janeiro de 2006. A mostra \u00e9 iniciativa do Instituto de Letras \u2013 UFRGS, com apoio do Goethe-Institut e Arquivo Mario Peixoto (RJ) e do Santander Cultural.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Programa\u00e7\u00e3o mostra especial Limite 75<br \/>\n<\/span>15 de maio &#8211; segunda-feira<\/strong><br \/>\n15h, 17h e 19h \u2013 <em>Onde a terra acaba<\/em>, de S\u00e9rgio Machado<br \/>\n<strong>16 de maio &#8211; ter\u00e7a-feira<\/strong><br \/>\n15h, 17h e 19h \u2013 <em>Onde a terra acaba<\/em>, de S\u00e9rgio Machado<br \/>\nSess\u00e3o Comentada com Aparecida do Carmo Frigeri Berchior<br \/>\n<strong>17 maio &#8211; quarta-feira<br \/>\n<\/strong>15h e 17h \u2013 <em>Onde a terra acaba<\/em>, de S\u00e9rgio Machado<br \/>\n19h \u2013 <em>Limite<\/em>, de Mario Peixoto<br \/>\nSess\u00e3o Comentada com Michael Korfmann<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cena do filme Limite, que sera exibido em sess\u00e3o \u00fanica na quarta-feira, 17 (Divulga\u00e7\u00e3o) Naira Hofmeister O Santander Cultural exibe nesta quarta-feira a \u00fanica sess\u00e3o de Limite, filme de M\u00e1rio Peixoto que \u00e9 considerado um marco do cinema brasileiro, reconhecido internacionalmente como o representante da avant-garde tupiniquim. 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