{"id":1328,"date":"2008-07-31T15:01:33","date_gmt":"2008-07-31T18:01:33","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.159.90\/~jornalja\/?p=1328"},"modified":"2008-07-31T15:01:33","modified_gmt":"2008-07-31T18:01:33","slug":"brigada-militar-propoe-conselho-comum-para-sete-bairros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/brigada-militar-propoe-conselho-comum-para-sete-bairros\/","title":{"rendered":"Brigada Militar prop\u00f5e conselho comum para sete bairros"},"content":{"rendered":"<p><strong>Helen Lopes<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO comandante da 3\u00aa Companhia da Brigada Militar, major Aroldo Medina, ter\u00e1 pouco mais de um m\u00eas para convocar os moradores dos sete bairros sob sua responsabilidade para um encontro sobre seguran\u00e7a. O comandante pretende mobilizar a popula\u00e7\u00e3o do Bom Fim, Farroupilha, Moinhos de Vento, Independ\u00eancia, Santana, Santa Cec\u00edlia e Rio Branco para a cria\u00e7\u00e3o de um \u00fanico conselho pr\u00f3-seguran\u00e7a p\u00fablica, o Consepro.<br \/>\nA id\u00e9ia surgiu durante uma audi\u00eancia com moradores da Cidade Baixa, preocupados com o aumento da viol\u00eancia, e visa \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o de recursos financeiros para o reaparelhamento da Companhia. Mesmo sob responsabilidade do 2\u00aa Companhia, a bairro deve ser incorporado. &#8220;Nada impede que a Cidade Baixa tamb\u00e9m fa\u00e7a parte, pois est\u00e1 na \u00e1rea de policiamento do 9\u00b0 Batalh\u00e3o&#8221;, explica.<br \/>\nO major espera conseguir dinheiro entre os vizinhos e comerciantes para adquirir viaturas, motocicleta e uma rede de r\u00e1dios.<br \/>\nMedina conta hoje com 60 homens, duas motos e um carro para vigiar toda a regi\u00e3o. &#8220;Em 22 anos como policial, nunca vi tanto descaso. N\u00e3o esperem nada do governo&#8221;, lamenta.<br \/>\nCom uma infra-estrutura prec\u00e1ria, o oficial n\u00e3o consegue atender \u00e0s comunidades que pedem mais policiamento. Ele desistiu tamb\u00e9m da ajuda das grandes empresas. &#8220;Procuramos os bancos da regi\u00e3o para contribuir na compra de viaturas com uma cota mensal de R$ 2,5 mil, menos do que eles gastam com cada vigia, mas at\u00e9 agora nada&#8221;, registra.<br \/>\nA cria\u00e7\u00e3o do Consepro resolveria uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes comunit\u00e1rios dos bairros mais organizados. Eles temem que os equipamentos adquiridos pelos moradores sejam utilizados em outras zonas &#8211; \u00e0 exemplo do que aconteceu no ver\u00e3o, quando o carro restaurado pela Federa\u00e7\u00e3o Israelita foi parar na Opera\u00e7\u00e3o Golfinho e voltou inutiliz\u00e1vel.<br \/>\n&#8220;Uma doa\u00e7\u00e3o \u00e0 Brigada Militar n\u00e3o pode ser de uso exclusivo naquele bairro ou de quem doou. Assim estar\u00edamos privatizando a seguran\u00e7a p\u00fablica, dando acesso apenas \u00e0queles que podem pagar&#8221;, esclarece Medina.<br \/>\nPor\u00e9m, o major explica que a forma\u00e7\u00e3o do Consepro, que posteriormente ser\u00e1 registrado como uma entidade, permitiria que se estabelecesse uma rela\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o entre as partes. &#8220;Ser\u00e1 como um empr\u00e9stimo ao destacamento para utilizar nessa regi\u00e3o&#8221;, completa.<br \/>\nAssim como os conselhos de seguran\u00e7a do Bom Fim e do Rio Branco, que retomaram as atividades no ano passado, o Consepro seria ainda um f\u00f3rum de troca de informa\u00e7\u00f5es, agilizando a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia.<br \/>\n<strong>Bairros convocados<\/strong><br \/>\nBom Fim<br \/>\nMoinhos de Vento<br \/>\nIndepend\u00eancia<br \/>\nRio Branco<br \/>\nFarroupilha<br \/>\nSanta Cec\u00edlia<br \/>\nSantana<br \/>\n<strong>Viol\u00eancia na Cidade Baixa <\/strong><br \/>\nO avan\u00e7o da criminalidade na Cidade Baixa levou o Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro\/RS), com sede na Jo\u00e3o Pessoa, a montar um grupo para tratar do assunto. Em sua quarta reuni\u00e3o, o Comit\u00ea Vizinhan\u00e7a Solid\u00e1ria busca alternativas para diminuir o n\u00famero de casos de viol\u00eancia. &#8220;Estamos vivendo um clima de inseguran\u00e7a na regi\u00e3o&#8221;, preocupa-se o presidente do sindicato, Sani Cardon. Ele conta que a sede da Funda\u00e7\u00e3o Ecarta, mantida pelo Sinpro, na esquina da Jo\u00e3o Pessoa com a Lopo Gon\u00e7alves, \u00e9 alvo constante de v\u00e2ndalos e assaltantes, que tentam arrombar o local.