{"id":14576,"date":"2014-06-27T11:25:01","date_gmt":"2014-06-27T14:25:01","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=14576"},"modified":"2014-06-27T11:25:01","modified_gmt":"2014-06-27T14:25:01","slug":"a-invasao-hermana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-invasao-hermana\/","title":{"rendered":"A invas\u00e3o hermana"},"content":{"rendered":"<p>As ruas centrais de Porto Alegre ficaram azuis e brancas \u2013 ou albicelestes, como dizem los hermanos \u2013 para apoiar sua sele\u00e7\u00e3o que comandada por Lionel Messi derrotou a Nig\u00e9ria, no in\u00edcio da tarde de quarta-feira, 25\/06, por tr\u00eas a dois no est\u00e1dio Beira-Rio.<br \/>\nDos cerca de 100 mil argentinos que estiveram na capital ga\u00facha, pouco mais de um quarto tinha ingresso para assistir a partida. Alguns milhares foram para o FIFA Fan Fest, e o resto se espalhou por bares do Centro Hist\u00f3rico, ou no bairro bo\u00eamio da Cidade Baixa. O neg\u00f3cio era assistir o jogo \u2013 tel\u00e3o ou telinha, n\u00e3o importa \u2013 e confirmada \u00e0 vit\u00f3ria, comemorar.<br \/>\nFrancisco Ribeiro (clique no t\u00edtulo da mat\u00e9ria para ler o resto do artigo).<br \/>\nPorto Alegre, que temeu pela presen\u00e7a dos barrabravas (os hooligans argentinos), recebeu, no geral, bem os provocativos hermanos e suas can\u00e7\u00f5es que invariavelmente terminam dizendo que Maradona \u00e9 melhor do que Pel\u00e9. Mas isso \u00e9 problema deles e no Brasil a maioria leva as letras na esportiva, na goza\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o conv\u00e9m exagerar, como comprovaram os dist\u00farbios envolvendo argentinos nas cidades em que joga a sua sele\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/argrntinos2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14579 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/argrntinos2.jpg\" alt=\"argrntinos2\" width=\"700\" height=\"525\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/argentinos3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14582 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/argentinos3.jpg\" alt=\"argentinos3\" width=\"700\" height=\"525\" \/><\/a><br \/>\nNo Rio de Janeiro, por exemplo, um grupo, ao tentar interromper o tr\u00e2nsito na Avenida Atl\u00e2ntica, Copacabana, foi reprimido com g\u00e1s de pimenta. No bairro Savassi, em Belo Horizonte, brasileiros e argentinos alcoolizados promoveram, num bar, uma verdadeira guerra de garrafas, vazias, naturalmente. J\u00e1 em Porto Alegre, na noite de ter\u00e7a-feira, 24\/06, um torcedor argentino foi baleado na coxa num bar da Rua Fernando Machado, ap\u00f3s uma discuss\u00e3o sobre futebol.<br \/>\nContudo, n\u00e3o faltaram precau\u00e7\u00f5es. \u00d3rg\u00e3os de seguran\u00e7a argentinos, em colabora\u00e7\u00e3o com seus pares brasileiros, fizeram uma lista de 2500 nomes de indiv\u00edduos com antecedentes criminais, e pertencentes \u00e0s barrabravas de clubes daquele pa\u00eds. Isso possibilitou a identifica\u00e7\u00e3o e a proibi\u00e7\u00e3o de entrada, ou a expuls\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro de dezenas desses elementos. Mas sabe-se que muitos desses delinquentes disfar\u00e7ados de torcedores conseguiram burlar os filtros de seguran\u00e7a e ingressar no Brasil.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Barrabravas<\/span><br \/>\nUma t\u00edpica a\u00e7\u00e3o barrabrava ocorreu quarta-feira, 25\/06, pela manh\u00e3, poucas horas antes do jogo Argentina e Nig\u00e9ria. Nessa ocasi\u00e3o, tr\u00eas torcedores nigerianos denunciaram terem sido agredidos por um grupo de argentinos: \u201croubaram nossos ingressos, comportaram-se como animais\u201d, desabafou um revoltado africano. Mas os barras n\u00e3o foram os \u00fanicos vil\u00f5es. Al\u00e9m de argentinos, foram detidos nigerianos e indianos vendendo ingressos falsos para o jogo no Beira-Rio.<br \/>\nMas seria injusto, por causa desses incidentes, discriminar os argentinos. Al\u00e9m dos milh\u00f5es de reais que injetam no com\u00e9rcio das cidades onde joga a sua sele\u00e7\u00e3o, a maioria quer apenas torcer em paz ou como disse a simp\u00e1tica Claudia Xavier, natural de C\u00f3rdoba, a segunda cidade mais populosa da Argentina: \u201caqui hemos venido a disfrutar\u201d (estamos aqui para nos divertir).<br \/>\nComerci\u00e1ria, ela viajou de \u00f4nibus com o marido, Juan, cerca de 1600 quil\u00f4metros para assistir o jogo em Porto Alegre. No Caminho do Gol \u2013 trecho que vai da Avenida Borges de Medeiros ao Beira-Rio \u2013 o casal exibiu, discretamente, os ingressos comprados com bastante anteced\u00eancia. Tamb\u00e9m achou absurdo o fato de alguns compatriotas estarem dispostos a pagar mais de mil d\u00f3lares para assistir o jogo ao vivo: \u201c\u00e9 melhor pegar a grana e ir para o Fan Fest, e encher a cara de cerveja e caipirinha\u201d, sugeriu a bem-humorada Claudia.<br \/>\nOp\u00e7\u00e3o que coube Jorge Kelm, 19, um alto e loiro pibe (rapaz) de Colegiales, um bairro de Buenos Aires, que com mais dois amigos, estudantes de jornalismo, encararam num velho Fiat os 1366 quil\u00f4metros que separam a capital portenha de Porto Alegre. Chegaram s\u00e1bado, 21\/06, dormiram no carro e depois armaram uma barraca no Acampamento Farroupilha. Gostaram muito do Brique da Reden\u00e7\u00e3o: \u201cEm Colegiales temos algo parecido, um Mercado de Pulgas\u201d, informou Kelm.<br \/>\nPara ele, estar no Brasil j\u00e1 \u00e9 um pr\u00eamio, mesmo sem dinheiro para comprar os ingressos dos jogos. Salienta o ambiente de festa que acompanha o selecionado argentino pelas cidades brasileiras: \u201cn\u00e3o sei se vamos ser campe\u00f5es. Mas, com certeza, temos o melhor jogador. Messi \u00e9 superior a Neymar, Robin ou Cristiano Ronaldo. S\u00f3 n\u00e3o \u00e9 melhor que Maradona ou Pel\u00e9\u201d. Sobre os dois \u00faltimos, n\u00e3o quis fazer compara\u00e7\u00f5es para estabelecer quem foi o maior. Em terra estrangeira: prud\u00eancia, ch\u00e1 e simpatia. Conselho que deveria ser seguido pelos torcedores de qualquer pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As ruas centrais de Porto Alegre ficaram azuis e brancas \u2013 ou albicelestes, como dizem los hermanos \u2013 para apoiar sua sele\u00e7\u00e3o que comandada por Lionel Messi derrotou a Nig\u00e9ria, no in\u00edcio da tarde de quarta-feira, 25\/06, por tr\u00eas a dois no est\u00e1dio Beira-Rio. Dos cerca de 100 mil argentinos que estiveram na capital ga\u00facha, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":14577,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-14576","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":14576,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-3N6","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14576\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}