{"id":15208,"date":"2014-07-18T19:18:21","date_gmt":"2014-07-18T22:18:21","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=15208"},"modified":"2014-07-18T19:18:21","modified_gmt":"2014-07-18T22:18:21","slug":"faixa-de-gaza-facebook-retira-paginas-com-ameacas-a-jornalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/faixa-de-gaza-facebook-retira-paginas-com-ameacas-a-jornalista\/","title":{"rendered":"Faixa de Gaza: Facebook retira p\u00e1ginas com amea\u00e7as a jornalista"},"content":{"rendered":"<p>Um post da jornalista Deborah Cattani, 25 anos, trouxe o conflito do Oriente M\u00e9dio entre israelenses e palestinos para o Facebook. Deborah, judia moradora de Porto Alegre, que passou um tempo em Israel a 15 minutos da Faixa de Gaza, escreveu que \u00e9 desumano o que estado israelense est\u00e1 fazendo: \u201cMais desumano que o holocausto, mais duradouro que o holocausto, mais pertinente que o holocausto, pois hoje em dia todo o mundo pode ver com os pr\u00f3prios olhos e mesmo assim, poucos reagem.\u201d<br \/>\nEla acrescentou que tem muitos amigos judeus, mas cada vez menos. \u201cCada vez que um deles posta um heil Israel no Facebook ou qualquer coisa dizendo \u2018matem os \u00e1rabes\u2019, eu tenho um amigo a menos. Se voc\u00eas j\u00e1 assistiram o filme A Onda, \u00e9 exatamente isso que o governo israelense faz com seus jovens. J\u00e1 tive treinamento militar israelense, sei como funciona toda a lavagem cerebral e at\u00e9 entendo porque funciona, afinal, somos pobres v\u00edtimas.\u201d<br \/>\nEste post colocado no ar na sexta-feira, 11, provocou uma s\u00e9rie de respostas entre pr\u00f3s e contra o conflito, alguns agressivos, outros carinhosos, com \u00f3dio, ou pedindo paz. At\u00e9 a\u00ed, tudo bem, mas hoje Deborah incluiu outro post: \u201cEu estou recebendo amea\u00e7as de toda a comunidade judaica de Porto Alegre, S\u00e3o Paulo e at\u00e9, pasmem, Buenos Aires. J\u00e1 estou na lista negra.\u201d<br \/>\nAs declara\u00e7\u00f5es de Deborah, antes publicadas somente para amigos, acabaram se tornando p\u00fablicas e difundidas por milhares de pessoas. Nesta segunda-feira, j\u00e1 eram quase 12 mil compartilhamentos. Tamb\u00e9m os coment\u00e1rios ao post, contra e a favor, se multiplicaram. O problema \u00e9 que o debate acabou muitas vezes em ofensas m\u00fatuas entre os internautas que leram a postagem. Mas o que mais assustou Deborah foram as amea\u00e7as, algumas veladas, outras bem diretas.<br \/>\n&#8220;Estou assustada, sim. N\u00e3o nego&#8221;, diz ela sobre algumas das mensagens recebidas. &#8220;As piores amea\u00e7as s\u00e3o as indiretas de pessoas da fam\u00edlia, isso machuca&#8221;, lamenta. Outras, mais fortes, dizem que ela deveria &#8220;ser largada em Gaza para ser estuprada&#8221;.<br \/>\nEm uma mensagem privada, ainda mais grave, um usu\u00e1rio do Facebook amea\u00e7a: &#8220;Sua vagabunda. N\u00e3o seria surpresa voc\u00ea acabar sofrendo um acidente por a\u00ed, pois n\u00e3o vai conseguir saber quem s\u00e3o as pessoas que te esperam em frente a sua casa, as pessoas que andam atr\u00e1s de voc\u00ea. Cuidado heim. Shalom.&#8221;<br \/>\nUm pouco depois, Deborah escreveu o derradeiro post sobre o assunto, por enquanto: \u201cA p\u00e1gina que vinha me perseguindo foi exclu\u00edda do Facebook! Pra voc\u00eas verem como pessoas infundadas n\u00e3o conseguem levar o debate adiante e, al\u00e9m de baixarem o n\u00edvel, n\u00e3o aguentam as consequ\u00eancias de seus atos.<br \/>\nQuero dizer mais uma coisa, e vai ser o meu \u00faltimo post sobre o assunto por um bom tempo, em nenhum momento preguei \u00f3dio aos judeus, ou a Israel. Sinto vergonha das atitudes perpetradas por eles e admito isso com dor no cora\u00e7\u00e3o, pois, por pior que seja a situa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m fa\u00e7o parte desta cultura.