<br \/>\n&#8220;Al\u00e9m disso, nossos colegas est\u00e3o sendo abordados quando chegam \u00e0 casa do professor, aqui ao lado. Temos que fazer alguma coisa&#8221;, conclama. As reclama\u00e7\u00f5es repetem-se em outras ruas. &#8220;Nos \u00faltimos meses sofri tr\u00eas arrombamentos e um assalto \u00e0 m\u00e3o armada&#8221;, recorda Jo\u00e3o Hudson.<br \/>\nCoronel do Ex\u00e9rcito aposentado, ele e a esposa mant\u00eam uma cafeteria no bairro e est\u00e3o impressionados com os ataques. Hudson acredita na atua\u00e7\u00e3o de um conselho dos bairros, mas lembra que a popula\u00e7\u00e3o contribui para a seguran\u00e7a p\u00fablica. &#8220;J\u00e1 pagamos v\u00e1rios impostos e ainda teremos que ratear despesas diretamente?&#8221;. Ele entende que primeiro \u00e9 preciso conscientizar os moradores da import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o. &#8220;Se est\u00e1 ocorrendo esse descaso temos que pressionar as autoridades&#8221;, prop\u00f5e.<br \/>\n<strong>Presidente do Conselho de seguran\u00e7a \u00e9 v\u00edtima de furto<\/strong><br \/>\nO presidente do Conselho de Seguran\u00e7a do Bairro Bom Fim (Conseg), Alexandre Sch\u00fcller Alves, 45 anos, foi v\u00edtima de furto em sua banca, instalada na rua Ramiro Barcelos, em frente ao n\u00famero 1891, no final de junho. O chaveiro comprou um poste de luz para ter energia el\u00e9trica em seu estande de chaves.<br \/>\nDepois de instalar o equipamento em uma sexta-feira, ele aguardou que t\u00e9cnicos da CEEE fizessem a liga\u00e7\u00e3o na rede, na segunda-feira seguinte. Mas Alves n\u00e3o p\u00f4de usufruir de seu investimento nem um \u00fanico dia.<br \/>\nNa madrugada de s\u00e1bado para domingo, dois ladr\u00f5es levaram 28 metros de fio de cobre \u2013 um preju\u00edzo de R$ 300,00. &#8220;Eles subiram na \u00e1rvore ao lado da banca e puxaram por cima. S\u00f3 n\u00e3o levaram tudo porque eu fiz uma base de concreto no ch\u00e3o&#8221;, informa o chaveiro. O crime foi visto por um vizinho que mora no pr\u00e9dio em frente.<br \/>\nEle relatou o caso para F\u00e1bio Augusto, respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os gerais do condom\u00ednio do pr\u00e9dio 1891 da Ramiro. &#8220;Pena que ele n\u00e3o chamou a Brigada Militar. As pessoas querem seguran\u00e7a, mas precisam se ajudar&#8221;, observa Alexandre Alves. O presidente do Conseg lembra que a reuni\u00e3o de julho tratou do tema, ao salientar a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o de moradores e comerciantes no problema, prevenindo casos atrav\u00e9s da troca de informa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs casos de furto e roubos no Bom Fim diminu\u00edram, de acordo com Alves. Ele pr\u00f3prio j\u00e1 tinha sido vitima de tr\u00eas arrombamentos, desde que se instalou no ponto da Ramiro Barcelos, em 1999. &#8220;Mas a situa\u00e7\u00e3o poderia estar melhor se houvesse maior envolvimento&#8221;, aponta. Apenas cinco pessoas participaram do encontro do Conselho de Seguran\u00e7a em julho, que contou com representantes da Brigada Militar.<br \/>\nA reuni\u00e3o acontece sempre na segunda ter\u00e7a-feira do m\u00eas. A pr\u00f3xima ser\u00e1 no dia 5 de agosto, \u00e0s 20h, na Hebraica (rua Jo\u00e3o Telles, 508).<br \/>\n<em><strong>Essa reportagem \u00e9 um dos destaques da edi\u00e7\u00e3o 388 do jornal J\u00c1 Bom Fim\/Moinhos. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 quinzenal e circula gratuitamente nos 10 bairros da \u00e1rea central de Porto Alegre.  <\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helen Lopes O comandante da 3\u00aa Companhia da Brigada Militar, major Aroldo Medina, ter\u00e1 pouco mais de um m\u00eas para convocar os moradores dos sete bairros sob sua responsabilidade para um encontro sobre seguran\u00e7a. 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