{"id":15590,"date":"2014-07-24T17:40:21","date_gmt":"2014-07-24T20:40:21","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=15590"},"modified":"2014-07-24T17:40:21","modified_gmt":"2014-07-24T20:40:21","slug":"terceirizacao-20-mil-processos-na-justica-do-trabalho-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/terceirizacao-20-mil-processos-na-justica-do-trabalho-2\/","title":{"rendered":"Terceiriza\u00e7\u00e3o: 20 mil processos na Justi\u00e7a do Trabalho"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal est\u00e1 para julgar este ano uma causa trabalhista milion\u00e1ria que transbordou do \u00e2mbito da Justi\u00e7a do Trabalho e interessa particularmente aos trabalhadores terceirizados pela ind\u00fastria de celulose.<br \/>\nO caso envolve um recurso da Cenibra, que atua no leste de Minas\/oeste do Esp\u00edrito Santo e foi condenada a pagar R$ 2 milh\u00f5es em uma a\u00e7\u00e3o antiterceiriza\u00e7\u00e3o movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho.<br \/>\nA subida do processo da Cenibra ao Supremo \u00e9 um esfor\u00e7o advocat\u00edcio extremo no sentido de reverter o entendimento generalizado no TST de que as empresas n\u00e3o podem terceirizar suas principais atividades (atividades-fim).<br \/>\n\u00c9 por isso que os trabalhadores ganham a maioria dos recursos que chegam \u00e0 inst\u00e2ncia superior da Justi\u00e7a do Trabalho, na qual tramitam hoje cerca de 20 mil processos de terceiriza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nUm dos mais cabeludos envolve telef\u00f4nicas que terceirizam os servi\u00e7os de call center operados por cerca de 500 mil pessoas no Brasil.<br \/>\nAl\u00e9m de telecomunica\u00e7\u00f5es e celulose, os principais usu\u00e1rios da terceiriza\u00e7\u00e3o s\u00e3o os setores de constru\u00e7\u00e3o civil, energia el\u00e9trica, log\u00edstica, minera\u00e7\u00e3o, bancos e sa\u00fade. Estima-se que 10 milh\u00f5es de pessoas trabalhavam em empresas que prestam servi\u00e7os terceirizados. Isso representava 25,5% do mercado formal de m\u00e3o-de-obra no pa\u00eds.<br \/>\nComo n\u00e3o h\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre a terceiriza\u00e7\u00e3o, os advogados empresariais esperam que o Supremo adote uma postura menos r\u00edgida do que o TST. Eles alegam que a terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia global, enquanto os sindicatos a apontam como um mecanismo de explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<br \/>\nDe acordo com uma pesquisa realizada em 2010 pela Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP), a remunera\u00e7\u00e3o dos trabalhadores terceirizados era 27,1% menor do que a dos empregados diretos. Mas o sal\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 o maior problema.<br \/>\nA terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 pr\u00e1tica corrente no Brasil desde os anos 1970, quando come\u00e7ou a ser implantada no setor banc\u00e1rio. Desde ent\u00e3o, predomina no TST o entendimento de que toda terceiriza\u00e7\u00e3o frauda a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (de 1943), pois implica na retirada de benef\u00edcios que favorecem os empregados diretos, configurando a famosa \u201cprecariza\u00e7\u00e3o\u201d das rela\u00e7\u00f5es de trabalho &#8212; sal\u00e1rios menores, jornadas maiores, um n\u00famero maior de acidentes fatais de trabalho e o enfraquecimento do movimento sindical.<br \/>\nSegundo o jornal Valor Econ\u00f4mico, a Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT) j\u00e1 pediu uma audi\u00eancia com os ministros do STF em nome de todas as centrais sindicais. Elas temem que a liberaliza\u00e7\u00e3o dos contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o crie uma retirada maci\u00e7a de benef\u00edcios dos trabalhadores, j\u00e1 prejudicados nas \u00faltimas d\u00e9cadas pela onda da \u201cflexibiliza\u00e7\u00e3o\u201d (quase sempre a favor dos patr\u00f5es) dos direitos trabalhistas. (Geraldo Hasse)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal est\u00e1 para julgar este ano uma causa trabalhista milion\u00e1ria que transbordou do \u00e2mbito da Justi\u00e7a do Trabalho e interessa particularmente aos trabalhadores terceirizados pela ind\u00fastria de celulose. 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