<br \/>\nTamb\u00e9m sou contra o Hamas, mas isso n\u00e3o faz de mim uma cega e ignorante que vai se deixar levar pelo amor de uma p\u00e1tria. Patriotismo e religi\u00e3o devem ser separados no quesito Oriente M\u00e9dio.\u201d<br \/>\nDeborah revelou que a maior amea\u00e7a foi da Juventude Judaica Organizada, de S\u00e3o Paulo. \u201cS\u00f3 que eles tiraram do ar todos os coment\u00e1rios, mas tenho as c\u00f3pias.\u201d Ela, ent\u00e3o, formalizou a den\u00fancia para o Facebook, Twitter e Instagram em rela\u00e7\u00e3o aos posts mais agressivos.<br \/>\nA p\u00e1gina da Juventude Judaica Organizada est\u00e1 fora do ar. Como tudo isso aconteceu segunda-feira,14 de julho, Dia da Liberdade de Pensamento, Deborah citou os artigos XVIII e XIX da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos: &#8211; &#8220;Todo homem tem direito \u00e0 liberdade de pensamento, consci\u00eancia e religi\u00e3o&#8221;; &#8211; &#8220;Todo homem tem direito \u00e0 liberdade de opini\u00e3o e express\u00e3o&#8221;.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Palavra do Rabino <\/span><br \/>\nO professor Guershon Kwasniewski, rabino da Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Benefic\u00eancia (Sibra\/RS), diz que as citadas amea\u00e7as da comunidade judaica n\u00e3o existem. \u201cDeborah est\u00e1 aproveitando a repercuss\u00e3o para se promover. As amea\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o publicadas em seu Facebook e podem ter ocorrido \u2018in box\u2019. Ela deveria publicar e denunciar \u00e0 pol\u00edcia.\u201d<br \/>\nSegundo ele, os posts s\u00e3o uma vis\u00e3o dos fatos de uma judia e por isso deu esta repercuss\u00e3o. \u201cEla demonstra um ressentimento por algum problema que desconhecemos.\u201d Kwasniewski entende que todo o conflito \u00e9 deplor\u00e1vel. \u201cLamentamos a viol\u00eancia, mas entendemos que \u00e9 um direito de Israel defender sua popula\u00e7\u00e3o civil. \u00c9 preciso lembrar os fatos iniciais deste conflito, conforme ele. \u201cTr\u00eas estudantes israelenses foram sequestrados e mortos por terroristas do Hamas.<br \/>\nDepois um palestino de 17 anos foi sequestrado e executado em Jerusal\u00e9m Oriental. A partir disso, o Hamas passou a lan\u00e7ar foguetes contra a popula\u00e7\u00e3o civil de Israel, \u00fanico estado democr\u00e1tico do Oriente M\u00e9dio, que tem o direito de defesa.<br \/>\nEnquanto Israel tenta minimizar a morte de civis em Gaza, avisando para a popula\u00e7\u00e3o se proteger dos ataques, o Hamas usa seus civis como escudo e tenta, a qualquer custo, aumentar o n\u00famero de mortos civis em Israel, atacando de proposito cidades onde moram 4.5 milh\u00f5es de pessoas.\u201d <strong>(Por S\u00e9rgio Lagranha)<\/strong><br \/>\n<span class=\"intertit\"> Cessar-fogo dura seis horas<\/span><br \/>\nO gabinete de seguran\u00e7a israelense, presidido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, aceitou na madrugada desta ter\u00e7a-feira (15) a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Egito, disse um porta-voz do governo, uma semana depois de ataques cont\u00ednuos terem causado mais de 180 mortes. J\u00e1 o movimento de resist\u00eancia isl\u00e2mica Hamas, que controla a Faixa de Gaza, rejeitou a proposta.<br \/>\n&#8220;O gabinete decidiu aceitar a iniciativa eg\u00edpcia para acabar com o cessar-fogo&#8221;, disse Ofir Gendelman, porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no Twitter. S\u00f3 que a tr\u00e9gua durou apenas seis horas. Avi\u00f5es israelenses retomaram pela manh\u00e3 o bombardeio na Faixa de Gaza, em consequ\u00eancia da rejei\u00e7\u00e3o do cessar-fogo pelo movimento palestino Hamas.