{"id":1535,"date":"2008-09-02T17:05:30","date_gmt":"2008-09-02T20:05:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=1535"},"modified":"2008-09-02T17:05:30","modified_gmt":"2008-09-02T20:05:30","slug":"braskem-quer-construir-cinco-usinas-de-biomassa-no-rs-a-partir-da-casca-do-arroz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/braskem-quer-construir-cinco-usinas-de-biomassa-no-rs-a-partir-da-casca-do-arroz\/","title":{"rendered":"Braskem quer cinco usinas de biomassa no RS a partir da casca do arroz"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Carlos Matsubara, Ambiente J\u00c1<\/strong><br \/>\nA Braskem iniciou no dia 1\u00ba, as tratativas com produtores de arroz do Estado para comprar mat\u00e9ria-prima que ir\u00e1 mover cinco usinas de biomassa. Toda produ\u00e7\u00e3o gerada servir\u00e1 para consumo pr\u00f3prio. A expectativa \u00e9 que elas gerem 50 megawatts, o suficiente para abastecer uma cidade com 350 habitantes.<br \/>\nMapeamento inicial da empresa apontou os cinco munic\u00edpios para receber as usinas. S\u00e3o Borja, Itaqui, Pelotas, Dom Pedrito e Camaqu\u00e3. O Rio Grande do Sul j\u00e1 conta com quatro delas movidas \u00e0 casca de arroz que geram um total de 13 MW. Todas s\u00e3o empreendimentos de produtoras de arroz em Itaqui, Alegrete (2) e S\u00e3o Gabriel.<br \/>\nO diretor de Energia da Braskem, Marcos Vinicius Gusm\u00e3o do Nascimento, justifica o investimento. \u201cSomos o terceiro maior consumidor de energia do pa\u00eds e queremos ampliar nosso mix de fontes. O Rio Grande do Sul nos d\u00e1 a chance do reaproveitamento de res\u00edduos agr\u00edcolas\u201d.<br \/>\nA empresa baiana, que controla a Copesul e Ipiranga Petroqu\u00edmica no Estado, consome energia gerada por \u00f3leo diesel, g\u00e1s natural e carv\u00e3o mineral e ainda vem estudando a possibilidade de outras fontes, at\u00e9 mesmo a h\u00eddrica.<br \/>\nPara o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) os ga\u00fachos sempre sentiram falta de investidores para que esse tipo de energia finalmente fosse alavancada. Ele lembrou que as usinas da Braskem tamb\u00e9m poder\u00e3o aproveitar cavacos e outros res\u00edduos de madeira. \u201cTemos tamb\u00e9m na Metade Sul do Estado essa possibilidade com os investimentos das empresas de papel e celulose\u201d, destacou.<br \/>\nFloriano Isolan, consultor florestal da CaixaRS, aprova a iniciativa da empresa. Ele defende que seja ampliada para o setor florestal como um todo. \u201cPodemos agregar empresas menores em torno das grandes para produzir uma gama ampla de sub-produtos para a Ind\u00fastria da Madeira. Para o especialista, essa gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica atrav\u00e9s de res\u00edduos da madeira seria como \u201cfechar o ciclo\u201d.<br \/>\n<strong>Dist\u00e2ncia pode ser entrave<\/strong><br \/>\nAna Carla Petiti, gerente de comercializa\u00e7\u00e3o da Braskem, explicou aos produtores presentes ao evento em Porto Alegre que estudos de viabilidade econ\u00f4mica exigem que a dist\u00e2ncia da gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos at\u00e9 as usinas n\u00e3o pode ultrapassar um raio de 10 quil\u00f4metros.<br \/>\nPara o produtor Alcir Buske, da Cooperativa Agr\u00edcola e Mista de Agudo, a inten\u00e7\u00e3o da empresa \u201cparece uma \u00f3tima oportunidade\u201d. O problema, segundo ele, seria realmente essa limita\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia. \u201cN\u00f3s (arrozeiros) temos dificuldade em encontrar solu\u00e7\u00e3o para a casca de arroz\u201d, afirma ele, que vai participar da rodada de conversa\u00e7\u00f5es durante a semana. A cooperativa de Agudo conta com 500 produtores que geram cerca de 30 toneladas por m\u00eas desse res\u00edduo, que hoje \u00e9 utilizado como cobertura morta (aduba\u00e7\u00e3o no solo).<br \/>\nDepois de receber muitos questionamentos sobre essa limita\u00e7\u00e3o, os t\u00e9cnicos da empresa admitiram a possibilidade de ampliar a dist\u00e3ncia em raz\u00e3o das tecnologias de compacta\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos. \u201cTudo isso ser\u00e1 conversado no decorrer das negocia\u00e7\u00f5es que teremos com os interessados\u201d.<br \/>\nMarcelo Wasem, coordenador Sul de Energia da Braskem, explicou que 100% do risco dos investimentos ser\u00e3o de responsabilidade da empresa, mas os produtores ter\u00e3o de comprovar capacidade de fornecimento pelo per\u00edodo m\u00ednimo de 15 anos.<br \/>\nA empresa pretende firmar protocolos de inten\u00e7\u00f5es com interessados j\u00e1 com a defini\u00e7\u00e3o da capacidade de fornecimento e do pre\u00e7o a ser pago aos produtores ou cooperativas. O valor, no entanto, n\u00e3o foi divulgado. Conforme Ana Carla Petiti, a petroqu\u00edmica ainda n\u00e3o tem como afirmar qual valor poder\u00e1 pagar. \u201c Vai depender da quantidade, do tempo e da dist\u00e2ncia no transporte da mat\u00e9ria-prima\u201d. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o de quantidade m\u00ednima para compra da mat\u00e9ria-prima de cada produtor.<br \/>\n<strong>As usinas<\/strong><br \/>\nA expectativa da Braskem \u00e9 que seja poss\u00edvel construir cinco usinas, cada uma com capacidade de, no m\u00ednimo, 10 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de 70 mil habitantes. Para o funcionamento de cada uma s\u00e3o necess\u00e1rios 5 ml toneladas\/m\u00eas de casca de arroz. Conforme o diretor de Energia da empresa, as usinas ser\u00e3o projetadas para queimar tanto casca de arroz quanto res\u00edduos de madeira.<br \/>\nPara o produtor que desejar vender esse res\u00edduo \u00e0 empresa ainda existe a possibilidade de receber um repasse referente a cr\u00e9ditos de carbono. \u201cIsso tamb\u00e9m ser\u00e1 estudado pela empresa\u201d, explica Marcos Vin\u00edcius.<br \/>\nEmbora j\u00e1 seja um tipo de res\u00edduo, a casca de arroz ainda pode gerar um sub-res\u00edduo (cinza) durante sua queima, que os t\u00e9cnicos da empresa admitem ainda n\u00e3o ter resolvido como destin\u00e1-lo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carlos Matsubara, Ambiente J\u00c1 A Braskem iniciou no dia 1\u00ba, as tratativas com produtores de arroz do Estado para comprar mat\u00e9ria-prima que ir\u00e1 mover cinco usinas de biomassa. Toda produ\u00e7\u00e3o gerada servir\u00e1 para consumo pr\u00f3prio. 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