{"id":1437,"date":"2008-08-21T16:39:11","date_gmt":"2008-08-21T19:39:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=1437"},"modified":"2008-08-21T16:39:11","modified_gmt":"2008-08-21T19:39:11","slug":"rs-espicha-a-novela-do-eucalipto-afirma-relator-da-lei-de-florestas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/rs-espicha-a-novela-do-eucalipto-afirma-relator-da-lei-de-florestas\/","title":{"rendered":"Albuquerque critica \u201cnoveliza\u00e7\u00e3o\u201d das florestas de eucalipto no Estado"},"content":{"rendered":"<p><strong>Carlos Matsubara, AmbienteJ\u00e1<\/strong><br \/>\n&#8220;Com toda intelig\u00eancia empregada em anos de pesquisa, fico chocado que ainda existam pessoas que possam ser contra tais projetos&#8221;. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita ontem (20\/08) pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) sobre os plantios de eucalipto para produ\u00e7\u00e3o de celulose e papel previstos no Rio Grande do Sul.<br \/>\nRelator da Lei de Florestas, aquela que prev\u00ea a concess\u00e3o de florestas p\u00fablicas brasileiras, lembrou para a plat\u00e9ia do 10\u00ba Congresso Florestal Estadual e 1\u00ba Semin\u00e1rio Mercosul da Cadeira Madeira que o pa\u00eds tem pesquisadores e cientistas que trabalham seriamente na sustentabilidade ambiental da Silvicultura.<br \/>\nCitou que deixou bem claro na Lei de Florestas que Silvicultura \u00e9 uma atividade agr\u00edcola como qualquer outra, que gera emprego e renda. A import\u00e2ncia das florestas, conforme o deputado, tem sido cada vez mais reconhecida pela Sociedade, seja pela fun\u00e7\u00e3o natural ou pela produ\u00e7\u00e3o de bens.<br \/>\n\u201cSe fosse ruim como alguns dizem, a Finl\u00e2ndia n\u00e3o existia mais. Sou a favor da Silvicultura sim, mas contr\u00e1rio \u00e0 monocultura dela\u201d, ponderou. O plantio, segundo o deputado, \u00e9 controlado e possibilita a exist\u00eancia de outras culturas. \u201cPor isso defendo que seja feito cada vez mais em pequenas propriedades\u201d. A meta, conforme Beto, \u00e9 plantar 1 milh\u00e3o de hectares por ano a partir de 2011.<br \/>\n<strong>ONGs e Movimentos Sociais<\/strong><br \/>\nApesar das cr\u00edticas ao eucalipto, o parlamentar disse respeitar a oposi\u00e7\u00e3o das ONGs e dos Movimentos Sociais. \u201cTodas essas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o leg\u00edtimas e os respeito, mas n\u00e3o posso acreditar na \u2018noveliza\u00e7\u00e3o\u2019 do problema\u201d, destacou.<br \/>\nLembrou que h\u00e1 alguns anos, a pol\u00eamica era em torno do plantio de ma\u00e7\u00e3s. Se o Rio Grande do Sul podia plantar ou n\u00e3o a fruta. \u201cOs ga\u00fachos s\u00e3o assim, espicham a novela. Por um lado pode ser bom, mas por outro pode fazer o Estado perder o \u2018time\u2019 do mercado\u201d, afirmou.<br \/>\n<strong>Fundo para Amaz\u00f4nia<\/strong><br \/>\nApresentado pelo presidente Lula durante a COP 9, o Fundo para Amaz\u00f4nia s\u00f3 foi lan\u00e7ado oficialmente no in\u00edcio deste m\u00eas. Mesmo assim, o deputado salientou a import\u00e2ncia do mesmo. Quando foi apresentado, diz ele, teve apoio da Noruega que tinha uma proposta parecida.<br \/>\nO fundo ter\u00e1 as decis\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o centralizadas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social). Beto disse que, apesar da participa\u00e7\u00e3o financeira de outras na\u00e7\u00f5es, a gest\u00e3o do fundo n\u00e3o ir\u00e1 sofrer influ\u00eancias externas.<br \/>\nAs doa\u00e7\u00f5es dos noruegueses ser\u00e3o realidade mediante apresenta\u00e7\u00e3o de resultados concretos como redu\u00e7\u00e3o significativa dos n\u00edveis de desmatamento da Amaz\u00f4nia. E ser\u00e1 por meio do Servi\u00e7o Florestal Brasileiro (SFB) que esses recursos ser\u00e3o administrados. \u201cAs doa\u00e7\u00f5es da Noruega podem chegar a 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano\u201d, acredita Beto.<br \/>\n<strong>Concess\u00f5es de florestas p\u00fablicas<\/strong><br \/>\nO SFB se comprometeu a alcan\u00e7ar tais metas atrav\u00e9s de concess\u00e3o das florestas p\u00fablicas brasileiras. \u201cVamos cadastrar e escriturar todas. A meta em agosto \u00e9 atingir 200 milh\u00f5es de hectares demarcados por monitoramento de sat\u00e9lite\u201d, promete.<br \/>\nO pol\u00edtico comenta que outros pa\u00edses podem aderir ao plano, que \u201cn\u00e3o tem nada a ver com outro, o Plano Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (PAS)\u201d. Embora o objetivo seja o de cadastrar e regularizar 100% das florestas p\u00fablicas, nem todas ser\u00e3o concedidas. A lei hoje permite apenas 3% delas. \u201cSe houver \u00eaxito, esse n\u00famero pode ser repensado, mediante altera\u00e7\u00e3o na lei\u201d, explicou.<br \/>\nNa segunda-feira (18\/08) foi conclu\u00eddo o processo de licita\u00e7\u00e3o da primeira concess\u00e3o. Tr\u00eas empresas ter\u00e3o do direito de explorar, de forma sustent\u00e1vel, a Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rond\u00f4nia, por 40 anos, al\u00e9m de ter a responsabilidade de n\u00e3o degradar a floresta.<br \/>\nO cons\u00f3rcio vencedor \u00e9 liderado pela empresa Alex Madeiras, que ofereceu o pre\u00e7o de R$ 759,7 mil anual. A segunda, com 33 mil hectares, pela empresa Sakura, por R$ 1,6 milh\u00e3o por ano, e a empresa Amata ter\u00e1 o direito de explorar a terceira unidade, de 46 mil hectares, pelo pre\u00e7o de R$ 1,3 milh\u00e3o anual.<br \/>\nA Flona Jamari localiza-se no norte do estado de Rond\u00f4nia, situada ao lado do Rio Jamari, e possui 220 mil hectares dentro dos munic\u00edpios de Candeias do Jamari, Itapu\u00e3 do Oeste e Cujubim. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Matsubara, AmbienteJ\u00e1 &#8220;Com toda intelig\u00eancia empregada em anos de pesquisa, fico chocado que ainda existam pessoas que possam ser contra tais projetos&#8221;. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita ontem (20\/08) pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) sobre os plantios de eucalipto para produ\u00e7\u00e3o de celulose e papel previstos no Rio Grande do Sul. 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