<br \/>\nDiversos ataques foram dirigidos contra o territ\u00f3rio palestino, em particular, a cidade de Khan Yunis e o bairro de Zeitun, no leste da cidade de Gaza. Poucos minutos antes do in\u00edcio dos novos ataques, o porta-voz do Ex\u00e9rcito, Peter Lerner, disse em sua conta no Twitter que os bombardeios iriam recome\u00e7ar. \u201cAp\u00f3s seis horas de disparos cegos de m\u00edsseis sobre Israel, as for\u00e7as de defesa retomaram suas atividades operacionais contra o Hamas.\u201d<br \/>\n<span class=\"intertit\">O que vai acontecer em Gaza agora?<\/span><br \/>\nAs infraestruturas est\u00e3o destru\u00eddas e a popula\u00e7\u00e3o se pergunta quem vai consert\u00e1-las <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fecha\/20140716\">ROBERT TURNER 16 JUL 2014<\/a><br \/>\nEnquanto estou aqui sentado no meu escrit\u00f3rio\/dormit\u00f3rio na Cidade de Gaza, escutando os ataques a\u00e9reos e os disparos de foguetes, discute-se como acabar com a viol\u00eancia. \u00c9 algo extremamente desej\u00e1vel, sobretudo para a popula\u00e7\u00e3o civil de Gaza, <a href=\"http:\/\/www.ochaopt.org\/documents\/ocha_opt_sitrep_16_07_2014.pdf\">que tem sido a mais castigada<\/a> pela atual escalada. Mas quando penso nos 17.000 <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/07\/16\/internacional\/1405492286_551846.html\">desabrigados refugiados<\/a> em escolas, com alguns dos quais conversei na ter\u00e7a-feira, me pergunto o que devem estar pensando disso. Porque eles j\u00e1 viveram tudo isso antes.<br \/>\nPara a maioria, esta guerra \u00e9 o <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/07\/08\/internacional\/1404808891_798138.html\">terceiro desalojamento desde 2009<\/a>; muitos voltaram exatamente para a mesma sala de aula de antes. Se este poss\u00edvel cessar-fogo terminar da mesma forma que os anteriores, ser\u00e1 que essas pessoas v\u00e3o acreditar que se trata de algo mais do que uma breve tr\u00e9gua? Para Gaza, <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/07\/14\/internacional\/1405367418_742767.html\">o retorno \u00e0 \u201ccalma\u201d<\/a> \u00e9 um retorno ao oitavo ano de bloqueio. \u00c9 um retorno a mais para os 50% da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o t\u00eam trabalho nem sal\u00e1rio. \u00c9 um retorno ao confinamento em Gaza e \u00e0 falta de acesso externo aos mercados, aos empregos e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o; em suma, \u00e0 falta de acesso ao mundo l\u00e1 fora. Por exemplo, se uma das av\u00f3s com quem conversei na ter\u00e7a-feira quisesse ir estudar na Universidade de Birzeit, na Cisjord\u00e2nia, ela simplesmente n\u00e3o poderia.<br \/>\nO <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/israel\/a\/\">Governo israelense<\/a> n\u00e3o tem que demonstrar que essa av\u00f3 representa uma amea\u00e7a concreta para a seguran\u00e7a, j\u00e1 que adotou uma proibi\u00e7\u00e3o generalizada de que os habitantes de Gaza estudem na Cisjord\u00e2nia, com base em uma indefinida amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ochaopt.org\/documents\/humanitarian_Snapshot_13July2014_oPt_V1.pdf\">A imensa maioria da popula\u00e7\u00e3<\/a>o est\u00e1 proibida de sair dessa faixa de terra de 356 quil\u00f4metros quadrados. Se um dos cultivadores de tomate com quem me encontrei na ter\u00e7a-feira encontrar um comprador para seu produto em Paris, Peoria ou Praga, ele pode, sob determinadas condi\u00e7\u00f5es, embalar os tomates e envi\u00e1-los atrav\u00e9s do \u00fanico posto de fronteira comercial aberto, de onde seguiriam para o porto de Ashdod ou o aeroporto Ben Gurion (dois dos pontos mais vulner\u00e1veis de Israel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a).<br \/>\nMas, infelizmente, n\u00e3o h\u00e1 mercado para os tomates de Gaza em Paris, Peoria ou Praga. H\u00e1 mercado para os tomates de Gaza em Israel e na Cisjord\u00e2nia, mas esse agricultor n\u00e3o tem permiss\u00e3o para vender seus tomates por causa dessa mesma indefinida amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a.