{"id":13208,"date":"2006-05-29T13:00:01","date_gmt":"2006-05-29T16:00:01","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=225"},"modified":"2006-05-29T13:00:01","modified_gmt":"2006-05-29T16:00:01","slug":"intervencao-artistica-provoca-o-publico-da-redencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/intervencao-artistica-provoca-o-publico-da-redencao\/","title":{"rendered":"Interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica provoca o p\u00fablico da Reden\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/artenobrique_med2.jpg?0.6537951492625822\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"263\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Mostra intrigou quem passeava na Reden\u00e7\u00e3o (Fotos: Naira Hofmeister)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><br \/>\nNum belo dia de sol, os cachorros correm alegremente atr\u00e1s de suas bolinhas, as crian\u00e7as rolam na grama, os casais namoram nos bancos da pra\u00e7a e os pais tomam o chimarr\u00e3o. Nada mais t\u00edpico dos porto-alegrenses num domingo de maio. Foi nesse tradicional espa\u00e7o familiar que a artista pl\u00e1stica Miriam Tolpolar resolveu intervir com litografias que fazem parte da sua exposi\u00e7\u00e3o Meus Mortos, Meus Vivos.<br \/>\nSobre os vinte e seis tocos de madeira do canteiro central do Parque Farroupilha, Miriam instalou tecidos brancos nos quais est\u00e3o impressas fotografias de parentes. A tem\u00e1tica da mem\u00f3ria \u00e9 recorrente na obra da artista e estava inclusa em sua pesquisa de mestrado no Instituo de Artes da UFRGS. A grande id\u00e9ia do trabalho, contudo, era democratizar a arte, levando a instala\u00e7\u00e3o para o espa\u00e7o p\u00fablico. \u201cN\u00e3o queria nada que lembrasse uma galeria ou que tivesse v\u00ednculo com espa\u00e7os institucionais\u201d.<br \/>\nPor isso a op\u00e7\u00e3o por n\u00e3o identificar as obras, nem sequer referir o nome da artista. Quem passou pelo local entre sexta-feira, 26, e domingo, 28, simplesmente se deparava com um monte de toquinhos cobertos pelo tecido impresso. \u201cTeve gente ontem que disse que era macumba para os cachorros\u201d, riu Erli Neuhauss, que sentou-se confortavelmente entre as obras de Miriam, ao lado do marido, S\u00e9rgio Damico, que tamb\u00e9m se perguntava sobre a origem daquela intrigante exposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAssim como S\u00e9rgio e Erli, muitos outros freq\u00fcentadores do parque queriam saber o que aquilo significava. \u201cDe repente o prop\u00f3sito \u00e9 justamente despertar a pergunta, fazer as pessoas conversarem, como estamos fazendo agora\u201d, sup\u00f4s algu\u00e9m que passava. Outros acreditavam que era uma homenagem aos mortos da ditadura, alguns apenas identificavam como uma bela obra, outros, n\u00e3o pareceram gostar muito.<br \/>\nO prop\u00f3sito da artista, no entanto, se cumpriu. Provocar a aceita\u00e7\u00e3o com naturalidade da interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica no espa\u00e7o n\u00e3o convencional \u00e9 uma das inten\u00e7\u00f5es de Miriam Tolpolar, que parece ter sa\u00eddo feliz nesse domingo da Reden\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas n\u00e3o estranham quando tem um grupo de teatro ou um m\u00fasico se apresentando na rua\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra intrigou quem passeava na Reden\u00e7\u00e3o (Fotos: Naira Hofmeister) Naira Hofmeister Num belo dia de sol, os cachorros correm alegremente atr\u00e1s de suas bolinhas, as crian\u00e7as rolam na grama, os casais namoram nos bancos da pra\u00e7a e os pais tomam o chimarr\u00e3o. Nada mais t\u00edpico dos porto-alegrenses num domingo de maio. 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