{"id":1443,"date":"2008-08-22T13:17:48","date_gmt":"2008-08-22T16:17:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=1443"},"modified":"2008-08-22T13:17:48","modified_gmt":"2008-08-22T16:17:48","slug":"comunidades-negras-resgatam-arroz-africano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/comunidades-negras-resgatam-arroz-africano\/","title":{"rendered":"Comunidades negras resgatam arroz africano"},"content":{"rendered":"<p><em>Feira ecol\u00f3gica tem promo\u00e7\u00e3o do arroz africano<\/em><br \/>\n<strong>Patr\u00edcia Marini<\/strong><br \/>\nO africano Oryza glaberrima foi a primeira esp\u00e9cie de arroz cultivada no Brasil, trazido pelos escravos. Diferente do arroz asi\u00e1tico, predominante na cozinha nacional, este \u00e9 avermelhado e praticamente desapareceu do territ\u00f3rio brasileiro.<br \/>\nNeste s\u00e1bado, o \u201carroz vermelho\u201d estar\u00e1 em promo\u00e7\u00e3o na Feira dos Agricultores Ecol\u00f3gicos, a mais antiga de Porto Alegre (av. Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio) trazido pelas comunidades quilombolas do Litoral Sul ga\u00facho, que escolheram o dia 23 de agosto, data proclamada pela Unesco como o Dia Internacional da Mem\u00f3ria do Tr\u00e1fico de Escravos e da sua Aboli\u00e7\u00e3o, para divulgar sua produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOryza glaberrima \u00e9 origin\u00e1rio do vale do Rio N\u00edger, na \u00c1frica, e foi introduzido no Brasil por volta de 1600, antes do arroz branco, asi\u00e1tico. As sementes garantiram a subsist\u00eancia dos africanos nas Am\u00e9ricas e simbolizam a resist\u00eancia cultural dos negros escravizados, que chegaram a ser proibidos de cultivar o gr\u00e3o pela Coroa Portuguesa<br \/>\nO projeto de resgatar o arroz africano teve suas bases lan\u00e7adas em 2005, resultado de parceria entre a Oscip Guay\u00ed, o N\u00facleo de Economia Alternativa da UFRGS, Federa\u00e7\u00e3o Quilombola do RS e Petrobras.<br \/>\nO resgate, o cultivo e a dissemina\u00e7\u00e3o do &#8220;arroz quilombola&#8221; objetiva gerar renda nas comunidades quilombolas ga\u00fachas, valorizar a cultura africana, oportunizar conhecimentos de pr\u00e1ticas de tecnologias ecol\u00f3gicas e promover a\u00e7\u00f5es de interc\u00e2mbio cultural e comercial com consumidores.<br \/>\nO arroz africano est\u00e1 sendo cultivado em oito comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, nos munic\u00edpios de Restinga Seca, Palmares do Sul, Mostardas e Tavares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feira ecol\u00f3gica tem promo\u00e7\u00e3o do arroz africano Patr\u00edcia Marini O africano Oryza glaberrima foi a primeira esp\u00e9cie de arroz cultivada no Brasil, trazido pelos escravos. Diferente do arroz asi\u00e1tico, predominante na cozinha nacional, este \u00e9 avermelhado e praticamente desapareceu do territ\u00f3rio brasileiro. Neste s\u00e1bado, o \u201carroz vermelho\u201d estar\u00e1 em promo\u00e7\u00e3o na Feira dos Agricultores Ecol\u00f3gicos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[323,324],"class_list":["post-1443","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas","tag-arroz-africano","tag-oryza-glaberrima"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-nh","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1443"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1443\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}