<br \/>\nOs idosos com quem me reuni na ter\u00e7a-feira se perguntam como poder\u00e3o ter acesso aos postos de sa\u00fade ap\u00f3s este cessar-fogo. Exceto pelos servi\u00e7os oferecidos por n\u00f3s, da <a href=\"http:\/\/www.unrwa.org\/\">Ag\u00eancia da ONU para os Refugiados da Palestina no Oriente M\u00e9dio<\/a> (UNRWA, na sigla em ingl\u00eas), e por alguns centros m\u00e9dicos particulares e de ONGs, o sistema p\u00fablico de sa\u00fade est\u00e1 afundando.<br \/>\nAs infraestruturas est\u00e3o destru\u00eddas e a popula\u00e7\u00e3o se pergunta quem ter\u00e1 o papel de consert\u00e1-las. Se a Autoridade Palestina n\u00e3o tem permiss\u00e3o ou n\u00e3o pode fazer isso, espera-se que a comunidade internacional o fa\u00e7a? Ou ser\u00e1 Israel, a pot\u00eancia ocupadora, quem deve assumir essa responsabilidade?<br \/>\nAs m\u00e3es com quem falei na ter\u00e7a-feira se perguntam se seus filhos ir\u00e3o \u00e0 escola dentro de apenas seis semanas se n\u00e3o puderem ir a uma das 245 escolas da UNRWA. Quem vai consertar o que est\u00e1 destru\u00eddo nas escolas p\u00fablicas, quem vai fornecer os livros, quem vai pagar os professores?<br \/>\nSe os col\u00e9gios p\u00fablicos n\u00e3o abrirem, espera-se que a UNRWA preencha essa lacuna? Falta-nos capacidade f\u00edsica e recursos humanos e econ\u00f4micos para aceitar dezenas ou at\u00e9 centenas de milhares de alunos extras nas nossas escolas. A UNRWA e toda a ONU em geral, incluindo o PAM, a UNICEF, o <a href=\"http:\/\/www.unocha.org\/\">OCHA<\/a> e o <a href=\"http:\/\/www.undp.org\/content\/undp\/es\/home.html\">PNUD<\/a> continuam comprometidos em atender \u00e0s necessidades humanit\u00e1rias do povo de Gaza. Uma das \u00e1reas nas quais a UNRWA redobrou seus esfor\u00e7os nos \u00faltimos anos foi a da constru\u00e7\u00e3o civil, na qual contamos com uma grande quantidade de projetos.<br \/>\nS\u00e3o principalmente escolas para nosso programa de educa\u00e7\u00e3o, nas quais ensinamos mais de 230.000 crian\u00e7as no ano passado, e de casas para aqueles cujos lares foram destru\u00eddos nos conflitos anteriores ou destru\u00eddos por Israel.<br \/>\nQuando queremos construir algo, temos que enviar uma proposta detalhada do projeto para Israel, com o esbo\u00e7o, a localiza\u00e7\u00e3o e um or\u00e7amento completo. Em seguida, os israelenses analisam a proposta, num processo que, em tese, n\u00e3o deveria precisar de mais de dois meses, mas que dura, em m\u00e9dia, quase 20 meses.<br \/>\nN\u00e3o tivemos nenhuma aprova\u00e7\u00e3o de projetos entre mar\u00e7o de 2013 e maio de 2014, durante o \u00faltimo per\u00edodo de \u201ccalma\u201d, apesar de termos quase 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares em projetos esperando para serem aprovados.<br \/>\nSer\u00e1 que esta pr\u00f3xima \u00e9poca de \u201ccalma\u201d ser\u00e1 melhor? E, acima de tudo, as pessoas aqui se perguntam <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/06\/02\/internacional\/1401705077_688514.html\">quem vai governar Gaza<\/a>. Ningu\u00e9m tem a resposta para essa pergunta. Acredito que os habitantes de Gaza diriam que se esse \u00e9 o tipo de \u201ccalma\u201d que as pessoas t\u00eam em mente, mesmo que prefer\u00edvel \u00e0 viol\u00eancia atual, ela n\u00e3o poder\u00e1 durar. N\u00e3o vai durar. Robert Turner \u00e9 diretor de opera\u00e7\u00f5es da UNRWA <a href=\"http:\/\/www.unrwa.org\/careers\/duty-stations-gaza\">em Gaza<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um post da jornalista Deborah Cattani, 25 anos, trouxe o conflito do Oriente M\u00e9dio entre israelenses e palestinos para o Facebook. 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